O Cara de Yale Seguir história

niccax Neeca Ashcar

Férias, inverno, David Bowie e uma caminhonete velha. Esse era o cenário da descoberta um tanto constrangedora e curiosa feita por Stan Marsh, seus dois melhores amigos haviam transado na festa de boas vindas de Yale. Agora ele teria que remediar a situação, ou seria o fim de tudo construído por eles ao longo dos anos.


Fanfiction Desenhos animados Para maiores de 18 apenas.

#gay #yaoi #bl #lemon #K2 #Kyle #southpark #Kenny #Stan
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As Nove Palavrinhas

Fanfiction originalmente postada no Wattpad pro aniversário da Tati, te amo Tali.

Betada por Lolys Mars, corrigida dia 31/08/2019.

Casal K2


Espero que gostem! Boa Leitura!

***



O céu estava cinza. Não que em algum momento Kenny se recordava de que o céu de South Park não fosse cinza como naquele momento. As nuvens bloqueavam as estrelas e a lua, quase não podendo-se ver nada na estrada esbranquiçada pela neve.

Ele caminhava vagarosamente, com um cuidado absurdo para não pisar em falso. O coração tamborilava animado a cada passo, fazia quanto tempo que não via-os?

Seis meses que não via Stanley e Erick, se fosse Kyle cinco meses, desde aquela maldita festa em Yale. Aproveitou o tempo frio para tirar tal pensamento de sua cabeça.

Aquele era o primeiro ano que vivia longe de sua cidade, e como era o primeiro encontro desde que se separaram em agosto daquele ano, estava ansioso. Era um sentimento estranho que surgia desde a boca do estômago até o peito, poderia até mesmo se assemelhar com um mal súbito, mas isso não afligia ele, aliás, sabia exatamente o motivo.

Assim quando dobrou a clareira, sem qualquer alma viva para lhe vigiar, observou o lago congelado e na beirada dele uma velha caminhonete estava ali como previu, os faróis acesos foi o que fizera McCormick se guiar longe o suficiente do lago congelado.

Mas bastou se aproximar e logo avistou a cabeça de quem o esperava. Fechou os olhos estupidamente azuis e deixou sorrir por debaixo da touca do seu moletom laranja surrado. Por algum motivo sabia estar em casa novamente.

O McCormick conhecia como poucos a diferença entre ter um lugar para voltar só para dormir, a ser bem-vindo e acolhido e pleno; eram duas coisas diferentes.

A casa que ele buscava sempre foi aquela maldita caminhonete. E mesmo não falando tais palavras, aquela caminhonete velha parada naquele canto escuro e isolado foi o seu primeiro, e talvez único, lar.

O velho carro lhe trouxe uma lembrança fresca. Stan parado na porta do colégio com seu sorriso presunçoso e entre os dedos enluvados as chaves do possante, dois anos antes. Nunca viu o amigo tão feliz como naquele dia, e talvez por isso que voltar para South Park fora tão importante naquelas férias. Se fosse por seus pais, que se fodessem! Não era por isso ali estava.

Alargou seus passos afofados na neve branca com certa dificuldade, enquanto de maneira violenta a brisa gélida tocava a parte de seu rosto descoberta. Cada passo, um tufo de vento encostava em sua derme com a hostilidade de uma espada afiada.

E no percurso quase insuportável, pelo frio, tudo que pensou foi o quanto era fácil se desacostumar com o clima gélido daquela desgraça. Poucos meses em New York, sentia-se preso numa merda de geladeira de carne e não havia roupa quente o suficiente para aquela sensação hostil se afastar dele. Como se o inverno de New York não fosse rigoroso o suficiente?

Mas por algum motivo que ele ignorou o pensamento sobre a neve que cobria toda a Washington Square Park, em sua partida de NYU, enquanto avançava até a caminhonete de Stanley: New York parecia mais agradável, ou talvez fosse menos hostil comparado a South Park.

Kenny dirigiu-se até onde o garoto de cabelos escuros segurando um cigarro entre os dedos estava. E sem dar sinal de vida abriu a porta do carro, recebendo um olhar assustado do Marsh para si.

Esse apenas deu de ombros, ao se recuperar do pequeno susto, tragou pela última vez o cigarro e o apagou no cinzeiro do carro velho.

— Porra, Kenny! 'Cê' quer me matar?

— Justamente minha intenção cara! — As palavras saíram semi-abafadas pela blusa que cobria sua boca, de maneira tão característica, Stan por sua vez sorriu com a lembrança infantil.

Fechou a porta, animado e deixando o vento frio para fora. Ouviu, por fim, um som baixinho ecoar do toca fitas, era Modern Love do David Bowie. Tal gosto musical vinha se arrastando com o Marsh desde sua pré adolescência. Depois se virou pro amigo, finalmente o abraçando.

Como presumiu, estar ali no calor do ar-condicionado e o cheiro da gasolina queimando em suas narinas lhe trouxe toda aquela familiaridade esquisita que no último ano em Nova York não encontrou. Era o sentimento de estar em casa de novo. Mesmo que sua opinião sobre o clima e/ou sobre a hostilidade de South Park, ainda permanecesse igual.

Do contato saudoso que os dois dividiram por tanto tempo, eles se soltaram, sem dizer uma única palavra, apenas Stan murmurou melodicamente:

"But I never wave bye-bye

But I try, I try"

E como um ato saudoso por todos os bons dias Kenny prosseguiu no mesmo instante, deixando o rosto pálido e com marcas avermelhadas nas maçãs e no nariz pelo frio a mostra, ao retirar a touca.

"There's no sign of life

It's just the power to charm"

Os dois riram da voz rouca e suave ao cantar Bowie, Marsh quando recordou das por diversas vezes o garoto havia dito que aquilo era música de “viado”, mas claro, como se o McCormick se importasse com esse tipo de estereótipos, apenas se sentia pleno em provocações.

Eles deram de ombros para o pensamento em comum, e enfim, Stan ligou a chave na ignição, deu partida e o cheiro da gasolina queimando subiu com força, deixando o nariz rubro de Kenny pelo frio, mais vermelho por causa agora da alergia. Ainda sim os lábios erguidos dele permaneciam daquela forma, num sorriso animado. Mesmo prevendo toda a complexidade daquele encontro entre seus melhores amigos de infância.

O ar-condicionado era a coisa mais nova no veículo. Lógico! Stan só trocou porque vivia naquele meio do nada gelado e sem isso congelaria. Foi ainda no mesmo instante em que eles não trocavam qualquer tipo de palavras, que Marsh quebrou o silêncio.

— Cartman está preso na GeorgeTown! Aquele ridículo deve está fazendo o reitor, os monitores e todos pirarem. Pode ser que ele só venha depois de amanhã, ou nem venha nessas férias.

Stanley relembrou de todas as cartas de aprovação de Cartman na primavera. E só de lembrar que de todas as melhores universidades, ele havia escolhido a merda da GeorgeTown, já o deixava irritado. Quem que passou em Harvard ou Brown escolhe o lixo da GeorgeTown?

Erick Cartman, o gordo, narcisista e manipulador. Se ele foi para GeorgeTown alguma coisa ali tinha, mas preferiu se abster.

Não que Kenny sentia tantas saudades de Erick assim. Como com seus pais, era indiferente, ao voltar para casa naquele inverno rigoroso, e aguentar o clima gélido de lá só para ver Erick Cartman. Todavia o amigo de infância com toda sua falta de escrúpulos também fazia falta para ele, de um jeito estranho, porém fazia. Kenny tinha quase a certeza que aquele sentimento voltado para o amigo gorducho, fosse algo menos saudável que por Stan e claro… Kyle.

Tentando esquecer a merda do enternecimento culposo, ao lembrar que em todos aqueles meses em NYU, nenhuma vez perguntou-se o que Erick fazia, ou se estava bem. Por fim, apenas disse ácido numa tentativa vil e hipócrita de negligenciar:

— A Senhora Cartman deve está desolada com o filho tão longe!

Stan sentiu o sarcasmo escorrer de suas palavras como um doce veneno, e riu com gosto. Mas apenas deu de ombros logo em seguida e depois falou ironicamente:

— Deve mesmo, está desolada coitada.

Os dois de forma muda e até mesmo cruel, esqueceram um pouco o velho amigo ausênte na porra de Washington DC. Estavam presos ainda na playlist do David Bowie, e nas estradas sempre iguais que cercava South Park. Gelo, direção perigosa, cigarros e o ar-condicionado novo num carro velho.

E permaneceriam ali até que fossem guiados para o diabo sabe-se lá onde, se o pensamento de McCormick não tivesse voado para uma pessoa em questão, enquanto Stan com uma mão pilotava e a outra segurava outro de seus objetos viciosos entre os dedos de forma entretida, não viu a língua do outro ali lamber os lábios com vontade antes de mordendo a língua para não falar demais comentou:

— Estamos indo encontrar o Kyle?

Marsh ergueu o cenho, surpreso pela pergunta, mas era óbvio que estavam indo ver Kyle, afinal os três eram inseparáveis, e Broflovski já estava os esperando. Foi aí que Marsh notou o brilho estranho nos olhos do amigo ao dizer o nome do outro.

— Peraí, Kenny, NYU fica há pouco mais de uma hora de distância de Yale, vocês não se encontraram por lá?

— É, eu até cheguei a ir em algumas festas lá com o Kyle, mas desde que ele entrou pro Yale Journal, nunca sobra tempo. — Estalou a língua no céu da boca — Acredito, o Kyle tá vivendo como universitário de forma errada, ele é um calouro e já se envolveu com paralisações, material extra e se matando de estudar, como se fosse escolher sua carreira para o resto de sua vida agora.

Stan deu um sorriso sem graça, e enquanto parava o carro no farol esperando ficar verde acendeu outro cigarro, dando um longo trago. Kenny não sabia o quanto o assunto universidade irritava profundamente o Marsh. Ou até soubesse, mas aquile último fato em questão era meio foda-se para ele.

Sabia que Kyle estava estranho mesmo depois que entrou no Yale Journal, sabia que Kenny estava pouco se fodendo para as matérias, até como ele mesmo disse era calouro. Mesmo assim aquele assunto irritava profundamente Stan, por causa de nove palavrinhas: Infelizmente você não foi aceito na Universidade de Yale.

E a mesma resposta foi dada por todas as seis opções encaminhadas para análise: Yale, Princeton, Brown, Harvard, NYU e até a GeorgeTown o recusaram, a GeogeTown, a merda da George-sem-nome-Town que aceita todos, mas que não o aceitou.

Stan fungou nervoso e levou o cigarro novamente aos lábios com um bico irritado, pensando inúmeras vezes na merda do seu destino de ser um aluno brilhante e dedicar tempo demais de sua vida. Foram horas de trabalhos voluntários, de noite mal dormidas e de festa que ele deixou de ir para se dedicar aos estudos. Pensamento contínuo na merda da Yale e nada mais.

E as malditas tardes de sexta-feira que podia pegar nos peitinhos de Wendy? Mas não! Estava preso na porcaria do clube de debates e no audiovisual. Depois de tudo isso a verdade era esfregada em sua cara, cruel e irônica: ele não era bom o suficiente para Yale, Brown, NYU, Harvard, Princeton e nem mesmo a bosta da GeorgeTown o queria.

E quando a carta de aceitação de Kenny chegou, Stan percebeu a verdade; até o filho miserável e sem futuro dos McCormick passou e recebeu uma bolsa, e ele que nasceu com a merda do sonho de estudar em Yale acabou na merda da Universidade Comunitária de South Park.

Mesmo assim estava em meio ao sentimento dual compartilhado com o amigo. Não seria injusto, o garoto desde que entrara para a equipe de lacrosse, se destacou.

Poderia concordar com Wendy e Bebe, diziam que o garoto era um atleta estúpido, contudo como seu amigo o Marsh sabia; o único jeito que McCormick tinha de frequentar qualquer universidade era com uma bolsa de estudos, naquele caso, por causa de esportes, mas aquilo não tirou o mérito de Kenny.

Viu Kenny perder finais de semanas em prol do time, se esforçar como nunca no colégio para melhorar suas notas, injusto e invejoso como a ex-namorada não seria. Quem sabe no próximo ano não tentasse de novo, Stan pensou e diminuiu o bico e depois falou:

— É, Kyle está vivendo a vida universitária de maneira errada!

Kenny deu um sorriso de lado malicioso e depois falou como quem não quer nada:

— Apenas acho que ele está me evitando, — deu de ombros — Mas daqui a pouco tiro isso a limpo. Me conta como está sendo estudar aqui?

McCormick sabia quanto aquele assunto irritava muito o Stanley, mas ele achava que estava na hora de ir a fundo, tudo que não queria era um mal entendido entre os amigos. Já não bastava Kyle.

O Marsh estreitou os olhos anis, forçando enxergar a estrada coberta de neve, enquanto fingia não se irritar mais do que antes, contando uns dois minutos para chegar na casa dos Broflovskis, e se livrar de tal assunto chato ou poderia ser pior, apenas disse:

— É uma bela porcaria para ser sincero, mas, pelo menos, meu pai não está me obrigando a trabalhar no KFC, ou coisa pior, no City Wok.

— Foda pra caralho! Até hoje não sei como você acabou dando uma de Blair Waldorf.

— Depois dizem ser ficção aquela porra. — Stan mordeu o interior da bochecha, balançou algumas vezes a cabeça em estado negativo — Eles queriam que eu ficasse chapado 24 horas por dia e fosse o capitão de qualquer porcaria como o Nate Archibald?

Kenny riu sentindo a indireta para ele, mas nem ligou, apenas respondeu:

— É mais parecido com o Chuck Bass, a Blair pelo menos ela passou para GeorgeTown e ficou na lista de espera para Yale.

— Vai se foder Kenny! — Disse ríspido enquanto tentava irritado fazer a baliza da velha caminhonete.

Haviam chegado. Pelo vidro da janela baixa, coberta com uma cara cortina, viram a silhueta da senhora Broflovskis iluminada por uma luz alaranjada que logo souberam ser da lareira.

Aquela gostosa sensação de conforto invadiu Kenny, quanto tempo ele passou naquele lugar? Até mesmo quantas vezes escalou a velha casa reformada, só para dormir ao lado de Kyle, sem que ninguém nunca desconfiasse ou soubesse?

Agora enquanto o estômago se revirava ansioso, pairava uma única pergunta impertinente: que CARALHOS, Kyle vinha o evitando desde aquela maldita festa? Em alguns minutos saberia o motivo, ou talvez não. Pensar na possibilidade negativa já o deixava louco.

Stan com muito esforço por causa da raiva ao ser comparado com Chuck Bass, conseguiu fazer a baliza e sem perder tempo buzinou duas vezes, não demorou muito para a porta se abrir e de lá sair um Kyle irritado.

O rapaz vestia um grosso casaco com pelos cinzas, parecia a porra do pelo de um rato, um asqueroso rato-de-esgoto, contudo por diabos para McCormick, a peça parecia feita sob medida para o Broflovskis, destacava a pele recém-bronzeada e os cabelos vermelhos intensos.

Aquela fisgada no baixo-ventre tirou a concentração de Kenny ao ver as bochechas rubras de Kyle, como no último encontro. Tanta era a carga emocional daquele encontro em específico.

Mas ali cara a cara, desde a primavera era quase impossível não sentir a tensão posta entre eles, até porque tinha uma coisa bem diferente entre dormir de conchinha e se esfregar quando novos, a sexo alcoolizado com o seu melhor amigo.

Eram tantas questões éticas que passavam em sua cabeça enquanto os olhos esverdeados o encarava acanhado. Kenny nem queria cogitar na possibilidade de transar outra vez com Kyle, mas não era o que a calça apertada usada por ele dizia ao ver seu patético estado só de observar as maçãs rubras.

Balançou a cabeça, com a única intenção de arrancar de si os pensamentos impuros, como se diabos aquilo fosse adiantar, se espremeu no banco da caminhonete, como se fosse um ao objeto, unido, fundido. O suor desceu por sua testa, e McCormick tentou voltar ao normal, mas o coração falhou com sua vã tentativa.

Contava os minutos para Kyle abrir a porta do veículo e entrar sentando do seu lado, e deixando tudo perfumado com o mesmo shampoo que ele usava desde sempre misturando a nicotina do Kamel sem filtros se ele estivesse certo, estariam amassados de qualquer jeito dentro da porra do casaco cinza rato-de-esgoto.

Enquanto tudo se passava em câmera lenta, Stan observava a tensão entre os dois melhores amigos sem nem ao menos entender que caralhos acontecia. Embasbacado definiria-o.

A base de murmúrios mal-educados de Kyle, ele adentrou a velha caminhonete com muita testosterona de Stanley. Para o delírio de Kenny o aroma delicado avançou como uma merda de um afrodisíaco quando o Broflovskis abriu a porta do veículo.

A ventania bestial bateu no rosto de Kenny outra vez, contudo aquela foi a primeira vez desde que chegou em South Park, que não se importou. Ele não sabia ser a merda do ar-condicionado quente ou a simples presença de Kyle colado em si, perna com perna.

Enquanto os dois se encaravam, presos num impasse, Stan cansado, apenas aumentou o som enquanto de Modern Love, agora Tina Turner e David Bowie cantavam juntos em perfeita harmonia:

"Everyone will be alright tonight

Everyone will be alright tonight

No one moves, no one talks

No one thinks, no one walks tonight

Tonight"

Stan desconfiou, talvez ninguém ficaria bem aquela noite como dizia a letra da música. Ele não sabia o que havia acontecido com eles em Yale, e com sinceridade ele nem queria saber, mas foi inevitável o que saiu por diante:

— ‘Cês’ foderam na primavera?

Kenny que agora voltava a si e notava a outra faixa musical da playlist de Bowie que o amigo tinha tocado no Spotify, levou um susto, assim como Kyle, quase confirmando a culpa.

Encararam o Marsh…

É talvez nada fosse ficar bem aquela noite, Tina-filha-da-puta-Turner!

"…"

31 de Agosto de 2019 às 14:56 0 Denunciar Insira 1
Continua… Novo capítulo A cada 15 dias.

Conheça o autor

Neeca Ashcar Com gosto aguçado em descobrir, vivo fazendo mil e uma pesquisas. A leitura é meu mecanismo de vida e a escrita é tão necessária quanto água. Escrevo tudo que me dá na telha. Tudo mesmo… De casais velhinhos passando os últimos dias de suas vidas juntos, até o ataque de uma horda de zumbis esfomeada e sedenta de sangue. Não espere constância! ;) 💚Mama NagaIta — Igreja Suprema: KakaGai — Tipo Rapadura. 💚 Nath, eu te amo, my Best!

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