Mama, me ajude a ver a alegria da vida Seguir história

sophiagrayson Sophia Grayson

Ray queria acabar com sua vida, mas não levou em conta o que isso poderia acarretar para sua mãe. E como ela reagiria a tudo isso.


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#drama #Setembro-Amarelo #The-Promised-Neverland
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Capítulo Único - Me ajude, mama, me ajude a ver a alegria da vida

Mama, não sei como começar essa carta de despedida. Não sei como contar que, eu, seu filho estou no fundo do poço e desde quando estou nele.

Mama, eu não sou feliz, eu tento, mas não sou. O mundo é paletas de cores brancas e negras. Todo dia é uma luta para acordar e sair da cama. Uma luta para sair de casa e ver o mundo totalmente o oposto do que estou sentido e extremamente brilhante com nosso astro solar a emanar energia e calor no céu límpido e azul.

Andar pelas ruas se tornou uma tortura. Ver os outros felizes ou levando sua rotina tranquilamente bem, é deveras torturante. A escola ficou terrivelmente pior pois lá é um lugar muito colorido.

Não consigo comunicar com os demais colegas por ser muito diferente e não ficar bem ao lado deles. Em especial no grupo da Emma, no qual comecei a evitar. É muito arco íris e purpurina. Creio que a ruivinha nem sequer percebeu meu afastamento nos últimos meses.

Mama, eu tenho invejo das pessoas alegres. Eu as estudo tentando entender como é esse sentimento que raramente sinto, e não consigo chegar a lugar algum. Só me afundar cada vez mais na minha tristeza.

Sinceramente não sei quando tudo isso começou. Mas tenho certeza que está comigo desde sempre. Não sei dizer de onde vem esse sentimento, e nem motivos claros para eles, pois mesmo refletindo eu não encontro as respostas. Não sei o porquê — será que realmente precisa ter um?

Mama, isso não é frescura, mimimi ou uma fase, como as pessoas leigas alegam. É um sentimento tão ruim que chega a tirar um pedaço de mim todo dia. Nada do que eu faço tem importância e eu mesmo não me sinto importante. Minha vida não tem sentido.

Mama, eu tentei, juro, mas não consigo mais ficar aqui, sinto até que sou um fardo para você. Me perdoa por ser fraco e covarde. Mas não aguento mais viver assim. É melhor tudo isso acabar.


Te amo, mama. Adeus.

Com amor e carinho,

Ray.


××××××××××××××××××××××××××××××××××××××××××××××


Isabella estava limpando o quarto de seu menino, Ray, naquele final da tarde enquanto o mesmo se encontrava na escola. Não era um lugarzinho difícil de limpar pois Ray era extremamente organizado e limpo.

Mas nada no mundo a preparou para ver uma carta de despedida em uma das gavetas da cômoda. Não estava muito bem escondida. Perto dela tinha passagens de ônibus para uma parada bem perto da ponte principal da cidade. Confirmando ainda mais a intenção de seu filho.

Seu peito se dilacerou. Lágrimas manchavam seu rosto. Não podia acreditar naquilo. Não podia acreditar que não tinha percebido nada de errado com seu menino, sua preciosidade. Ela era a mãe! Deveria perceber, né?! Por que ela não viu? Por que ele nunca contou, nunca confiou em sua própria mãe para dizer o que sentia?

Amaçou a carta socando-a no bolso do vestido preto. Desceu as escadas rapidamente pulando um degrau e outro, pegando as chaves do carro que jaziam em uma bancada perto da porta da casa. Tinha que urgentemente saber se seu menino estava bem e vivo. E trazê-lo a salvo para o lar.

Não se importou com as leis de trânsito durante o caminho, adquirindo umas boas multas a cada infração cometida. Teve sorte e encontrou seu filho no caminho, sozinho voltando para casa a pé, não tão distante da instituição escolar. Estacionou em uma manobra rápida. O menino pulou de susto quando viu o carro de sua mãe aparecer subitamente em sua frente.

— Entra agora! — pediu em um grunhido, abrindo o espelho do automóvel. Ray não tinha ideia do que estava acontecendo, mas seguiu as ordens de sua mama e entrou no carro, a expressão da mais velha não dava opções de perguntas. Só parando logo depois para olha-la, percebendo assim os olhos e nariz vermelho e o tremor que dominava todo o corpo. Sentiu seu sangue gelar. Era possível que ela tivesse encontrado a carta?! Engoliu seco, era a única resposta por ela está assim.

Isabella tirou o papel amassado do bolso, mostrando para o pequeno, que arregalou os olhos, assustado e surpreso, confirmando suas suspeitas.

— Me diga, Ray — pediu, com sua voz quase sumido — O que é isso? — chacoalhou o papel no rosto no menor.

— Hã, bem... — olhou para o chão do carro, sem saber o que dizer, havia sido pego.

Por que iria fazer isso?! — virou o rosto do menino para olha-lo nos olhos, tirando até a franja que caia em no olho esquerdo — Me diga Ray, por quê? Por que é tão insensível? Não confia em mim? Não sou uma boa mãe? Não quer ajuda?

— Mama...

— Não pensou em mim momento algum? — as lágrimas abriam caminho pelo seu rosto novamente — Como eu iria me sentir? Só de saber já estou um caco. Eu me importo com você, é meu filho e te amo. Minha pequena preciosidade. Que eu poderia ter perdido — colocou as mãos no rosto abafando suas lágrimas.

— Mama, eu... — murmurou, Ray não sabia o que dizer. Jamais imaginou que sua mãe encontraria a carta antes do feito, e que a mesma ficaria tão abalada. Mas é claro que ficaria, afinal era sua mãe. Seu peito doeu, se sentiu muito mal. Tudo o que queria era que não fosse um fardo para sua mãe e acabar com a tristeza que sentia. Não refletiu a fundo no que essa decisão acarretaria, no qual com toda lógica seria a tristeza para com ela. Realmente, ele era muito egoísta. Só pensou em si mesmo e não nas dores que iria transmitir com sua decisão — Mama, eu só queria de deixar de ser um fardo, de acabar com essa dor — apontou para o peito — Eu não sirvo para nada... sou tão imprestável-

Os braços de sua mãe arrodearam com rapidez seu corpo, puxando-o para si. Tinha que sentir que o pequeno estava realmente ali. Tinha que o confortar. Ray só sentiu o baque e o calor materno que exalava da mulher.

— Pare de dizer isso, por favor! — pediu com a voz embargada, passando as mãos nas madeixas negras — Pare de dizer isso de sua pessoa. Você não é imprestável! Você é tudo para mim, sempre será! Por favor me deixe te ajudar, confie em mim e não faça nada idiota.

— Me desculpa, mama! — pediu com a voz embolada, já chorando e abraçando ainda mais sua progenitora — Me perdoa! Por ser covarde!

— Não faça mais isso — passou as mãos pelo rosto do menino — Pensei que iria te perder para sempre. Fiquei e ainda estou com tanto medo.

— Mama... — o menino olhou profundamente nos olhos de sua mãe — Prometo não fazer mais isso. Me ajude, mama, me ajude a ver a alegria da vida.

3 de Julho de 2019 às 11:07 3 Denunciar Insira 3
Fim

Conheça o autor

Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

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Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá! Escrevo-lhe por causa do Sistema de Verificação do Inkspired. Caso ainda não conheça, o Sistema de Verificação existe para ajudar os leitores a encontrarem boas histórias no quesito ortografia e gramática; verificar sua história significa colocá-la entre as melhores com relação a isso. A Verificação não é necessária caso não tenha interesse em obtê-la, então, se não quiser modificar sua história, pode ignorar esta mensagem. E se tiver interesse em verificar outra história sua, pode contratar o serviço através do Serviços de Autopublicação. Sua história foi colocada em revisão pelos seguintes apontamentos retirados dela: 1)Grafia e outros: "essa carta" em vez de "esta carta"; "o oposto do que estou sentido" em vez de "o oposto do que estou sentindo"; "no grupo da Emma, no qual" em vez de "no grupo da Emma, o qual"; "eu tenho invejo" em vez de "eu tenho inveja"; uso indevido de "mesmo" no lugar de pronome pessoal, como em "o mesmo se encontrava na escola" quando devia ser "ele se encontrava na escola"; "arrodearam" em vez de "rodearam". 2)Pontuação: "Não sei como contar que, eu, seu filho estou no fundo do poço e desde que estou doente" em vez de "Não sei como contar que eu, seu filho, estou no fundo do poço desde que adoeci"; "levando sua rotina tranquilamente, bem, é deveras torturante"; "com os demais colegas por ser muito diferente" em vez de "com os demais colegas, por ser muito diferente"; "sozinho voltando para casa a pé" em vez de "sozinho, voltando para casa a pé". 3)Observar a mudança de assunto; quando a ideia central se encerra e se inicia outra diferente, deve-se começar a próxima frase em um novo parágrafo, como em "A escola ficou terrivelmente pior"; antes dessa frase, o personagem estava falando sobre como estava tudo difícil, mas de um modo geral; ao centralizar o assunto e passar a falar de uma coisa mais específica, ele finalizou uma ideia completa e iniciou outra. Obs.: os apontamentos acima são exemplos, há mais o que ser revisado na história além deles. Aconselho que procure um beta reader; é sempre bom ter alguém para ler nosso trabalho e apontar o que acertamos e o que podemos melhorar, e os betas do Inkspired, quando contratados, fazem uma análise detalhada da sua história e a enviam através de um comentário. Caso se interesse, esse recurso também é disponibilizado pelo Inkspired através do Serviços de Autopublicação. Além disso, também temos o blog Tecendo Histórias, que dá dicas sobre construção narrativa e poética, e o blog Esquadrão da Revisão, que dá dicas de português. Confira! Devo dizer que adorei a interação entre os dois. <3 Bom... Basta responder esta mensagem quando tiver revisado a história, então farei uma nova verificação.
10 de Julho de 2019 às 11:04
Sakura Angeli Sakura Angeli
E os feelings, como estão agora depois dessa linda história? ;w;
6 de Julho de 2019 às 10:08

~