Sempre ele Seguir história

deboralima Débora Lima

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Sempre ele - 1

O começo

Conheci-o no primeiro ano da faculdade. Numa aula, naquele auditório, ele sentou-se ao meu lado, eu bati-lhe com aquela “mesa movível” (não sei como se designam) no joelho e assim começou o que seria a paixão, o amor, e o sofrimento mais fortes da minha vida.

Devo dizer que ele era um autêntico mulherengo, e que até me apercebi disso rapidamente, e até sabia o quanto isso me podia fazer mal, mas ele sabia e sabe sempre as coisas certas para dizer, sei que parece clichê, e não me apaixonar era impossível.

Fomos “amigos coloridos” durante mais ou menos meia dúzia de meses, meses esses em que tudo fiz para que ele sentisse por mim o que eu sentia por ele e em que achei que ele ia deixar a vida de “player” por mim.



A chave

Finalmente, após esses mais ou menos 6 meses, ele pediu-me em namoro e assim passámos de amigos coloridos sem exclusividade para um compromisso de amor, respeito e sinceridade. Sinceridade, essa palavra tão prezada por mim.

Namorámos durante mais ou menos um ano. Ele era calmo, relaxado, orgulhoso e eu era ansiosa e ciumenta. Apesar destas diferenças e dos problemas que elas trouxeram (explosiva aqui) éramos uma equipa, éramos amigos, éramos confidentes, tínhamos o que uma relação amorosa deve ter, do bom ao mau.



O erro

Após mais ou menos um ano, meia explosiva que sou e num momento de pura irritação, por algo tão simples que tenho vergonha de confessar, e no meio de uma discussão, acabei com ele. Acabei com a pessoa que eu mais queria ao meu lado. Porquê? Até hoje não sei se serve de justificação, mas tudo me parecia tão errado e o futuro com ele tão negro, que peguei nessa discussão, por algo simples, e a extrapolei para o futuro.

No dia seguinte, arrependida até às células, pedi-lhe desculpa, assumi que tinha errado mas menos de vinte e quatro horas foi o suficiente para ele decidir que não me queria mais na vida dele, pelo menos como alguém especial. Com isto quero dizer que não me perdoou e que se seguiu um mês em que tentei de tudo para remediar o que tinha feito: pedi desculpa várias vezes, assumi o erro várias vezes, demonstrei-lhe como ele era importante para mim e como o queria fazer feliz, justifiquei o porquê de merecer mais uma oportunidade e, apesar de termos estado juntos algumas vezes nesse tempo, nada serviu.

Depois de ter sido eu a acabar talvez pareça ridículo, mas o quão confuso era para mim ele não me perdoar e não me dar uma oportunidade, depois de eu ter feito isso por ele tantas vezes. Sabia que não era perfeita nem insubstituível, mas achei que o que tínhamos valesse a pena a oportunidade e não percebia como ele parecia estar a seguir em frente tão rápido, numa questão de dias.

Ele dizia-me que não andava a sair com outra rapariga, que não estava interessado em ninguém por isso, quando um mês depois de um dos maiores erros da minha vida que foi acabar a nossa relação descobri que ele andava (fornicava) com duas raparigas, uma delas do nosso curso e do mesmo ano, senti que nada fazia sentido e que tudo estava vazio e errado.

Fui eu que acabei com ele, ele podia-me ter dito que já estava a seguir em frente em vez de me andar a dizer que naquele momento não conseguia voltar para mim mas mais tarde não saberia. Como poderia ele ter seguido em frente de um dia para o outro? Nunca me amou, apesar de o dizer? Tinha tudo sido uma mentira? Aproveitou que eu acabei com ele para voltar a ser “player” sem parecer o mau da fita? Ele já não me devia justificações eu sei, mas pelo menos sinceridade por ainda andarmos a falar e a sair, por eu estar a tentar que ele me perdoasse, por consideração por mim ou pelo que já tínhamos passado juntos, ou simplesmente porque era correto.



O fim (quase-fim)

Tivemos uma discussão feia quando eu descobri e não falámos mais… Durante aproximadamente um ano.

Ele acabou por assumir uma relação com uma dessas raparigas e até ao fim da faculdade eu tinha de vê-los juntos quase todos os dias, visto que ela também era de lá (e era caloira).

Durante meses, o sentimento de culpa por ter terminado daquela forma tão impulsiva e as dúvidas decorrentes do fato de ele ter seguido em frente tão rápido, foram um ácido corrosivo que me ardia corpo, alma e mente. A isso juntavam-se os variados sentimentos que tinha por ele: amor, raiva, ódio, desejo de vingança, saudade.

Mas existem as amigas, e os pais, e as séries, e os filmes e os livros e o tempo, que foram serenando a dor, tornando tudo suportável e esperançoso outra vez.

Mas nunca me largou o bichinho de lhe dizer o quanto lamentava o modo como as coisas tinham ficado entre nós, o quanto lamentava a forma abrupta como de um minuto para o outro deixámos de falar depois daquela discussão feia.

E assim entrei em contato com ele em finais do ano passado.

23 de Junho de 2019 às 17:33 0 Denunciar Insira 0
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