Stay Seguir história

liraelfica Sigma Y

"Eu preciso de você para continuar me ensinando a ser forte! O que será do amanhã sem você, K'? Você estará aqui comigo ou me deixará sozinha? " [Kula & K]


Fanfiction Jogos Impróprio para crianças menores de 13 anos. © KOF não me pertence, todos os direitos reservados à SNK

#snk #Thekingoffighters #kof #K'Dash #Kula #drama #família #violência #K'
Conto
0
580 VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

Capítulo único



{Pov Kula}


Deitada sobre o colchão que fora colocado anteriormente por Máxima afim de trazer-me um pouco de conforto naquele depósito abandonando, percebo que fui deixada para trás, mais uma vez, de quaisquer infortúnios gerados por uma missão do qual mal consigo compreender no momento. Sinto-me abraçada pela solidão e afagada pela escuridão com a intenção de persuadir meus sentidos e induzir-me o repouso. Contudo, com meus pensamentos voltados para os problemas eu mal consigo fechar os meus olhos.

Observei os cristais brilhando preguiçosamente acima de mim. Toco aquela ínfima molécula que desmancha levemente sobre meus dedos. Acostumada com a sensação térmica, antigamente pensava que nada mais poderia irradiar em meu ser. Sinto-me completamente submergida em um mar escaldante, onde borbulhantes ondas de emoções me encobrem diariamente, tentando me afogar neste oceano de sentimentos. A partir do momento em que conheci o senhor das chamas flamejantes, meu coração tem estado em constante turbulência.

Desde que perdi Candy¹, eu tenho estado em meu limite, procurando pela verdade. Tomada pelas memórias de tudo que tenho passado, persigo incansavelmente por sua voz no espaço vazio. E tudo o que consigo ouvir são os sermões do K’ que com o tempo, tornaram-se minha nova fonte de reabilitação! Ah, se eu pudesse ouvir a sua voz nesse instante, eu sei que eu estaria bem! Irônico, não? Submeter o coração para alguém que deveria destruir. No entanto, ele foi o único a me estender a mão em um momento crítico de minha vida. E agora, ele não está aqui. Como pude me tornar tão dependente de sua presença?

Escuto o ranger da porta. Levanto rapidamente e corro em direção ao barulho. Vejo uma pessoa escorada sobre o metal gélido da portaria e graças a iluminação do poste, próximo da entrada, consegui visualizar perfeitamente a figura que forçava o ar pelos pulmões.

— Máxima! - Aproximei do grandalhão e observei a sua feição aturdida. — O que aconteceu? Onde está o K'? - Passei o olhar por todo o terreno não vendo nada além de uma estarrecedora penumbra.

— Ele estava logo atrás... - Soou forçoso conforme lutava para respirar.

Antes de concluir a sua frase eu simplesmente o deixei onde estava e segui adiante. Ouvi Máxima gritar pelo meu nome, mas ignorei. Desci pelo cômoro e continuei o caminho pela ferrovia. Ouvia o som dos grilos sob a mata alta. O vento abrandava suavemente minha face, mas não minhas emoções. Lembro-me perfeitamente de vê-los caminhando por aquela área, seguindo em direção a um determinado local, mas para onde exatamente? Ambos podiam perfeitamente terem deixado a trilha e seguido por um outro caminho. Deveria ter perguntado para o Máxima antes, mas pelo seu olhar, não tinha a menor intenção de revelar-me o paradeiro do amigo. Porque?

Relâmpagos expandiam-se pelo horizonte comumente seguidos por uma alarmante onda sonora. Gotas d’água caíram sobre minha face e congelaram-se instantaneamente devido a minha aura. Gritei pelo seu nome diversas vezes e nada. Ouvi estranhos sons que pareciam mais como balas perdidas. Corri em direção ao barulho. E quanto mais apertava os meus passos, mais os sons distanciavam-se de mim. Ouvi gritos e disparos que me alertam do perigo iminente. Avistei algumas luzes e ao aproximar percebi que se tratava de corpos totalmente incinerados pelas chamas. Caminhei devagar, desviando dos cadáveres que encontrava pelo caminho. Analisei o terreno com atenção, atenta a qualquer movimento ou ruído.

Escutei alguém estarrecer bem próximo de mim. E aquela voz, grunhindo pesarosamente sobre meus ouvidos acarretou-me uma profunda desordem emocional, tanto que não percebi que minhas pernas se moveram automaticamente ao encontro do som. Deparei-me com um homem caído de joelhos. Segurei firmemente em seu ombro, puxando-o para trás e chamei pelo seu nome em minha aflição.

— K’?! - Olhei atentamente para o seu rosto e assustei. Retirei imediatamente a mão de seu ombro, deixando aquele pobre homem cair sobre os trilhos. O seu rosto estava desfigurado conforme a queimadura. Olhei para os lados angustiada e coloquei as mãos sobre a cabeça. — Onde está você... Onde está você...

— Kula, o que está fazendo?

Virei para o dono daquela preciosa voz e deixei as lágrimas que tanto forcei para inibi-las desabarem líquidas em minha face. Sorri abertamente para o outro que permanecera com um olhar impassível. O abracei com força, o suficiente para ouvi-lo resmungar qualquer coisa, mas para a minha surpresa ele retribuiu.

— Você não deveria estar aqui. - Soou firme como de costume.

— Como ousa... - O encarei por cima vendo-o levantar uma sobrancelha. — Eu não preciso que me proteja. E eu não quero estar distante quando estiver numa missão, ou seja, lá o que for.., como ousa a me deixar de fora? Porque? Diga-me K' porque está fazendo isso?

Senti suas mãos segurarem firmemente em meus braços e afastar o meu corpo. Encarou-me nos olhos, desta vez, de uma forma fraterna. Ah! Como eu odeio e amo aquele olhar. Sinceramente eu não sei o que sentir. É uma mistura de emoções das quais eu não sei definir. Tudo o que sei é que sempre vou precisar daqueles olhos para me guiarem na escuridão. De suas mãos para segurarem fortemente as minhas, não me deixando cair em nenhum momento dos pedrosos caminhos.

— Kula, eu...

Soltei-me de seus braços, grunhindo como uma fera, devido minha fúria. E pela primeira vez consegui esbravejar minhas emoções para com ele que sempre obteve meu silêncio ou sorrisos dentre palavras que não faziam muito sentindo, não para ele, imagino. Uma forma que encontrava de demonstrar meu carisma por ele, a forma como sentia-me feliz com sua presença. E dessa vez, eu estava chateada. Não havia formas de esconder isso.

— Não venha com desculpas que eu não posso arriscar a minha vida. E quanto a você? Pode ficar arriscando a sua dessa forma? Diga-me o que será de mim caso acontecer algo com você? - Enxuguei as lágrimas que caíam com maior frequência. — E não diga que eu tenho o Máxima. Ele estaria no fundo do poço assim como eu. Você não entende? Eu preciso de você do meu lado, preciso de você para manter-me forte para superar as dores da vida. Eu preciso de sua mão para me guiar, para me ajudar a sobreviver. Eu preciso de você para continuar me ensinando a ser forte! O que será do amanhã sem você, K'? Você estará aqui ou me deixará sozinha?

Coloquei as mãos sobre o rosto tímida, sem entender exatamente o motivo por isso. Talvez por mostrá-lo a minha fraqueza. Eu não queria que fosse assim. Eu queria ser forte o suficiente para ele, para nós. Conquanto, ainda sou fraca demais para suportar a sua ausência. E acredito que nunca poderia superar isso.

Senti seus braços envolverem o meu corpo em um forte abraço. Afagou os meus cabelos ternamente, fazendo-me suspirar com seu zelo. Segurou levemente em meu rosto, obrigando-me a encarar aqueles grandes orbes azuis.

— Prometo que isso nunca mais vai acontecer, tudo bem? De hoje em diante , manterei você próxima. O suficiente para vigiar os seus passos, mocinha. - Beijou minha testa, algo que nunca fizera antes, em seguida afastou.

Fiquei estática. Completamente extasiada pelo seu afeto que demonstrara de uma forma que eu jamais imaginei que constataria um dia. Este virou-se para mim e puxou-me pelo pescoço e bagunçou os meus cabelos fazendo-me sorrir no processo. Em meu interior tive a certeza de que éramos mais do que amigos, somos como irmãos.

Seguimos juntos pela escuridão afim de encontrarmos com o Máxima. E durante o percurso ele explicou que aqueles homens eram agentes da Nests que estavam nos perseguindo. Odeio me sentir vulnerável. K’ não era somente minha força, mas também minha fraqueza. E eu preciso encontrar um equilíbrio. O problema é que não faço ideia de como fazê-lo. Talvez, o melhor a fazer é deixar fluir e proteger minha nova família.



Glossário:

1. Candy: Um robô que acompanhava Kula em suas missões. Foi colocado uma leve personalidade em seu circuito para que desenvolvesse sentimentos fraternos por Kula. Durante os eventos de The King of Fighters 2000 , Kula e Candy foram ao espaço para destruir o Zero Cannon. Com o canhão destruído, Kula acaba caindo para a terra firme, mas Candy se sacrifica para salvá-la.


14 de Junho de 2019 às 16:35 4 Denunciar Insira 1
Fim

Conheça o autor

Comentar algo

Publique!
Luana Lodi Luana Lodi
Caramba, essa história foi um misto de AIMEUDEUS e iti malia no final. Sinceramente falando, amei sua escrita e olha que não sou muito chegada em primeira pessoa. Espero pela oportunidade de ler mais coisas suas, de coração. ♥

  • Sigma Y Sigma Y
    Oi Luana, muitíssimo obrigada pelo comentário! Fiquei felizona em saber que gostou da minha escrita ! Eu costumo escrever muito em primeira pessoa, mas também escrevo em terceira. Assim que possível vou tentar postar mais aluma história. Obrigada mesmo, de coração ! 3 weeks ago
  • Luana Lodi Luana Lodi
    Eu vi que tu escreve pelo Nyah também. Se teu user for o mesmo daqui, vou te procurar e xeretar mais das suas histórias. 3 weeks ago
  • Sigma Y Sigma Y
    Eu não tenho mais conta no Nyah querida, sorry :( 3 weeks ago
~