Jumper Seguir história

montmor Gustavo Mont Mor

Após uma falha nos experimentos da doutora Scarlett, o esquadrão dos jumpers deve voltar ao passado e restaurar a ordem antes que a Cobaia 386, criada para exterminar a Cobaia 197 destrua o resto da humanidade.


Ficção científica Impróprio para crianças menores de 13 anos.
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Cobaia 197

Sons de passos. Um ruído incessante penetra meus tímpanos e faz com que os mesmos fiquem irritados com a presença de tal som. O som dos passos se encerra, e consigo ouvir uma porta abrir. O ranger da porta fazia parecer que a mesma era de algum tipo de metal, e que se oxidou com o passar das eras. O rangido ecoava pela sala de modo a me fazer imaginar em que local eu estava, porque não conseguia enxergar, falar, me mover.

Uma voz feminina diz em tom baixo:

_Cobaia de numero 197. Que se iniciem os testes.

O som de luzes se acendendo me deixa esperançoso, todavia, me deixa com um certo receio. Tudo fica claro, finalmente posso enxergar novamente, mesmo com as fortes luzes apontadas em minha direção. A mulher, bela, alta, de lindos cabelos ruivos e olhos castanhos, se aproxima com algo em mãos, lembrava um tablet porém era mais como um holograma projetado através de uma pulseira em seu braço esquerdo. Ela olha fundo em meus olhos.

_Numero 197, este será somente mais um teste rotineiro, você será remetido a diversos estímulos e iremos medir seus sinais vitais. Para sua segurança e também para a nossa, estaremos atrás dessa parede. Antes que os testes se iniciem, precisamos que você consiga falar. – diz a mulher.

Através do aparelho que ela possuía, um estranho som é ativado. Uma estranha sensação de queimação sobe pela minha garganta e fica difícil respirar, era como se algo estivesse escalando a minha faringe. Junto a essa sensação, um gosto amargo me vem a boca e da mesma sai um pequeno ser, não sabia dizer se era um animal, se assemelhava a uma lula, porém só possuía dois tentáculos e o resto do seu corpo possuía uma forma gelatinosa. Tal sensação, tal experiência, me faz ter uma crise de tosse. Minha garganta doía e era difícil sequer pensar em falar.

_Q...Quem é você? Onde eu estou? – digo com dificuldade.

Ela me encara por alguns instantes com um semblante satisfeito.

_Comecem os testes! – diz ela.

Ela vira as costas e sai pela grande porta. No momento em que ela se fecha, as luzes da sala se apagam e o silencio predomina na vastidão da sala escura. Um ruído estranho começa a ecoar pela sala e as luzes começam a piscar freneticamente de modo a me deixar desorientado. A frequência e a intensidade dos sons faziam-me contorcer em meio a uma dor que parecia não ser minha. Eu tinha uma estranha sensação de que havia alguém me observando.

As dores tornavam-se constantes, e me faziam gritar em sofrimento. Minha pele parecia se rasgar e o sangue escorria pelo meu corpo. A porta é aberta novamente e um homem vestido em um jaleco branco e com um grande charuto em sua boca, anda em minha direção. Quando de frente a mim, ele põe a mão sob meu pescoço e antes que eu perceba me aplica uma injeção, um liquido verde, algo me dizia que aquilo iria claramente me matar.

O liquido, enquanto fluía pelas minhas veias fazia com que meu sofrimento se tornasse cada vez mais e mais terrível. Até que em certo ponto, eu comecei a sentir uma sensação ótima.

_Relatório: Cobaia 197. Resultado: Sucesso, o individuo parece estar em plena consciência e seus sinais vitais estão estáveis. – diz o homem de jaleco.

Eu olho na direção do cientista, ando em direção ao homem, sua expressão muda, parecia sentir medo, eu continuo minha caminhada em sua direção, porém subitamente eu desmaio. Com muito esforço eu consigo manter minha consciência por um breve momento.

_O experimento foi um sucesso Doutora Scarlett

_O ultimo teste, vocês se esqueceram. – diz a Doutora

_Desculpe senhora!

Meus olhos se abrem, porém minha visão estava turva, dificultando a minha diferenciação. O barulho do saque de uma lamina ressoa em meus ouvidos.

_Dois golpes! – diz ela.

_Sim senhora! – ele responde sem hesitar.

No primeiro golpe o homem arranca meu braço esquerdo, de maneira a fazer o sangue jorrar e esguichar em meus olhos. Eu grito, mas era como se meus gritos não adiantassem. No segundo golpe o homem atravessa minha barriga com tal lamina, mas por algum motivo ela parecia queimar minha pele, de modo a aumentar cada vez mais meu sofrimento. A lamina me atravessa e é fincada ao chão, de tal modo que eu não conseguia me levantar. Aquilo era a minha punição? O que eu fiz? Por que eu estou aqui? Quem sou eu?

20 de Julho de 2019 às 15:41 0 Denunciar Insira 0
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