Os dias sem esperanças. Seguir história

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Que tenhamos esperança, mesmo quando não temos.


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Dia 150

Eu tenho tentado, eu venho lutando, dia após dia.

Esses dias sem esperanças, ou é um sonho em que eu revivo tudo o que eu passei, ou é uma crise de choro em que meu peito dói e que as lagrimas vem, em que eu preciso me sentir protegido, mas eu não tenho ninguém.

Eu não tinha ninguém quando eu precisei, eu abafei os meus gritos no travesseiro, ou no banheiro debaixo do chuveiro, quando eu me senti usado um lixo, ou quando eu ficava solitário, naquele lugar que não tinha sol.

Eu pedi a Deus pra morrer, eu pedi pra sair de lá, eu pedi pra que algo fosse feito por mim, mas eu continuei lá.

E aquilo tudo destruiu a minha alma, e toda vez que eu penso nisso eu choro, porque eu não queria que fosse daquela maneira, eu não queria, eu pedi implorei por socorro, eu liguei eu pedi, eu só precisava fugir.

Eu sabia quando era ele, eu conhecia os passos, eu sabia eu tinha uma armadura um sorriso pra colocar no rosto, as noites não passavam e os dias eram longos.

Tudo que eu sempre quis que era morar em Curitiba ter um emprego dos sonhos, estar junto de pessoas que eu amava e que diziam me amar foram tirados de mim, alias ninguém me amava, eu os amava e me doava eu estava presente. E quando eu precisei eu estava só, eu estava calado sem voz, e tinha que fingir uma felicidade que eu não tinha.

Eu perdi várias coisas naqueles dias principalmente a crença em que o amor é uma coisa que irá acontecer na minha vida, também perdi o resto de ingenuidade que existia em mim, comecei a ver as pessoas como elas são cruéis e interesseiras.

Toda vez que eu ficava só eu chorava, e eu tentava achar uma solução entre sair dali mas eu não queria voltar pra cá, porque eu saberia como seria a minha vida aqui, mas eu não tinha mais escolhas porque eu estava fraco eu estava cansado, eu chorava eu pedia alguma solução, eu não acreditava realmente no que estava acontecendo comigo que eu havia me colocado naquela situação de risco, não, eu tinha vergonha da minha realidade, eu tinha vergonha de mim, do meu corpo, E toda vez em que ele dormia, eu chorava e pedia a Deus pra me tirar dali, e pedia a Deus pra morrer, e toda vez eu tomava susto quando ele me tocava ou ele chegava era como se o meu sistema de alerta estivesse ligado o tempo todo, eu tentei avisar, eu tentei contar, eu tentei gritar mas eu não conseguia eu não tinha forças pra correr e nem pra onde.


Quando eu cheguei aqui eu vi o tamanho do estranho que foi feito na minha vida, o caos que eu foi causado, e eu ainda fui acusado de mentir, de inventar uma historia, mas eu já não tinha mais força e esperança pra mudar algo que já havia acontecido, eu sempre fui romântico, cheio de sonhos e esperanças e tudo que restou em mim era pó, era nada era um eu sem alma, que chorava (e ainda choro) todos os dias por algo que foi, eu peço a Deus todas as noites por algo que eu ainda não sei o que é, mas que eu consiga sair disso.

Eu perdi os meus sonhos, eu to aqui sobrevivendo no meu caos, tentando através de remédios, meditação, mas o vazio continua, a falta de esperança, eu já não me olho espelho, eu já não tiro fotos, e tem sido uma luta diaria pra viver, desde escovar os dentes até tomar banho, se fosse por mim eu dormiria o dia todo.

E eu já não falo das minhas dores porque é inútil falar, porque eu sei de todas as respostas, eu já ouvi todas desde procure uma religião até vá pra academia.

Tudo que eu peço o Deus e que esse grande vazio e essa tristeza vá embora, e me de esperança para um amanhã melhor, e que eu consiga ver um futuro, porque em dias como hoje eu me sinto fraco pequeno e frágil como se eu fosse quebrar a qualquer momento, e eu não sei se aguento, eu prometi fugir dos pensamentos suicidas, eu prometi valorizar a minha vida.

Mas eu estou sem sorrir, porque eu perdi os meus dentes, eu estou sem viver.

estou com medo do meu futuro, estou com medo. Eu sinto saudades do que não vivi, eu sinto falta dos meus sonhos mirabolantes, eu sinto saudades de me cuidar, e sinto falta de quem eu era.

E agora eu já não sei quem eu sou, todo meu corpo dói, é como se eu tivesse sido marcado por isso.

E além do mais tudo e muito confuso, eu não me sinto em casa mesmo estando em casa, eu não me sinto confortável, sinto falta de sair na rua e não ter ninguém me olhando, sinto falta de pequenas coisas, sinto falta da solidão, mas da solidão que eu tinha junto com a paz, agora eu tenho solidão junto com tristeza, tenho feito promessas que não consigo cumprir, esqueço coisas pequenas mas aquilo que eu preciso esquecer continua na minha memoria.

Quando eu tinha meus quatorze anos eu chorava debaixo da minha cama, e eu sonhava como seria a minha vida aos trinta, e hoje eu me sinto como aquele menino amedrontado, frágil, eu sei que passei por tanta coisa pra chegar aqui mas eu só estou cansado de estar sempre lutando, comigo as coisas nunca são fáceis, sempre foi a base de lagrimas de dores imensuráveis.

... esperança, fé.


30 de Setembro de 2019 às 16:59 0 Denunciar Insira 0
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