Kayara - Livro Um Seguir história

nicia-tapajos1568993182 Aurora Welsh

Sejam bem vindos à Téritis, um lugar que está atrás do espelho em que nos vemos todos os dias, lugar onde tudo pode ser possível... Absolutamente tudo. Novas criaturas, desconhecidas pelos homens e que a cada dia evoluem muito mais do que os humanos em mil anos. Estranho, não é? Lógico, como em todo e qualquer lugar no universo, existem muitas guerras, brigas intermináveis por território e poder. No meio de tudo isso... No caos dos oito oceanos de Téritis e nos dezenove continentes, nasciam grandes e lendários seres de diversas espécies e que marcaram a história daquele e de tantos outros planos universais com seus feitos, fossem bons ou ruins. É o que todos queriam, afinal... Deixarem suas marcas. Esse era o sonho de nossa protagonista também, todavia ela conseguiu... Deu início a uma nova era. Mas... Como? Leia e descubra.


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Prólogo

— Essa é a minha era, Charlles! A minha... Eu posso fazer tudo isso funcionar! — Bradava a ruiva, que segurava um machado e o balançava, cantando sua estimada vitória antes mesmo da mesma se concretizar.


— Capitã, isso não é certo. Não temos frotas, não temos aliados, não temos nada! Somos só nós... Nós e esse navio! — Respondia um homem loiro, um pouco mais alto que a ruiva e aparentemente era a pessoa mais simpática naquela sala.


— Charlles... É o meu querer, não o seu! — Um estrondo alto e a parede da cabine principal estava perfurada pelo machado dela, a cabeça do tal homem quase foi arrancada pela lâmina voraz.


— Capitã! — Ele levantou e foi possível notar duas asas saindo de suas costas, asas brancas e longas, que arrastavam-se no chão. Estavam eriçadas, mostrando o susto que o possível anjo havia levado.


— Eu quero... E eu VOU fazer isso! — Ela o empurrou e ele bateu com as costas na parede, soltando um baixo urro de raiva, não de dor.


— Kayara, vamos todos morrer se não conseguirmos! — Charlles se aproximou da ruiva, sua superior — Seremos esquecidos! — Era sempre essa a grande questão, o esquecimento. Ele segurava a mão dela e a olhava com preocupação.


— Vai valer a pena correr esse risco! — Ela ergueu um pouco o rosto e o olhou, sorrindo diabolicamente — Ficaremos para sempre na mente de todos se tudo isso der certo...


— Tomou seu remédio?! — O anjo tratou de mudar a rua dos assuntos tomados — Você sabe que eu me preocupo com a sua saúde, mas do jeito que está agindo nos últimos dias, pode ser tarde demais na próxima vez... — Ele tocou entre os seios dela, sobre a camisa, ali tinha uma mancha de sangue e uma cicatriz funda se mostrava na pele da mulher — Não estarei aqui para sempre...


— Eu sei que posso contar com você enquanto estiver vivo — Ela deu dois tapinhas no rosto dele e saiu da cabine. Ele veio logo atrás, e trouxe o machado —, você é o meu cão, meu fiel escudeiro… mesmo que sinta ódio e nojo de mim, nunca conseguiria me deixar morrer, mas aceito que mereço. — Kayara continuava andando para o leme — Apenas continue servindo ao seu propósito em IruTéritis, sendo meu escravo sem que eu mande ser.


— Ainda creio que Askari iluminará sua mente, mulher. — Resmungou o anjo — Eu preciso crer nisso depois de tanto sangue derramado sem propósito. — Seu desalento era palpável. O sentimento de amargura e o sabor que vinha junto daquela emoção era ultrajante.


No convés, a tripulação aguardava ansiosamente. Olhavam a capitã seguindo para o controle do navio e ao seu lado, Charlles, o anjo de Jusho enviado para o domínio Árush somente para que mantivesse aquela mulher viva, apesar de todo o seu mau caratismo para com todos que não suprissem seu ego inflado.


Eles esperavam os novos comandos audaciosamente, alguns suavam frio. Claro, iriam seguir sua capitã onde quer que fosse, pois tinham uma dívida impagável para com ela, e ela, cobrava isso, caso contrário, os decapitava com aquele maldito machado.


— Meus peixinhos, erguer a âncora, içar as velas, carregar os canhões e principalmente... Rezar à Öriun pedindo desejo de vingança, para que reine em vocês mil vezes mais... Vamos precisar! — Kayara abriu um largo sorriso, decidida e entregue à soberania dos mares. Eles ergueram suas espadas e bradaram em coro "Ahoy, Capitã!" começando a cantar uma cantiga de marinheiros bem antiga, faziam seus trabalhos e Kayara, a tal capitã, ergueu uma de suas armas de fogo, atirando para cima, todos se calaram e olharam para ela — PARA O MAR MORTHÚS! — Atirou novamente e todos gritaram em euforia, voltando ao serviço.


Charlles estava recostado em um canto, na parte de cima do convés, próximo de onde Kayara estava, olhando o mar, lembrando-se do tempo em que aquela ruiva fazia juz ao seu título perante os Deuses. A terra estava ficando distante bem lentamente, assim como seu desejo de permanecer ali, amarrado à ela.


— Eu amo você, mas não tenho certeza se meu amor aguenta a sua teimosia e irresponsabilidade, Kayara. — O anjo balançou a cabeça negativamente, decepcionado — O tempo de ser infantil já passou, fazem anos que estamos brincando de “bom barqueiro”, ainda não percebeu que esse mundo precisa de você em terra firme e não sendo uma capitã irresponsável?! — Ele parecia certo do que dizia — Você, logo você! A Raposa dos Versos, se entregando ao mundano tão fácilmente...


— Charlles, deveria ter pensado nisso antes de aceitar vir comigo. Eu propus que viéssemos navegar os mares sem um tempo de validade e daqui não quero sair. — A ruiva retrucou enquanto se aproximava do amigo lentamente — Eu sei que as responsabilidades gritam, pedem que eu volte, insistem que eu me dê sem saber o que vou enfrentar… Mas não quero essas responsabilidades pra mim.


— Como se eu tivesse escolha… Kayara, o mundo não gira por você. Não pode desistir do seu dever por, puramente, um capricho de adolescente! — O loiro virou somente o rosto, mantendo o corpo na mesma posição, com os braços cruzados — Há anos eu diria para seguir esse sonho, pois sabíamos o que te aguardava em terra firme, só que agora esse mal não existe mais, ele se foi… e está na hora de voltar para casa! — Finalmente ele se mexeu, virando-se para Kayara.


Ela parou quando viu a cara que Charlles fazia. Há muito não via aquela expressão no rosto daquele anjo. Há muito sequer via seu descontento. Infelizmente ela não conseguia esquecer o que havia passado. Não conseguia simplesmente seguir em frente, achar seu lugar, voltar para o caminho que foi designado para ela. Kayara estava muito cansada para voltar e não tinha mais escrúpulos para não seguir adiante com seus planos mirabolantes.


Infelizmente, ou felizmente, o Mar Morthús era um dos lugares mais perigosos daquele mundo, perdendo somente para A Boca do Inferno, que era a entrada para o Reino Succubano. Era um oceano traiçoeiro que engolia os navios, dizimava tripulações inteiras e não deixava sequer a carcaça do navio para contar a história. Existiam aqueles que dominavam o lugar, claro, com um navio chamado Diamantina. Um navio fantasma que Kayara queria de qualquer jeito para poder dominar as duas faces dos mares: A sublime Superfície e A vasteza do Profundo.


Ela não iria aprender a lição tão cedo. Não queria aprender. Ela queria dominar e a menos que algo muito mais forte do que sua vontade viesse à tona, ela não iria parar.


Seu jeito impetuoso e sem medo, sempre destemida... Isso tinha encantado Charlles e por isso ainda estava ali, mas aquele ímpeto havia sumido quando Kayara teve seus sonhos despedaçados e o que restou foi soberba, angústia e desprezo pela vida.

Mas ele? Ele havia pago sua dívida com ela muito tempo atrás, quando toda aquela vida no mar começou.

21 de Setembro de 2019 às 17:40 4 Denunciar Insira 6
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Neofafadjmoreira 2.0 Neofafadjmoreira 2.0
Que garota teimosa kkkk tem que se ferrar só pra aprender né? kkkk
8 de Outubro de 2019 às 13:55

Neofafadjmoreira 2.0 Neofafadjmoreira 2.0
Essa vai ser a minha primeira história a ler aqui, estou ansioso pra conhecer o Inkspired ^_^
7 de Outubro de 2019 às 16:25

  • Aurora Welsh Aurora Welsh
    AAAA me sinto lisonjeada!!!! Espero que goste 8 de Outubro de 2019 às 19:20
~

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