Briget Evans (nova versão) Seguir história

sweetdrama Ana França

Briget Evans, um colégio interno no interior da Inglaterra. Lá os hormônios são à flor da pele e tudo pode entrar em combustão por muito pouco. Entre hormônios, erros, cafés, músicas e aulas. Esses alunos se autodescobrirão e crescerão como pessoas. Paciência é uma virtude adquirida com o tempo apenas, eles são corações selvagens e indomados ainda.


Ficção adolescente Todo o público. © todos reservados

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Adeus, Nova York


NOTAS: Para começar eu só queria dizer que essa história está sendo repostada aqui no site. Espero que meus antigos leitores não desistam de mim e voltem a ler essa história que significa tanto para mim. Aos novos leitores, sejam mais do que bem vindo! Espero que TODOS gostem dessa nova versão de BE.

Boa leitura, sweeries!





Katherine Luthor

Encarei o guarda na frente da cela com tédio e depois encarei Julian ao meu lado. A loira estava com sua blusa preta de manga comprida e um shorts todo estampado, seus dreeds faziam cócegas nas partes que estavam expostas da minha perna.

—Nós somos inocentes. —ela resmungou e eu concordei.

—Claro que somos, daria cinco socos como aquele na cara daquele animal de novo. —declarei me lembrando de como o cara da BMW falou comigo e com a Julian. —Babaca. —bufei.

—As garotas rebeldes podem sair já. —avisou o policial. —A fiança das duas foi paga.

Nós duas nos levantamos. Peguei meu casaco de couro enquanto Julian pegava aquele casaco de pelo sintético, mas que parecia um urso polar. Nós seguimos para a frente da delegacia, onde encontramos minha mãe o marido inglês e metido dela.

—Olá. —sorri de forma sarcástica enquanto a minha mãe tinha a expressão mais furiosa possível em seu rosto.

—Já pensou em ser menos explosiva e voltar para a terapia? —questionou a minha mãe séria e eu revirei meus olhos.

—Terapia? Achei que não precisasse mais dessa merda. —declarei irritada. —Não tenho culpa que o babaca veio ser desrespeitoso conosco.

—Kate só nos defendeu, Sra. Lancaster. —Julian declarou chamando minha mãe pelo sobrenome de Eliot, o seu novo marido.

—Vocês duas são impossíveis juntas. —minha mãe me puxou pela mão para fora da delegacia. Julian veio junto e nós quatro entramos no carro de Eliot. O motorista dele deu partida na limusine e eu cruzei meus braços.

—Cadê a criança? —questionei me referindo a Sabrina, a bebê que Rosaly e Eliot tiveram a um ano.

—Com a babá, no hotel. E vocês duas, até amanhã, tentem não me arranjar mais confusão. —declarou a minha mãe e eu revirei os olhos. —É sério Kate! Segunda vez nesse mês que se mete em confusão.

—Da próxima vez eu compro droga, aí vocês não vão conseguir me tirar da cadeia. —eu disse com cinismo e um pouco de raiva e minha mãe virou a mão no meu rosto. —Sua louca!

—Sua ingrata! —seu tom de voz era elevado e eu me enfiei no abraço de Julian. —Tudo que eu fiz a minha vida toda foi por você Katherine, e se nós estamos indo para a Inglaterra é porque esse é o melhor para nós. Estou tentando te dar uma vida melhor, você consegue entender isso?

Fui o resto do caminho muda. Sem falar mais uma palavra que fosse. Estava tão furiosa que era melhor não falar nada. Julian me abraçava e eu tentava me manter calma, mas estava super nervosa. Chegando no hotel eu simplesmente saí do carro como um furacão. Julian me seguiu. Nós entramos no hotel e passei por todos quase chutando um com meus coturnos. Subimos até o penúltimo andar do hotel e eu entrei no meu quarto chutando uma das bolsas que estavam ali.

—Ei, Kate... —Julian me chamou, mas eu não quis ouvi-la naquele momento. Revirei uma das minhas bolsas e achei uma carteira de cigarro e um isqueiro escondido e acendi o cigarro no banheiro do quarto. ­

—Eu odeio ela! —eu declarei depois da primeira tragada.

—Mentira. —replicou Julian sentando-se no balcão da pia enquanto eu estava de pé encostada na parede oposta. —Não odeie a sua mãe, você ao menos tem ela. —ela disse e suspirei me sentindo meio mal de falar daquele jeito naquele momento e ainda mais para Julian.

Julian Turner teve seu pai, mãe e dois irmãos tirados dela de forma trágica. Ela sobreviveu pois tinha dormido na minha casa e não estava no carro no dia do acidente. Depois disso ela passou a viver com uma tia que mais queria saber do seu dinheiro do que dela. Esmelda era uma víbora gananciosa, mas até que Julian completasse vinte e um anos e fosse independente para cuidar do seu patrimônio, Esmelda era quem cuidaria de tudo. Das empresas de seu pai e do hospital de sua mãe.

Odiava aquela mulher.

—Desculpa por falar assim, mas eu não quero ir morar em Londres. —eu disse dando mais uma tragada no meu cigarro. Julian puxou o cigarro dos meus dedos e deu uma tragada.

—Você vai sobreviver e eu também.

—Queria que você fosse comigo, Juls. —declarei e me aproximei dela. —Você e Jesse.

—Nós vamos... Sempre estaremos com você, KitKat. —ela falou apontando para o meu peito. —Somos irmãos de alma.

—Almas completamente quebradas. —resmunguei e peguei meu cigarro de volta. —Dorme hoje comigo?

—Claro. —ela respondeu e desceu da pia me puxando para o quarto. Fui com o cigarro na mão mesmo. Nós duas caímos na cama e eu não contive a gargalhada.

—Você é meio idiota, mas eu te amo.

—Awn. —a loira debochou. —Também te amo, irmãzinha.

***

O gosto amargo do cigarro estava na minha boca enquanto Julian estava jogada na toalha ao meu lado. A loira estava com seus óculos escuros escondendo seus lindos olhos azuis, enquanto o sol se punha na nossa frente. O dia estava bonito. Estava bonito demais, mas acho que despedidas são sempre iguais. É como a morte. Eu estava encerrando um pedaço da minha vida, ou seja, esse pedaço estava morrendo, por tanto, todos os mortos tem o seu última dia bom então pela minha lógica maluca, esse era o meu último dia bom.

—O Jesse deveria estar aqui conosco... —disse a loira dos dreeds fazendo com que eu saísse dos meus pensamentos.

—O Jesse esta em Orlando com a família dele. —eu respondi sorrindo para a minha amiga.

—Ele poderia ter voltado para despedir. —retrucou Julian.

Eu apenas revirei meus olhos.

—O Jesse já se despediu de mim, além do mais seria pior eu ter que me despedir de vocês dois ao mesmo tempo, pelo menos assim tenho uma desculpa caso queira voltar. —eu respondi apagando o toco de cigarro que estava na minha mão.

Julian assentiu e tomou mais um gole da sua coca-cola zero. O vento começava a soprar mais gelado, mas eu não me importava. Ainda precisava ficar ali, no coração da Big Apple, no Central Park. Ainda precisava me despedir daquela cidade.

Era difícil já me imaginar morando em outra cidade, agora me imaginar morando em outro continente era quase coisa de gente louca. Aliás minha mãe era louca por estar me obrigando a mudar. Eu fui contra isso desde o começo, mas minha mãe nunca me ouvia. Tudo o que o marido maravilhoso dela propunha ela aceitava. Casou-se com ele, teve uma filha com ele e agora estávamos prestes a nos mudar para um continente diferente por ele.

Ah aquele inglês metido a besta me irritava. Aquele sotaque cretino me enlouquecia quase. Cada palavra que saia da boca dele me irritava. Talvez fosse implicância minha, mas não estava nem aí. Odiava Eliot, principalmente porque depois do nascimento de Sabrina ele queria ocupar o lugar de "pai" na minha vida e a última coisa que eu queria era um novo pai para me decepcionar tanto quanto o meu pai biológico.

O vento esfriou mais ainda e a noite abraçou Nova York e nós decidimos ir embora. Vesti meu casaco e segurei minha bolsa. Julian jogou a sua lata de refrigerante fora na lixeira e nós começamos a caminhar para fora do Central Park.

O silêncio que se perpetuou entre nós até o carro de Julian era aconchegante. Julian era o tipo de pessoa que entendia a minha alma. Não precisávamos de palavras para nos entender, apenas olhares e a presença uma da outra. Definitivamente aquela menina era minha irmã de alma.

Os dreeds loiros estavam presos em um rabo. A maquiagem pesada sob os olhos azuis destacavam as suas orbes. Os braços estavam cobertos, escondendo as suas cicatrizes. A dor dela era legítima depois da morte de sua família. Julian era uma boa garota, com uma vida muito difícil. Com a minha partida pedi que ela procurasse ajuda certa. Implorei quase e felizmente ela procurou. Estava indo a um psicólogo há cerca de um mês já. Porém as cicatrizes da sua dor sempre estaria ali, nos seus braços. Ela também pediu que eu fosse cuidar da minha raiva contida, mas não estava afim no momento.

A música do rádio era tranquila e aquilo fez com que a minha mente viajasse para um tempo onde eu era feliz. Um tempo sem Eliot. Um tempo onde Axl Luthor ainda estava em minha vida. Vez ou outra eu ainda me perguntava sobre ele, mas a verdade era que a maior parte de mim tinha medo das respostas que eu poderia encontrar.

Julian parou o carro na frente do hotel. Entregou a chave ao manobrista e nós entramos. Eliot era sócio do tal hotel e Julian preferia pagar o hotel e ter um lugar só para si do que ter que morar com Esmelda. A mansão Turner ficava toda disponível para "tiadrasta" enquanto a empresa de cosméticos de seu falecido pai pagava o quarto de hotel para Julian.

Um dos sócios dessa tal empresa de cosméticos era Eliot, por isso que conseguiram que Julian ficasse no hotel com um custo muito baixo.

Nós cumprimentamos David, um dos copeiros mais velhos do hotel e como de costume ele nos deu um bombom. Ele era uma das melhores coisas que tinham naquele lugar. O seu sorriso entre a barba branca me dava a imagem de um avô que nunca tive.

Nós entramos então no elevador e seguimos para o penúltimo andar. Julian era mais alta do que eu, por isso tinha a mania de colocar seus braços sob meus ombros e eu, deixava. A porta do elevador se abriu e então nós nos despedimos. Ela iria para o quarto dela e eu teria que enfrentar minha mãe e Eliot.

Entrei no quarto do casal e dei de cara com Eliot assistindo televisão.

Ele estava sentado em uma mesa e mexia em seu notebook também. Sabrina, minha pequena irmãzinha, estava em um bebê conforto ao seu lado.

—Onde está minha mãe? —questionei fechando a porta.

—Está no banho. —respondeu meu padrasto com aquele maldito sotaque britânico.

—Vou pro meu quarto então.

—Kate, espere. —ele pediu e virei-me no calcanhar para encará-lo. —Sei que ontem não foi uma situação fácil.

—Nada disso está sendo fácil, Eliot. —repliquei-o e o mesmo, pacientemente, continuou.

—Eu sei... Acredite, quero só o melhor para vocês. —ele dizia. —Amo a sua mãe, ela me deu mais uma filha e eu estou em um ótimo momento da minha vida. Queria que todos pudéssemos viver isso juntos.

—Pena que a vida não é assim... —comentei com a minha voz carregada de deboche. —Você não pode obrigar que as pessoas sejam felizes só porque você está.

Ele não falou mais nada. Abri a porta lateral do quarto deles e fui para o meu quarto. Eu Pelo menos eu tinha meu espaço. Olhei para as três caixas que tinham as minhas coisas e sorri de forma cansada. Eu não tinha muito. Nunca tive. Minha mãe sempre batalhou muito para que nós tivéssemos uma vida no mínimo digna. Quando ela conheceu Eliot que as coisas melhoraram, eu não era o tipo que desprezava dinheiro, mas preferia me manter na minha. O dinheiro de Eliot é dele. Eu não sou sua filha.

Abri a porta do meu banheiro e me despi. Abri o chuveiro e deixei que a água morna me encharcasse e me tranquilizasse um pouco. Eu esperei que as lágrimas viessem, mas como sempre, elas não vieram. A agonia e a dor ficaram só no peito.

Desde o dia que meu pai não voltou mais para casa eu não chorava. Não queria dizer que eu não sentia, mas as lágrimas nunca vinham.

Passei mais tempo que o necessário debaixo do chuveiro. Quando meus dedos estavam enrugados, fiquei mais dez minutos eu decidi sair. Me enxuguei com uma toalha e coloquei um roupão. Penteei meus longos cabelos negros e então passei a mão sob o espelho do banheiro o desembaçando.

Os meus olhos azuis eram iguais aos dele. As sardas. Os lábios. O nariz empinado. Eu era uma cópia dele. Eu vivia tentar ignorar as semelhanças, mas às vezes era impossível, como naquele momento.

Respirei fundo e voltei par ao meu quarto. Coloquei uma calcinha preta, uma camiseta do Gun's and Roses e um short de flanela. Estava tão exausta dos últimos dias. As olheiras estavam enormes já.

Passei a última semana toda a base de café e cigarros basicamente. Minha mãe ficava furiosa, como chefe de cozinha que era, mas eu estava tão pra baixo que não queria comer nada. Além do mais estava tão ocupada indo em festas de despedidas que faziam para mim que era mais divertido beber e fumar do que comer tortas de frango que minha mãe fazia.

Eram oito da noite. Eu deitei minha cabeça no travesseiro e capotei. Estava exausta. Meu corpo simplesmente desligou.

***

Acordei no dia seguinte com minha me chamando.

—Kate, levante-se, precisamos ir. —ela disse sentando-se ao meu lado na cama. —O nosso voo é as onze horas da manhã, são oito agora.

Suspirei e resmunguei contra o travesseiro. A encarei por poucos segundos e então me sentei na minha cama.

—Estou acordada. —declarei.

Os olhos castanhos de Rosely Barnes, ou melhor, Lancaster, me encaram por alguns longos segundos antes que ela se levantasse da minha cama.

­—Me perdoe pelo tapa. —me surpreendi com o tapa e o com o pedido de desculpas. —Isso não vai mais se repetir, filha, mas vamos tentar melhorar. —ela dizia com certa firmeza na voz. — Vai ser melhor para nós a Inglaterra, Kate... —ela disse pela milésima vez naquele último mês, antes de me deixar em paz no meu quarto.

Eu joguei as cobertas para o lado e fui até o banheiro. Lavei meu rosto e olhei meu reflexo. Eu estava um caco, precisava de muita maquiagem para esconder essas olheiras.

Fiz minha higiene matinal e depois voltei para o meu quarto. Peguei uma calça de moletom cinza, uma blusa regata preta básica, um moletom cropped cinza dos Yankees* (time de basebol nova-iorquino) e meus tênis da Adidas. Deixei meu cabelo solto e coloquei uma toca preta escrita "bad hair day". Então fui para a parte mais difícil, esconder as olheiras. Peguei meu kit de maquiagem e passei uma base no meu rosto, depois o pó e então passei um pouco de rímel nos olhos. O básico do básico.

Eu caminhei até a minha bolsa e peguei meu celular. Eram nove horas já. Daqui a pouco minha mãe viria me chamar para podermos ir para o aeroporto. A minha carteira de cigarro estava ali entre meus pertences, a minha vontade era pegar um cigarro naquele instante e deixar que a nicotina acalmasse a minha ansiedade, mas não poderia fazer isso. Se minha mãe me visse fumando surtaria mais do que normalmente andava surtando comigo.

Peguei aquela carteira e a levei até o banheiro. Com dor no coração rasguei os cinco últimos cigarros e os joguei na privada, dando descarga em seguida. A caixinha eu joguei no lixo.

Voltei ao quarto e peguei minha bolsa e o livro que estava lendo: O morro dos ventos uivantes, de Emily Bronte. Era um clássico inglês e eu era apaixonada por aquele livro. As relações humanas podem ser conturbadas e Emily Bronte deixou isso bem claro nesse livro. Peguei meu violão também. Claro que Eliot queria que eu despachasse o instrumento, mas eu não faria isso. Não mesmo. Eu o levaria comigo e dentro do avião!

Caminhei até a porta e a abri. Dei uma última olhada para o meu quarto e então saí.

No corredor passei pelo quarto de Julian. Bati na porta e não demorou para que uma loira sonolenta atendesse a porta apenas de camiseta e calcinha.

—Kate, já vai?

—Vou daqui uns vinte minutos. —a respondi.

Ela sorriu fraco e me abraçou. Ouvi quando ela começou a chorar e me senti mal por não consegui fazer o mesmo. A abracei forte e depositei um beijo em sua bochecha.

­—Eu amo você, Julian, não se esqueça disso! Não faça nenhuma besteira. —eu pedi segurando as suas mãos.

—Eu também te amo, Kate! —ela suspirou tentando conter as lágrimas. —Boa viagem, minha irmã. Me avise assim que chegar em Londres.

—Pode deixar, eu aviso.

Nós nos abraçamos uma última vez então eu desci até o saguão do hotel. Minha mãe estava com Sabrina no colo enquanto Eliot estava ao seu lado sorrindo para a menina.

—Vamos?! —perguntei sem muita paciência ao chegar perto deles.

—Vamos. —respondeu Eliot pegando Sabrina para que minha mãe pudesse me abraçar.

—Obrigada por vir comigo.

—Só vamos logo. —eu a respondi com certa frieza, claro que eu me arrependi no segundo seguinte ao ver a expressão entristecida de minha mãe. —Mãe, não está sendo fácil para mim, mas... Se isso é o melhor para você... Só... Vamos.

—Katherine, você é minha filha, eu amo você e me importo com você. Sei que não pude te dar tudo sempre, mas eu estou me esforçando. —ela disse com lágrimas nos olhos. —Eliot acredita em mim e por isso estamos indo a Londres. Nós vamos ser felizes minha filha. —ela concluiu com uma lágrima escorrendo pelo seu rosto.

Eu apenas assenti e segurei em sua mão, caminhando para fora do hotel.

***

Chegamos no aeroporto uma hora antes do embarque. Fizemos o check in e despachamos as bagagens. Passamos pela polícia federal e então fomos para a sala de embarque, esperar para entrarmos no avião. Eliot comprou café para nós. Pensei em recusar, mas minha dor de cabeça estava começando então era melhor comer algo.

Tomei um café puro, sem açúcar, sem nada. Comi um pedaço de torta salgada e comprei ainda uma barra de chocolate para poder comer durante a viagem. Voltei e me sentei ao lado da minha mãe, até que o nosso portão liberasse o embarque.

Esperei com meu livro em mãos. Estava tão entretida com o orgulho de Catherine e a raiva vingativa de Heathcliff que mal notei quando me chamaram. Nós três nos levantamos e Eliot levou Sabrina. Entramos no avião e eu fiquei na janela. Mamãe ao meu lado e Eliot ao lado dela.

Coloquei meus fones de ouvido e coloquei o cinto de segurança. Encostei a minha cabeça na janela e deixei que a voz rouca de Ozzy Osbourne cantando "In my life", dos Beatles, me possuísse. A minha mente estava em paz desde o começo daquela história de mudança. Era como se a briga tivesse acabado e a guerra tivesse tido um vencedor. Não que eu tivesse vencido, não, eu tinha perdido, estava indo para Londres, como mamãe e Eliot queriam, mas ela estava feliz e naquele só aquilo me bastou.

Eu vi Nova York ficando pequena lá em baixo e de repente eu só via nuvens. Suspirei e fechei meus olhos. Eu tinha um pouco de paz. Talvez fosse a exaustão de tanta energia gasta em brigas, mas enfim sentia-me em paz.

25 de Junho de 2019 às 21:20 0 Denunciar Insira 0
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