365 Noites em Paris Seguir história

miriaveloso Miriã Diasis

Charlotte é uma jovem cozinheira que vive em Paris. Por dez anos, trabalhou e aprendeu tudo que desejava na cozinha do modesto restaurante de seu avô paterno, que, por problemas financeiros, fechou as portas. Precisando de dinheiro, consegue um trabalho de garçonete no Le Procope, um dos restaurantes mais antigos e nobres da Cidade Luz. Lá conhece Benjamin Hastings, um homem culto e despreocupado com a vida. Enquanto Ben se sente cada vez mais apaixonado pela jovem, Charlotte se esquiva de seus convites de passeios às margens do Rio Sena. Porém um dia ela aceita o convite do charmoso homem e então se vê dentro de uma nova atmosfera amorosa, descobrindo que seu admirador é também um amante da gastronomia. Ben acaba se mostrando alguém com quem ela poderia contar para realizar o sonho de reaver o restaurante de seu avô e se tornar uma grande chef.


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01

Difícil não é lutar por aquilo que se quer,

e sim desistir daquilo que se mais ama.

(Bob Marley)






Charlotte


Quando eu me apaixonar será para sempre

Ou eu nunca cairei, me apaixonarei

Em um mundo agitado como está

O amor é terminado antes que esteja começado

E demasiado muitos beijos no luar

Pareça refrigerar no calor do sol


(When I Fall In Love – Rick Astley)



Imagine a seguinte cena: um casal jantando à luz do luar, enquanto uma brisa fria e confortável de outono os rodeia. O melhor dos vinhos é servido a cada cinco minutos, e o casal balbucia baboseiras ao pé do ouvido um do outro. As mãos dele estão sob a mesa, e seus dedos encontram os dela, de forma tão delicada quanto a mão da mulher. O batom dos lábios dela já começa a desbotar de tanto mordiscá-los, mas os olhares continuam firmes e penetrantes, é quase possível ler a mente um do outro. O casal então resolve dar uma volta às margens do Rio Sena. Ele cede o paletó para a mulher, enrijecida com a brisa gélida que ganha mais força por aquelas bandas cheias de pequenos arvoredos.

Eles caminham abraçados, outrora param no meio da ponte e se encontram aos beijos, se entregando às carícias e quase ao desejo de posse. Entretanto ali não é um lugar adequado para isso. São casados há mais de dez anos. Eles seguem então para a sua milésima lua de mel, num pequeno, mas charmoso hotel com vista para o famoso Sena. Mais uma noite perfeita, com a pessoa perfeita, na cidade perfeita, Paris. A Cidade Luz, a capital da moda, a cidade da belíssima Torre Eiffel. E o terceiro motivo de orgulho dos parisienses: a capital da Gastronomia.

Bem, agora rebobine tudo e voltemos à realidade. Não que esse momento maravilhoso do casal não seja real, mas...

Acontece que o mundo lá fora pensa que Paris é a cidade perfeita, de tal forma que as pessoas acreditam que todos os parisienses levam uma vida perfeita como as propagandas mostram. E essas estão sempre associadas à imagem da “belíssima” Torre Eiffel. Resumindo: para o mundo, Paris é o “Parisaíso”.

Deixando a minha revolta um pouco de lado, deixe eu me apresentar. Eu sou Charlotte Dupont, nasci em Lyon e vivo em Paris desde o falecimento de minha mãe, Claire, há mais de vinte anos. Não sou muito nova, então as pessoas só se preocupam com o fato de que ainda estou solteira. Exatamente. Uma francesa quase entrando na casa do enta e que continua solteira. E por escolha própria. Já passei da idade de acreditar nas ilusões que as pessoas criam sobre o amor, ainda mais as que envolvem Paris.

Preciso confessar que ao dizer que não acredito mais no amor, estou sempre sendo hipócrita. Mas não diretamente, mas sim ao ouvir When I Fall In Love, de Rick Astley. Sempre que ouço essa música, me sinto dentro de um filme dos anos 50, apoiada sobre a janela do quarto, admirando a lua para não demonstrar que ainda espero por alguém que me ame. É como diz a letra: quando eu me apaixonar, será para sempre, ou então eu nunca me apaixonarei por ninguém... Eu diria que isso é completamente verdadeiro, mas só até me lembrar de todos os rapazes por quem já me apaixonei na época do colegial — já que na faculdade eu não tinha tempo nem para mim mesma.

Conclusão: apaixonar-se é inevitável, ainda que uma parte de você não queira nunca mais viver essa experiência e que você consiga ficar muito tempo sem sair de casa, evitando frequentar lugares que podem fazer com que você se apaixone por alguém. Não dá para evitar!

A paixão é válida desde o personagem principal de um livro que você está lendo, até aquele astro bonitão, que você sabe que nunca conseguirá nem ao menos um beijo dele. Ou melhor, no mínimo dos mínimos imaginados, você terá um autógrafo ou uma fotografia com ele.

Você pode olhar para um homem e tentar fazer com que seu cérebro crie qualquer barreira com más suposições sobre a pessoa dele, mas seu coração sempre encontrará um detalhe ínfimo para fazer você se apaixonar por ele. Admita, vai, é sempre assim!


11 de Agosto de 2019 às 12:20 2 Denunciar Insira 5
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Edibel Maurera Edibel Maurera
Ya me atrapo el primer capitulo... La verdad que promete de ser buen.
SN Shirlane Neves
O primeiro capítulo já me prendeu, percebo que o livro é forte e com uma linguagem adulta.
~

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