Blame It On Me Seguir história

noveluas Taynara C

Quem devemos culpar quando o caos se instala e todas as nossas certezas escorrem por entre os dedos? Jennie e Jisoo chegam no ponto crucial em que admitir os erros e perdoá-los é a única opção disponível; mas nós sabemos como isso é difícil. [JENSOO | BLACKPINK]


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#romance #lgbt #yuri #blackpink #jennie #jensoo #wlw #jisoo
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Prólogo

Os gritos de Jennie eram altos o suficiente para que Jisoo os ouvisse de seu quintal. Ela não via a melhor amiga há quase dois dias, o que não eram nada se comparados às quase duas semanas que a garota já ficara em qualquer outro lugar que não sua própria casa. Era só esperar alguns minutos e em breve ela estaria ali, com a irritação de sempre, propondo alguma fuga sem pé nem cabeça. E por mais que na maioria das vezes, ela até tivesse vontade de ir para onde é que fosse, naquele domingo específico, ela daria mais um não como resposta.

Jennie apareceu na própria varanda alguns minutos depois, batendo a porta da frente e deixando a mãe falar sozinha dentro da casa. Viu Jisoo carregando o porta-malas do carro e correu até ela. A briga havia sido pior, provavelmente, já que os olhos e nariz da morena estavam avermelhados.

— Soo… — chamou, já próxima o suficiente para abraçar a garota pela cintura e se aninhar.

— Hum? — perguntou, afagando os cabelos lisos e negros.

— Não aguento mais, não aguento mais. — Olhou para Jisoo, com as lágrimas retornando, buscando qualquer tipo de alento.

— Jennie, sabe que eu não sei mais o que te dizer, não tem meio termo com a sua mãe....

— Esquece — falou, chacoalhando a cabeça. —, esquece ela. Só quero sair daqui. Vem comigo? Vamos pra Seattle!

Jisoo sorriu melancólica, mais uma vez Jennie queria ir para a cidade grande e fingir ser a adolescente mais segura de si. Andar pelas ruas iluminadas, onde ninguém conhece ninguém e se sentir poderosa, livre. E mais uma vez, queria que a amiga estivesse do seu lado, com os dedos entrelaçados no seu.

— Não posso… realmente tenho que ir pra casa da minha avó… — Sabia o que viria a seguir.

— Ah — Jennie exclamou, quase baixo demais. —, claro. É domingo, afinal.

— Se não fosse aniversário…

— Nãos se preocupa — interrompeu. — Eu vou passar no meu pai, depois pego o ônibus.

Jennie mal olhava para Jisoo, e se afastava com passos largos e imprecisos.

— Não, Jennie… vem comigo, que tal? Não vai pra lá não… — tentou argumentar.

— Eu volto, Jisoo… aproveite suas primas e mande um beijo meu pra Roseanne — falou sarcástica, já na calçada.

Jisoo suspirou, vencida. Era impossível conversar com Jennie nos dias em que ela estava daquele jeito, simplesmente impossível. Ela faria o que queria e ficaria zangada com a mínima coisa que a fizesse pensar que poderia ser deixada de lado, principalmente pela melhor amiga. Observou a garota se afastar, em suas roupas pretas e curtas demais, andando como se fosse a garota mais barra pesada de Lynnwood, e talvez ela fosse mesmo; com exceção de quando chorava agarrada na amiga, enquanto olhavam as luzes da estrada por um dos viadutos da cidade.

-

O caminho para a casa da avó de Jisoo não era muito longo, e eles chegariam lá antes que a noite caísse; diferente de Jennie, que desceria na estação de Seattle com as ruas já mais perigosas do que o normal. As — muitas — mensagens que enviou para o celular da amiga, foram visualizadas e muito bem ignoradas, era típico. Isso irritava muito a mais velha, era como ser punida por simplesmente agir de forma minimamente adequada. Mas isso não existia no vocabulário de Jennie, não mesmo; não havia meio termo, era tudo ou nada.

Encarar as primas animadas não seria nada fácil naquele dia, principalmente Roseanne, que tinha uma rixa sem explicação com Jennie. Uma disputava com a outra para ser a mais querida da mais velha, o que era extremamente infantil e desnecessário, já que em momento algum Jisoo ousaria compará-las. Conversar com uma sobre a outra era fora de cogitação, além de muito irritante. Por isso, mesmo que tenha deixado a mais nova ir sozinha para Seattle e ido até a avó com os pais, achando que era o certo a se fazer, ficaria ela mesma infeliz, sabendo que a melhor amiga estava irritada consigo e que não aproveitaria mais nada naquele domingo.

Ótimo. Mais uma vez, tudo virava de cabeça para baixo num estalar de dedos. Recostou a cabeça no banco, fechou os olhos e deixou que a melodia de uma de suas baladas favoritas tomasse conta dos seus pensamentos. Ainda que Jennie sempre tomasse conta deles no final.

18 de Julho de 2019 às 04:26 0 Denunciar Insira 0
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