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nojinhodefinee1560642758 Igor

Dois caras, Nicolas e Bryan. Gangues opostas. Brigas, bebidas, roubo, traição e os dois ligados por um sentimento mais qual será esse ? Amor ou ódio ?. Tudo pode acontecer.


LGBT+ Para maiores de 18 apenas.

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Bêbado, molhado e machucado


– Sai daqui Nicolas. — senti um empurram contra minha barriga. Cai no chão e fiquei olhando Caio quebrando a garrafa na cabeça de um cara, logo depois começou a briga dentre eles.


Eu fiz o que Caio disse, abri a porta do Bar e fui cambaleando até um ponto mais próximo. Sentia meu corpo todo arder, passei minha mão na minha testa e pude sentir o sangue. Eu estava machucado e bêbado.


Assim que entrei no ônibus fui para o final dele e sentei nos últimos bancos. Minha cabeça doí e a chuva começou lá fora. Eu podia sentir o olhar estranho do casal hétero que estava sentado nos bancos mais a frente. Até mesmo o motorista hoje notou a minha presença.


O ônibus se aproximava da minha casa quando dei o sinal para descer, minhas pernas doí, na verdade todo o meu corpo doí. A chuva esta forte o que me fazia se sentir pior. Molhado, bêbado, machucado. O que podia acontecer para piorar ?


– Meu deus Nicolas, o que aconteceu ? — minha mãe veio correndo em minha direção e logo encarou meu rosto, ela já sabia a resposta. Meu pai sentado no sofá apenas murmurou alguma coisa.


A água fazia arder mais, e minha mãe falava o dobro. Minha cabeça doí. Fiquei uns minutos ouvindo e agradecendo por minha mãe ser tão boa comigo, mesmo que eu me achando merecedor.


Fechei a porta do meu quarto e me joguei na cama me colocando aos prantos.


Eu estava odiando a vida que levava, ainda mais quando eu mesmo não sabia oque estava fazendo e o por quê disso tudo. Não queria isso, mas era obrigado a viver uma vida que eu não escolhi.


– Filho, trouxe uma sopa para você — minha mãe abriu a porta e eu me sentei na cama. Ela se aproximou e me deu o prato quente. Seus olhos eram cuidadosos, ela analisava tudo e então se permitiu sentar na cama — Eu fico com o coração na mão toda vez que você sai.


– Mãe, já conversamos sobre isso. Está tudo bem, o importante é que você e Papai estão e ficaram seguros — disse. Tomei algumas colheres da sopa enquanto ela ainda me observava cautelosamente — Só não sei o por que disso tudo.


– Um dia você saberá meu filho... Tenho orgulho de você — disse ela se levantando e saindo do quarto.


Sempre que entravamos nesse assunto ela ou meu pai mudavam. Eu queria entender o por que disso tudo. Só me disseram que eu deveria começar a andar com os caras e que no final toda minha família e eu estaríamos a salvo. Eu por diversas vezes o confrontei mas sem resposta.


O celular vibrou e junto dele apareceu uma mensagem de Alice perguntando se estava bem. Alice é minha melhor amiga desde pequenos e ela também não entendia o por que disso tudo. Quando fizemos 16 anos se afastamos um pouco por eu sempre estar na casa do Caio ou na casa dos caras. Ela por diversas vezes foi meu esconderijo e meu porto seguro. Era para lá que eu corria quando precisava desabar.


Respondi que estava bem e me permitir descansar. Já eram uma da manhã e teria que acordar cedo. Que merda de vida, pensei.


07:30am


O despertador estava apitando, a luz entrava no meu quarto e minha cabeça ainda dói. Me pus de pé, eu queria poder ficar na cama o dia todo e por mais que estávamos de férias da escola, teria que trabalhar.


A água fria fazia eu ficar mais animado. Coloquei as roupas do trabalho e desci as escadas. Meu pai esta sentado na poltrona vendo TV. Aquele cara nunca mudava de lugar e quando não estava ali, estava dormindo. Eu sabia da situação dele, entendia que não era nada fácil ter passado por um câncer mas isso não faz você virar um encostado, ainda mais quando nem câncer mais você tinha.


Ele foi ingrato por tudo. Logo que descobriu o câncer ficou um tempo deitado em cima da cama se lamentando, o que eu realmente entendia na época. Minha mãe como uma boa mulher e esposa se pós a ficar em casa cuidando do marido a maior parte do tempo, até que então o hospital aqui perto começou a cobrar a maior parte dos medicamentos, e ele foi falar com os caras que deram os remédios para ele. Eu tive que começar a trabalhar, e também gostava de ter minha independência e não ser mais um para minha mãe se preocupar.


– Nicolas pega café para mim — gritou ele assim que me viu descer as escadas. Eu fiz o que pediu e levei por mais que sentisse vontade de atacar aquilo nele. Eu não odiava totalmente meu pai, mas foi por ele que minha vida toda mudou. Ele que me disse para andar com os caras e foi assim que comecei a fazer coisas que não queria.


– Vem comer amor — disse minha mãe aparecendo na cozinha com um plano secando a mão, eu discordei e ela deu um sorriso forçado. Ambos sabia que eu estava atrasado e que nunca tomava café em casa. Passava mais tempo no trabalho e na casa dos outros do que na minha.


08:20 e eu batia meu cartão de ponto na Sorveteria. Havia começado a trabalhar aqui já fazia uns meses e não era nada mal. Eu gosto do emprego, vejo pessoas e posso comer sorvete as vezes de graça quando o chefe chato não está aqui.


– O que eu falei sobre machucados ? — disse o chefe me encarando enquanto arrumava as casquinhas.


– Desculpe, eu cai no banheiro em casa — disse, eu era péssimo com mentiras.


– Conheço bem o jeito que você se machucou — ele falou dando uma risadinha e saindo. Eu podia dizer que o odiava realmente. Além de ser chato o filho da mãe era preconceituoso.


Acredito que era a única coisa que fazia eu não gostar do emprego, o meu chefe.


Eu era bem de boas com a minha sexualidade. Meus pais não sabiam da minha boca mas deveriam saber, dizem que todo pai sabe né. A minha vida amorosa tava boa, tão boa que nem existia. Eu tinha um menino que eu ficava mas logo se separamos e ele mudou de cidade e depois dele não fiquei com ninguém. Já tinha muitos problemas, e amor não iria ser mais um.

7 de Julho de 2019 às 21:13 0 Denunciar Insira 3
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