Cacciatore di Mostri Seguir história

u15514544731551454473 Luiz Fabrício Mendes

Giuseppe Garibaldi, o Herói de 2 Mundos: de importância tanto para a Unificação da Itália quanto para a Revolução Farroupilha no sul do Brasil, no séc. XIX. O que poucos sabem é que ele era na verdade um caçador de monstros, que veio ao nosso país à procura da Lança do Destino, escondida há muito pelos jesuítas em São Miguel das Missões. Não conhece essa versão da história? Pois então entre e descubra o maléfico plano de um vampiro que esteve no Brasil nessa mesma época.


Suspense/Mistério Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Parte I

(Conto originalmente publicado na antologia "História Fantástica do Brasil – Guerra dos Farrapos", da Editora Estronho).


Cacciatore di Mostri


I


O mar encontrava-se impetuoso aquela noite. Sob o céu fechado com densas nuvens escuras iluminadas de quando em quando por fortes relâmpagos, o Mediterrâneo, agitado, parecia disposto a remover de si qualquer embarcação por meio de suas ondas. Desafiando o furioso Netuno, um navio em particular enfrentava as correntes de modo valente, seu esporão perfurando como uma lança as descomunais massas de água. O convés estava alagado, os poucos marujos que ainda nele se mantinham vendo-se completamente encharcados. Não se intimidavam, todavia: o Santa Reparata já enfrentara tempestades piores, em posições ainda mais isoladas no alto-mar. Tão persistente quanto aquele barco era sua tripulação.

Tal característica combinava com o nome do navio, referindo-se à jovem mártir que, recusando-se a negar o cristianismo diante de seus perseguidores romanos nos primeiros séculos, fora atirada a um forno e saiu ilesa. Era certo que a situação em que se encontrava a embarcação naquele momento era o exato inverso da vivida pela santa – mas as condições se mostravam igualmente implacáveis. Da mesma forma como Santa Reparata contara com o poder de Deus para permanecer incólume no passado, agora aqueles navegantes mantinham viva em seus corações a fé no Altíssimo para chegarem vivos à costa da Sardenha.

Entretanto, a força de vontade dos tripulantes por si só não vinha se mostrando suficiente para resistir ao oceano durante aquela madrugada. Precisavam de coesão em suas ações para manter o barco emerso, e o capitão simplesmente desaparecera. A desorganização dos marujos vinha se mostrando mais e mais prejudicial para a sua sobrevivência, ainda mais depois que dois rapazes venezianos que cuidavam de uma das velas foram arrebatados pelas águas. Os corações de todos congelaram diante da cena. Foi quando um imediato barbudo e musculoso, proveniente de Marselha, bradou com toda força que havia em sua garganta:

Où est l'enfant? Où est l'enfant?

Por "enfant", o homem se referia ao garoto, filho do capitão, que também fazia parte da tripulação e que poderia, por certo, saber onde seu pai estava. Logo um grupo de marujos apontou para um menino franzino, de camisa e calças surradas e com pés descalços, que puxava uma corda junto à proa. Tão concentrado estivera até então nas tarefas pelo convés, que nem mesmo notara a ausência de seu genitor. Foi movido pelas, cada vez maiores, ondas e gritos dos companheiros que correu como um balaço em direção ao interior da embarcação, escorregando pelo tablado molhado e por pouco não caindo. Desceu pelas escadas quase rolando, penetrando assim nos estreitos corredores iluminados por lampiões que, assim como o resto do navio, oscilavam para lá e para cá ao sabor do mar revoltoso.

Apoiando-se nas paredes de madeira para não perder o equilíbrio em meio ao caminho instável, o rapaz passou por outros tripulantes que também corriam, ignorando-o em sua desesperada urgência. Procurava em cada rosto que via identificar a figura do pai, porém ainda se mantinha ausente. Seu ímpeto cresceu, passando a vistoriar rapidamente as cabines que encontrava, acabando por tropeçar em caixas e sacas de víveres. Esbarrou em mais marujos, colidiu violentamente as costas contra uma divisória quando o barco inclinou-se quase todo para a direita... e, enquanto se levantava trôpego, suas costelas estalando e seus ouvidos zunindo, um estranho som foi percebido.

Em meio ao caos que dominava o navio, uma voz mansa, aparentemente tranquila, se sobrepunha à desordenada orquestra de ruídos alastrando-se pelo interior da embarcação. Parecia pertencer a um homem, seu tom fazendo-o lembrar do avô – o indivíduo provavelmente sendo idoso. O jovem viu-se espantado diante de alguém conseguindo manter tal calma naquela desesperadora situação, e, depois de alguns passos, notou algo ainda mais intrigante: o misterioso personagem falava em latim, a língua de seus antepassados.

Movido por uma curiosidade incompreensível, o garoto esqueceu-se do navio, da tempestade, dos companheiros de tripulação e até do próprio pai, pondo-se a seguir a contida voz do velho. Tinha de descobrir do que se tratava – talvez por ser algo tão incongruente com o que acontecia ao seu redor, portando assim uma eventual solução para aquele infortúnio. Dobrou um corredor, tateando as trêmulas tábuas de uma parede... Até identificar a origem do som atrás da última porta do trajeto, num canto escuro mais afastado das luzes dos lampiões.

Pé ante pé, o rapaz chegou mais perto. As palavras tornaram-se nítidas, compreensíveis. Junto a elas, um estranho ruído abafado, remetendo, por mais estranho que parecesse, ao rosnar de um animal, foi também ouvido pelo recém-chegado.

Ergo, draco maledicte et omnis legio diabolica, adjuramus te per Deum vivum, per Deum verum, per Deum sanctum, per Deum qui sic dilexit mundum...

O garoto sentiu profundo receio em continuar. O indivíduo claramente recorria a Deus em sua fala, por certo numa oração para que o navio escapasse da tormenta, mas mesmo assim havia algo de macabro emanando daquela porta... algo de perverso. Já era, no entanto, tarde mais para voltar atrás. Com as frases em latim cada vez mais altas e os estranhos grunhidos claramente perceptíveis, o jovem empurrou o obstáculo de supetão, querendo ver-se logo livre daquela sensação tão aflitiva.

Seus olhos se fixaram em seguida numa cena que sua mente jamais viria a esquecer...

A cabine constituía dormitório singelo, dotado apenas de uma cômoda e uma cama, onde estava deitada uma moça de idade próxima àquela do inesperado visitante, seu corpo coberto por uma suada camisola – a pálida pele e os empapados cabelos igualmente ensopados. Presa ao móvel pelas mãos e pelos pés através de amarras de pano, debatia-se com intensidade, emitindo sons animalescos pelos lábios ensanguentados, mordidos por ela mesma. De pé diante da descontrolada menina havia dois homens: um era o capitão, pai do espantado rapaz, fitando a jovem com silenciosa consternação. O outro era o padre do navio, vestindo batina e mantendo uma Bíblia aberta numa das mãos, enquanto com a outra fazia repetidamente o Sinal da Cruz sobre sua fronte conforme seguia proferindo suas palavras:

Humiliare sub potenti manu Dei; contremisce et effuge, invocato a nobis sancto et terribili nomine Jesu, quem inferi tremunt, cui Virtutes cælorum et Potestates et Dominationes subjectæ sunt...

Petrificado, o garoto permaneceu fitando sua inquietante descoberta, seus olhos não ousando nem piscar. Pouco a pouco, a voz do sacerdote foi se tornando mais pausada e ainda mais mansa, até que a moça, após soltar alguns derradeiros berros, deixou de se mexer, seu peito respirando com crescente tranquilidade enquanto os membros relaxavam. Quando os três que a observavam deram por si, ela já dormia, ao mesmo tempo em que as ondas que se chocavam contra o barco subitamente cessaram, o mar sendo também tomado por inexplicável paz.

Esse foi o primeiro contato do jovem Giuseppe Garibaldi com o mundo aterrador e sombrio que quase sempre escapava aos olhos daqueles que não acreditavam nele.


II


Doze anos depois.

A colina do Janículo parecia um titã adormecido em meio à noite de lua cheia. Um dos pontos proeminentes na paisagem de Roma, a arborizada elevação tinha esse nome devido a ter constituído centro de adoração de Janus, o deus de duas faces, na Antiguidade. Era incrível como essa denominação ainda servia como uma luva ao lugar naqueles dias de então, já que indivíduos de dois rostos muito frequentavam aquelas cercanias. Seres que à luz do dia e aos olhos inocentes eram uma coisa, e que somente quando o sol se punha revelavam sua verdadeira forma.

Abominações da natureza que não deveriam ter o direito de existir.

Sob a sombra do antigo aqueduto, um homem caminhava sozinho, os passos de suas botas ecoando de leve pelas vias de pedra. A alva luz dos astros noturnos, banhando seu rosto jovem, revelava a tez clara, a barba castanha rala e os cabelos da mesma cor semiocultos numa boina. Usava traje semelhante a uma farda, com um manto escuro lhe cobrindo o tronco. A mesma peça escondia quase em sua totalidade uma comprida bainha que trazia à cintura – seu trunfo contra aquelas vis criaturas.

Chegou às imediações da igreja de San Pietro in Montorio, erguida no local onde o apóstolo dos apóstolos teria sido crucificado de ponta-cabeça. No início, o símbolo da cruz invertida remetia à humildade de Pedro em não se achar digno de morrer na mesma posição que seu mestre, porém os malditos filhos das trevas haviam convertido o emblema numa das representações do senhor do inferno. O vigilante da noite achava um sacrilégio tais aberrações rondarem o santuário, e sua revolta cresceu quando avistou, diante da fachada, o corpo de uma jovem nua, ensanguentado e inerte, jogado sobre o calçamento.

Apressou-se até o cadáver, abaixando-se para examiná-lo melhor. Faltava-lhe todo um braço – não havendo sinal algum dele nas proximidades – e toda a sua pele outrora pura via-se agora coberta de mordidas profundas, compondo aparência por completo desfigurada. A expressão da moça, com os olhos fechados e lábios retraídos, demonstrava incomum resignação. Talvez morrera orando pelas almas daqueles infelizes que a atacavam.

– Lâmias... – murmurou o rapaz, sua voz dotada de incrível rancor.

Erguendo os olhos, fitou a escadaria e a porta da igreja. Vestígios de sangue subiam pelos degraus até a entrada dupla de madeira, uma de suas divisórias tendo sido destruída – lascas e dobradiças pendendo sobre o espaço vazio que revelava, atrás de si, o interior sombrio da igreja. Os amaldiçoados haviam conseguido penetrar nele, mesmo sendo solo sagrado. Para se arriscarem assim, não deviam estar ali apenas para suprir sua necessidade de carne humana. Havia algo mais...

Avançou na mesma direção, devagar e cauteloso. Cruzou lentamente a porta quebrada, sendo engolido pela escuridão do templo violado. Apesar da santidade do ambiente, não conseguia mais transmitir segurança. Deteve-se logo, movendo as mãos o mais rápido que conseguiu para acender seu lampião. Prosseguiu então sem causar ruído, uma mão na cintura e outra a erguer pouco à frente de si o foco de luz, com a incerta redoma de brilho amarelo definindo alguns traços de afrescos e esculturas próximos.

Veio, então, o esperado berro, um som gutural que se assemelhava a um misto de grito e gemido. A lanterna iluminou a mulher pálida de cabelos até a cintura e unhas igualmente compridas, trajando a mesma camisola branca com a qual fora enterrada em seu túmulo, contendo grandes manchas de sangue. Deslocando a fonte de claridade de maneira brusca, o jovem acabou devolvendo a fantasmagórica figura ao breu, mas ergueu também sua outra mão.

Seguiu-se um murmúrio engasgado, simultâneo ao som de um rasgo.

Quando o lampião voltou à sua posição anterior, mostrou a mesma mulher inumana de joelhos, com um sabre atravessando por completo seu pescoço, ela em vão tentando retirar a fina e longa lâmina feita de prata.

Apresentando improvável classe em seus movimentos, o rapaz puxou de volta com os dedos o cabo da arma, fazendo a morto-viva cuspir sangue e cair de lado no solo, finalmente deixando de se mexer. Outros grunhidos se seguiram, porém, significando mais daquelas coisas a caminho.

O caçador depositou o lampião sobre o chão, bem diante de seus pés. Manteve a espada brandida numa mão, enquanto com a outra livre retirou algo de sua cintura. Guiado pelos sons nada discretos emitidos pelas criaturas, conseguiu localizá-las na parcial escuridão. A primeira foi decapitada por um ágil golpe de seu sabre, enquanto a outra, após o estrondo seguido de clarão causado pelo disparo de uma pistola, teve um balaço de prata enterrado no meio da testa. O rapaz guardou a arma de fogo e apanhou a lanterna de volta enquanto os monstros, entre espasmos, desabavam de costas pelo piso. Só três mesmo, ao que parecia.

O ambiente sagrado da igreja finalmente pôde deixar Giuseppe tranquilo.

Explorou o local, tentando descobrir a razão daquelas lâmias se encontrarem ali. Quase sempre atacavam residências ou pessoas desavisadas que permanecessem até tarde nas ruas, dando preferência sempre à carne mais nova que encontrassem. Suas vítimas favoritas eram crianças.

O que faziam naquela igreja, sendo que o próprio solo já as enfraquecia?

Garibaldi descobriu quando, portando o lampião, encontrou uma parede da igreja destruída: aquelas bestas abriram nela grande buraco. Seu fundo sempre fora oco, a julgar pela fina camada de alvenaria estilhaçada junto à abertura. Os amaldiçoados haviam descoberto algo sobre a igreja que muitos dos próprios clérigos não deviam saber. Atrás dos escombros o caçador encontrou uma escada em espiral, esculpida em pedra, indo ao subsolo. Resolveu descer.

Prosseguiu por alguns minutos, o nicho secreto tendo sido muito bem escondido nas entranhas da terra. Os degraus acabaram numa cripta, de dimensões não muito grandes, mas requinte digno dos tempos dos antigos imperadores romanos. Esculturas receberam Giuseppe, representando personagens que logo foram identificados como pertencentes ao Novo Testamento. E, no centro da câmara, existia um túmulo. A tampa retangular majestosamente talhada erguia-se poucos centímetros acima do resto do chão, um nome gravado nela em antigos caracteres latinos:


Cassius Longinus


Diante do achado, Garibaldi sentiu seu corpo estremecer, em seguida dominado por uma dormência decorrente de maravilhoso êxtase, colocando-se de joelhos diante da tumba.


III


– Eu declaro iniciada mais uma reunião da Sociedade dos Augustos.

"Sociedade dos Augustos". O nome da ordem secreta que, desde os tempos do Império Romano, vinha mantendo aquela península protegida de criaturas das trevas que ameaçassem sua população. Inicialmente pagã, posteriormente cristã – organizada sobre rígidos preceitos e congregando em suas linhas somente homens dispostos a darem suas vidas em nome do bem. Atualmente, o grupo republicano denominado "Jovem Itália" consistia uma de suas fachadas. Ao resto do mundo, uma sociedade que lutava pela unificação dos latinos. Para o submundo, temível grupo de caçadores de monstros.

Em torno da comprida mesa de mogno numa das mais luxuosas salas de um castelo isolado nos arredores de Gênova, alguns dos mais experientes membros da Sociedade encontravam-se reunidos, entre os quais Giuseppe Garibaldi. Tinham como pauta justamente a descoberta feita pelo rapaz em Roma, poucos dias antes.

– Como sabem, um grupo de lâmias, criaturas vampirescas criadas pela intervenção de um demônio, tentou violar um túmulo oculto dentro da igreja de San Pietro in Montorio, noites atrás – explicou o líder do grupo, Giuseppe Mazzini. – Nem mesmo nós tínhamos conhecimento da existência dessa tumba, mas, ao que parece, ela pertence a São Longinus, o centurião que perfurou o peito de Nosso Senhor durante a crucificação, crendo nele quando a água brotada de seu peito curou a cegueira que possuía. No entanto, não acreditamos que as lâmias estivessem interessadas no corpo do santo. O objetivo delas seria outro.

– Existem inúmeras lendas tratando da lança que Longinus usou para abrir o lado de Jesus – continuou Luigi Rossetti. – Esse artefato sagrado teria propriedades divinas por ter ferido o Filho de Deus, supostamente garantindo dons de proteção a quem portá-lo. Seria capaz, igualmente, de aniquilar qualquer ser que caminhe sobre a Terra, vivo ou morto, com somente um golpe. Durante séculos o homem procurou a Lança do Destino visando obter as graças de sua posse, utilizando-as para o bem ou para o mal. Mas ninguém havia encontrado sequer uma pista de sua real localização... até o momento.

– O mestre daquelas lâmias soube de algum modo sobre o túmulo de Longinus e acreditou que a Lança estaria lá, mandando seus lacaios para obtê-la – disse Garibaldi. – Ele errou, no entanto, e com isso descobrimos seu intento.

– Graças ao privilégio de livre acesso à Biblioteca do Vaticano, obtivemos algumas pistas – afirmou Mazzini. – A Lança teria permanecido por certo tempo no próprio Oriente, transferida de um lugar a outro da Palestina, até o general romano Tito destruir Jerusalém em 70 d.C. A relíquia foi então transferida para o Egito, permanecendo oculta num complexo de catacumbas mantidas por cristãos em Alexandria até a Sétima Cruzada, no século XIII, quando alguns Templários a levaram para a Europa.

– Há quem diga que a Igreja perseguiu e aniquilou os Templários apenas para obter posse da Lança – falou Rossetti. – Ela então passou de ordem em ordem dentro da instituição, terminando nas mãos dos Jesuítas.

– Os quais, em circunstâncias não esclarecidas, levaram-na para o Novo Mundo, mais precisamente para a área de Sete Povos das Missões, nos pampas da América do Sul – completou Mazzini. – No século XVIII, Portugal e Espanha disputaram a região com os Jesuítas, mas se desconhece se os monarcas dessas nações o fizeram por saberem ou não que a Lança estava ali. Pouco depois os Jesuítas foram expulsos de Portugal e as missões abandonadas. Desde então nem mesmo a Igreja sabe do paradeiro da Lança, apesar de alguns sacerdotes especularem que ainda esteja enterrada em algum ponto das ruínas da Missão de São Miguel Arcanjo, território do atual Império do Brasil.

– Essa região atualmente está em litígio, segundo me consta – assinalou Rossetti. – Estancieiros e comerciantes locais se revoltaram contra o poder imperial, desejando separar o sul do resto da nação.

– Nossos inimigos podem se aproveitar desse momento de instabilidade para obterem a Lança mais facilmente – preocupou-se Garibaldi. – Além disso, não sabemos até que ponto a Igreja pode manter essas informações ocultas de demônios e outras criaturas maléficas. Convém que ajamos o mais rápido possível para que essa relíquia não caia em mãos erradas!

– Alguém desta mesa se propõe a compor nossa vanguarda em terras brasileiras, visando a obtenção da Lança de Longinus? – indagou Mazzini bastante sério.

Todos os olhares se voltaram para a figura jovial e corajosa de Giuseppe Garibaldi. Além de ser o caçador mais habilidoso dentre eles, fora ele quem descobrira o túmulo do santo e trouxera a valiosa informação à Sociedade, tornando-se assim o mais capacitado para a missão. Felizmente, ele também estava inclinado a aceitá-la. Fitando os olhares dos companheiros que depositavam sincera confiança em si, respondeu firme:

– Eu, senhor Mazzini. Trarei a Lança de volta ao Velho Mundo. Pela glória da Itália e de Nosso Senhor.

28 de Maio de 2019 às 13:09 0 Denunciar Insira 1
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