A Garota do Interior Seguir história

lemonate — 𝐦𝐚𝐫𝐢.

Depois de um briga que teve em sua escola com um colega de classe e logo em seguida com o seu pai ditador e egocêntrico, Sasuke é obrigado a se mudar pra sua cidade natal, indo morar com o seu tio Madara Uchiha, para que assim ele pudesse tomar algum tipo de juízo. Entretanto, o Uchiha não esperava encontrar na cidadezinha pequena Sakura Haruno, a garota de madeixas exóticas e fechada socialmente, conhecida no lugar como demônio rosa. [ +18 ] Sasusaku | Longfic | Comédia | Fluffy | Drama | Colegial | — Capa feita por @GloryNeko [ @ad-animesdesign ]


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I. A Chegada.

Definitivamente não estava nos planos de Sasuke Uchiha entrar no meio de uma briga com um de seus colegas de classe por conta de um imprevisto, este que apenas Suigetsu e Shikamaru sabiam — além de agora do seu pai e do seu tio, Madara Uchiha.


Não planejou avançar no colega Sasori no instante em que ele disse poucas palavras e enchê-lo de socos consecutivos, impedindo-o de ao menos se defender.


Não planejou estar na sala do diretor Tobirama Senju com as mãos ensanguentadas, e ao seu lado, um pai furioso junto com um colega com o rosto inchado e com vários cortes, algo que com certeza resultaria em um roxo em algumas horas que duraria longas semanas. Claro que o Uchiha não saiu dessa ileso, por incrível que isso possa parecer, ele ainda conseguiu sair da briga com uns cortes nos lábios e nas sobrancelhas. Mas quem estava na pior mesmo era o Sasori.


Também não havia planejado chegar em sua mansão e escutar os sermões e vários tipos de xingamentos proferidos do grande e senhor Fugaku Uchiha, um dos advogados mais respeitados, temidos e venerados por todo o Japão e em alguns países de novo mundo, resultando em ser conhecido mundialmente por todos por nunca ter perdido um caso sequer. O Uchiha mais velho já deveria ter se acostumado com o pavio curto e o temperamento explosivo do filho caçula.


[ • Algumas horas antes • ]


— Deus, quantas vezes terei que ir na sua escola e consertar as merdas que você faz? — praguejou o patriarca.


Já estava farto de sempre ser chamado para ir ao colégio por conta de seu filho indisciplinado que não controla suas emoções e sempre está em alguma briga, ou então porque foge de vez em quando do colégio para vagabundear por aí. Tentou inúmeras vezes controlá-lo mas parece que sempre piorava. E para não ter sua imagem manchada por conta de seu filho, sempre subordina o diretor do colégio, já que o mesmo não suporta a presença de nenhum dos Uchiha, principalmente a do pai.


— Você foi porque quis, poderia muito bem continuar no seu servicinho que ninguém iria se importar. — o tom de desprezo e deboche estava presente em sua voz, algo que, definitivamente, o Uchiha mais velho detesta no filho.


Essa forma arrogante e fria dele, essa áurea debochada e cínica que ele carrega consigo.


— Olha como fala moleque!


— Se não o que? Vai me bater como fazia antes? Saiba que agora eu sei me defender sozinho, não se esqueça que me colocou nas aulas de muay thai e jiu-jitsu.


Em sua cabeça, ter colocado Sasuke naquelas aulas foi uma péssima ideia pensando naquele momento em que estavam, já que antes, era apenas uma forma deixá-lo na linha e não importuná-lo enquanto trabalhava. Sabia que o filho não estava hesitando ou até mesmo mentindo de que poderia muito bem se defender da investida que o pai poderia dar, a prova disso era o rosto danificado do aluno que ele havia agredido.


— Já cansei de suas gracinhas Sasuke! Você teve tudo do bom e do melhor, eu não te criei para ser energúmeno que sai por aí batendo em qualquer um.


— Como é? Pelo que eu saiba, você passou literalmente toda a minha vida longe de mim como se eu fosse uma praga ou um inseto, você nunca cuidou de mim papai. — pôde-se perceber o tom de desprezo novamente ao proferir a última palavra. A raiva estava acumulada em suas veias, e podia-se perceber perfeitamente a veia saltando de sua testa e pescoço, claramente tentando — inutilmente — se controlar para não avançar no pai e enchê-lo de socos.


— Quer saber, eu cansei também desses seus chiliques de moleque mimado. Você vai morar com o seu tio em Konoha, irá estudar lá e vai aprender a controlar essa sua raiva e esse seu jeito insolente. — disse por fim, retirando-se da sala e indo em direção ao seu escritório. Era muita dor de cabeça para um dia que nem sequer havia terminado ainda.


— Foda-se então seu velho maldito! — praguejou dessa vez o caçula, batendo os pés firmes em direção às escadas e indo para o seu quarto.


Ao entrar em seu aposento, bateu a porta atrás de si com força bruta, fazendo com que os quadros das paredes caíssem no chão e o vidro se estilhaça pelo chão de cerâmica negro. A única coisa que ele queria era arrancar aqueles olhos opacos e frios do seu pai com as próprias mãos e dá-los de comer para os cachorros.


O ódio que sentia pelo pai aumentava a cada dia de convivência, não suportaria mais estar perto dele. É, talvez não seja uma má ideia ir morar no interior com o tio.


[ ... ]


Novamente, ele não havia planejado ter saído do Canadá — onde estava fazendo um intercâmbio desde os quinze anos até poucas horas atrás — para poder voltar pro seu país natal, onde havia nascido e viveu até os oito anos. Com certeza aquilo era uma péssima ideia. De longe podia sentir os olhares curiosos e fofoqueiros de algumas pessoas que passavam ou observavam de longe. O Uchiha estava detestando aquela situação, principalmente os olhares de uns e os sorrisos nada discretos de outros, carregados de malícia e segundas intenções.


Konoha é uma cidade pequena localizada no interior do Japão, longe da movimentação urbana e com mais ou menos 4 mil habitantes, ou até menos. Ou seja, um lugar pequeno para uma fofoca grande rolar por várias bocas. Estava a mais de uma hora esperando seu tio que deveria ter lhe buscado, mas parece que o mesmo ao lado do destino estava conspirando contra si. Pelo que entendeu da mensagem que recebeu de Madara alguns minutos antes, ele teve que resolver alguns problemas que teve em alguma escola com alguma garota. Nem perguntou detalhes já que realmente não estava ligando para os programas dele, a única coisa que prestou atenção na mensagem foi que outra pessoa iria lhe buscar e era uma pessoa que chama atenção por onde passa.


Uma informação meio vaga ao ver de Sasuke, mas não podia questionar muita coisa, até porque, não pretendia ficar muito tempo naquele lugar. Mais vinte minutos distraído em seu celular verificando as redes sociais de seus amigos, ele pode escutar gritos de longe lhe chamando. Pensou ter sido loucura ou apenas sua imaginação lhe pregando alguma peça, porém, quando viu uma cabeleira loira surgir na sua frente enquanto balançava os braços para chamar sua atenção percebeu que não era loucura. Bom, com o casaco laranja que estava usando chamaria atenção até de um alienígena.


Aproximou-se ofegante do moreno que lhe encarava desconfiado e curioso. Será esse a tal pessoa que chama atenção por onde passa?


Percebendo novamente os olhares das pessoas em si e no garoto que ainda controlava sua respiração, não precisou de muito para saber que a resposta é sim.


— Você... É Sasuke Uchiha... Certo?! — perguntou ainda recuperando o fôlego que havia perdido.


— Sim!


— Ótimo! — sorriu o loiro mostrando seus belos e alinhados dentes em um sorriso espontâneo. — Sou o Naruto Uzumaki, seu tio me pediu para vir te buscar já que teve que resolver alguns problemas.


— Okay, eu acho.


É, definitivamente Naruto era o tipo de cara que chamava atenção por onde passa, não só pelo seu jeito escandaloso de ser, mas por sua beleza comum e incomum ao mesmo tempo. Aparentava ter pelo menos um e oitenta e cinco de altura — diferenciando por poucos centímetros de Sasuke —; olhos azuis extremamente claros como o oceano; o cabelo loiro e sedoso, tendo os fios perfeitamente alinhados; os dentes incrivelmente brancos que formavam um sorriso cativante nos lábios rosados e finos; as três — o que Sasuke julgava a ser — marcas de nascença e um porte físico musculosos mas não de forma exagerada.


Por apenas breve segundos se sentiu intimidado no quesito beleza — mas nem tanto, até porque o Uchiha se considerava a primeira e a última bolacha do pacote, tendo um ego e uma auto-estima maior do que o da maioria. Avoado por poucos minutos com seus pensamentos, nem percebeu que o Uzumaki havia recuperado seu fôlego e estava com o corpo ereto, estando em sua frente e a poucos centímetros de distância de seu rosto do dele. Sentiu-se desconfortável ao notar que o Uzumaki lhe encarava descaradamente, curioso com alguma coisa no rosto do moreno, algo que ele já suspeitava ser o que era.


— Cara, o que houve com o seu rosto? — indagou ele, curioso e logo afastando-se em seguida.


Bingo!


— Problemas pessoais! Não querendo ser grosso mas já sendo, é algo que com certeza não é da sua conta.


— Seu tio falou que você era rabugento mas eu não pensei que fosse tanto, bom, eu posso me acostumar com isso. — riu exageradamente, como se aquilo tivesse sido uma piada do século.


Mas eu não! — pensou o moreno revirando os olhos com o comentário de Naruto, este que nem havia percebido ou apenas se fingiu de sonso, o que era improvável ao ver do Uchiha.


— Bom, senhor problemas pessoais, como seu tio está ocupado, eu levarei você até a fazenda dele. É um pouco longe se formos apê, mas eu trouxe meu carro e estacionei ele naquela pequena mercearia a frente. — falou o Naruto sem tirar o sorriso do rosto.


Ele não cansa de sorrir? Parece até um idiota!


— Não era mais fácil você ter trazido o carro até aqui? — indagou o Uchiha. Pôde-se perceber a feição de idiota que Naruto fez com a pergunta, como se aquilo fosse óbvio demais para ele. E antes que o Uzumaki pudesse responder, Sasuke o cortou. — Quer saber, não responda. Vamos logo!


Sasuke, com a ajuda de Naruto, pegou suas malas e as mochilas e caminharam em direção ao carro. Ao longo do caminho, Sasuke pode escutar murmurinhos de algumas mulheres — não só elas, mas quase todos que estavam no mesmo local que eles estavam andando. Parecia que aquele povo da cidade pequena adorava uma fofoca.


— Você soube? Pelo visto aquele demônio rosa aprontou de novo!


— Soube que dessa vez até o senhor Madara teve que intervir.


— Pelo que eu entendi, alguns garotos disseram coisas horríveis sobre ela e a família dela. A garota é tão racional na maioria das vezes, não sei porque perdeu o controle.


— Queria saber quando essa garota irá tomar jeito. Mesmo sendo racional, às vezes ela extrapola demais.


— Não é atoa que foi apelidada de demônio rosa.


E os cochichos continuaram, não entendia o porquê deles estarem falando tanto porém resolveu ignorar e não dar muita bola. Chegaram no carro — uma picape, o que ao ver de Sasuke era ridículo por conta da cor laranja extravagante — e guardaram as malas e as mochilas. Eles entraram no carro e seguiram com o percurso até a fazenda de Madara.


Durante o caminho, Naruto tentava puxar assunto com Sasuke, mas este sempre desviava ou então ignorava — na maioria das vezes — as tentativas falhas de puxar conversa. Até que houve um momento em que o Uzumaki desistiu, algo que o Uchiha agradeceu mentalmente. O único som audível dentro do carro era apenas o rádio que tocava algumas músicas aleatórios de alguma estação.


[ … ]


Quase trinta minutos de carro e com o sol já se pondo, eles finalmente chegaram na fazenda de Madara. Naruto de início estranhou do porque está tudo escuro do lado de fora e com pouca — na verdade quase nenhuma — movimentação, já que os empregados sempre vão embora depois das nove e meia.


— Será que o tio Madara ainda não chegou? — disse para si mesmo, chamando atenção de Sasuke que estava ao seu lado.


— Tio Madara? Sério?


— O que foi? Eu sou muito próximo do Madara, eu o considero como um parente meu. — respondeu.


— Tsc, tanto faz!


— Bom, a única explicação é que ele deve estar na casa dela. Provavelmente ele só voltará amanhã de manhã, então se quiser, eu posso te mostrar a fazenda. — sugeriu o loiro enquanto estacionava o carro. — Ainda são seis e quinze, da pra ver metade da fazenda se quiser.


— Não, obrigado! Eu prefiro entrar e guardar as minhas coisas. Foram oito horas de viagem, então eu prefiro descansar. — mentiroso!


Sasuke só queria se livrar de Naruto e sua falação.


— Tudo bem então, eu te ajudo a levar suas coisas então. — deu de ombros.


Os dois saíram do carro indo até o porta-malas, tirando de lá às duas malas do Uchiha e suas mochilas. Por ser interior, Sasuke não imaginava que a fazenda do tio fosse algo grande e chique, mas estava completamente enganado. No momento em que chegou perto da enorme construção, teve que erguer um pouco de sua cabeça para poder enxergar melhor. Era enorme a casa, toda feita de vidro e madeira, tendo aquele toque rústico que era cara do seu tio. Ao seu lado direito a área da piscina e churrasco, e ao seu lado esquerdo, um pequeno lado estilo japonês. E atrás pôde-se ver uma pequena casa azul, que ele chutou ser o haras para os cavalos. Já tinha escutado algumas vezes que seu tio era um adorador de cavalos.


Tudo era tão elegante mas ao mesmo tempo tão simples que estranhou se tudo aquilo era mesmo do seu tio. Estando tão fascinado observando o lado de fora da casa, nem percebeu que Naruto já havia entrado estava subindo algumas escadas.


Como ele entrou? Na verdade, como ele tem a chave pra conseguir entrar?


Sabia que não iria conseguir as respostas estando parado em frente à casa feito um idiota, então largou de lado e foi adentrando o cômodo e se deparou com a sala. Ignorando um pouco a decoração, ele seguiu o mesmo percurso que o de Naruto e subiu as escadas em direção — o que ele julgou ser — o segundo andar dos quartos. Se não fosse pela voz de Naruto no fundo, ele com certeza iria se perder nesse mar de inúmeros cômodos. Uma hora — se tiver alguma vontade — irá perguntar ao seu tio como ele conseguiu construir este lugar. Pelo que ele sabia, Madara havia sido deserdado da família e faliu, perdendo milhões de ienes. Nunca soube o motivo que o levou a isto.


Dinheiro sujo? Apostas? Tráfico?


Não, não! Seu pensamento foi longe demais. Não poderia. Tendo uma família como a sua, pensar nesta possibilidade é um ultraje. Os Uchiha nunca chegariam a este nível. Jamais!


Sasuke entrou em um dos quartos e viu Naruto colocando suas malas em uma cama de casal que estava no centro. Percebeu que até os mínimos detalhes dos cômodos eram simples mas ao mesmo tempo refinado e rústico.


É a cara do Madara! — pensou.


O quarto em si era bastante espaçoso, poderia até ser maior do que o seu antigo quarto. Aproximou-se mais um pouco da cama e colocou o restante das outras malas na mesma, juntamente ao lado das outras.


— Bom, eu vou indo! — dissera o loiro espreguiçando seu corpo e caminhando até a porta.


Graças a Deus!


— Aliás, Sasuke... — parou Naruto no meio do caminho até a saída.


Comemorei cedo demais!


— Você já escutou os murmurinhos de uma tal demônio rosa?


— Talvez! Por quê?


É claro que sim idiota! Tirando eu, é só o que esses desocupados do interior falam! — pensou novamente, mas preferiu guardar para si mesmo.


— Nunca esbarre ou provoque o demônio rosa, é sério! — dissera o loiro tendo uma expressão séria em seu rosto, ou talvez seria medo?


— Vocês falam como se ela realmente um demônio


— Porque ela é! — disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Cansado, o loiro suspirou passando suas mãos em seu rosto e fios de cabelo, bagunçando cada fiozinho loiro dele. — Olha, só fica longe dela...


Atônito, Sasuke ficou parado por alguns minutos observando a porta depois que Naruto saiu, não tendo um ponto específico.


Quem era esse demônio rosa? E por que ele deveria ficar longe do dito cujo?


Não tinha respostas para suas dúvidas, e Sasuke odiava não ter as respostas.


— Agora eu quero saber quem é esse demônio.


Murmurou para si mesmo antes de dar as costas e ir em direção ao banheiro do seu quarto, em busca de um longo banho gelado e para depois ter um belo e demorado sono — algo que não estava precisando mas queria estar descansado —, já que amanhã será um longo dia para conhecer sua nova faculdade. Bom, ainda há uma chance de um por cento de sua vinda até Konoha não ser um belo desastre. Era o que ele espera, pelo menos.

17 de Setembro de 2019 às 02:51 0 Denunciar Insira 0
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Conheça o autor

— 𝐦𝐚𝐫𝐢. 𝐚𝐭𝐫𝐚𝐯𝐞́𝐬 𝐝𝐚𝐬 𝐩𝐚𝐥𝐚𝐯𝐫𝐚𝐬, 𝐞𝐮 𝐜𝐫𝐢𝐨 𝐦𝐞𝐮 𝐩𝐫𝐨́𝐩𝐫𝐢𝐨 𝐮𝐧𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬𝐨.

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