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sophiagrayson Sophia Grayson

Aioria é uma pequena criança, condenada pelos ditos feitos de seu irmão.


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#cavaleiros-do-zodiaco #saint-seiya #drama
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Capítulo Único - Um leãozinho chamado Aioria

Oh, pequeno leãozinho, pequeno leãozinho, que foge e foge de seus predadores. Oh, meu filhote, julgado por um erro que não é seu. Condenado por deter da mesma linhagem familiar.


De todos os animais, o homem é o único que é cruel. É o único que inflige dor pelo prazer de fazê-lo” – Mark Twain.


Atirem uma pedra ao inocente, atirem uma pedra a infância destruída, atirem uma pedra a honra, a sua moral, a sua imagem, na sua personalidade e nos seus sonhos, degrede-a, destruam até não sobrar nada. Uma pedra para sua felicidade infantil, aos momentos de alegria roubados, atire uma pedra para aquele em sua tenra idade foi julgado injustamente por atos de seu irmão, dito traidor. Atirem uma pedra a um laço cortado, as brincadeiras e o amor deixados. Por amarem ver o sangue alheio escorrendo, por gostarem de insultar.

Atirem pedras no incapaz de se defender, no pequeno leão que foge para sobreviver. Matem-no por ser do sangue do dito traidor. Destrocem as lembranças. Deixe-o sem nada. Apaguem a glamorosa vida.

As lágrimas escorriam no rosto ensanguentado do leonino, recheado de escoriações e ferimentos pré-infecionado. Abraçava suas pernas igualmente feridas, encolhido em uma arena arrasada, abandonada.

Pessoas podem ser monstros quando querem e o descrito acima foi a agressão que sofrera. Daqueles considerados amigos, conhecidos. Boas pessoas, pelo menos era o que considerava. Tudo por causa que seu irmão mais velho fora tachado de traidor e assassino da deusa guardiã da Terra. Athena.

Pegaram-no e sem pensar lançaram pedras, socos, muros, chutadas. Correr não resolveu, pois em todo lugar havia o ódio estampado.

Como o seu próprio povo poderiam se matar? Pelo visto era possível. Com uma crueldade absurda.

Não entendia, não conseguia entender. Não fizera nada. E seu irmão... seu irmão não seria capaz de matar a deusa. Tinha algo errado. Muito errado.

Um temporal se fechou e logo caiu no menino desprotegido, lavando-o. Com febre alta, estava por um fio e enxergava tudo turvo. Que esperança tinha?

Seu irmão, onde ele estava? Tinha o abandonado? Não, não queria ficar sozinho. Não queria morrer sozinho.

Caiu no chão, sem suportar mais os ferimentos. Dor, doía. Por que? Por que?

— O que aconteceu com você meu querido? — uma voz melodiosa perguntou preocupada.

Aioria enxergou uma imagem embasada de uma mulher de longas madeixas lilases, olhos verdes, com vestido branco grego longo caindo na lama que se formava. Braceletes e colares de ouro. No punho direito uma pulseira de flores cor de rosa destoava. Emanava uma energia quente e cálida. Bondosa. Mesmo assim encolheu-se de medo com as poucas forças que tinha. Não tinha nada que dizia que ela não iria machuca-lo. Como todos os outros.

Mas logo se revelou o oposto. A moça tocou com carinho e seu calor passou para ele. Se sentiu subitamente melhor e acolhido.

— Ah, meu bem — soou triste e chorosa — Que crueldade! Bárbaros! — jogou uma manta cobrindo-o — Meu pequeno Aioria — pegou-o no colo para tira-lo dali.

O menino olhou assustado. Como a moça sabia seu nome? Se bem que todos agora já sabiam e demonstravam repulsa.

— Quem é você? — perguntou fraco, absorvendo o calor bondoso que o acolhia, dos braços delicados, mas fortes.

— Uma pessoa que te quer bem — caminhou levemente e rapidamente para de baixo das árvores em busca de proteção para a chuva e um lugar onde passar até ela se acabar.

— Sou irmão de um traidor — a criança afirmou quando pararam de andar e sentir as gotas fortes. Estavam em uma caverna úmida, mas não tão escura.

— Isso é o que dizem — cobriu ambos com a manta — Mas a verdade é difícil de se saber com somente um ponto de vista — rasgou uma boa parte de seu vestido belo — E é isso que temos. Um único ponto — começou a fazer curativos provisórios e sua quente energia revigorante se exalando — Mas mesmo não sabendo bem dos fatos, você não é um traidor. Não tem nada a ver com essa história — segurou o pequeno rosto, evitando que o menor adormecesse — Não tem culpa do que seu irmão fez, ou o que não fez. Te castigam por isso. Só por ser irmão — parou por um momento, suspirando — Me sinto péssima por pessoas assim, que tanto luto para proteger. E fazem essas atrocidades para com seus irmãos — limpou as sujeiras das lesões mais profundas, sentindo o menor se encolher pela dor — Te peço, precisa ser forte e valente, como sei que é e que pode ser — olhou profundamente — Mostrar para eles que é mais do que pensam, um verdadeiro leão. Se erga, lute, treine e vença-os — passou os dedos nas madeixas, calorosamente — vai ser difícil, mas sei que terá êxito.

— Eles querem me matar — sussurrou.

A moça baixou o olhar. No momento seguinte, suas íris mudaram de verde para safiras intensas, firmes e igualmente bondosas. Parecia mais velha, com cabelos mais compridos.

— Fique longe, deixe os ânimos se abaixarem e retorne com toda sua força — séria, autoritária, mas bondosa — Não se deixe levar pelos insultos e raiva, demostre frieza e força. Não quero que acabe com sua bondade, só que a proteja. Construa novamente sua identidade. E assim que mostrar do que é capaz, te deixaram de lado e te darão respeito. Podendo enfim se mostrar quem é.

O pequeno leonino a encarou com surpresa, absorvendo as sabias palavras da mais velha. Sua aparência estava bem melhor. Mas logo vazou seu olhar para o chão.

A mulher sorriu entendo algo a mais que não fora dito.

— Seu irmão não te abandonou, meu pequeno — recebeu mais um olhar surpreso — sempre estará contigo, em seu coração — deitou-o em seu colo — Sendo seu anjo da guarda.

— Meu anjo? — perguntou cansado, quase a dormir, mas agora sem o perigo de perder a vida.

— Sim — sorriu calorosa — Meu Cavaleiro de Leão — logo o encarrou séria — Sei que tem mais perguntas. E te digo que serão respondidas no futuro. E nele encontrar um rapaz, valente, que no momento estará ferido. A missão que vão lhe dar é para o apagar. Escolha com coração em quem acredita: no seu irmão ou no mandante. Se decidir com sinceridade terá sua resposta e para todos os problemas que circundam.

O cansaço venceu o filhote, que agora só ouvia a amorosa voz ao longe.

— Confio em você. Boa sorte meu guerreiro e bons sonhos — desejou — Dias melhores estão por vir.

15 de Setembro de 2019 às 12:33 2 Denunciar Insira 2
Fim

Conheça o autor

Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

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Sakura Angeli Sakura Angeli
Outro q eu quero dar um abracinho é o Aiolia quando pequeno. Não merecia sofrer tanto </3

  • Sophia Grayson Sophia Grayson
    Ah, eu também ;-; ele merece ser protegido num potinho! 4 weeks ago
~