The specific heat Capacity of love Seguir história

babylon69 Brendon Urye

Uma garota vai para beira mar em sua viagem de campo de classe e acidentalmente encontra um misterioso rapaz bonito que acaba contando-a uma história dramática sobre um pássaro e um peixe, finalmente a garota gentil decide ajudar o pássaro a realizar seu último desejo.


Fanfiction Bandas/Cantores Todo o público.

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Leve-me até ele

Eu estarei esperando por você


Digamos que você já teve essa sensação antes, a estrada longa e sinuosa nunca pode parar sua necessidade de tirar um cochilo, deitado ao lado da janela do carro, olhando através do céu azul e nuvens de algodão doce.

A paisagem que passa facilmente como respirar, a sensação como se arvores e pássaros estivessem falando com você.

Estes sentimentos... eu não os tenho.

— Alunos, chegamos ao nosso destino — disse a professora

Oceano: reservatório de agua da terra, contem 96,53% da agua do mundo. Formado a 4500 milhões de anos atrás, a 3800 milhões de anos deu a vida para o primeiro organismo de célula única. 600 milhões de anos atrás antigas algas apareceram.

Isso é o que o professor nos disse.

Na minha memória a brisa carrega o aroma do mar mesmo que o professor tenha dito que o sódio em sua forma gasosa não tenha cheiro

— Choi Tzuyu, por que você está sendo tão lerda! Não se preocupe com seus peitos pequenos está bem? Os meus também são — gritou uma de minhas amigas ao me ver sentada na areia.

— Ei você não precisa ser tão barulhenta.

— Vem! se você não vai se trocar eu te ajudo — disse já me arrastando para trás de algumas pedras na orla da praia.

— Tudo bem! Eu vou me trocar, já pode parar de puxar.

Pouco antes de começar a tirar a minha roupa eu pude ver um pouco mais a frente um garoto.

Eu sei, esse dia é como se eu tivesse destinada a conhecer aquele cara estranho. Seu torso estava nu, sua pele era tão branca, assim como seus cabelos, ele estava esperando desamparado por algo desconhecido, ele estava tão distraído.

Ir embora me pareceu o melhor

Calor especifico da areia 0.92×10 elevado a 3 j

Calor especifico da agua 4,2×10 elevado a 3j

Porque a capacidade do calor especifico é diferente, o ar pressiona para baixo a partir de cima os movimentos de baixa pressão. Assim como o ar precisa de vento suficiente para formar cadeias ao nosso redor.

Bem... isso não é importante, mas foi o que fez o chapéu que estava em minha mochila voar para longe, para perto do garoto desconhecido que após notar a minha presença veio até mim com o chapéu em mãos.

Após devolve-lo ele se virou e saiu calmamente, apesar de parecer que ele iria me matar, ele não era tão frio quanto aparentava, ele tinha uma aura gentil, não nos conhecemos oficialmente mas... ele salvou o meu chapéu.

— Apenas... obrigada — disse ao me sentar na areia perto de garoto — você parece infeliz. eu sempre achei que pessoas que olhavam através do mar devem ter sentimentos melancólicos — disparei a falar, eu sentia uma necessidade de conversar com ele mesmo não o conhecendo — mas... eu sempre disse a mim mesma, eu desejo ter a oportunidade de sentar assim um dia... você deve estar pensando em alguém.

— Um amigo do mar — me respondeu após alguns instantes com sua voz rouca.

Ele respirou fundo e começou a falar, eu não ousei me mexer, como se um pequeno movimento quebrasse sua reflexão sobre o passado, eu pensei que poderia ouvir o céu, o vento do mar e sua história.

— A primeira vez que o vi foi como entrar em um reino naquele momento, uma gaivota mergulhando para as profundezas do oceano por um breve momento, sua aparição repentina me assustou, naquele momento nossas vidas se cruzaram. — Começou a falar com um sorriso nostálgico e eu senti a responsabilidade de ouvir até o final — Ele estava em alerta total, mas não tinha más intenções, quando ele passou por mim, mesmo com a agua fria e salgada nos rodeando eu pude sentir o calor de seu corpo "Ei, vamos ser amigos" ele disse antes de quebrar aquela face seria com um sorriso lindo mesmo com aqueles dentes grandinhos que ele tanto odiava... — completou com a voz tremula

— Você está bem? Não precisa me contar o resto se isso te deixa triste.

— Estou bem — falou após coçar a sua garganta — você sabe onde estão seus amigos? — perguntou já indo em direção ao mar.

— Acho que sim... bem ali, antes das pedras... mas se você sente falta dele, então porque não vai procura-lo? — perguntei, estava curiosa, queria saber sobre o amigo do garoto.

— ... Ele já morreu.

— Oh... — Eu não sabia o que dizer. Morte, um conceito tão pesado e estranho — me desculpe.

— Não foi culpa sua, ele era um peixe solitário — continuou a sua história com um sorriso, lembrar de seu amigo parecia agrada-lo muito. — Talvez, existência significava solidão pra ele, tudo ao redor dele era tão lindo, e ele podia nadar com tal velocidade, tal que não tinha inimigos e ninguém queria ficar com ele.

— Hey, Jungkook

Ele se surpreendeu com aquilo, tinham o chamado mas ninguém fazia tal coisa.

— Ei, estou aqui.

Ao olhar para cima Jungkook pode ver os cabelos claros de seu amigo dançando com a mare, apenas sua cabeça estava submersa, o chamando para a superfície com aquele lindo sorriso.

— Venha comigo até um lugar, não fique triste...

O corpo do jovem já o levava inconscientemente até o seu amigo, até a superfície, aquela que não podia visitar tanto quanto gostaria.

— Olhe, este é o meu presente pra você.

Ele o presenteou com a vista da ilha enfeitada com as luzes das casas e ao fundo um lindo pôr do sol.

— Seu mundo deve ser mais feliz do que qualquer outro — comentou o jovem de cabelos negros chamando a atenção de seu amigo agora atento a sua observação incentivando-o a continua-la — o mundo é metade céu, metade oceano, eles te trouxeram aqui e te deram um presente chamado asa, inseriram nas suas costas coisas que ninguém sabe a importância, porque elas estão constantemente atrás de você — referiu-se as grandes asas brancas nas costas do amigo

— Asas? — Perguntei confusa, afinal, não haviam asas em suas costas.

— Sim, seu sonho era voar como eu, mas isso não importa, algum tempo depois eu fui capturado por alguns pescadores — continuou sua história — eles me amarraram e me jogaram no mar, mas eu não posso ficar muito tempo submerso, não sou como ele.

eu já estava com dificuldades para respirar, meus pulsos amarrados estavam sangrando muito mas pouco antes de perder a consciência ele veio me buscar.

Jungkook havia surgido da escuridão do fundo do mar e nadava até mim. Ele tentou desamarrar a corda mas não havia conseguido então resolveu usar os dentes.

— As gaivotas são o melhor tipo de isca, os tubarões vem logo que cheiram o sangue. — comentava o pescador que havia o capturado.

— Tio, tem certeza que isso vai funcionar?... Corda... a corda se moveu! É um tubarão! Pegamos um! Tio, olha!

— Rápido, vá buscar o arpão — disse o mais velho ao avistar uma barbatana negra surgir em meio a mancha vermelha causada pelo sangue da gaivota.

Já Jungkook, ao finalmente conseguir livrar os pulsos de seu amigo da corda que feria sua pele branca viu o sorriso de seu hyung se desfazer acompanhado de uma dor lancinante em seu peito

— Assim que o peixe mordeu minhas cordas foi o momento em que ele foi pego — contava o garoto ao meu lado na praia — isso é como ele foi levado para o navio — disse por fim com um semblante triste — antes que tivesse tempo de ter medo as pessoas o seguraram e tiraram suas únicas asas, seu único orgulho, suas lindas barbatanas... quando emergiu completamente da agua, ele já não conseguia distinguir onde era a dor, eu pude sentir isso — disse com a voz tremula, com algumas lagrimas ameaçando cair de seus olhos — lutar e chorar parecia insuficiente para expressar a dor daquele momento ,então ele escolheu sofrer em silencio... essa foi a última memoria que a vida lhe deu. — disse por fim, já não segurando as lagrimas que rolava por seu rosto corado — e eu não pude fazer nada se não olhar seu corpo ensanguentado, desmembrado e sem vida ser jogado no mar e afundar lentamente... você me perguntou por que não posso ir procurar ele se eu sentia falta dele, certo? — perguntou enquanto secava seu rosto mais uma vez.

— Me desculpa, eu só... desculpe.

— Não, por favor, eu não me importo — falou com um sorriso gentil — estas são apenas as razoes pela qual estou aqui.

— Fico triste em ouvir uma coisa dessas... então...

— Isso é tudo parte da história. — me disse voltando a contemplar o mar.

— Eu só não posso dizer qual parte é real e qual é uma história, mas estou triste pelo que a vida tem te tirado.

— Então isso não é importante. Neste oceano a vida aparece assim como morre, mas até agora sou incapaz de compreender a sua solidão e terror quando afundou nas profundezas do oceano — referiu-se ao amigo — posso usar esta história em troca de um favor? Apenas um, esse também é meu último desejo.

— O que posso ajudá-lo a fazer?

— Você me leva de volta ao oceano? Ele está esperando por mim.

— Me desculpa... acho que eu não entendi

— Choi Tzuyu, quanto tempo leva pra você se trocar!! — gritou minha colega ao surgir de trás das pedras trazendo com sigo os meus poucos amigos da escola — porque você está sentada aqui falando com uma gaivota morta? Oque há de errado com você?

Apenas naquele momento eu entendi o seu pedido, apenas quando vi seu corpo frágil jogado na areia da praia, a esta altura eu já sabia o que fazer

(...)

Após contar toda a história para os meus amigos que, mesmo duvidando da mesma, me ajudaram a conseguir um pequeno barco com alguns pescadores locais e me acompanharam para um lugar especifico.

— Choi Tzuyu, eu só quero perguntar uma coisa, mesmo se essa história for real, o oceano é tão grande, como você sabe que é aqui? — perguntou um de meus amigos.

— Quando minhas mãos tocaram a agua fria do mar, eu sentia a solidão do peixe.

Tudo ao redor dele era lindo, ele tinha uma beleza natural e peculiar em meio ao azul profundo, ele tinha um amigo gaivota como companhia.

O peixe voltou para o seu céu, no entanto, a gaivota escolheu o mar. Ainda não conseguia entender o terror e a bravura de afundar no oceano silenciosamente.

— Eu sabia que você viria, Min Yoongi. — disse o peixe com um sorriso no rosto, mesmo eternamente atormentado com a dor de perder suas barbatanas.

— Estou aqui, meu Jungkooki-ah.

Naquela noite o nosso barco descansou entre o limite do céu e do oceano. A brisa suave da terra gritou sua história emaranhada com as revoadas das aves lentamente se distanciando no céu, tudo estava silencioso, ainda bem, mas também um pouco triste.

17 de Setembro de 2019 às 14:20 0 Denunciar Insira 0
Fim

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