Dripping Hatred Seguir história

anneliberton Anne Liberton

Muitos inimigos, uma cena do crime bagunçada e muita gente querendo interferir no meu trabalho, mas o assassino da Condessa G. será encontrado. Eu garanto.


Crime Todo o público. © A imagem da capa não me pertence

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Prólogo — O ocorrido

Que alguém queria a Condessa G. morta, isso era um fato. Eu sabia disso porque: 1) Ela havia denunciado as inúmeras ameaças de morte que recebia diariamente; 2) Nunca tinha visto uma pessoa com uma coleção maior de inimigos que ela; 3) Eu tinha acabado de encontrar seu cadáver em seu quarto, na mansão da família.

Encontrar foi modo de dizer, na verdade, já que quem encontrou o cadáver foi seu filho, Visconde G., no meio da festa que a família estava dando para comemorar o noivado dele com a filha de um banqueiro italiano. O que me traz à minha primeira reclamação: a criadagem (decerto a mando do Visconde) mandou todos os convidados embora antes que a polícia chegasse para evitar um escândalo, alegando um problema com o encanamento da casa, que de fato passava por uma reforma à altura da festa. Dezenas de provas, testemunhas e talvez o culpado escorreram assim por entre os meus dedos, uma perda da qual receio que não vou me recuperar tão cedo.

A segunda reclamação ficava por conta de terem mandado chamar um médico, Dr. Alegori, antes mesmo que eu pudesse colocar os pés na mansão. Não que a condessa não merecesse um tratamento médico, caso ainda fosse possível, porém, pelo que soube — e que foi reforçado pelo próprio Alegori — ela já estava morta há algum tempo quando ele chegou, o que torna seu exame apenas mais uma forma de mover o corpo e macular minhas possíveis provas.

A despeito do que o Visconde pudesse pensar, no entanto, ainda consegui estudar a cena do crime, das trancas da janela (intactas), que ficava no segundo andar, às trancas da porta, que ele mesmo tivera que abrir para checar o estado da mãe, e criei o esqueleto de algumas teorias. Para o restante, é claro, precisaria da lista de convidados e do testemunho de um por um, além do relatório médico. De longe, a causa da morte parecia simples: envenenamento, e não havia sinais de violência. É claro que, de perto, a última coisa que podia descrever um assassinato era simplicidade.

16 de Julho de 2019 às 04:35 0 Denunciar Insira 9
Leia o próximo capítulo Final 1 — O culpado sempre é o mordomo

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