Miro e a Esquila Seguir história

sophiagrayson Sophia Grayson

Era um dia quente no Santuário de Athena, no qual por tanto calor, a Deusa da Sabedoria deu folga a todos para descansarem. E por que não irem a praia? Isso se Miro chegasse na mesma, pois um certo bichano se grudou nele.


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

#fluffy #comédia #saint-seiya #cavaleiros-do-zodiaco
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Capítulo Único

Era um dia quente no Santuário de Athena, fazendo com que seus habitantes se curvassem rendidos ao poderoso astro solar que se destacava no alto do céu azul e sem nuvens, reinando com todo o seu poder.

A deusa guardiã da Terra em piedade de seus amados cavaleiros e os demais que moravam em sua proteção, deu-lhes folga, até que esses dias sôfregos acabassem.

Assistia com tristeza os treinos no Sol infernal e a dificuldade de seus Santos em manter-se em pé. Se negou a continuar a presenciar isso, dando sua palavra final.

A própria deusa que vocês poderiam achar que estava bem com todo o calor, penava. Recorreu a suas damas de companhia, Shunrei, a namorada do cavaleiro de Dragão, e a mais nova nas terras gregas a estrangeira Sophia, que de forma inacreditável conquistou o coração do patriarca Shion. Pediu a elas para resolver o problema de seus logos cabelos, que a sufocava nesses períodos. Até disse em um dos momentos que poderia passar a tesoura, chamando atenção do Grande Mestre que deu um sermão para a jovem não fazer algo tão inapropriado. Um pouco conservador da parte do ariano que tinha uma intuição que a namorada iria puxar sua orelha mais tarde.

Fitava o patriarca que estava completamente descaracterizado, com uma camiseta roxa em cor extremamente exótica, short marrom, chinelos, com as longas madeixas loiras presas em coques e grampos, que vários fios rebeldes caiam em cascata sobre o rosto suado. Procurava na confusão do baú e nécessaire, os protetores solares.

Comeu o pouco de sorvete em sua tigela, as meninas estavam na cozinha em busca de mais no parco estoque do Templo – teria que comprar mais depois – tanto para a deusa, como para os Santos.

E falando em Santos, o guardião de Escorpião teve uma ótima ideia para se refrescarem naquela manhã, que seria a praia logo próxima ao Santuário.

Praticamente Saori pulou, assustando os demais, aceitando a ideia e exigiu que todos fossem. O que não teve negação. Nem por parte de Shaka, que gostava de ficar em isolamento.

Os treze partiram para se arrumarem e pegarem o necessário para um dia na praia. Agora a deusa esperava Shion e os protetores para então seguir seus guardiões.

E falando no grande Santo de Escorpião, vamos contar a pequena aventura, que desde o início é a intensão dessa história. Ele com toda sua grandiosidade e esperteza, fora o último a deixar as Doze Casas – sem contar com a deusa – o motivo para isso foi que se esqueceu onde deixará sua prancha de surf, levando duas horas para o tal feito se concluir.

Devem estar se perguntando se o escorpiano surfa. Não, ele não surfa. Tanto que sua prancha estava acabada pelo desuso. Mas nunca se é tarde para aprender. E iria aproveitar bem sua segunda chance de vida.

Desceu as escadarias desfilando lindamente, ou pelo menos era isso que achava, já que tinha olhares tortos voltados para ele. Carregava tortamente a prancha pela inexperiência, chegando a ser cômico e humilhante.

O rosto do grego estava todo lambuzando de filtro solar, assim como o restante do corpo, sua pele bronzeada estava mais branca que um papel. Vestia uma camisa florida de botões, aberta, mostrando seu tanquinho, short de banho azul neon, parecida com de um personagem de Free!!! Era o único corajoso o suficiente para ostentar as longas e abundantes cabeleiras rebeldes, que caiam nos olhos claros, que eram ajudados pelo vento escaldante.

Para os espectadores de longe, tinha a seguinte imagem: Uma fusão de ouriço, com humano e vestimentas ridículas com cores berrantes, que trotava como uma mula manca. Alguns tiravam fotos e filmavam, afinal não era todo dia que um Santo de alta patente era tão ridículo.

O escorpiano não se importava com o calor, deveria ser tão resistente quando ao exoesqueleto do aracnídeo. Sonhava acordado em como o dia estava bom e bonito, sem surpresas, treinos, deuses enlouquecidos com alguma rixa com Athena. Ah, claro se não fosse por um esquilo. Sim, um esquilo.

Passou por debaixo de uma árvore como qualquer pessoa normal faz em seu dia a dia, pouco se importando com a planta. Mas com ele as coisas eram diferentes, sentiu algo pesado cair em seu cabelo e pela força da inércia – Lei de Newton – caiu de cara no chão. A prancha quincou, terminado seu caminho para a praia, batendo em alguém, no qual descobrira depois ser o Shaka. Muito encrencado ficou.

O loiro tirou sua face do chão, com sangue no olho, se tivesse visão de calor como o Superman teria matado quem tivesse pela frente, além do causador da queda, claro. Cuspiu o pouco de terra que havia entrando em sua boca sentindo algo andando em seus cabelos.

Deslizou os dedos nas madeixas mal penteadas, retirando uma bola de pelos amarronzada, encarando logo depois o que era.

Um esquilo, sim, isso mesmo, um esquilo. Dos mais fofos que tem, pelos marrons com a barriguinha branca, olhos da mesma cor da pelagem, hipnotizadores e intensos, barbinha, boquinha típica dos roedores. Lembrava um hamster. Era uma fusão fofíssima das duas espécies!

Miro ficou desconcertado, a raiva que apossou dele se evaporou completamente.

O esquilo – que descobrira ser fêmea – abriu sua mimosa boquinha. O grego sentiu medo daquele ser de pura fofura radiante e charme inocente. Era de paralisar e ficar que nem um idiota abobalhado. Ah! Seria possível estar sendo atacado pela Restrição daquela esquila?

Tremeu, era como se estivesse enfrentando um ser pior que os Espectros.

Pulou, ficando rapidamente de pé não se importando com as dores que se apossava de seu corpo por causa da súbita queda. Foi até a árvore e grudou o animalzinho no tronco, saindo desesperado com medo do roedor. Só para segundos depois sentir a pequena agarrar seus cabelos novamente.

Em pânico e amedrontado pelo pequeno roedor, tentou em vão tira-la novamente de si.

- Cai fora! Sai infeliz! – gritou enquanto o bicho fugia, correndo pelo seu corpo e de suas mãos atrapalhadas. Foi de encontro ao chão – novamente – quanto teve êxito.

Seus olhos azuis encararam raivosos o bichano, que levantou suas mãos e sorriu – é sorriu, da forma como um esquilo faz. Miro arregalou seus orbes, tinha algo errado com sua visão, ou tomara muito café, pois o animalzinho tinha brilhinhos ao seu redor ressaltando sua beleza.

Uma gota de suor no qual incrivelmente surgiu, desceu em seu rosto esbranquiçado, fazendo um caminho evidenciado ainda mais o uso do filtro solar.

Aquele esquilo não era normal. Lançou-a de volta na árvore, somente para repetir o ocorrido de minutos atrás.

- Minha deusa! – sacolejou o corpo tentando se livrar o bichinho – Me ajude!

No mesmo momento a jovem deusa se esbarrou com essa cena, não entendendo bulhufas. As damas de companhia olharam torto, não acreditando no que viam, o Grande Mestre tirou disfarçadamente o celular para registrar aquele momento.

- Miro? – chamou Athena confusa. Logo o loiro arregalou os olhos quase caindo assustado – novamente.

- Senhorita Athena! – conseguiu tirar o esquilo de seu cabelo, tentando disfarçar o que ocorria. Sem muito êxito.

- O que está acontecendo? – se aproximou com os demais logo atrás. O escorpiano coçou a cabeça sem graça.

- Nada demais, minha senhora, só esse esquilo que não queria desgrudar de mim – mostrou o roedor. As garotas olharam admiradas para a fofura da bola de pelos. Se apaixonaram.

- Não era bem o que parecia – murmurou Shion, arrancando um olhar ameaçador do guardião da Oitava Casa. Já não bastava Miro ter pagado mico na frente de sua deusa, ainda tinha que falar?! Se soubesse as filmagens... O Mestre gesticulou em rendição. Não queria problemas em pleno dia de calor intenso.

- Que fofa! – a deusa afirmou, passando os dedos de leve nos pelos do bichano – E ela gostou de você, fica bem à vontade e calma – percebeu admirada. Não era sempre que via isso. Miro rodou os olhos “Não me diga”. Entregou a esquila para deusa, só para a mesma pular e voltar aos seus cabelos. Escutou risos – Você a conquistou mesmo!

Suspirou e aceitou a derrota. Athena e companhia já faziam abobrinhas de como seria bom para o escorpiano ter um bichinho de estimação. Assim como todos os cavaleiros deveriam ter. Estavam com a vida muito monótona.

Miro sentiu que nada de bom viria disso. O pior era que não achavam estranho um animal do nada se grudar em uma pessoa e não querer sair? Pelo visto isso não se passava pela cabeça das meninas e sua senhora.

Voltou-se para o Grande Mestre que só observava.

- Não acha estranho? – apontou para a cabeleira, onde a esquila se amontoava.

Shion fez uma careta, diminuindo os passos para ficar ao lado do loiro mais novo.

- Um pouco, talvez... – afirmou, fintando sua noiva a falar e gesticular para com Athena e Shunrei.

- Pode me ajudar a me livrar dela? – viu o mais velho arregalar seus orbes castanhas.

- Acho que não seria bom – apontou para a deusa e as meninas, que se mostravam muito felizes com a ideia de ter animais de estimação. Miro bufou, sim sabia que poderia ser um escândalo, se ele livrasse do bichano e ainda tinha a deusa... decepciona-la seria pior.

Seguiram em rumo a praia, com um escorpiano azedo e uma esquila fazendo um ninho em suas madeixas, um trio de meninas falantes e cheias de planos, com um Grande Mestre fazendo a “escolta” logo atrás, carregando as bolsas cheias de coisas e comidas.

Era um bom dia.

4 de Junho de 2019 às 14:59 2 Denunciar Insira 1
Fim

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Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

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Sakura Angeli Sakura Angeli
Se o Milo atrair passarinhos, cervos e coelhos, já sabemos que a mãe dele possivelmente é a Branca de Neve XD Maravilhoso trabalho, Sophia!
10 de Junho de 2019 às 10:33

  • Sophia Grayson Sophia Grayson
    Hahaha é mesmo hahaha gostei! Obrigada meu anjo <3 10 de Junho de 2019 às 10:57
~