Crônicas De Um Imortal Seguir história

lenair-gomes1564149902 Lenair Gomes

Você já sentiu como se o mundo todo estivesse sendo manipulado por grupo de pessoas extremamente poderosas e que não importa o que você faça tudo sempre acaba acontecendo exatamente conforme o desejo destas pessoas? Pois então venha comigo que vamos conhecer as historias daqueles que estão ditando o jogo para estas pessoas. Um mundo de fantasia se mistura com a nossa realidade, assuntos antigos e atuais tratados em um mundo de fantasia onde nada é aquilo que você imagina e ao mesmo tempo tudo esta exatamente em seu devido lugar.


Fantasia Épico Todo o público.
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Quem sou eu?

Uma tarde brilhante de sol, arvores dançando a musica do vento, ar alegre pessoas brincando com seus animais de estimação, casais namorando e aproveitando seus momentos, mas uma figura se destaca em meio a essa paisagem alegre. Um homem solitário caminha em meio a sombra das grandes arvores coberto dos pés a cabeça com uma roupa escura e grossa que não condis com a paisagem "vestido para um funeral?".

Esta figura caminha despreocupada segurando nas mão uma bengala ornamentada com uma escultura de prata similar a uma serpente, ela começa na parte central da bengala e se enrola no cabo chegando ate o punho onde termina em uma cabeça destacada com dois belos olhos verdes feitos de esmeraldas. A mão do homem coberta por luvas brancas apresenta duas saliências notáveis como se o mesmo estivesse utilizando anéis por baixo das luvas, dedo anelar da mão direita apresenta o relevo de um anel aparentemente maciço enquanto o dedo anelar da mão esquerda apresenta o relevo que lembra a duas linhas distintas como dois anéis idênticos "vestido para um funeral?".

Ele chega a frente de um banco desocupado e de forma lenta ele senta, olhando para toda aquela paisagem de alegria seus lábios rosados sem vida se movem e o mesmo sorri. Sua pele é pálida destoada de toda a vida que o cerca, notamos que o mesmo tem longos cabelos negros que estão amarrados e cobertos por um chapéu clássico o que o torna ainda mais estranho em seus olhos lentes escuras e circulares impedem de vermos seus olhos. Uma senhora se aproxima e toma o lugar vago a seu lado, ela retira de uma sacolinha de mercado uma porção de migalhas de pão e joga ao pássaros que logo se reúnem entorno do tão contrastante casal.

-Você faz isso a anos... Diz o homem com uma voz firme e um tanto rouca. -Mas não me canso de observar.

-Quarenta anos... Responde a senhora com uma voz fina e baixa cansada pelo tempo. -E você não mudou nada desde aquele dia.

Um silencio se cria entre os dois que pela primeira vez olham em direção um do outro. O homem passa a mão sobre a outra pressionando com certa força sobre o dedo anelar da mão esquerda definindo ainda mais sobre a luva o relevo do que deduzimos ser duas alianças idênticas, o mesmo logo se acalma e volta a sua postura anterior dizendo:

-Realmente, mas você fez a sua escolha eu não posso culpa-la ser como eu não cairia bem em você.

-Uma vida foi o melhor que pude lhe oferecer, toda minha devoção e minha dedicação, o amor mais puro que pude lhe entreguei! Responde a senhora com os olhos sendo recobertos por lagrimas, olhos enrugados e bem marcados pelas linhas do tempo. -Vivemos grandes aventuras meu amor! Você me mostrou maravilhas e horrores mas ambos sabíamos que era por tempo limitado e por isso vivemos cada maravilhoso momento que podíamos. Essas historias vão ecoar alem do tempo, alem de mim, mas através daqueles que tiveram o prazer de testemunhar e a sorte de participar.

Os dois são subitamente interrompidos por uma criança de não mais do que seis anos.

-Vovó a senhora esta bem? Porque esta chorando? Quer que eu chame alguém?

A Senhora sorri e limpa os olhos enquanto acalma o menino:

-Ora meu querido, sou uma velha! Tudo me doí! Um sorriso brincalhão toma seu rosto. -Posso chorar a hora que desejar!

O Pequeno sorri beija a bochecha e então se afasta voltando a brincar.

-Ele esta tão grande! Espero que eles saibam o que estão fazendo. Diz o homem com uma voz doce mas ao mesmo tempo seria. -Afinal ele é meu... A senhora delicadamente toca os lábios do homem e sorri enquanto apenas faz um aceno com a cabeça.

-Ele também é meu neto e pelo tempo que ainda tenho irei estar ao lado dele, guiando e ensinando o segredos de nossa família, mas você concordou em esperar ao menos ele ter a idade que eu tinha e poder fazer a escolha.

O homem remove os óculos de forma brusca revelando pela primeira vez dois olhos verdes brilhantes mais vivos do que todo o resto de seu ser, o mesmo se coloca em pé e se coloca a frente da senhora que permanece sentada, os pássaros alção voo pela surpresa.

-Toda a família teve escolha, menos eu. O Homem arruma a postura e retira do bolso um relógio de prata com um enorme K entalhado. -Meu tempo estava acabando, preciso sair daqui agora. Dez minutos por dez anos... Foi o melhor troca que consegui barganhar com [Ele].

-Não seja tão dramático, você também pode escolher e escolheu todos nós. Mande um oi meu as meninas. A senhora segura brevemente a mão do homem e sorri gentilmente deixando que o mesmo se afaste.

-E você cuide do pequeno, meu pessoal esta sempre tomando conta a distancia, você poderia pegar mais leve nos encantos para eles poderem tomar conta de você.

-Se eles não podem lidar com eles significa que não preciso deles tomando conta de mim, Sorri a senhora de forma orgulhosa e um brilho de força surge em seu olhar.

-Você aprendeu comigo, de uma folga a eles... Bom... Ate daqui a 10 anos minha querida.

O misterioso homem se afasta na mesma forma que chegou andando calmamente entre a vida do parque porem agora seus passos carregavam um peso como se o vida e o tempo estivessem sendo retirados de si apenas por desfrutar daqueles 10 minutos ao lado de uma velha conhecida.

Chegando ao fim da calçada havia um carro estacionado dentro de um beco escuro e afastado do movimento da rua principal mas o mais próximo que poderia da mesma, parado ao seu lado estava o motorista que prontamente abre a porta e cumprimenta nosso homem misterioso:

-Senhor! Direto para casa?

-Não Barto. Obrigado por deixar o carro tão próximo a rua, sei que isso poderia ter consequências serias para você, mas preciso lhe pedir para me levar a um outro lugar não tão agradável, preciso falar com um de meus filhos.

O Homem entra no carro e se acomoda, a porta é fechada e imediatamente Bartolomeu o motorista entra no carro, o mesmo era magro e de estatura media, vestia um terno padrão que lembrava a um motorista ou mordomo mas Bartolomeu era muito mais do que isso ele era os braços, olhos e mãos de seu senhor, ele lhe devia muito mais do que a lealdade ou serviços, ele lhe devia muito mais do que a própria vida e essa divida jamais iria ser cobrada e por saber disso era tão leal a seu senhor.

-Vamos em direção aos domínios de quem Meu Senhor? -Fala Barto olhando seu senhor através do espelho retrovisor do carro.

Olhando através do grosso e frio vidro de seu carro o homem fala calmamente enquanto retira o chapéu, os óculos escuros e as luvas:

-Vamos ao distrito norte, preciso falar com Gabriel.

-Como desejar meu senhor, suas coisas estão na maleta, precisamos nos preparar para algum tipo de negociação mais... enfática? posso passar em algum dos refúgios no caminho.

-Não será necessário. Ele sabe que estou indo.

A viagem se estende ate chegar em uma parte mais afastada da cidade, um bairro residencial com casas que vão da classe media alta ate pequenos aspirantes a elite da cidade, casas decoradas com bandeiras patrióticas, cercas vivas bem desenhadas, jardins bem cuidados e toda a pompa necessária para ser aceito em uma sociedade de aparecias.

As ruas ficam cada vez menos habitadas e a serie de casas abre espaço para casas maiores quatro por quarteirão, três, duas... ate a casa mais afastada em especie de chácara com uma unica casa ocupando o espaço que antes era dividido por ate cinco imoveis. O carro troca a estrada asfaltada por um caminho de pedras cuidadosamente detalhadas formando símbolos, um enorme chafariz decora o meio do patio onde o carro para, de imediato a porta é aberta por uma bela jovem vestida como governanta, um tapete vermelho se destaca do restante da decoração da luxuosa casa, "uma piada" para saldar o "poderoso homem", sem incomodo algum nosso misterioso homem sai do carro, já era noite e o mesmo sorri pois estava mais confortável com o clima. Ele apoia sua bengala no chão, suas mãos não estavam mais cobertas as mesmas eram pálidas, possuía uma serie de anéis mas os que mais se destacavam eram as duas alianças em seu dedo anelar esquerdo dois círculos perfeitos de ouro reluzentes e no dedo anelar da mão direita um anel de prata pura com um relevo entalhado as letras L e K se destacavam, o homem vestia um terno negro com uma camisa branca, seus cabelos eram longos e dançavam ao vento agora soltos, seus olhos verdes com um brilho hipinótico pareciam observar a alma de todos ao seu redor mas que se foca de imediato na jovem que lhe abriu caminho. Uma presença esmagadora que faz com que a jovem que abriu a porta tenha seu rosto tomado pelo vermelho, ela imediatamente abaixa a cabeça:

-Se...Se...Senhor... Se...Seu Filho!!! Ela solta poucas palavras antes de ser interrompida por um homem parado ao lado da escadaria de entrada da casa.

-Seu filho o aguarda! Meu Príncipe! Esta figura destoava ainda mais do ambiente mais ate do que nosso homem misterioso anteriormente no parque, enquanto tudo estava decorado de forma clássica e impecável este jovem vestia uma calça jeans e uma jaqueta de couro fazendo muito bem o estilo motoqueiro de bar. Nosso homem olha para o mesmo com um olhar de repudio pela forma como fora chamado.

-Não usamos mais essas alcunhas, isso se foi a bastante tempo Marcus.

O homem arruma sua postura e faz uma reverencia desajeitada.

-Ora Ora... o Senhor lembra meu nome, posso me gabar por isso ou pelo fato de ter sido corrigido por ti.

-Não intenda errado Marcus, sei o nome de todos aqueles que tem alguma ligação com meu sangue. Isso inclui você, vamos me leve ate Gabriel.

Marcus se arruma e retira o sorriso do rosto, imediatamente ele abre a porta principal da casa uma comitiva esperava a chegada de nosso Príncipe, uma baile clássico acontecia damas e cavalheiros vestidos como se estivessem dançando a cem, duzentos anos atrás, perucas brancas, vestes coloridas, maquiagem forçada como o cliché de um filme de época os dois homem passam direto entre a multidão e vão para uma sala ao fundo da casa uma biblioteca que faria inveja a muitos amantes de livros, títulos perdidos manuscritos de obras sagradas pelos tempos uma coleção que arrebataria qualquer amante de literatura de todas as linguás.

-Meu nobre pai me presenteia com sua visita! Uma voz masculina delicada e ao mesmo tempo com debochado ecoa por entre as incontáveis fileiras de livros. -Espero que o Senhor todo poderoso de todas as eras tenha gostado das minhas preparações! Espero ter acertado a tua época favorita!

De meio as estantes um jovem desgranhado de cabelos curtos e brancos não aparentando ter mais do que dezoito anos surge vestido apenas de calças meias e sapatilhas de época com a parte superior do corpo nua coberta de marcas de batom seguido por três jovens moças que não conseguem conter o riso e saem da sala por uma pequena porta lateral, um jovem rapaz com roupas de empregado vem logo em seguida arrumando a roupa e saindo sem nem olhar para ninguém.

-Desculpe por isso pai! Você demorou e fiquei entediado! Diz o jovem com tom de deboche: -Mas ninguém manda no tempo do todo poderoso... Subitamente e de forma inesperada nosso misterioso homem parte para cima do jovem Gabriel que nem percebe ate estar com as costas firmemente pressionadas contra a parede sendo levantado do chão por apenas uma mão que segurava forte seu pescoço. Marcus nem consegui ver o que aconteceu.

-Suas piadas, suas zombarias e chacotas não são nada para mim! Por Eras já tive pessoas mais empenhadas em chamar minha atenção. O Homem se recompõem e larga Gabriel. -Por Deus eu já tive desafios mais inteligentes também. O que você esta fazendo alem de irresponsável ira atingir a todos nós, sua birra infantil por atenção chegou ao fim.

-Você... Fez de mim um monstro... Diz Gabriel enquanto levanta, uma mão acaricia sua própria garganta enquanto o outro punho cerrado começa a ganhar um tom vermelho como se o sangue sobre a pele do rapaz começasse a ferver, Os cabelos brancos se ganhão movimento como se um corrente de ar estivesse se formando.

-Não! Diz o homem como em um comando, claro e objetivo em tom de ordem, inquestionável e inegociável. Imediatamente Gabriel volta ao normal e cai no chão mais uma vez, agora sentado, sem levantar o rosto ele fala baixinho como se estivesse prestes a chorar.

-Eu odeio você... Seguido de um grito de desespero: -EU ODEIO VOCÊ!!!

-Você odeia a si mesmo, pois fez tua escolha por puro capricho sem pensar que haveriam responsabilidades ou deveres, agora pare de agir como uma criança! Você esta dando uma festa para mim. Diz o homem em tom firme e sem remorso.

-Eu fiz você Gabriel, eu moldei você, e sinceramente não sei em quem momento deste processo você achou que fazia tudo por caridade. EU TE ESCOLHI PARA SER GRANDE! Os olhos verdes de nosso misterioso homem mudam de cor e ganhão uma cor vermelha que faz Gabriel estremecer e engolir em seco, ate mesmo Marcus que estava apenas observando tudo a distancia da dois passos para trás como se pensasse em fugir.

-EU FUI TEU INICIO E POSSO SER TEU FIM!!! Não ouse por em risco a vida de todos apenas por que não sabe como lidar com os teus problemas! O Homem se acalma e seus olhos voltam ao tom verde e brilhante.

-Eu amo você meu filho, assuma tuas obrigações e pare de se esconder daquilo que você escolheu, não arrume culpados por teus arrependimentos busque o melhor caminho e se adapte a tua nova realidade. Já fazem vinte anos Gabriel e você ainda se esconde na biblioteca de nossa antiga casa para brincar com os empregados e empregadas enquanto eu governo.

O Jovem de alguma forma se acalma e levanta mais uma vez agora com a ajuda da mão estendida de seu pai. O homem sorri de forma calorosa faz um assemo com a cabeça e sai pela mesma porta que entrou.

-O que diabos foi isso? Pergunta Marcus nitidamente apavorado e realmente sem entender o que havia ocorrido.

-Isso foi um pai trazendo seu amado filho para a realidade. Diz Gabriel de forma calma e ao mesmo tempo com um pavor na voz.

-E foi nosso governador deixando claro que esta na hora de fazer o que me foi ordenado pois ele cansou de esperar, isso meu amigo foi um pingo do que seria capaz nosso Senhor faria para proteger seus domínios. Uma amostra de amor e de poder... isso foi Len Kulior.

26 de Julho de 2019 às 18:51 0 Denunciar Insira 1
Continua…

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