Ala 15 (ereri-riren) Seguir história

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Ao que parece, não há limites pra crueldade humana. O complexo de Deus é a prova mais concreta que o ser humano consegue descer tão baixo quanto um demônio. Meu nome é Levi Ackerman, herdeiro da desumanidade e guerreiro da morte, a máquina mais eficiente da ala 15, chame-me de monstro se quiser, eu não ligo. Porque afinal, eu fui criado pra ser um. Mas nem todos me vêem assim, aqueles olhos verdes me fitam como seu eu fosse precioso e depois de tanto tempo, eu tive vontade de lutar pela minha liberdade.


Fanfiction Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#acão #attackontitan #shingekinokyojin #riren #ereri
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Prólogo

O quão hipócrita você consegue ser? Falar que é homofóbico quando na verdade está louco para beijar o namorado escondido? Dizer que vai fazer uma dieta e cinco minutos depois estar morrendo de comer um bolo? Pode até não fazer sentido para você, mas para mim, isso é muito mais que um caminho.

A hipocrisia funciona como o mercúrio no corpo humano, ele se instala devagar e não sinais de que está ali. Você é hipócrita sem nem perceber, é tão dito superior que isso já faz parte da sua vida.

Você mente tanto que já acredita ser uma verdade.

É realmente incrível a capacidade de criar situações e dizeres apenas para convencer-se de que está certo e que sua vida anda assim como planeja.

Não, a vida anda como a gente quer. Eu agora não queria estar andando com as mãos amarradas nas costas, com um maldito estranho me cheirando como fosse cú de cachorro. Meus olhos estão vendados, os sons de passos são única coisa que escuto, além das goteiras e a passagem de ar frio. O som oco dos sapatos sociais soa como um desespero para mim.

Se ainda os ouço, é porque ainda estou vivo.

E estar vivo significa tortura, dores, sofrimento. Não sou dramático e nem exagero, viver para mim é literalmente sofrer uma tortura.

Eu ainda não sei o que virá, será a cadeira elétrica novamente? Ou gás tóxico que é para verem o quanto eu suporto ficar sem ar? Na pior das hipóteses, é me colocar para lutar com alguém.

Eu sei que posso fazer muito mais que dar murros e socos, eu fui criado para matar. Entretanto, não quero e nem gosto disso.

Não quero ter o mesmo comportamento de quem me deixou nesse estado, e muito menos, saber que tirei a vida de uma pessoa.

Eu não sei de onde eu vim, perdi todas as minhas memórias e a única coisa que eu lembro é que entrei em um sono profundo e quando acordei, a primeira coisa que eu ouvi foi:

– Contemplem o nascimento de uma nova era, Hanji! – a voz grossa, mas igualmente abafada soava aos meus ouvidos com empolgação.

Meus sentidos estavam desorientados, não conseguia encontrar o dono daquela voz exaltada. Sem contar que eu estava dentro da água, ou assim parecia. Tudo o que eu ouvia e via era embaçado, muito confuso para mim e foi aí que começou o meu castigo.

Será que antes de eu estar ali, naquele lugar escuro e nojento, eu era má pessoa? Deus havia me castigado? Por que eu estava ali? Eram tantas perguntas que eu me sentia louco, um maluco a ponto de estourar qualquer coisa na minha frente. Eu sempre tentei achar sentido nas coisas que de repente começaram a acontecer comigo, mas nada nunca fez sentido. Então tomei a liberdade de eu próprio me chamar de hipócrita. E o porquê disso?

Eu era hipócrita em acreditar que as coisas mudariam para mim.

Eren Jaeger

– Mãe! – Eren desceu as escadas escuras de madeira, em meio ao breu da madrugada em que a casa se encontrava. Às quatro da manhã, sabia que sua mãe estaria acordada e a prova disso era a pequena luz que vinha da cozinha.

Acabou chegando meio ofegante pela corrida, mas com um sorriso imenso no rosto.

– Para que todo esse escândalo de amanhã, Eren? – perguntou a mulher que estava toda vestida de branco, de costas e com uma garrafa de café nas mãos, pronta para trabalhar mais um dia. – Eu acabei de ser convocado…! – falou deixando um sorriso enorme escapar – Convocado para trabalhar no laboratório da Hanji! Mãe…!

– Oh meu Deus, meu filho…! – Carla que agora estava com uma xícara de café nas mãos, deixou um sorriso se formar em seu rosto. Ela sabia o quanto o filho tinha se esforçando para conseguir. – Como ficou sabendo?

– A própria me mandou um e-mail me parabenizando por passar nas provas e ela… bem, é meio estranho, mas ela disse que quando estavam avaliando meu currículo me achou muito bonito. Ela disse também que é raro achar alguém inteligente e bonito ao mesmo tempo e por isso me quer no laboratório dela. – Eren gesticulava freneticamente e andava de um lado para o outro e isso tornava o momento pra Carla ainda mais divertido.

Havia dois anos que tinha se formado, mestrado em biomedicina e o sonho da sua vida era trabalhar com aquela que estava prestes a descobrir a cura do câncer, sabia que era um forte candidato, porque Eren já tinha sido tachado como o garoto prodígio. Entrando em Harvard com apenas quatorze anos e se formando em biomedicina aos dezoito e agora com vinte e cinco, havia acabado de terminar o mestrado na sua terra natal, a Alemanha. Com o mestrado em Tübingen, e com um estudo bem avançado em bioimpressão, Eren agora procurava a quem realmente queria fazer algo pela medicina e essa era Hanji Zoe.

Alguns diziam que ela não respeitava a bioética e que era maluca com vontade de ser Deus, mas não, ela nunca teve escândalos mostrando-se uma pessoa assim, sua loucura vinha da personalidade e nada mais.

Vendo o filho tão empolgado, Carla largou a xícara em cima da mesa e deu a volta para o abraçar e parabenizar.

Estava feliz e ao mesmo tempo preocupada com as coisas, se ele tinha passado nos testes para entrar na organização de Hanji, então ele teria que ir embora pra França, afinal o laboratório dela ficava lá.

Logo ela desfez o abraço e passou a mão sobre a bochecha do filho.

– Acho que vou sentir a sua falta… – disse o moreno, baixinho para a mãe, como se fosse um segredo.

– E eu vou sentir a sua…

– Obrigado por sempre acreditar em mim, mama…

– Nunca vou deixar de acreditar, liebe! – mais um abraço.

– Eu vou para lá hoje à tarde, parece que eles já marcaram o voo para mim. – disse Eren, vendo que a mãe voltava à sua xícara.

– Eles são bem rápidos quando assunto é beneficiar a pesquisa deles, conheço bem esse tipo de pessoa. – Deu de ombros.

– Será que eu consigo te ver antes de ir? – perguntou se lembrando de como a chefe de setor da mãe era o demônio encarnado na terra.

Carla trabalhava como enfermeira em um hospital público de Berlim, e Eren desde que se entendia por gente, teve um apreço muito grande pelo trabalho da mãe. Sempre que podia, escapava da sua babá para correr até o hospital para vê-la trabalhando, foi quando o seu gosto pela biomedicina apareceu. A vontade de achar a cura para todas aquelas pessoas que sofriam ali, cresceu sem que o moreno desse conta.

– Não faço a mínima ideia, a Dina é a pessoa mais amargurada que vi na vida. Vou tentar falar com ela e te mando uma mensagem. – falou com um sorriso. – Queria que Grisha estivesse aqui para ver tudo o que o filho se tornou… – disse um pouco mais baixo.

– Ele ficaria orgulhoso… – o saudosismo falou bem alto no coração de Eren, com certeza o pai que antes de falecer era médico, ficaria com aquela pontadinha de orgulho no coração.

No fim de tudo, Eren numa tentativa falha de voltar a dormir, voltou ao quarto depois de se despedir da mãe.

Estava mais ansioso do que nunca, não tinha nem palavras para expressar o que sentia naquele momento. Estava desligando o notebook depois de fazer uma maratona de Lúcifer, quando pegou no celular e viu a própria Hanji lhe enviar um e-mail. Foi quase surreal ler as palavras estranhas dela.

– Preciso contar ao Armin sobre isso… – murmurou pegando o celular que se encontrava no criado mudo.

Mandou uma mensagem rápida e esperou, ainda era cinco e alguma coisa da manhã, bem provável que ainda estivesse dormindo e contando que era final de semana, era ainda mais provável que lhe responderia bem mais tarde.

A inquietação não ia embora, mesmo deitado Eren ainda balançava os pés e mexia nervosamente com a mãos. Não ficou assim nem na apresentação do seu TCC, por que agora estaria tão nervoso? Se fosse colocar na ponta do lápis todas as circunstâncias, esse era o comportamento mais aceitável, mas porque se sentia tão estranho?

Erwin Smith

– E então, Levi… preparado para ter mais um torturador como companhia? Aquele menino, ele é um prodígio, tenho certeza que irá ficar mais que impressionado com você. – Erwin falava de forma ameaçadora.

A notícia de que teriam mais um cientista inteligente na turma, aumentava a expectativa do experimento zero dar certo.

Levi por sua vez, não falava nada. Estava acorrentado nos pés e nos braços, e com os olhos vendados.

– Não vai falar nada? Se tornou um desistente, Levi? – perguntou se aproximando a passos lentos, como um predador.

O cheiro de umidade invadia as narinas do Ackerman de uma forma bem conhecida.

De repente sentiu um forte aperto no seu rosto e reconheceu a mão suja que o segurava.

– Me responde! – falou mais alto.

– Eu nunca vou responder o que você quer, Erwin. – falou com voz rouca.

– Você vai aprender a se comportar…!

– Não me leve a mal, sobrancelhudo, mas depois de meses aqui acho que você já deve ter notado que eu não vou respeitar loucos como vocês.

– Tragam-me a próxima amostra e amordace ele, não quero ter que ouvir os gritos dele de novo.

– Certo! – falou dois dos seguranças que estavam na porta. A sala era mais macabra do que dita um laboratório, escura e cheia de umidade. Parecia aquelas salas de tortura da idade média.

"Não adianta resistir, eles não vão parar até eu virar a máquina perfeita" – pensava Levi enquanto sentia sua boa sendo coberta por um pano com um cheiro estranho. O que ele não sabia, era que a sua hipocrisia iria cair por terra, assim que os mares turmalinas fossem ao encontro dele.

14 de Junho de 2019 às 18:03 0 Denunciar Insira 0
Continua…

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