Galaha Seguir história

matheus-toshi1567876775 Matheus Toshi

Em uma taberna, um adolescente e seu tio conversam naturalmente enquanto esperam um conhecido. Um pedido de uma bebida diferente os leva para um grande problema, que envolve o passado, o presente, e envolverá o futuro.


Fantasia Medieval Todo o público.

#fantasia #aventura #ação #galaha
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A TABERNA

Em uma taberna, dezenas de histórias são contadas diariamente. Mesmo que a maioria não passe de histórias fantasiosas ou simples relatos, que são um pouco fantasiosos também, elas estão sempre intercaladas uma com as outras. Nem que seja um pouco. Você já percebeu? Quando o protagonista enamorado derrota o atroz dragão em conjunto de seus companheiros, a história tende a acabar, pelo menos para quem está lendo. E o que acontece com os "figurantes"? Seguem sua amargurada vida por nunca ter consegui...

— Olha só! Exercitando os dedos, meu sobrinho? Que orgulho! Que orgulho. — Exclamou Eoghan. Se encontrava de pé, seu negro cabelo alisado cobria seu pescoço até o ombro.

Ramni voltou um pouco ao mundo onde se encontrava. Havia passado horas e ele esteve só escrevendo e escrevendo. Depois de muitas rasuras e chocalhos da sua pena sobre o papel, conseguiu perceber que escreveu tão pouco quanto podia em tanto tempo, e nem se quer fora algo sábio. Levantou a cabeça — A taberna donde se encontrava já estava deveras movimentada, apenas sua mesa redonda se encontrava sem um longo caneco de qualquer bebida, residia nela apenas uma cesta, com alguns pães pretos. — Disse:

— Obrigado por me desconcentrar. — Irritadiço, continuou — Já é noite? Nem sequer ouvi as badaladas. Quantas já foram? — perguntou arqueando suas sobrancelhas castanhas e franzindo seu cenho.

— Nove. Relaxa, tudo certo. Seu irmão ainda está visitando a herbolária. Talvez esteja morto. — Sentou-se gargalhando. Ramni disfarçou o riso, mas não com tanta eficácia quanto quisera.

Finalmente assimilou com perfeição. Realmente era um fracasso em mais uma coisa. Agora na escrita. Claro, não tinha a prática perfeita ainda, mas também não era encorajado o suficiente para isso. Sentiu o cheiro do fracasso no ar, mas, como o seu olfato era apurado, assim como seus ouvidos e sua lábia, sentiu o cheiro da noite-cintilante, sua bebida favorita.

— Você parece bêbado. — Afirmou com um sorrisinho maroto no rosto, saindo do seu estado de enfurecimento e relaxando na cadeira — Mas o que ele foi fazer lá?

— Na verdade eu não sei. — Admitiu — Ele já é grandinho para ser cuidado com tantos detalhes, não acha? O que você está escrevendo aí?

Isso era raro. Isso deixou Ramni saltitando por dentro, talvez isso o tenha motivado bastante. Você, talvez não tenha percebido, porém, alguém quis saber o que ele estava escrevendo. Isso é bom, se você estiver escrevendo algo bom. Mas ele não expressou, não poderia mostrar que se importava tanto com aquilo, achava que talvez poderia ser caçoado.

— Nada demais, apenas tentando passar para o papel um pensamento meu. Já parou para pensar que toda história tem um fim precário? Ou pelo menos, um fim que não seja definitivo, se você realmente entrar na história e criar uma afeição com os personagens, você sempre acaba se desapontado com o final, porque, ele existe. O final não serve para nada, o final não existe na verdade. Entende? — Exclamou, gesticulou e deu ênfase a tantas palavras que mais pareceu um teatro. Talvez até o seu ar tenha faltado.

— Na verdade... Não. Se o fim é precário como ele pode não existir? — refutou Eoghan, enquanto levantava sua mão, chamando o copeiro. — O que vai querer beber essa noite, pequeno gênio? — Zombou amigavelmente.

— É difícil de explicar, talvez não seja nada...

— Nada é complicado de explicar, se estiver com uma boa bebida ao lado. E então, o que vai beber? — Repetiu.

— Estou em dúvida, na verdade. Eu sempre peço noite-cintilante, é a minha predileta, de fato. Entretanto, eu não provei nem um terço das bebidas dessa taberna, e esta taberna é consideravelmente pequena. Como eu posso saber se não tem uma bebida que, pro meu paladar, seja mais... — esfregou seu queixo e sua bochecha direita, indo em direção ao seu cabelo, cacheado e preto, e terminou — interessante?

— É um dilema, obviamente não pode provar todas. Não hoje, pelo menos, a não ser que esteja carregando um saquinho de moedas escondido entre as pernas e um fígado extra. — Riu — Mas o que faz a noite-cintilante ser tão boa? Para mim, O anzol enferrujado é a melhor bebida de todos os tempos, e olha, — apontou para Ramni com o indicador enquanto o seu dedão apontava para o céu — você nunca experimentou.

— Eu nunca parei para pensar, deixe-me ver... — Arrancando algum resquício de cavanhaque do seu queixo, fitou o teto da taberna, pensando, depois de quase um minuto, olhou para o seu Tio e respondeu: — Definitivamente muitas coisas fazem ela ser a minha predileta. Ela foi a terceira que tomei, e as duas primeiras não foram assim... tão boas. A primeira que eu experimentei foi a Doce pincel, e o seu gosto era especificamente parecido com um pincel doce. — Pensou um pouco e continuou gesticulando — Não que eu já tenha provado um pincel, é claro, mas ela me remete ao "gosto" da tinta, sabe, geralmente o cheiro é parecido com o gosto. Mas a bebida nem deveria se chamar doce, foi a coisa mais amarga que já provei, depois dela, quase desisti de começar a beber.

Eoghan olhava atentamente para Ramni enquanto ele falava, eventualmente desviava o olhar para o Copeiro, que se encontrava atendendo outra mesa, o que deixava Eoghan estressado, pois chamou-o antes.

— A segunda bebida foi a Livro Gourmet, não preciso nem comentar o quão repugnante era aquela bebida, o nome tinha me chamado atenção, livros são interessantes, um Livro Gourmet, genial. A aparência dela também deixava a desejar, era quase transparente, e seu gosto... — respirou fundo e decidiu É melhor eu nem me lembrar, se não vou acabar vomitando.

— Eu me lembro bem, a sua cara foi impagável! — Exclamou gargalhando, Eoghan.

— É, é. Mas dai eu conheci a Noite cintilante, e por Galaha, é a melhor bebida de todas, o gosto dela, é um manjar dos Deuses! No começo eu achei que ela era muito forte, pois quando você põe na boca, ela é meio azedinha, porém depois fica com gostinho de Mel com um tipo de... — Pensou e pensou — menta talvez, nunca descobri do que ela é feita na verdade.

— Vamos descobrir então, quando o maldito Copeiro chegar. — Disse Eoghan, percebendo que o Copeiro já estava a dois passos da sua mesa e talvez tenha ouvido seu desabafo, ele queria mesmo beber.

— Olá, olá. Bom feriado meus caros! O que querem beber? — Disse o copeiro. Seu cabelo era cor-de-areia, era longo e metade dele estava trançado, seu nariz era pontudo e sua boca avermelhada.

— Bom feriado, ótimo feriado, nos traz o de sempre! — Disse Eoghan, era evidente a sua felicidade, não só pelo feriado, mas sim pelo copeiro ter chegado.

— Não! — Gritou acidentalmente Ramni. Ao perceber, já estava totalmente vermelho e rapidamente consertou-se: — Digo, hoje eu pretendo beber algo novo. O que me recomendaria... — tentou lembrar o nome do Copeiro, mas talvez ele nunca havia dito. — Copeiro?

Após alguns longos segundos examinando o Ramni e franzindo o cenho, deu de costas e saiu depressa com a sua bandeja, o que espantou aos dois.

— Eu fiz algo de errado? — Sussurrou Ramni para Eoghan.

— É Claro! Você não sabe? — Disse seriamente segurando o riso após perceber um possível medo no tom de voz de Ramni. Eoghan decidiu contar uma história talvez nem tão verdadeira assim.

— O que? Não! — Respondeu perplexo.

— Bom... A muito tempo atrás... — brincou Eoghan, com um sorriso maroto no rosto.

— Conte-me logo, deixe de enrolação!

Eoghan petrificou sua expressão, avançou pela mesa, e mexendo apenas a boca, começou a falar.

— Achei que você soubesse, todo mundo conhece esta história. — Esticou sua mão direita e pegou um pão, que estava numa cesta em cima da mesa, e o cortou pela metade. — Realmente achei que soubesse. Enfim, — dramatizou — é verdade, foi a muitos anos atrás. Não posso afirmar que é o mesmo Copeiro, mas posso afirmar que foi aqui. — Lentamente botou a metade do pão na sua boca, mastigou rapidamente, engoliu e continuou — Um homem certo dia estava indeciso do que beber. Ele estava acompanhado de seus amigos, que jamais visitara esses lados. Quando deu nove badaladas, ele decidiu beber, entretanto, não sabia o que beber.

— E então? — Disse Ramni querendo logo a conclusão da história, que parecia estar apenas começando.

— E claro, ele provavelmente também discursou sobre quais bebidas já havia bebido, e como isso o teria afetado. Agora faz sentido...

— O que? O que faz sentido? — Ramni já se encontrava desesperado por dentro. Sua curiosidade e também receio o fazia tremer levemente, pensava o que iria acontecer, o que o copeiro iria lhe trazer?

— Nada. Deixe-me continuar. Então, sem saber o que beber mesmo após o copeiro chegar, pediu a opinião do mesmo. Ele o encarou por alguns segundos, deu de costas e quando voltou...

No exato momento que estava para concluir a história, o Copeiro chegou. Para surpresa de Eoghan e principalmente de Ramni, o Copeiro não trazia nada em sua bandeja, nada mais do que duas taças. Entregou na mão de cada um, e pediu para que o acompanhasse.

Ramni e Eoghan se levantaram fingindo delicadeza, hesitando o máximo que podiam. Eoghan continuando a atuar, arregalou seus olhos o máximo que pode. Queria demonstrar medo, mas mais pareceu ter algum problema mental, e não deixou de pegar a fatia de pão que cortara enquanto contava a sua história.

A certeza de Ramni era que ia ser executado, "cidade estranha e leis estranhas, com certeza eu vou morrer agora." Pensava enquanto passava pelas mesas que ocupavam toda a taberna, seguindo o Copeiro, em direção as escadas que levavam ao porão, onde nunca estivera. Ao se aproximar da escada, não ouviu sons de pessoas morrendo ou correntes ou nada do tipo, ouviu o som natural de todas as tabernas daquela cidade: Pessoa falando alto, copo batendo na mesa e até algum instrumento musical.

— Me perguntou o que eu recomendo que beba, desça lá e descubra. — Disse seriamente o Copeiro.

— Não obrigado, eu acho que uma noite cinti...

— Estamos descendo, obrigado. — Disse Eoghan empurrando as costas de Ramni. — Ah, caso o Drakhar apareça por aqui, estamos lá embaixo.

— São dois Drakhar? — Disse o Copeiro, estava confuso.

— Dois? Drakhar, meu outro sobrinho. — Concluiu Eoghan, sem entender.

— Sim... Perdão, pensei que esse fosse o Drakhar. — Apontou para Ramni — Pode deixar, e a mesa de vocês é a embaixo das prateleiras.

Ao descerem a escada que rangeu bruscamente a cada degrau, foi como se não tivessem saído do lugar. Uma taberna cheia de mesas redondas com diversas pessoas sentadas nelas foi o que encontraram lá embaixo, exceto pelo balcão que circundava quase todo o porão, e estava recheado com bebidas em estantes, que não poderiam ser alcançados sem escadas, era exatamente igual ao andar superior.

Notava-se uma grande quantidade de copeiros correndo para lá e para cá, com bebidas jamais vistas pelos dois. Um dos copeiros se aproximou assim que desceram o último degrau. Usava um avental de couro e se movimentava velozmente.

— Mesa embaixo das prateleiras. Sigam-me. — Disse simplesmente.

Em silêncio, seguiram novamente o novo Copeiro. Sem ver quaisquer prateleiras diante de tanto barulho e pessoas, sentiam diversos aromas novos, e isso empolgava-os, entretanto, podiam ver que todos pareciam bem vestidos demais, não tinham certeza se poderiam pagar sequer um derivado da noite-cintilante ou do Anzol-Enferrujado naquele lugar.

Naturalmente, muitos olhares focavam nos novos clientes do porão. Se perguntavam se eram ladrões que haviam roubado um baú de uma carroça que estava carregado de galyas, que era notícia em toda a cidade, ou simplesmente ricos que se vestiam mal. Ao passar por todos esses olhares, encontraram a sua mesa. Redonda como as outras, uma cesta de eucalipto recheada de diversos tipos de pães e dois tipos de molhos no centro a decorava.

— Podem se sentar, em breve começaremos. — Disse o copeiro, antes de sair velozmente novamente. Parecia estar atrasado para algo.

Ramni e Eoghan se sentaram. Só havia duas cadeiras, e as mesmas eram chiques, costuradas com pele de algum animal bem peludo que eles desconheciam. Estranhamente confortável demais, Eoghan se sentou de costa para o balcão principal, de frente para Ramni. Trocavam olhares e finalmente abriram a boca. Não só para falar, Eoghan pegou uma fatia de um pão amarelado e passou em um dos molhos, parecia uma espécie de mel, só que azulado.

— Delicioso, você tem que provar, Ramni. — Disse Eoghan, com o pão na boca.

— Podemos pagar por isso? — Disse Ramni baixinho, quase sussurrando.

— É claro... — pegou mais uma fatia de pão, e molhou no outro molho — que não. — Pôs o pedaço na boca, e esse molho era incrivelmente salgado, e o pão igualmente. — Alias, isso tudo me lembrou uma notícia. Temos que conversar.

— Ok. Eu devo estar sonhando, estou sonhando? — Pôs as mãos na cabeça.

— Não se preocupe, não iriam nos convidar para esse porão se não pudéssemos pagar, ou hoje as bebidas estão baratas, ou temos sorte e não vamos pagar. De certa forma, já estou feliz por provar esses molhos deliciosos.

— Certo... talvez eu não tenha que me preocupar tanto assim. Que tal noticia é essa? — Relaxou Ramni, pegando uma fatia de pão e decidindo qual molho iria usar.

— Então. O Senhor V, aquele que pintava pela cidade e era amigo do seu pai, me contou que haverá uma prova. — Apontou para o molho de mel.

— Uma prova? É o que eu estou pensando? — Perguntou empolgado Ramni.

No mesmo momento em que Ramni terminava sua frase, uma salva de palmas inundou o local. Todos se levantaram e continuaram aplaudindo, depois se sentaram e continuaram a bater palmas, só que dessa vez, ritmadas. Eoghan olhava para seu sobrinho sem entender nada, eles entraram no ritmo das palmas que se extinguiu pouco tempo depois.

O silêncio contaminou o local, quando, de repente, surgiram 3 anões em cima da parte principal do balcão. O do meio, segurava um instrumento de sopro jamais visto por Eoghan e Ramni. Os outros dois anões não seguravam nenhum instrumento, apenas um cachimbo em suas mãos direita. Todos vestiam roupões luxuosos e amarelos e pareciam cansados. Os dois anões da ponta tragaram seu cachimbo e se ajoelharam, deixando a fumaça sair pelas suas bocas. O Anão do meio, com delicadeza pôs o instrumento em sua boca.

O que ouviram foi o som mais hipnotizador de suas vidas. O som parecia poder ser tocado e manuseado, parecia fazer tremer o chão, a mesa e as paredes. Não era um som assustador e muito menos que deixasse alguém extremamente alegre, mas sim, um som que transmitia paz. A paz de estar deitado com o amor de sua vida, enrolado em cobertores quentes e travesseiros almofadados com penas. O som que aquele instrumento tocava era baseado em frequências, como se um ruído com várias camadas de oscilação andasse pelo ar, Ramni relaxou em sua cadeira, enquanto Eoghan parecia estar atormentado. Seus olhos arregalados, e dessa vez sem nenhum teatro, olhavam para todos os cantos, e percebia que todos estavam no mesmo estado de relaxamento.

— Ramni. — Disse imóvel, Eoghan.

Ramni pareceu não ouvir, e se ouviu, não poderia dar atenção a Eoghan, não queria desperdiçar um segundo daquela música. Continuou com a cabeça baixa e apreciando o som que saía do instrumento musical.

— Ramni, olhe para mim. — Disse fortemente Eoghan, sussurrando.

Ramni olhou levemente para Eoghan, seus olhos estavam entreabertos e ele parecia estar dormindo, após alguns segundo tentando focar seus olhos, disse:

— Fique quieto, aproveite essa música. — Ranzinzamente abaixou a cabeça e fechou novamente os olhos.

— Eu não havia percebido Ramni. TEMOS QUE SAIR DAQUI AGORA! — Exclamou ainda em tom baixo, não queria parecer diferente dos demais.

— Sair? A bebida é de graça, aproveite essa música. — Disse novamente.

Era a primeira vez que Ramni escutava aquele som, estava acostumado com artistas fracos, nunca em sua vida pensou que ouviria um anão tocando algum instrumento musical. Tampouco pensou em ver um anão alguma vez na sua vida. O som não era hipnotizante de verdade, mas parecia. Causava um relaxamento e aparentava preencher todas as lacunas dos pensamentos, como se não houvesse motivo para ficar pensando muito, e sim, aproveitar.

— Os anões são de verdade? Ou apenas truque de espelhos? — Disse Ramni, começava a entender o que estava acontecendo.

A música diminuía a cada segundo, ficava mais calma quanto pudera e em um momento pareceu acabar de uma vez só, recomeçando o barulho de pessoas em todas as mesas. Algumas pessoas se espreguiçavam, outras bocejavam e fungavam o nariz. Uma dúzia e meia de anões saíram de trás dos balcões de bebidas e passavam em todas as mesas, oferecendo tantas bebidas que Ramni mal podia contar, vestiam trajes diferentes dos anões que cantavam em cima do balcão, não eram tão luxuosos e usavam roupas simples, que as vezes parecia que não era feita para eles, pois ficavam muito grande.

— Eles são reais. — Disse Eoghan, parecendo não acreditar no que dizia. — Temos que sair daqui. Mas não agora, eles desconfiariam.

— Achei que os anões fossem lendas. Por que sairíamos?

— Aqui, eles são lendas, Ramni. — Respirou fundo e tentou explicar — Esses anões são... escravos.

Três anões se aproximaram da mesa e com muita agilidade já haviam servido a taça dos dois, oferecendo mais pães e molho. Rapidamente deram sequencia e se dirigiam à outra mesa, quando o Eoghan agarrou o braço do anão que estava por último.

— Muito bonita a sua bota, anão. — Disse Eoghan.

— Muito obrigado, muito, muito obrigado. — Disse o anão. Uma lágrima escorreu do seu olho direito, revelando uma cicatriz que mal era notada, em sua bochecha. Ele seguiu junto dos outros anões.

— Ele não estava usando bota. — Disse Ramni, assim que saíra o anão.

— Era um código.

Dez badaladas ecoaram pela cidade.

7 de Setembro de 2019 às 19:49 0 Denunciar Insira 2
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