O Corvo Meio-Sangue Seguir história

summerthundercloud Lucas W.L.

Numa vila isolada de todo conflito e guerra, localizada num estranho vale em formato de cratera, uma criança orfã com uma herança perigosa cresceu. Carregando em seu peito a vontade de crescer e atingir o topo do mundo, muitas dificuldades surgiram em seu caminho pela natureza de sua força e linhagem. Este é o começo da lenda de um pequeno corvo que alçou voo aos céus e transformou o mundo.


Fantasia Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#fantasia #magia #aventura #violencia #original #luta #ação #outro-mundo
19
3361 VISUALIZAÇÕES
Em progresso - Novo capítulo Todas as Segundas-feiras
tempo de leitura
AA Compartilhar

Os Cinco

Afastada da civilização, após dezenas de colinas, no fundo de um vale verdejante, cujo formato do declive era um tanto peculiar por ser uma cratera, onde os conflitos de nobres, soldados, monstros e suas cruéis guerras nem sequer imaginariam chegar, existia uma vila.

Uma vila de pessoas simples, que viviam um dia após o outro sem grandes aspirações ou expectativas. Um lugar amável onde se podia tranquilamente nascer, crescer, viver e morrer, sem jamais entrar em contato com o cruel mundo de fora do vale. Mas também, para que sair? Tudo o que precisavam para viver estava bem ali.

Um lugar cercado por grandes árvores, muitas das quais produziam deliciosos frutos de tantas cores e sabores que era difícil de enjoar, cujas copas formavam um “telhado” por sobre as casas deixando apenas o raio de luz necessário entrar. Dando a maioria dos dias uma temperatura agradável que fazia o lugar ter um clima perfeito, nem quente ou frio demais, quase que cem por cento do tempo.

Por entre as árvores, era fácil encontrar pequenas veias de água que fluíam pela terra nutrindo todo o vale. Próximo a vila também existia, um pouco distante, uma grande clareira onde um lago se encontrava.

Neste lago, cuja pureza da água era quase perfeitamente transparente com apenas um leve tom de esmeralda, existiam peixes reluzentes de todas as cores. Estes viviam por lá em tal quantia que, quando a luz do sol brilhava em suas escamas, faz parecer que uma nuvem de tons arco-íris estava submersa na água.

Os animais eram muitos. Por todos os cantos era possível encontrar pássaros de todas as cores e tamanho ou insetos dos mais diversos formatos emitindo inúmeros sons. Também presente se encontravam diversidade de espécies mamíferas, e toda esta fauna possuía sua própria variação.

Se de um lado existiam os animais comuns, do outro haviam as feras mágicas. Diferente de seus semelhantes que apenas possuíam as habilidades em acordo com sua espécie, estes eram armados com corpos fantásticos, abençoados pela natureza com habilidades e poderes sobrenaturais muito acima de seus parentes.

Porém, ao contrário do que se imaginaria de um lugar tão cheio de variedades, e ainda mais considerando as espécies mágicas, todos viviam em perfeita harmonia.

Os moradores da vila se alimentavam dos frutos das grandes árvores e da colheita de seu cultivo, jamais caçando animais. Já estes não atacavam a vila, apesar de perambular por ela com certa frequência.

Qualquer produto feito a partir de material animal era criado usando partes daqueles que morriam de causas naturais ou do resultado de conflitos entre os próprios animais, qualquer outro meio de produção envolvendo as criaturas, tais como caçada ou criação em cativeiro, eram terminantemente proibidos.

Os habitantes da vila não eram diferentes, eles também tinham sua própria diversidade. Ao passear pelas ruas da vila, por entre suas lojas, tavernas, casas e estalagens, era possível ver gente de todo tipo e espécie.

Às vezes se via seres altos de feições afinadas, orelhas pontiagudas, vezes longas ou curtas, peles pálidas, olhos azuis, ou violetas, que brilhavam até mesmo na sombra da noite e cabelos prateados reluzentes que pareciam ser realmente feitos do metal precioso.

Outros semelhantes a eles eram uns que, ao invés de pálidos e de cabelos prateados, tinham cabelos negros como a noite e a pele como o tom de um tronco de uma árvore e olhos brilhantes de cor âmbar avermelhado, ou por vezes verde.

Todas as variantes destes seres altivos sempre andavam trajados de vestes longas com cores usualmente azuis, brancas, verdes ou carmesim. Estes trajes continham estranhos símbolos luminosos que criavam leves distorções no ar quando eles passavam, formando uma espécie de camada condensada ao redor destes seres.

Eles eram geralmente mais silenciosos, porém, se mantinham sempre cordiais quando se dispunham a conversar. Além disso, se mostravam capazes de desenvolver quase qualquer assunto que se imaginava, deixando bem claro que possuíam um conhecimento e sabedoria respeitáveis.

Com a mesma facilidade que estes seres mais solenes eram reconhecíveis, existiam também aqueles que se destacavam na vila por sua aparência expressivamente diferente das pessoas comuns do vilarejo. Seus corpos eram de certa forma humanoides, pois, eram bípedes e sua silhueta é semelhante ao dos humanos, mas as similaridades acabam aí.

Sua fisionomia era, por falta de uma melhor descrição, animalesca. Não eram selvagens de forma alguma, afinal, não havia espécie mais sábia que esta em assuntos da natureza e seu poder. A única selvageria que continham, talvez, fosse em seus traços físicos e seu instinto que era indescritivelmente ligado a natureza e extremamente sensível a perigos e maus presságios.

Ora cobertos de pelos, escamas ou penas. Com presas ou bicos, patas e garras, com olhos coloridos e pupilas grandes circulares ou em formato de fendas ameaçadoras, com caldas felpudas ou grandes e musculosas cobertas de lustrosas escamas, orelhas grandes acima de suas cabeças ou a completa ausência das mesmas contendo apenas buracos em seus crânios para a audição.

Estes, apesar de sua aparência mais selvagem e comportamento enérgico, eram gentis e amigáveis. Sendo por muitas vezes os mais populares entre as crianças da vila, além de, graças a sua aptidão natural, compor em sua maioria a guarda da vila, o que os tornava ainda mais admirados.

Outros facilmente perceptíveis eram seres com estatura diminuta e peles bronzeadas, muito respeitados na vila. Para qualquer trabalho com minérios, estes pequenos senhores eram os melhores no ramo.

Fácil reconhecê-los numa multidão, afinal, não havia maneira alguma de crianças de tal altura terem corpos desenvolvidos a tal ponto que seus traços adultos já se mostravam tão perceptíveis.

Se não fosse seu tamanho distinto, sua pele cor de bronze reluzente, o tinir das imensas quantidades de ferramentas em suas vestes, o cheiro forte de metal e óleo que exalavam, aquilo que os anunciava em qualquer ocasião era sempre a algazarra que seus bandos causavam.

Indiferente do fato de que sua força certamente não era representada pelo tamanho, os pequenos seres raramente eram encontrados fora de grupos de pelo menos três.

No fim, com todos os seus peculiares habitantes, esta era certamente uma vila reclusa, mas longe de ser parada no tempo. Com as habilidades de seus residentes e seus diversos intelectos, existia ali conforto e inovação que só existiam em pouquíssimos lugares ou, em alguns casos, exclusivamente ali.

Esta é Elysium, um lugar onde se pode, na maioria dos casos, viver do seu primeiro dia ao último sem jamais sair, pois, ali existe paz. E caso algum habitante nascido por lá resolva sair para se aventurar no mundo, acaba sempre voltando. Afinal, a vila era um verdadeiro paraíso.

Os habitantes de Elysium há muito prezam por sua morada. A natureza provém o que precisam para viver com abundância, mas isso não os impediu de melhorar ainda mais o que já poderia ser facilmente considerado um dos melhores ambientes de Anima.

Com algumas dezenas de casas, tavernas, abrigo para viajantes, comércio dos mais variados tipos de serviços, artefatos, forjas, quartéis, uma igreja e até mesmo um hospital, Elysium tinha de tudo. Mas se havia um lugar que os moradores valorizam, este era Anansi.

Um grande casarão com letras douradas fixadas a única entrada, que era uma grande porta dupla, e consistia de uma única sala dentro de si. Com paredes repletas de estantes recheadas de livros das mais diversas cores, tamanhos, idades e conteúdos, contando algumas dezenas de cadeiras e mesas de madeira escura e uma mesa e cadeira maiores feitas para o uso instrutor.

Neste lugar, dos oito aos dezesseis anos, a geração mais nova da vila era instruída em matérias fundamentais, com exclusão da língua comum de barda que todos aprendiam com pais ou guardiões. Desde conhecimentos básicos para a sobrevivência como estudo de ervas e plantas, técnicas de combate básicas e estudo da vida animal a até estudos necessários para a vida em sociedade, como matemática, linguagem e história.

Além disso, caso demonstrassem algum interesse específico ou talento particular, os estudantes eram guiados para estudos paralelos com mestres dedicados a profissões e carreiras cujos estudos não faziam parte da grade comum, tendo o seu ensino restrito pela vontade e critério do instrutor.

Após o período de aprendizagem que terminava no ano do décimo sexto aniversário de cada estudante, eles passavam pela cerimônia de maioridade e então eram reconhecidos como adultos. Nesse tempo suas profissões eram atribuídas ou escolhidas pelos próprios estudantes que iniciam sua carreira como aprendizes.

Neste momento, uma inquietude predominava dentro de Anansi. Trinta pares de olhos brilhavam com curiosidade enquanto seus donos cochichavam animados enquanto aguardavam em suas carteiras. A sua frente, uma mulher sentada sobre uma grande mesa de madeira escura com um grosso livro de páginas amareladas em sua mão, ocasionalmente folheando enquanto murmurava algumas palavras soltas.

O livro era antigo, sua capa feita de um couro duro na cor verde-floresta com um par de pontas mais grossas feitas de prata na lateral da capa. Na capa frontal havia, bordado em fios de ouro, os dizeres escritos “Anima Mundus Historia”.

Uma mulher alta até mesmo sentada, sua presença era formidável. Seu cabelo brilhante e avermelhado como um rubi e seus olhos de cor violeta, com a pele pálida e curtas orelhas pontiagudas partes de um rosto um tanto afinado, com um nariz um tanto arrebitado e lábios levemente mais finos. Ela trajava uma longa veste carmesim com uma barra que chegava até seus calcanhares deixando apenas seus pés, que calçavam botas negras, a mostra.

Ela se levantou da mesa, mostrando agora sua altura total de dois metros e meio, deixando o livro de folhas amareladas aberto sobre a mesa e começou a andar. As vozes sussurrantes dos trinta a sua frente fora abaixando ainda mais, até que, alguns instantes depois, quedaram silenciosas. O silêncio permaneceu por vários momentos enquanto a mulher andava entre as carteiras, seus olhos observando os estudantes com tal intensidade que ela parecia tentar enxergar através deles. Após algum tempo ela parou de andar e voltou a sentar sobre a mesa com suas pernas cruzadas uma sobre a outra revelando mais de suas botas escuras, finalmente se pronunciando, um leve sorrido decorando seu semblante:

— Sejam bem vindos a Anansi — ela disse, sua voz suave — Aqui será o lugar onde, pelos próximos oito anos, terão encontros diários com os melhores e mais brilhantes mestres de Elysium. Aqui aprenderão todo o básico necessário para não parecerem completos parvos em qualquer lugar que desejarem viver, e também, caso tenha o talento ou o desejo e o esforço, poderão aprender outras matérias.

Ela então apontou para seu peito e disse:

— Serei sua instrutora de história e costumes e me chamo Kaella Rubrum.

Os estudantes tentaram então se apresentar, porém, foram rapidamente impedidos quando Kaella levantou um dedo a seus lábios e disse, sua voz agora mais firme:

— Teremos tempo para nos conhecer melhor nos próximos anos, portanto, por hora, dispenso apresentações. Como todo tempo é precioso, pretendo focar o máximo em nossas aulas, portanto, começaremos imediatamente.

Ela pegou o livro aberto em sua mesa e então começou a ler em voz alta, fazendo qualquer protesto dos alunos rapidamente desaparecer enquanto prestavam a atenção nas próximas palavras.

— Através da história de Anima, diversos poderes surgiram e sumiram com as areias do tempo — Ela disse — Muitos destes possuíam força para governar o mundo, mas nenhum jamais realmente conseguiu, apesar de alguns chegarem muito perto. Quando existiram, marcaram a história com sua influência, além de, é claro, deixarem marcas de sua existência com vários artefatos e construções que perduram até o presente.

Nesse instante Kaella tocou uma figura numa página do grosso livro, emitindo por um breve momento um brilho azulado, antes de projetar uma miniatura etérea de um punhado de pequenas rochas flutuantes repletas de plantas sobre si e decoradas com arcos brancos de pedra.

— Exemplos destas marcas históricas podem ser vistas nos jardins flutuantes do antigo Reino de Byblos, hoje aos cuidados dos Alfae, ou caso precisem de um exemplo mais próximo…

Folheou o livro, e nisso a projeção etérea se desfez, apenas para instantes depois uma nova projeção tomar seu lugar. Esta era de uma torre com escadas espirais ao seu redor que subiam até uma plataforma circular posta ao topo da estrutura.

— A plataforma celeste do extinto Império Solem — nesse momento sua voz se tornou fria e desdenhosa — hoje aos cuidados da sociedade histórica de Barda e seus incompetentes que tem a coragem de chamar de “Historiadores”.

— Porém, não existe maior marca na história do que o texto que melhor descreve a situação atual — Ela disse ao folhear o livro novamente e projetar um punhado de linhas — Não se sabe ao certo quem compôs esses versos, ou os espalhou por todos os povos de Anima, porém, após o surgir destes, pareceu mais que eram um decreto divino, e não mera poesia.

A projeção dizia:

“ Para cinco sobre a terra, ar e mar é dado o poder de governar,

Para estes a grandeza há de chegar,

Seus filhos o mundo irão dividir por seu número,

E seus talentos prosperarão inigualáveis entre os outros.

Para os filhos eternos,a etérea excelência.
Para os filhos da floresta, a vibrância das feras é sua proeminência.

Para os filhos da rocha, a sabedoria da terra é sua fluência.

Para os negados a morte, a treva que os criou.

E para os filhos do pó, o poder do sangue lhes abençoou.”

Kaella viu que estavam confusos, então prosseguiu, explicando:

— Para cada uma das cinco grandes raças do mundo, um talento lhes foi concedido pela natureza para prosperar. Para os Alfae, cuja juventude é eterna, a magia é seu domínio, para os Faeram, cuja proeza descende das feras antigas, a misteriosa arte druida é sua força, para os Gnoma, mestres vindos da própria terra, a experiência dos ancestrais lhe asseguram, para aos Durza, seres corrompidos que morreram mas recusam o descanso final, o poder que lhes compõem e aos Humanos, cujos corpos de osso e carne não demonstram excepcionalidade alguma, sua inextinguível linhagem é sua arma.

“Acho que era esperar demais que entendessem, são apenas filhotes afinal” pensou e suspirou ao notar a contínua expressão vaga de confusão nos rostos das crianças.

— Centenas de anos se passaram desde a ascensão dos cinco grandes. Estes povos partiram o mundo em cinco regiões, com a exceção sendo a desolada região de Inanis, cujo ambiente tóxico repelia todo tipo de tentativa de morada de qualquer forma de vida, que estava localizado exatamente no centro de todas as outras regiões na forma de um pequeno continente isolado.

Neste instante, porém, uma criança sentada na cadeira logo em frente a de Kaella ergueu sua mão acima da cabeça. Seus olhos vibravam com interesse, porém, seu corpo tremia levemente ao perceber que recebia toda a atenção da classe, e inclusive, da própria Kaella.

Era um garoto de cabelo castanho curto acompanhado de um rosto com um formato bem comum. Seus olhos eram um pouco pequenos e de cores diferentes, enquanto seu olho direito era da cor castanho-esverdeado, o seu olho esquerdo era da cor lilás e a pele das pálpebras dele era pálida.

Kaella o observou com interesse por alguns instantes, e focou principalmente em seu olho esquerdo antes de acenar com a cabeça, indicando que podia prosseguir. A criança abaixou seu braço e perguntou, sua voz um pouco baixa:

— Instrutora Kaella… Você disse que cada raça tem seu talento, mas quais são essas raças? — Ele disse, e continuou, parecendo mais que estava pensando em voz alta do que realmente perguntando — Se os Alfae são mestres da magia, eles são os tios altões de orelha pontuda que fazem coisas mágicas na vila né? E os Faeram, com proeza das feras… eles são os tios que parecem bichos da guarda da vila? Ainda tem a maioria da vila que não é especial em nada, que nem eu… então somos Humanos? E os Durza morreram, mas recusam a morte… mas todo mundo da vila tá vivão… então ninguém da vila é Durza né? Ah! Também tem os tios anões barbudos… eles são o que? Gnoma?

Kaella se viu surpresa por um momento, os palpites da criança estavam absolutamente corretos! Mesmo que não tivesse conhecimento completo das especificidades de cada espécie ou até mesmo a noção do quanto se essas espécies estivessem presentes, ele teria as ofendido com as grosserias que disse, ele extrapolou corretamente cada uma das espécies com o pouco que ela dissera.

Ela redobrou a atenção na criança por alguns instantes e sorriu, era muito bom encontrar um filhote humano que era capaz de um raciocínio tão bom. “Ensinar esse aqui pode ser bem mais produtivo que o resto” pensou, ela então olhou para os rostos embasbacados dos demais, viu as expressões pensativas de alguns filhotes Faeram, a expressão vazia de todo o resto dos filhotes Humanos, a expressão curiosa dos filhotes Gnoma e a expressão de desdém do trio de Alfae sentados logo ao fundo da sala.

“Aiai, se ao menos todos fossem um pouquinho mais como esse aqui…” suspirou e então respondeu:

— Exatamente... eh... Qual o seu nome mesmo filhote humano?- Ela apontou para a criança que fez as perguntas:

— Eu? Ah! Sim! Meu nome é Lucet — a criança respondeu apressada, rindo nervosamente.

— Sim…Lucet, você está absolutamente certo, cada um dos que citou é exatamente o que pensou — ela respondeu.

Apesar de uma serena expressão decorar sua face, ainda assim Kaella não conseguiu disfarçar uma pitada de irritação nas próximas palavras:

—Os “altões” com “orelhas pontudas” que “fazem coisas mágicas” são Alfae, ou como vocês humanos os conhecem, os elfos — então apontou para suas orelhas, um sorriso frio em seus lábios — e como pode ver, eu sou um destes elfos, portanto, sugiro que não se refira a nenhum da minha raça dessa forma, pois, nem todos são tão tolerantes como eu filhote de humano.

A sala caiu em risadas enquanto o rosto de Lucet brilhava com um vermelho subindo desde seu pescoço até suas bochechas. O riso, porém, durou pouco quando Kaella fitou a classe e disse com frieza na voz:

— Então quer dizer que os pequenos idiotas têm coragem de rir do único de vocês que demonstrou o mínimo de cérebro? Entendo… acho então que seria apropriado que os senhores me deem introduções apropriadas para às cinco grandes raças.

Os olhos violetas de Kaella pareciam cuspir fogo, pois, para onde olhasse o afortunado que recebesse seu olhar penetrante parecia sentir seu corpo em chamas e não conseguia para de tremer.

— Ah! Os sábios mestres não se sentem dispostos a partilhar seu conhecimento? Entendo… bem, se houver uma próxima vez que isso ocorra, é bom que consigam responder minha questão, do contrário, espero que estejam para a punição que virá — Disse a elfa com um sorriso frio em seus lábios.

Ela virou seu rosto, que agora continha um olhar gentil, para Lucet.

— Fique tranquilo pequeno humano, aqui em Anansi, dos talentos, o mais valorizado é a mente reluzente, não permitirei que ninguém zombe daqueles que se esforçam para ampliar seu saber.

A mão da elfa começou a reluzir por alguns instantes enquanto o livro folheava sozinho, momentos depois ela colocou sua mão reluzente sobre a página em qual o livro havia parado. O livro brilhou enquanto a projeção anterior se desfez, a mão de Kaella ficou por mais alguns instantes sobre o livro e quando finalmente a retirou, as páginas amareladas projetaram cinco novas imagens.

Eram cinco brasões que representavam as cinco grandes raças e suas nações. O primeiro brasão era uma lua crescente com uma estrela no espaço vazio com “Lumina” escrito em letras azuis reluzentes num pergaminho antigo abaixo da imagem. O segundo brasão era uma árvore com um símbolo que parecia uma chama cravada em seu tronco que pulsava com um brilho dourado, com “Treanna” escrito em letras douradas numa folha verde logo abaixo. O terceiro brasão era uma montanha com uma coroa dourada a frente, com “Magni Aurum” escrito em runas feitas de diamantes cravadas numa tábua de pedra negra. O quarto brasão era um navio negro com uma caveira de olhos escarlates em suas velas, com “Morfell” disposto em letras feitas de ossos amarelados em sua bandeira negra. O Último brasão era um escudo azul contendo uma cruz dourada com uma jóia vermelha em cada ponta da cruz e duas espadas atrás, uma placa de aço flutuava abaixo do brasão com “Barda” em letras pretas gravadas no metal.

— Preparem-se pequenos, agora vamos dar uma volta em alguns lugares muito interessantes.

Sua voz mal teve tempo de ecoar na mente das crianças quando Kaella apontou para o primeiro brasão, com um certo orgulho transparecendo em seu rosto. O brasão cresceu e explodiu numa chuva de cores, um forte vento soprou dentro da sala e a mesma desapareceu, deixando apenas os trinta pares de mesas e cadeiras e seus usuários, além da mesa e cadeira da instrutora. Em primeiro momento o pânico tomou conta do lugar pois tudo estava escuro, mas antes mesmo que qualquer um dos pequenos pudesse gritar em protesto, a sala se viu no meio dos ares, sobrevoando aquilo que só podia ser descrito como um grande raio de luz no formato de uma cidade.

Tantas e tão intensas eram as luzes do lugar que, se não fosse pela interferência de um filtro que Kaella havia colocado no ambiente, os alunos jamais seriam capazes de distinguir qualquer coisa além de um majestoso castelo que existia no ponto mais alto do lugar. A cidade continha diversas torres imensas com plataformas aéreas que serviam de Cais para as dezenas de aeronaves que entravam e saiam da cidade cercada de um céu arraigado de luzes multicoloridas, deixando para trás o zunir energético de motores poderosos movimentados por magia.

— Povoando os céus em suas fortalezas voadoras, negociando com todas as raças, os Alfae, além de mestres arcanos, são relativamente pacíficos, porém muito orgulhosos, os desrespeitar sem uma excelente razão ou um poder suficientemente grande, geralmente leva a muitos problemas. Preferem a diplomacia e a cultura, além da constante pesquisa e desenvolvimento das artes mágicas e a ampliação do conhecimento. E apesar de ter a maioria da sua população viver em viagens constantes por toda Anima, eles tem como morada permanente a região mais ao leste de Inanis. Conhecida por sua luminosa magia, o continente da luz eterna é a casa destes mestres, seu nome é Lumina, e sua capital, onde estamos “sobrevoando” neste exato momento é Alta Lustra.

— E como acho que já puderam notar, Eu e os três pequenos Alfae no fundo, somos descendentes desta terra.

Kaella observou as crianças, todas com olhos arregalados e totalmente silenciosas. Não sabia se era por causa da magia holográfica que estava usando ou se a informação realmente era tão impressionante para elas, mas estava contente em ver o interesse delas.

— Tenho certeza que a vista é impressionante e que vocês tem diversas perguntas para me fazer, porém, nossa viagem pelo mundo está longe de acabar, e como nosso tempo é curto para tanta coisa, vamos priorizar o conteúdo, e após o término, caso tenha questões e nosso tempo seja suficiente, responderei suas dúvidas ao melhor de minhas habilidades.

Depois a elfa apontou para o segundo brasão, e apesar do papel sério que deveria manter com uma respeitada instrutora de Elysium, ainda assim, não conseguia esconder o quão prazerosa esta exibição estava sendo para ela. Mais uma vez, o brasão explodiu em cores e um forte vento soprou sobre a sala, deixando-a novamente escura enquanto o ambiente se preparava para mudar.

Desta vez, a revelação foi muito mais silenciosa. Primeiro vieram sons, foram zumbidos, depois pios e depois uma melodiosa infinidade de sons que inundaram as mentes dos pequenos. Após isso as imagens foram ao pouco sendo construídas, e para a surpresa dos alunos, não havia nenhuma cidade a vista, apenas uma colossal árvore cuja a copa parecia querer alcançar o próprio sol de tão alta que era. Ao redor dela, um mar verde com incontáveis exemplares da vida em todos os formatos, seja das revoadas de pássaros de vários que sobrevoavam a imensidão verde, como a própria verdura que era composta de tantas plantas diferentes que era simplesmente impossível dar um número exato de quanta diversidade existia naquele lugar, ou até mesmo as feras escondidas sob o mar verde cujo os tamanhos e rugidos faziam o verdume inumerável tremer.

Apesar daquilo ser apenas uma projeção, ao contemplar a totalidade do local, dez alunos respeitosamente baixaram suas cabeças e depois emitiram sons de sua espécies, na sala ecoaram pios, uivos, miados e até um rugido foi ouvido. Apesar dos protestos de alguns dos alunos, Kaella ignorou e assentiu a homenagem dos alunos Faeram por alguns instantes antes de silenciá-los.

— Renomados guerreiros que são conhecidos por trabalharem como aventureiros, mercenários, gladiadores e médicos, os Faeram são a raça mais combativa e espirituosa entre os povos de anima, podendo ser facilmente vistos tanto em terra, mar e ar. Excelentes artistas marciais e mestres das artes druidas, reconhecidos por suas habilidades no uso de itens naturais, eles têm como morada permanente a região mais ao oeste de Inanis. Conhecida por sua abundância interminável das mais diversas plantas, feras e produtos naturais, a floresta da vida é a casa destes seres, seu nome é Treanna, e sua capital que existe no corpo, galhos e copa da maior árvore do mundo que dá nome ao centro da civilização Faeram, Jungla Iroko.

— E como já foi apontado pelo pequeno Lucet, estes são aqueles que compõem a maioria da guarda da vila e alguns dos médicos e enfermeiros do hospital local.

Ao apontar para o terceiro brasão, a expressão da elfa continha um tipo de respeito e orgulho que seus olhos indicaram ao parar por alguns momentos num anel escuro com uma jóia azul incrustada em seu dedo anelar que continha runas reluzentes ao longo do metal negro.

O brasão desta vez não explodiu, mas se desfez numa névoa escura que logo cobriu toda sala, deixando-os todos na escuridão de transição. Logo, luzes começaram a aparecer, o céu continuava escuro, mas ainda assim, milhares de luzes coloridas iluminavam o lugar e logo, uma imensa fortaleza incrustada de incontáveis jóias e metais brilhantes, feita de enormes blocos de pedra polida que reluziam com a luz das jóias do “céu” acima.

Milhares de soldados de armaduras reluzentes decoravam os topos das muros que circundavam a cidade e as torres que eram armadas com balestras carregadas de flechas de metal escuro. Todos eram Gnoma e assim como sua cidade, pareciam invulneráveis e, apesar de sua estaturas, tão imensos quanto as pedras que compunham o muro que protegia o local.

Neste lugar, cinco crianças cuja a estatura era muito menor que as outras começaram a urrar e bater em suas mesas, falando coisas numa língua que certamente só alguém que fosse capaz de se comunicar como o povo Gnoma entenderia. Apesar de não entenderem, as crianças perceberam que os cinco pequenos estavam muito felizes por ver este local, deveria ser, elas concluíram, o lugar de maior orgulho da raça daqueles pequeninos.

— Mestres da forja e da construção, inteligentes comerciantes, exímios geólogos, mineradores e exploradores, os Gnoma são uma raça curiosa. Convictos e leais, eles podem ser vistos em todo tipo de empreitada que envolve ouro e pedras preciosas, ou qualquer tipo de metal raro e tem como morada permanente a região mais ao norte de Inanis, e apesar dos Alfae serem insuperáveis nas artes mágicas, não existem melhores magos especializados na criação de ferramentas mágicas que estes seres. Abaixo da região rica em elevações geológicas , conhecida pelo reluzir de seus metais e gemas das mais diversas cores, o reino subterrâneo é sua casa , seu nome é Magni Aurum, e onde estamos neste momento é sua capital reputada por ser inviolável que fica no centro de toda a rede subterrânea do povo Gnoma, a indestrutível Aeter Adamas.

— As contribuições dos Gnoma para a evolução da tecnologia e da magia como um todo são imensuráveis, e até mesmo o mais tolo Gnoma é digno de respeito, pois não se esqueçam, sem as inovações trazidas pelas brilhantes mentes destes mestres, o Anima seria drasticamente diferente, e eles, apesar de modestos, sabem muito bem dos méritos de sua raça e não aceitam qualquer distrato. Saibam que ofender um Gnoma pode sentenciar qualquer plano ou empreendimento que possua a basicamente uma existência imediata.

Ao invés de continuar com a explicação como havia feito com os três primeiros brasões, ao chegar no quarto, porém, Kaella hesitou. Para as crianças, aquilo apenas era uma pausa para respirar ou para que pudessem digerir toda aquela torrente de informações, mas apenas a elfa sabia a verdadeira razão de sua pausa.

Seus olhos desfocados pareciam tremer e uma certa angústia passou por um breve instante por sua expressão, porém, após alguns minutos respirando um tanto mais fundo que o normal, Kaella se recompôs e continuou.

Ela apontou para o quarto brasão e este explodiu de uma forma perceptivelmente mais violenta que as anteriores, liberando um forte vento acompanhado raios que dançavam por entre as mesas. As crianças ficaram assustadas e começaram a gritar de medo, porém Kaella apenas levantou a mão antes de em instantes tudo retornar ao silêncio, tanto os alunos quanto o ambiente, e mais uma vez, a escuridão os cobriu novamente.

A visão que os recebeu a seguir, foi algo que, apesar de ilusório, aterrorizou a todos os estudantes. Primeiro, o som do cair de uma tempestade colidindo contra um mar igualmente furioso, depois, o rugido ensurdecedor de relâmpagos que partiam a escuridão do céu repleto de nuvens negras, após isso, a imagem de dezenas de ilhas que se erguiam do mar como espadas feitas de pedra, pontiagudas e mortais.

Ao redor, por entre as ondas do mar revolto, centenas de navios negros batalhando entre si e contra feras marinhas capazes de afundar as naus com facilidade, porém se viam incapazes de fazê-lo por causa da constante retaliação dos embarcações escuras, que eram iluminadas pela incessante luz explosiva dos tiros de milhares de canhões de metal reluzente que faziam jorrar mares de sangue preto.

As criaturas tinham escamas tão grandes e resistentes que qualquer uma delas poderia ser facilmente transformada num escudo se retirada do corpo. Seus dentes eram tão imensos e afiados que mais pareciam lanças de ossos presos a boca e também viraram armas se retiradas dali, já o tamanho de cada besta era tal que só o tamanho já era suficiente para engolir cada barco num único ataque.

Apesar do ambiente todo ser apenas uma projeção, os pequenos ainda tremiam, calafrios percorrendo seus corpos na vista de tamanha carnificina e violência. Kaella os fitou, pena visível em sua expressão, uma visão dessas para crianças cuja a máxima violência já vivenciada foi uma reprimenda de seus pais, isso era certamente um tanto exagerado, mas a elfa tinha certeza que quanto antes fossem expostos a esse tipo de coisa, melhores eram as chances de serem capazes de agir diante de uma situação similar.

— Furtivos, letais, mestres do assassinato, geralmente conhecidos e repudiados por sua maestria nas artes da alma, os Durza são uma raça traiçoeira. Leais nem mesmo aos seus contratantes, eles são individualistas e cautelosos, nenhum truque sujo é demais para eles e a auto-preservação é a lei absoluta destes que conhecem a morte e fogem dela com todas as suas forças, tendo como residência o cinturão de ilhas que circunda a região de Inanis. Com as temperaturas mais variadas, repleta de catástrofes naturais e perigos das águas tempestuosas, feras fétidas, sanguinolentas e cruéis, a união sangrenta é a casa dessa raça sombria, Seu nome é Morfell. Onde estamos não é a capital, pois tal lugar não existe no cinturão de Morfell, apenas caos, violência e morte existem aqui.

— Acreditem — Disse a elfa num suspiro — quando digo nunca confiem num Durza, eu REALMENTE quero dizer, NUNCA confiem num durza. Estes são seres que não hesitariam, em matar sua família inteira se isso lhes beneficiasse ou os afastasse da morte por mais um único dia que fosse. Eles matam qualquer um sem piscar a qualquer momento se isso for necessário, não importa se for mulher, homem, idoso ou filhote. Todas as vidas não passam de ferramentas para um Durza estender sua própria existência.

Finalmente, a instrutora apontou para o último brasão que restava, sua expressão pesada com um palpável desprezo. Este se desfez numa névoa cinzenta, que diferente de todas as outras, carregava um cheiro incômodo de fumaça e óleo queimado misturado com ferrugem e logo, a sala foi tomada pela escuridão enquanto faziam sua derradeira transição.

O céu logo clareou acima deles, o sol brilhava e poucas nuvens brancas decoravam o imenso céu azulado que transmitia uma paz indescritível. Abaixo, vastas planícies verdes eram divididas por seis estradas de pedregulho cinzento que iam de encontro a uma cidade repleta de grandes casas, dezenas de lojas de topos os tipos, algumas catedrais e uma fortaleza de enormes rochas cinzas que eram unidas por uma espécie de massa preta que dava um tom um tanto desagradável a estética do local e que também era usada nos imensos muros que circundavam o local.

Seis grandes portões de ferro escuro e madeira permaneciam abertos e davam acesso ao seu interior. Estes contavam com a guarda de pelo menos cem soldados por portão, enquanto que os muros eram absolutamente lotados de soldados, tendo ao todo por volta de dez mil apenas no topo dos muros, todos eles com lança em mão e arco nos ombros acompanhado de uma aljava para suas flechas. Todos carregavam também uma espada em suas cinturas e vestiam peças de metal para proteger o crânio, o peito, os braços, mãos, canelas e pés, com o resto da proteção sendo feita com peças de couro e cotas de malha.

— Numerosos e engenhosos, eficientes em tudo porém mestres de coisa alguma, conhecidos por serem a espécie mais populosa, os Humanos são uma raça peculiar. Com um potencial mediano para todas as coisas, nenhuma profissão específica os destaca ou restringe. Eles possuem intelecto que os permitem aprender todas as disciplinas e matérias, além de uma afinidade medíocre para todas as artes, místicas ou não, os permitindo ocupar praticamente qualquer cargo. Reconhecidos por seus enormes exércitos e sua tecnologia avançada, seus membros podem ser encontrados por todos os cantos de Anima, e seus rastros e envolvimento em conflitos, escândalos, guerras, inovações e experimentos horrendos são... perceptíveis, e possuem como morada permanente as amenas terras ao sul de Inanis. Com as mais variadas culturas, religiões e organizações, que garante uma diversidade imensa de idéias e grande potencial para progresso, a federação dos quatro grandes reinos humanos é sua cada, seu nome é Barda, e onde estamos agora é a capital localizada e construída especificamente no centro das quatro nações, a capital federativa Concordia .

— Se querem saber, os territórios de Barda contém coisas muito mais valiosas, belas e poderosas do que essa fortaleza cinzenta, mas como sempre, os humanos fazem escolhas que realmente fazem as pessoas duvidarem de suas faculdades mentais.

Kaella abanou sua mão e a ilusão se desfez como nevoa, borrando o espaço e então evaporando instantaneamente, retornando a sala ao seu estado original.

Os estudantes ficaram em silêncio por vários minutos, digerindo a enxurrada de informações que haviam recebido. Desde que nasceram na vila Elysium, tudo que conheciam eram apenas as faces familiares dos habitantes do local e, apesar de terem contato algumas raras vezes com visitantes e viajantes mercantes, ainda assim, não tinham a mínima noção de que o mundo poderia ser tão grande ou tão complexo.

26 de Junho de 2019 às 22:48 9 Denunciar Insira 4
Leia o próximo capítulo Potencial

Comentar algo

Publique!
Baltasar Montenegro Baltasar Montenegro
Hola amigo! Sé que no es la mejor manera de preguntarte esto, pero...¿verdaderamente te gusto "Intermedio"? Si es así, me alegro muchísimo. Gracias por el apoyo. No me esperaba que alguien fuera de mi región lo leyera.
7 de Agosto de 2019 às 20:36
MiRz Rz MiRz Rz
Olá, eu sou a MRz do Sistema de Verificação do Inkspired. O sistema de verificação atua não só para ver a qualidade da história, como também para observar se a história está de acordo com as normas do site. Sua história está “em revisão” porque há alguns errinhos de escrita, como por exemplo, 1) Letra minúscula após a pontuação. Aconteceu durante vários diálogos, onde após os pontos de exclamação, interrogação e até pontos finais, a próxima frase começou com a letra minúscula, quando o correto seria vir com a letra maiúscula. 2) Alguns erros de digitação. Em alguns momentos do texto, houve um excesso de espaçamento, principalmente na vírgula, enquanto outros lugares não teve o espaço depois da vírgula. Eu dei apenas alguns exemplos dos erros retirados da sua história, mas seria interessante você procurar um leitor Beta para corrigir os erros mais profundos. Se você quiser, o Inkspired possui um blog que dão algumas dicas de gramática chamado Esquadrão da Revisão caso tenha alguma dúvida das regras que eu expliquei aqui. A verificação não é obrigatória para a história continuar sendo exibida, então se você tiver o interesse de ter sua história verificada, após corrigir os erros, é só responder a esse comentário que eu faço uma nova verificação, não há necessidade de pagar a prioridade novamente. No mais, você escreve muito bem, parabéns! Tenha uma boa semana. ;)
9 de Julho de 2019 às 14:13

  • Lucas W.L. Lucas W.L.
    Procurei seguir suas dicas e realizei várias alterações, poderia verificar novamente por favor? 9 de Julho de 2019 às 18:04
  • MiRz Rz MiRz Rz
    Olá Lucas. O primeiro capítulo está certinho, mas ainda falta a correção dos demais capítulos, que apresentam os mesmos erros que já foram apontados. Enquanto a história inteira não for corrigida, não tenho como verificá-la. Para uma nova verificação, após a correção de tudo, responsa novamente esse comentário, que eu volto para uma nova verificação. :) 10 de Julho de 2019 às 11:53
  • Lucas W.L. Lucas W.L.
    Corrigi os capítulos restantes, poderia verificar novamente por favor? 10 de Julho de 2019 às 12:57
  • MiRz Rz MiRz Rz
    Olá Lucas. O terceiro capítulo ainda tem alguns erros de minúsculas após a pontuação, e há alguns "porques" utilizados no lugar errado. O “por que” é utilizado nas frases interrogativas ao início. “Porque” é utilizado nas respostas, tendo a função de explicar alguma coisa. “Por quê” é utilizado em perguntas quando for imediatamente seguido pelo acento de interrogação, por exemplo, “por quê?”. Enquanto o “porquê” é utilizado como razão ou motivo, sendo procedido de um artigo ou pronome, por exemplo, “ o porquê”. 10 de Julho de 2019 às 13:16
  • Lucas W.L. Lucas W.L.
    Realizei as alterações recomendadas, espero que dessa vez fique tudo certinho ^_^, poderia por favor verificar novamente? 10 de Julho de 2019 às 14:04
  • MiRz Rz MiRz Rz
    Tudo certinho. Não se preocupe, a parte mais difícil, por incrível que pareça, é a revisão do texto. Você está tão focado na história e tão viciado nela, que você acaba lendo com a sua mente e acaba deixando passar alguns errinhos, mesmo relendo cinco vezes. É por isso que a gente sempre aconselha os escritores a pedir para outra pessoa revisar. Tenha uma boa semana! ;) 11 de Julho de 2019 às 11:23
  • Lucas W.L. Lucas W.L.
    Muito obrigado ^_^, bem verdade mesmo, ficamos presos na construção da história e não conseguimos ver falhas simples que conseguiríamos notar se não estivéssemos criando. 11 de Julho de 2019 às 11:44
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 21 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!

Histórias relacionadas