O Mundo dos Mortos Vivos Seguir história

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Leonardo Moura


Joe Anderson e seu irmão, Dale Anderson, tentam sobreviver juntos num caótico mundo pós apocalíptico tomado por mortos vivos, na cidade de Los Angeles, nos EUA. Os irmãos conhecem outros grupos de sobreviventes, e juntos, eles tentam sobreviver neste devastado e pós apocalíptico mundo dos mortos.


Pós-apocalíptico Impróprio para crianças menores de 13 anos.
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Ação e reação

Criaturas estranhas e de aparência bizarra devoravam a carne de pessoas mortas no chão e o sangue escorria pelo asfalto, onde uma multidão corria desnorteada, gritando, aterrorizadas, tentando se salvar em meio a uma densa fumaça, a qual era causada pelos incêndios que destruíam a caótica cidade de Los Angeles. Os ruídos de tiros eram abafados por grunhidos macabros emitidos pelas criaturas, que cambaleavam desordenadamente, atacando pessoas inocentes e desesperadas, devorando-as vivas. Era esse o ambiente pelo qual um grande helicóptero sobrevoou, invisível pela densa fumaça, causando um grande estardalhaço, cruzando o belo céu azul da cidade de Los Angeles...

O claro céu azul era iluminado pelo recém nascer do sol que banhava toda a cidade de Los Angeles. Seria – pelo menos do ponto de vista climático – um belíssimo dia.

_Bom dia amor! – diz Helena, uma mulher de cabelos e olhos castanhos e magra. E ao beijar Joe, seu marido, senta-se à mesa para tomar o café da manhã. Joe, um homem de cabelos um tanto quanto grisalhos, de cerca de uns 30 anos, que, usando uma camisa jeans, tomava café na mesa da cozinha, junto de seu filho Mike, um garoto adolescente, loiro e olhos azuis, que trajava um uniforme escolar.

_Bom dia querida! – responde Joe

_Bom dia mãe! – cumprimenta Mike, sendo abraçado por sua mãe

_Bom dia filho! – responde Helena, abraçando o filho. Ela usava uma blusa rosa claro simples de pijama e com o cabelo um pouco bagunçado.

_Então Mike, como vai na escola? – pergunta Joe, após Helena se sentar.

_ããããnnn.... – é quando Mike é interrompido: bibibi bibibi – Olha pai, a gente tem dez minutos pra ir. Eu vou escovar os dentes – continua o menino, mordendo seu sanduiche, pegado a mochila e saindo da farta mesa cheia de comida, as quais eram banhadas pela luz do sol que incidia pelas cortinas entreabertas da cozinha, assim como todo o cômodo.

_Hahahaha! Esse menino tá crescendo tão rápido... – diz Helena, rindo e bebendo uma xícara de café.

_Hãn, até que ele tá razoável com as notas. Ontem vi ele beijando uma garota. Uma tal de Julinha. Nosso menino já não é mais tão menino assim... – falou Joe, engolindo um pedaço de suas panquecas.

_Aaahh! Sério? Acha que já tá na hora dessas coisas pra ele? – perguntou Helena preocupada.

_Qual é Helena? Ele tá crescendo e a vida é curta demais pra se desperdiçar assim. Podemos morrer a qualquer momento não é? – fala Joe.

_Ah Joe! Pare de drama! – fala Helena rindo

_Que foi? Eu faço drama? Eu mesmo, você tem certeza? – fala Joe brincando e beijando a esposa, ambos rindo, quando Mike desce as escadas, um tanto assustado, liga a TV da sala e fala:

_Pai, mãe, olhem isso – diz ele apontando para a tela e sentando-se no sofá, acompanhado pelos pais.

_Acabamos de ter relatos da Europa de que está ocorrendo algum tipo de surto que está se desenvolvendo e gerando uma pandemia em todo o continente. Ainda não se sabe ao certo o que está causando este surto e alguns países como Rússia, França, Espanha e Ucrânia declararam lei marcial. Algumas pessoas disseram ver diversos casos de canibalismo e a maioria das capitais dos países europeus se tornaram um caos, virando grandes zonas de quarentena. Esse tal surto está deixando as pessoas loucas ao ponto de praticarem canibalismo...

_Mike desliga isso. – ordena Helena, tirando o controle da mão de Mike e desligando a televisão.

_O que é isso? – pergunta o garoto

_Não é nada filho. Isso é do outro lado do planeta, não se preocupe. Você deve se preocupar em ir bem na escola ok? – diz Helena colocando o casaco no filho

_Bom, tá na hora de ir Mike. Vamos. – chama Joe, vestindo seu longo jaleco branco de professor.

_Beleza pai. Vamos nessa. Tchau mãe. – despede-se o garoto, beijando a mãe.

_Tchau filho. Tchau amor. – diz ela Beijando Joe

_Tchau, se cuida. – despede-se Joe.

_Você também – diz Helena, sorridente. Ela, com cara de repentina preocupação, fecha a porta e liga a TV novamente no jornal local:

_Informamos que mais casos de canibalismo ocorreram esta noite. Também há relatos de pessoas desaparecidas desde a semana passada. Rebeliões estão acontecendo em São Diego e a população está exigindo respostas sobre os desaparecimentos e o número dessas criaturas misteriosas cresce cada dia mais, além de pessoas inocentes estarem sendo baleadas pelos policiais. Ainda não se sabe ao certo o que são essas estranhas criaturas, mas sabemos que eles têm a pele aparentemente derretida e deteriorada e não parecem pensar ou raciocinar, então não tentem contato com eles. Nós, juntos do corpo de bombeiros e das autoridades que investigam o caso, pedimos que tomem todo o cuidado. Uma pandemia está à solta.

Já na escola:

_Então pessoal, resumidamente, toda a ação tem uma reação. Alguém tem alguma dúvida? – pergunta Joe, dando aula e ninguém responde. Ele olhou para o relógio e percebeu que faltavam alguns minutos para o intervalo. Foi quando viu pela janela uma pessoa correndo, com uma criatura cambaleando atrás. Após um tropeço da assustada mulher, criatura a alcança e a devora viva. Joe fica paralisado, vendo cada detalhe, com sangue e vísceras da pobre mulher, arrancados e devorados violentamente pela criatura. Ele sente cada mordida e cada passada no ponteiro do relógio, quando o sinal para o intervalo toca. Joe estava em choque ao ver a cena e leva um susto com o barulho do sinal. Ele sai do choque e transtornado finaliza a aula – Pelo jeito é tudo por hoje, vamos para o intervalo e não se esqueçam da prova semana que vem. Adeus. – despede-se ele.

Mike estava guardando seu material no armário, quando ouviu batidas na porta da sala do zelador. Ele se aproxima lentamente e as batidas aumentam, agora ouvindo grunhidos. Mike estava prestes a abrir quando um de seus amigos chega, assustando-o:

_E aí parça? Bora na praça de alimentação?

_Droga Luíz! Que susto! Tá, vamos logo lá, seu gordo esfomeado. – responde Mike brincando com o melhor amigo.

_Ah qual é? Eu tô morrendo de fome! – responde Luíz

_Você sempre tá com fome... – diz Mike, ainda ouvindo as batidas e grunhidos na porta da sala do zelador.

Joe já estava no refeitório, ele entra e se senta na sala dos professores abrindo seu saco com um sanduíche dentro e começa a conversar com os colegas de trabalho:

_Vocês viram os testes do primeiro ano do médio? Eles estão indo muito mal em matemática esse bimestre. – comenta um professor

_Pois é. Eles eram tão bons na minha matéria e agora estão decaindo muito. – responde uma professora

_Mas a turma do oitavo ano anda fora dos limites! Estão jogando bolinhas de papel no ventilador! – comenta uma outra professora – As hélices chegam a estar tortas! – continua ela, fazendo todos rirem.

_É como eu digo na turma do terceiro ano: Toda ação tem uma reação e a reação aqui será um aluno com a cabeça esmagada pelas hélices! – diz Joe e todos riem novamente. É quando a diretora aparece e pergunta:

_Olá! Por acaso vocês viram o zelador? Precisamos dele e ele sumiu do nada.

_Não o vimos – responde uma das professoras sentada à mesa.

_Ué? Juro que o vi entrando na sala dele... mas obrigada pela ajuda. – responde a diretora.

É quando de repente, ouviu-se um estrondo ensurdecedor. Os alunos apertaram-se pelas saídas para verificar o motivo do barulho. Eram dois caças que cortaram o claro céu azul, deixando um risco cada um por onde passaram. Muitos ficaram sem entender por alguns minutos, quando o sinal tocou novamente, encerrando o intervalo.

Enquanto isso, Helena dirigia para o trabalho, usando uma camiseta vermelha com a estampa da loja, calça jeans rasgada e uma sapatilha preta. Quando parou seu carro preto no sinaleiro, ela olhou para o lado e viu dentro de um beco muito estreito e escuro, uma silhueta de uma criatura estranha, que parecia estar devorando algo como um animal. Ela achou aquilo muito estranho, quando nota que o sinaleiro abriu e logo seguiu em frente. Chegando na loja na qual trabalha, Helena cumprimenta sua chefe:

_Bom dia Helena. Temos um dia longo pela frente. Chegará um estoque de roupas daqui algumas horas, você poderia guardar todos os produtos ainda hoje?

_Bom dia Claire. Posso sim. Vou guardar minhas coisas e esperar pelo carregamento. – responde Helena, subindo as escadas e colocando sua bolsa na mesa da sala dos funcionários, uma sala relativamente apertada, onde havia uma mesa redonda no centro, algumas cadeiras em volta e, ao lado de uma janela, uma mesa que comportava uma cafeteira e duas garrafas onde havia água numa e chá na outra. Helena pegou um copo de café da máquina que estava de frente para a janela, que tinha a visão da maior parte da cidade. Foi quando uma das amigas de Helena, Ashley chega para pegar um pouco de café:

_Bom dia Helena. Como vai? – pergunta Ashley, uma mulher de cabelos bem claros, quase loiros, além de ser magra e ter olhos castanhos.

_Ah, vou bem. E você? Como vai a família? – pergunta Helena

_Nossa, Artur está impossível! Não para quieto, ainda bem que ele vai para a escola para me dar um pouco de sossego! – responde Ashley sorrindo

_Eu imagino. Ei, Você não vai acreditar! O Mike já está de namoradinha! – conta Helena

_Nossa, sério? Eles crescem muito rápido! – impressiona-se Ashley

_Sim, e é bom que você aproveite essa fase do Artur. Eles crescem muito rápido mesmo. – diz Helena sorridente, quando as duas são surpreendidas por um estranho tremor causado pelos dois caças que cruzaram o céu naquele momento.

_Minha nossa senhora! O que está acontecendo?! – pergunta-se Ashley, assustada.

_Eu não sei... – responde Helena, quando o café quente cai sobre o braço da mesma por conta dos pequenos tremores causados pelos caças, queimando-a – AH! Droga! Meu braço!

_Droga Helena, venha! Vamos fazer um curativo!

Ashley leva Helena até a pia e lava o braço da mesma, pegando uma bandagem no armário, passando pomada e enfaixando o braço e a mão da amiga.

_Obrigada Ashley. – agradece Helena

_Não tem de que amiga. Espero que cure logo – responde Ashley.

40 minutos se passaram e Joe dava a última aula na mesma sala que estava antes do intervalo. A pessoa que havia sido devorada anteriormente acorda e com uma parte do pescoço arrancada, começa a cambalear como uma daquelas estranhas criaturas que a devorou. Joe viu aquilo e entrou em choque e uma aluna tenta ajuda-lo: “Professor?!”. É quando o sinal toca e Joe sai do choque que estava ao ver aquela cena. Ele se assusta com o barulho e os alunos saem, mirando-o com uma cara de estranheza. Joe olha de volta pela janela e percebe que as criaturas haviam sumido... Algo de estranho estava acontecendo. Ele sai transtornado da sala, procura Mike pela escola, que falava no grupinho de amigos:

_Mike, temos que ir agora.

_Mas pai, ainda tenho o treino de futebol! – responde o garoto.

_Ah, tudo bem. Vá treinar e eu te espero no carro. – responde o pai do garoto.

Mike, junto de seus amigos, vai para o vestiário e se trocam para o treino. O menino passa na frente da sala do zelador e ouve as batidas e grunhidos novamente, dessa vez mais altos. Eles começam a treinar, quando Joe, no carro esperando o filho, ouve mais gritos vindos do centro da cidade. Joe pega o celular e, pelo aparelho, assiste a uma reportagem ao vivo, vinda do centro de Los Angeles. Sua cidade natal estava um caos total. Haviam manifestações e muitos vândalos quebravam marquises, gritavam e lutavam contra a polícia que revidava com gás lacrimogêneo.

_Boa tarde! Sou Catarina Medeiros, diretor do jornal da tarde, no centro de Los Angeles. Venho informar, que como vocês podem ver, está havendo uma rebelião e muitas manifestações quanto às pessoas que desapareceram na última semana, os casos de canibalismo e as pobres vítimas que são baleadas pelos policiais sem nenhum motivo evidente. Os protestos estão sendo contidos pela polícia, mas não está ocorrendo como o esperado. Os vândalos estão destruindo marquises e lojas atrás de respostas e a polícia revida com balas de borracha e gás lacrimogênio. A prefeitura de Los Angeles nos disse em nota, que estão trabalhando ao máximo para resolverem as investigações das pessoas desaparecidas e pede a calma de todos os que perderam algum ente querido nesse tempo. – é quando um homem com a pele pálida e estranha, cambaleando, se aproxima da câmera. Era uma das criaturas. Ele se aproxima da repórter que leva uma mordida no pescoço. O sangue quente começa a escorrer pelo seu pescoço e encharca suas roupas que costumavam ser verdes, agora tingidas pelo vermelho. A mulher cai junto da criatura, saindo do foco da câmera, que cai, indicando que o cinegrafista também fora pego, e agora era devorado vivo. Os gritos de ambos eram ouvidos enquanto a câmera captava uma pequena parte do caos que a cidade estava: manifestantes quebrando coisas e incinerando tudo, sendo atacados pelas criaturas e a polícia que tentava atirar nas criaturas, mas as mesmas não se intimidavam e devoravam os policiais. O sangue da repórter espirra na câmera, ouvindo-se rapidamente gritos e grunhidos das ruas e os gritos da repórter, que era devorada viva, assim, a transmissão acaba e o caos já fora instaurado na cidade estadunidense de Los Angeles...

Joe ficou muito assustado com tudo aquilo. Ele até tentou manter a calma, mas sua cabeça parecia girar. Aquilo não era real... não podia ser... pensava ele, sua cabeça num caos como o que acabara de ver. Ele sai da transmissão para ligar à Helena, que estava no centro, no meio daquele caos... Agora a ficha caíra. Sua amada esposa estava no meio de tudo aquilo. Desesperado, as mãos tremendo, ele digita o número de Helena e liga. O serviço de ligação estava muito fraco e o sinal estava cortando, com barulhos de estéreo. Helena atende, porém ambos ouvindo com muita dificuldade:

_Helena... (estéreo) Helena!...

_Alô... (estéreo) Joe?

_Helena... Venha... (estéreo) estou com Mike... (corte na ligação) na escola. Algo de... (estéreo) tá acontecendo... toma cuidado e (corte na ligação) saia da loja! – e a ligação cai antes que Helena pudesse responder. Ele fica desesperado. Não sabia o que fazer. E se sua mulher morresse daquele jeito no qual a repórter havia morrido? Ele se desespera ainda mais ao ver uma daquelas coisas dobrando a esquina onde Joe estava. Agora sabia o que fazer: salvar seu filho. Ele sai correndo do carro para pegar Mike. Entra como louco na escola e chama o garoto:

_Mike! Temos que ir! Agora! – grita ele pelos corredores quando a porta da sala do zelador cedeu e caiu, libertando algo que costumava ser o zelador. A coisa saiu de lá, quase pegando Joe, que cambaleou mas seguiu em frente, deixando a criatura caída no chão – MIKE! – grita ele, finalmente chegando no campo na escola. Mike vê seu pai o chamando como louco, quando a criatura chega e morde o pescoço de uma bela garota que estava sentada assistindo ao jogo. Ela tinha olhos puxados e longos cabelos pretos, com uma franja um pouco acima dos olhos. Era Julinha. Os garotos, ao olharem para um Joe paranoico gritando por seu filho, se desesperam ao ver Julia ser devorada viva. Todos saem correndo, desnorteados. Mike vai em direção de seu pai, que o abraça forte e o pega no colo – Mike, você precisa fechar os olhos e não os abrir até eu falar, ok? – ordena Joe. – Parece que aquilo que estava acontecendo na Europa começou a acontecer aqui.

_Certo pai! – concorda o garoto e dentro de poucos minutos, Julia se levanta, aparentemente transformada numa daquelas coisas. Ela e o zelador, transformados, cercam Joe, que corre na direção oposta, seguido pelas criaturas ensanguentadas que cambaleavam atrás do homem, em busca de carne fresca. Ao sair do campo, as criaturas começaram a infectar cada vez mais alunos e professores que cruzavam os corredores sem saber o que estava acontecendo. A sirene do colégio fora ativada e gritos eram ouvidos. Crianças gritando, os professores correndo. Era um inferno. As vermelhas luzes de emergência começaram a piscar freneticamente. Ao chegar na saída principal, Joe se depara com algumas das criaturas cambaleando em sua direção. Ele volta correndo até a saída dos fundos. Aquele lugar onde Joe visitava quase todos os dias parecia um labirinto. Onde ia, via pessoas sendo devoradas e o sangue escorrendo pelo chão e espirrando pelas paredes. As luzes vermelhas piscando e a visão de Joe começou a ficar debilitada. Ele não conseguia achar a saída de forma alguma, coisa que seria fácil num dia normal... Mike pesava mais a cada passo que dava e a cada curva que fazia, mais criaturas apareciam e, quando finalmente Joe conseguiu achar a saída daquele lugar, ele acaba escorregando numa poça de sangue e, mantendo o máximo equilíbrio possível, ele consegue alcançar a porta e corre para o carro. Ajeita Mike e ambos fogem dali pelas ruas da cidade, que estavam um caos...

12 de Agosto de 2019 às 01:44 0 Denunciar Insira 1
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