Pequeno Dick Seguir história

sophiagrayson Sophia Grayson

Pois Damian tinha que colocar seu plano em prática, para que seu filho, Dick, dormisse bem. | Age Reverse | | Realidade Alternativa |


Fanfiction Comics Todo o público.

#drama #fluffy #família #batman #Age-Reverse
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Capítulo Único

Era uma noite úmida e fria em Gotham City, um fraco chuvisco caía sobre as pessoas que ainda tinham coragem de se esgueirar na noite perigosa da cidade.

Na Batcaverna um homem por volta de seus vinte e quatro anos vestido de morcego, vigiava a cidade pelas centenas de câmeras no seu enorme computador. Em algumas das telas tinham informações de uns casos que estava trabalhando, no qual lia atentamente.

Era uma noite particularmente calma, sem nenhum criminoso completamente doido da cabeça perambulando. Somente aqueles peixes pequenos que a polícia poderia pegar tranquilamente.

Os olhos de um verde exótico lia tudo no arquivo com extrema atenção. O rosto sem o típico capuz revelava a face com pele canela e expressão séria de Damian Wayne, uma das mechas de seu cabelo negro caíam em seus olhos. Uma das mãos enluvadas segurava uma xícara de chá, enquanto a outra passava lentamente as páginas no grande teclado de mil e uma utilidades.

O jovem herdeiro tinha assumido o manto de seu pai há quatro anos. Bruce Wayne já estava muito velho para essa vida de luta contra o crime, e com inúmeros problemas de saúde, sendo um deles cardíaco.

As vezes ainda se tinha a companhia do pai na caverna, quando o Damian saía em patrulha e Bruce ficava dando alguns conselhos de como atuar melhor pelo comunicador. Hoje o Wayne mais velho estava em alguma reunião da Wayne-Powers (Damian odiou essa junção da empresa com os Powers, mas o que ele poderia fazer? Foi uma votação e como ele detinha apenas uma pequena porcentagem da empresa, seu voto não valia de muita coisa. Deveria ter comprado uma cota maior de seu pai).

Tomou um gole do chá, agora já estando frio. Não se importava muito, tanto faz se tivesse frio ou quente. Pela visão periférica viu uma sombra ondular. Tinha escutado momentos antes passos fracos descendo as inúmeras escadas da caverna.

Ah, ele tinha ensinado tanto para o garoto ser mais discreto. Parece que tinha que dar mais algumas aulas.

O menino de seus sete anos com um salto se sentou na cadeira ao lado de cabeça para baixo, com as pernas para cima e arreganhadas. Em suas mãos um pote enorme de sorvete de morango. O rosto todo melado de rosa, os olhos azuis arregalados encaravam curiosamente o que seu pai adotivo fazia. Vestia seu uniforme de Robin, camisa, luvas, sapatinhos parecidos com o do Robin Hood e o fiel cinto de utilidades. Só faltava a máscara preta para o conjunto.

— O que faz aqui, Dick? — quebrou o silêncio. Dick voltou seu olhar para o mais velho — Já deveria estar na cama, amanhã você tem prova na escola — finamente deixou de olhar para a tela e encarrou seu filho. Colocou a xícara de chá no descanso ao lado do teclado.

Damian tinha adotado o menino há dois anos. Depois de ter presenciado a morte dos pais dele em um número no circo. Eram acrobatas incríveis. Quando viu aquele menino chorando no escanteio, sentiu necessidade de protegê-lo. Meses depois a mansão Wayne tinha mais um integrante na família.

No outro ano Dick descobriu seu segredo e quis ajudar, Damian aceitou receoso depois muita insistência e o treinou para ajudá-lo nas ruas. Na maioria em casos não tão perigosos.

O olhar de Dick quebrou, mas logo se reergueu. O sorriso diminuiu um pouco de seu rosto. Colocou mais uma colherada na boca, disfarçando o mal-estar e o quanto estava triste. Mas Damian sabia só de encarar aquelas safiras que tinha algo de errado.

— Não consigo dormir — forçou um sorriso mais aberto. Mas o mais velho sabia que estava mentindo. Era óbvio. O código inconsciente era claro para: “Estou tendo pesadelos e não quero dormir sozinho", mas por algum motivo Dick não gostava de falar que tinha isso e Damian não o obrigava, deixava que o garoto tivesse mais confiança e contasse.

Pegou o pote das mãos do menino e a colher, retirando de seu cinto de utilidades um paninho branco e limpou o rosto juvenil do menino.

— Não deveria estar comendo besteira numa hora dessas — largou o pano ao lado do pote — Tanto açúcar assim não vai te fazer dormir também — Dick fez um bico adorável indignado — E se sente direito, isso não é postura.

O garoto com um giro se sentou como era para ser, a capa amarela flutuou e cobriu as costas da cadeira.

— Eu estava com fome — se defendeu cruzando os braços e ganhando outro olhar inquisidor.

— Então deveria ter pegado comida de verdade — voltou a ler o arquivo na tela. Dick balança os pés que ainda não tocavam o chão.

— Mas sorvete é tão bom — colocou as duas mãozinhas nas bochechas em um ato fofo. Os olhos brilhavam ao falar do doce. Damian nunca entendeu essa paixão.

— Hum

Dick pulou para seu lado agarrando seu braço. Damian nem sequer se mexeu com o súbito peso.

— Vamos sair para patrulhar! — pediu o menino — Quero fazer alguma coisa — deu pequenos socos no ar.

— Hum — Damian não gostava disso, sabia que Dick estava com sono e não queria dormir sozinho por conta dos pesadelos. Se lembrava da primeira vez que não percebeu as entrelinhas do comportamento do mais jovem. Quase morreu por cair do rapel ao dormir em pleno ar.

Uma parte de Damian quase ia junto com o pequeno. Muita sorte ele ter agido rápido.

— Vamos! Vamos! — pulou de novo fazendo o ombro de Damian pedir por socorro. Dick era bem pesado.

Conteve um suspiro. Estava na hora do plano “Colocar o pequeno Dick para dormir" como Terry (E tinha que dar os créditos, a ideia para o plano foi dele também), seu irmão do meio gostava de chamar. Depois da quase tragédia, Damian nesses períodos só para deixar o garoto feliz iam “patrulhar”, sendo que não saiam do Batmóvel. Damian girava pela cidade até o mais novo dormir e voltava para casa.

As vezes era rápido, outras eram difíceis. Só esperava que fosse uma noite mais fácil.

— Está bem — levantou-se, Dick pulou feliz até o Batmóvel — A máscara, Dick — avisou Damian ao colocar a dele.

Dick ainda procurou por um tempo e logo encontrou, colocando meio torta. Damian abriu o Batmóvel e ajudou o pequeno a entrar, logo depois entrando também.

Saiu da Batcaverna sobrevoando a cidade cinzenta. Era uma noite “calma” apesar de tudo. Dick estava quieto, demonstrando ainda mais que estava triste e chateado com alguma coisa, no qual muito provavelmente eram seus pesadelos. O menor nem percebia que era tão fácil de o ler, mesmo escondendo tudo com seu típico sorriso. Mas era tão diferente.

O garoto observava as luzes da cidade e o movimento em áreas centrais. A chuva tinha aumentado um pouco.

Em certo momento Damian colocou o Batmóvel em automático e observou de canto de olho o garoto. Estava muito preocupado, queria perguntar e tudo, mas temia o afugentar, tinha que esperar que o menino tivesse mais coragem e confiança. Mesmo que doesse.

Passando mais alguns minutos e já focado na cidade novamente, sentiu um peso cair em si e voltando seu olhar esverdeado. Viu que finalmente o garoto dormiu segurando uma parte de seu traje. Estava com as feições tranquilas, o que indicava que estava em um bom sono.

Deitou o banco para acomodar melhor o pequeno e retornou para a Batcaverna. Tinha sido uma das noites fáceis para Dick dormir, mas ainda não tinha acabado.

Chegando na caverna, colocou o pequeno em seus braços e atravessou calmamente as escadas para não o acordar. Dirigiu-se para o seu quarto, pois sabia que não era uma boa ideia deixar Dick sozinho no dele. Já tinha tentado uma vez e o menino acordou com o dia quase amanhecendo chorando apavorado. Foi de partir o coração.

No meio do caminho encontrou o Terry que sofria de insônia e também não deveria estar em uma noite boa. Segurava um copo de água e vestia um roupão, seus olhos azuis tinham um olhar bem morto, com bolsas negras em baixo.

— Damian — cumprimentou o irmão, que logo viu seu sobrinho nos braços do mesmo — Noite difícil? — perguntou baixo para não acordar Dick.

— Sim — respondeu no mesmo tom — Se nosso pai chegar diga que vou estar no meu quarto com o Dick. Caso ele vá para o quarto do menino e não o veja.

— Claro — disse com um sorriso seguindo o seu caminho arrastando os pés.

— Tem sonífero nos armários, caso sua insônia esteja atacada mesmo — falou antes do irmão está muito longe. Como resposta teve um joia com a mão livre.

Chegando no seu quarto colocou o menino em sua ampla cama. Tirou seus sapatinhos, cinto e a máscara, o cobrindo com uma grossa manta logo depois. Se deitou ao seu lado depois de ter tirado sua própria máscara, botas, luvas, cinto de utilidades e o enorme casaco que cobria seu corpo. Não demorou muito e os pequenos bracinhos o arrodearam em um abraço. Era uma forma que Dick confirmava inconscientemente que tinha alguém com ele. Damian não se importava tanto com isso.

Pegou seu laptop que tinham um link com o computador da Batcaverna e continuou a ler o caso.

Tinha sido uma longa noite, mesmo sem os criminosos maníacos.

12 de Setembro de 2019 às 20:06 0 Denunciar Insira 1
Fim

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Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

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