Aglupe, A lenda da sereia Seguir história

u15681118701568111870 Lívia Paixão

As sereias são seres místicos e cada uma tem a sua especialidade ou dom. A raça de Aglupe tem o dom da cura. Um pescador necessita de ajuda urgente, um medicamento ou um milagre para a ajudar a sua querida esposa, pois está doente e poderá morrer em pouco tempo. Mas a vida nem sempre corre como nós esperamos quando nos aparece um milagre à nossa frente... O que vai acontecer à sereia? O que vai acontecer ao pescador? E o que vai acontecer à esposa? Vem conhecer a lenda da sereia Aglupe <3


Conto Para maiores de 18 apenas.

#coração #cura #doença #amor #pescador #sereia #fantasia #maldição #conto
Conto
0
494 VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

E-BOOK GRÁTIS! / Capítulo Único

GRÁTIS!!! GRÁTIS!!! GRÁTIS!!

QUEM NÃO GOSTA DE CONTOS DE GRAÇA? <3 NOS PRÓXIMOS DIAS 12 E 13 DE SETEMBRO O E-BOOK ESTARÁ GRÁTIS! VEM CONHECER A

HISTÓRIA DA SEREIA AGLUPE! <3 E SE POSSÍVEL DEIXAR UM COMENTÁRIO/REVIEW.

LINK: https://www.amazon.com/dp/B07X6G1PC9


***

Ding Dong. Escutasse a campainha velha e espalhasse pela ruela perdida da cidade de Faro. As botas do pobre e jovem pescador Diogo estavam enlameadas da rua. Ele encontrava-se na zona mais pobre, onde viviam os cavalos, as vacas, as ovelhas e abandonados passeavam os gatos e os cães. As ruas eram velhas e as casas descoradas, cada uma pior que a outra, mas todas em pé e cheias de famílias que viviam um dia de cada vez. Porém esta casa era diferente, era a última da rua, num beco sem saída, e vivia a famosa Bruxa velha de Negro. O nome desta era Teresa, no entanto, ninguém tinha a coragem de prenunciá-lo, era como se chamassem o Diabo á Terra para pedir favores. Mas Diogo estava desesperado e restava-lhe somente esta hipótese. Teresa, a Bruxa velha de negro.

O coitado tinha-se casado com a jovem Maria, era encantadora e simpática, mas sabiam lá eles que ela ia adoecer e que nenhum médico competente iria curá-la.

Maria tinha a maldita e rara doença das escamas de peixe. A sua pele aos poucos se tornava dura e vagarosamente se transformava em escamas negras. O caso dela muito rapidamente se tornou famoso e antes que eles podessem inspirar, já se espalhava como maldição do mar dos pescadores.

O bisavô preocupado com a situação do miúdo, contou-lhe uma lenda que poderia ajudá-lo, mas para isso teria que falar com a bruxa. Lenda esta conta que a existência de sereias era mesmo um facto, apesar de muitos acreditarem que era somente um mito belo.

São raras as pessoas que conhecem as várias raças das sereias, pois elas não existiam só para encantar os pescadores, também existia um tipo de sereia que poderia ajudar Diogo. Aglupe, as sereias das curas. Como sempre e em todas as histórias de embalar contadas, estes seres são raros e muito difíceis de serem encontrados.

Então, nervoso como nunca, o pescador estava á porta da bruxa. Ia para tocar a segunda vez na campainha, mas a porta abre de rompante. A velha bruxa que tantos descreviam como uma mulher baixa, cheia de verrugas negras, encurvada e com um véu negro, era só para assustar as crianças. Uma senhora de altura média, usava um vestido longo e negro, ao pescoço tinha um lenço de renda, o cabelo negro apanhado num carrapito e a cara marcada de algumas rugas. Podia não ser a senhora mais bela da cidade, mas também não era uma mulher assustadora como todos descreviam.

- Boa noite. Sou o Diogo... - Ele começou sem saber ao certo como começar uma conversa com ela.

- Boa noite. Entre. - Ela tinha um tom de voz suave, porém carregado de seriedade.

Diogo, hesitante, entrou devagar e ficou perto da senhora. A casa era como qualquer outra, pensou que iria encontrar esqueletos pendurados pelo teto, estatuetas ou quadros bizarros espalhados pela casa, porém nada disso. A única coisa que lhe chamou atenção foi ver um corvo numa mesa pequena de decoração no hall da entrada. Não se assustou com tal criatura, mas não gostou da maneira como o olhava fixamente. Era como se o estudasse da cabeça aos pés e estivesse a concluir se ele tinha uma boa alma ou não.

- Venha comigo. - Teresa pediu ao fechar a porta atrás dele.

Em passos pequenos, ela guiou o rapaz para a cozinha e ofereceu-lhe uma chávena de chá. Diogo não querendo ser desagradável aceitou o chá e ficou perto da mesa.

- Já fui a todos os médicos e nenhum ajudou a minha querida esposa. A doença começou nos pés e está a subir pelas suas frágeis pernas... E... Falaram-me de si. - No fim bebeu um golo do chá.

Teresa ouviu com atenção enquanto punha chá na sua chávena. O que ele contou não lhe surpreendeu, já tinha escutado sobre as famosas escamas da pobre rapariga e sabia que mais cedo ou mais tarde lhe iriam bater á porta.

- Já tinha escutado sobre a sua esposa, mas diga-me há quanto tempo é que está nesse estado?

- Há uns... Quatro meses senhora. - Deu outro golo do chá. - É muito tarde para ajudá-la?

- Quatro meses já é algum tempo, mas poderemos fazer algo. - Teresa bebeu do seu chá e sentou-se á mesa. - Está disposto a ser paciente?

- Paciente?

-Sim, fazer as coisas com calma. O processo de cura para essa doença para ser bem feita e sem consequências tem de ser feito com paciência.

- Sim. Farei tudo para que a minha amada fique melhor.

Teresa observou-o atentamente enquanto bebeu do seu chá. As sobrancelhas franziram ligeiramente, mas rapidamente descontraíram quando viu o seu companheiro corvo pousar na mesa entre eles.

Diogo sentiu-se incomodado, não tinha como quebrar o gelo entre eles e não estava confortável quando o animal pousou perto dele.

- Vou então explicar o que tem de fazer. - ela cortou o silêncio e esboçou um pequeno sorriso.

Ele estranhou aquele sorriso amigável, esperava uma expressão de poucos amigos e uma conversa rápida para o despachar sem se importar com a doença da esposa.

- Tem que apanhar todos os dias algas frescas quando a lua estiver no cimo. Mais ou menos á meia-noite, sim?

O pescador anuiu dando toda a sua atenção ao que Teresa explicava.

- Fazer um creme pastoso com essas algas e comer uma vez por dia sopa de algas. Não pode apanhar nenhum peixe nessa zona ou não irá fazer efeito.

- Porque não se pode?

- Porque quer matar o animal que se banha nessas algas? É ele que trás a cura consigo. Não pode mesmo matar ou será a morte da sua esposa.

- Quanto tempo teremos que fazer essa sopa e mais o creme?

- Vai ser uns quantos meses, dependendo da gravidade do estado da sua mulher.

Diogo coçou o pescoço e depois o queixo. Não incomodava ter de fazer o que a bruxa tinha dito, mas ele conhecia um processo mais rápido, o do bisavô.

- Mas não há outra maneira? Contaram-me de uma sereia, uma lenda que pelos vistos é verdadeira... Que apanhando uma sereia-

- Se não está satisfeito com o meu método não tem mais nenhum!

- Mas sabe como apanhar uma?


***

GRÁTIS!!! GRÁTIS!!! GRÁTIS!!

QUEM NÃO GOSTA DE CONTOS DE GRAÇA? <3 NOS PRÓXIMOS DIAS 12 E 13 DE SETEMBRO O E-BOOK ESTARÁ GRÁTIS! VEM CONHECER A

HISTÓRIA DA SEREIA AGLUPE! <3 E SE POSSÍVEL DEIXAR UM COMENTÁRIO/REVIEW.

LINK: https://www.amazon.com/dp/B07X6G1PC9

***

12 de Setembro de 2019 às 12:49 0 Denunciar Insira 0
Fim

Conheça o autor

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Histórias relacionadas