Mea Culpa, Mea Maxima Culpa Seguir história

sophiagrayson

Tony Stark se culpava pela "morte" de seu protegido e refletia tudo o que tinha feito. | Guerra Infinita | | Escrito em Maio de 2018 |


Fanfiction Comics Todo o público.

#homem-aranha #spiderman #drama #the-avengers #os-vingadores
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Capítulo Único

Tony Stark vagava por aquela lua desértica, Titã a maior satélite de Saturno, com suas construções e detritos de naves que caíram no lugar a bastante tempo.

O moreno se sentia-se oco, vazio. Uma parte de si havia sido retirada sem delicadeza de forma brutal. A dor imensurável em seu coração, era maior que a dor física, do ferimento feito por Thanos, e dos estilhaços em seu peito. As memórias do ocorrido a algumas horas se repetiam em sua cabeça, aumentando ainda mais sua culpa, sua falha. Falhar com uma pessoa, decepciona-la, poderia facilmente se deixar passar, seguir em frente e até mesmo superar. Mas não com aquele garoto. Aquele garoto era especial, de uma forma que não havia percebido antes.

Antes pensava que sua preocupação para com o jovem — possivelmente no início deveria ser — era por simplesmente egoísta, por querer mais um herói em sua equipe, no seu lado depois dos acontecimentos de Guerra Civil, e por ser início de carreira do jovem achava que poderia ser um bom tutor, como nos filmes. Ele um bom tutor, que piada! Nem sabia cuidar dele mesmo, imagine um garoto pensou.

Entendeu muito tarde, que seus sentimentos tinham evoluído se apegado e muito ao garoto. Havia se tornado um filho para o moreno. Um filho que o admirava, se orgulhava e o respeitava.

Tinha o decepcionado. E a ele mesmo também.

As últimas palavras passaram por seus ouvidos como um sussurro melancólico, como se fossem ditas naquele momento.

“Por favor, por favor senhor Stark, não quero ir, não quero ir...” sentia o aperto do abraço, via em seus olhos castanhos o medo, o medo de morrer ou o que quer que estivesse acontecendo. A vermelhidão de seu rosto, as lágrimas que caíam sem parar. Seus lábios e corpo tremiam. E percebendo seu fim, teve quase a certeza de ter visto um rápido sorriso triste estampar o rosto do garoto, como se quisesse completar inconscientemente o que dizia. Está tudo bem, não é culpa sua era o que mostrava. “Me desculpa..." e virou pó sendo carregado pelo vento frio daquela lua.

Claro que era sua culpa. Ele tinha certeza disso. Por que não se mostrou mais rígido quando viu que Peter tinha entrado na nave? Por que não acionou o maldito sistema do traje colocando-o em piloto automático, levando-o para a Terra em segurança e onde era seguro. Sem aliens, sem Thanos, Joias do Infinito, equipes estranhas e satélites desérticos. De volta a sua excursão escolar de onde não deveria ter saído! Era o responsável pelo castanho no momento.

Por que não fora ele a sumir, morrer e virar pó. Deveria ter sido ele, era mais velho, já tinha vivido bem e o mais novo não havia nem entrado na vida direito. Era uma criança. Crianças não deveriam morrer antes dos pais. A ordem da natureza, para ele não era essa. Não mesmo.

E pensando bem, seu erro vinha de muito antes, com suas decisões inconsequentes. Crianças não deveriam guerrear. Deveriam brincar, ser feliz, tendo únicas preocupações o dever de casa, alguma briga que tivesse com um amigo e qual horário seu programa preferido iria passar...

O que havia feito?! Envolveu o menino um problema que não era dele. Deveria tê-lo deixado com os problemas da vizinhança. Pegar gatos das árvores, ajudar velhinhas a atravessar a rua e impedir roubos a bancos. Tirou-o de seu simples e seguro trabalho, de sua casa, dos braços amorosos da sua tia, da zona de conforto e levou-o para a Guerra Civil.

O moreno poderia ter pensado em outra alternativa em vez de levar Peter. Sabia que teria encontrado outra solução. Estaria vivo, sem saber da ameaça de Thanos. Não teriam se conhecido, mas Peter estaria vivo. Seu filho estaria vivo. E ele seria o mesmo bom e velho Tony Stark arrogante.

As peças de dominó caiam como cascata. Mais um pouco de decisões erradas e chegou a esse momento. Uma receita para o trágico fim.

Jogou-se no chão árido e esmurrou o solo, lágrimas quentes faziam caminho no seu rosto sujo. Suas emoções confusas transbordavam. Raiva, remorso, tristeza, culpa, negação. Gritou. Era um péssimo pai. Uma péssima pessoa. Um lixo.

Outra coisa passou por sua cabeça. O que diria a tia May? Não tinha coragem de encarrar o rosto da mulher e nem o dele. Tinha certa impressão que se não morresse naquela lua, a tia May o mataria.

Deitou-se no chão. Em seu estado o que queria fazer era ficar encolhido no chão. Não conseguia fazer nada. Pensar em nada. Além dos porquês e “e se...”

Então era assim que os pais se sentiam quando perdiam seus filhos?!

Passou um longo tempo encarrando o céu alaranjado, sem vida.

“Quando se olha muito tempo para o abismo, o abismo olha para você” A frase lampejou em sua memória, lida e escutada a muito tempo. Se continuasse assim não resolveria nada. Só se afogaria. Não traria Peter de volta. Nenhum dos outros. Tudo teria sido em vão.

Doutor Estranho afirmou ter uma realidade onde venceriam o titã. Precisavam lutar por ela.

Levantou-se. Recolheu o que ainda tinha de si. Thanos iria pagar por tudo que fez e tirou. O moreno iria recuperar as Joias e a manopla.

Olhou ao redor investigando os destroços procurando um meio de sair da lua. Tinha que voltar para casa.

22 de Setembro de 2019 às 20:53 1 Denunciar Insira 0
Fim

Conheça o autor

Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

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15 de Outubro de 2019 às 14:01
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