Bad Romance Seguir história

blacksapphire nai

(Jinyoung/Jaebum) O plano de Jinyoung era tirar um tempo para pensar, mas com Jaebum as coisas nunca saem como planejado.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#bnyoung #bnior #jjproject #jinyoung #jaebum #got7
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Capítulo Único

Jinyoung pensou muito durante a noite anterior. Considerou o fato de estar sozinho com Jaebum novamente e, finalmente, colocou seu receio de lado e decidiu que era hora de ter aquela conversa. Fazia quase um mês desde a última vez que realmente estiveram sozinhos. A decisão de dar um tempo havia sido de ambas as partes, mas Jaebum se arrependeu no dia seguinte e começou a rotina diária de implorar para que Jinyoung e ele tentassem resolver o problema e finalmente pudessem ficar em paz no namoro que já durava 2 anos mesmo com tantas brigas.


— Jinyoung, Jaebum está subindo! — Anunciou Mark, do lado de fora do banheiro onde ele estava nos últimos 15 minutos encarando o espelho.

Ele não respondeu.


Os dois haviam concordado em ter a conversa em um lugar neutro e o escolhido foi a apartamento em que Mark morava sozinho.


— Jinyoung… — Repetiu o mais velho.


— Estou ouvindo — Disse ele, saindo.


Lá fora caia uma chuva forte durante todo o dia, e mesmo com as janelas fechadas, ele conseguia escutar o barulho. Mesmo no meio da tarde, o apartamento estava quase que totalmente escuro com as luzes apagadas e o tempo fechado. Tudo parecia triste.


— Tem certeza que quer fazer isso hoje? Você não parece seguro.


Jinyoung colocou a mão nos bolsos do jeans e deu de ombros.


— Tarde demais para amarelar.


— Ok, vou deixar vocês sozinhos, e volto quando você me mandar uma mensagem.


— Obrigado hyung.


Mark sorriu, pegou suas chaves e o celular na mesa de centro na sala e abriu a porta da frente quando Jaebum se preparava para bater.


Os dois se cumprimentaram rapidamente antes que o mais velho os deixasse. Jinyoung voltou-se em direção ao sofá, sem esperar para ver se Jaebum estava o seguindo.


— Nyoung… — Chamou Jaebum.


— Olá. Tudo bem? Não teve problema pra chegar aqui com essa chuva?


— Estou bem. Peguei um táxi. — Respondeu ele, ficando de frente para Jinyoung. — Podemos conversar?


— Claro. Mesmo que você não tenha nada de novo pra falar.


— Jinyoung…


— Jaebum, esse tempo era uma oportunidade para nós dois decidirmos se devemos ou não continuar esse relacionamento, e você concordou com isso, mas em menos de 24 horas depois, mudou de ideia. Mentiu para mim que estava disposto a fazer isso.


— Por que eu mentiria para você? Concordei em tirar um tempo para pensar no nosso relacionamento e cheguei a conclusão que amo você e quero continuar…


— Continuar um namoro em que brigamos ao menos uma vez por dia. Você não pensou em nada. Jaebum não podemos continuar assim.


— Entendo...


Jaebum levou as mãos até a cabeça sacudindo alguns pingos de chuva que ainda estavam ali no seu cabelo. Só então, Jinyoung reparou nos seus dedos arranhados e ainda sangrando. Ele sentia falta daquilo, cuidar dos arranhões que os gatos deixavam nas mãos do outro.


— Eu não sei o que você quer que eu diga Jinyoung.


— Quero que possamos ter um relacionamento saudável. Quero que você se esforce para isso. Quero poder suportar a presença do meu namorado sem me sentir sufocado…


— Se sente sufocado na minha presença? O que mudou Jinyoung? Não me ama mais?


Jinyoung não confiava em si mesmo para falar com coerência, não quando Jaebum estava ali na sua frente com aquele olhar desamparado, mesmo quando tudo o que saia da sua boca era mentira. Ele não tinha mais certeza se Jaebum ainda o amava, ou se estava apenas obcecado em não perdê-lo.


Qual era o propósito de ter essa conversa se não chegariam a nenhum lugar?

— O que você acha Jaebum? — Jinyoung respirou fundo e caminhou em direção a cozinha. — Quer chá?


— Não, obrigado. — Mesmo assim o seguiu. — Eu acho que você ainda gosta de mim, tenho certeza que sim. Mas não entendo o que está faltando.


Jinyoung não olhou para ele enquanto colocava água quente da garrafa em uma xícara e um pacotinho de chá de camomila logo em seguida.


— Se você leu todas as respostas que mandei para suas mensagens, você sabe muito bem o que eu queria com esse tempo separado. — Disse, enquanto adoçava sua bebida ainda sem olhar para ele que permanecia parado na entrada da cozinha.


— Eu li. E também escutei todos os recados que mandou pelo Mark. Sei o que você queria com esse tempo, apenas não entendo. Se existe uma longa discussão em sua cabeça, pode esquecer. Eu não precisei de um mês para saber o que quero, eu ainda quero estar com você Jinyoungie.


— Meu Deus! Com essa atitude? Cada vez mais acredito que não.

Jinyoung levou a xícara aos lábios dando um pequeno gole no líquido adocicado.


— Me chamou aqui para terminar comigo?


Jinyoung demorou a responder, enquanto dava outro gole.


— Te chamei para termos uma conversa sobre os problemas no nosso relacionamento. Mas já que você nem sequer os reconhece, acho que vou apenas tomar um chá e ir pra casa.


Ele colocou a xícara quase vazia na pia e virou-se para o outro.


— Na verdade, já estou indo.


— Não. Não antes de me aceitar de volta.


— Jaebum, o que eu disse está valendo. Não existe você e eu até que possamos resolver nossos problemas.


Ele caminhou para a sala passando por ele se esforçando para não tocá-lo. Encostar nele seria perigoso, seu corpo não o obedecia sempre. Jaebum o seguiu agarrou-lhe o braço e puxou-o na sua direção.


Jinyoung tentou libertar-se.


— O que está fazendo? Me solta!


Ele o puxou. Jinyoung tentou soltar-se novamente com mais força dessa vez. Jaebum procurou-lhe a boca, ignorando a força que Jinyoung fazia para se soltar de seus braços. Ergueu a mão para lhe acertar o rosto, mas ele era mais forte e o segurou, mesmo assim sem querer o atingiu com o cotovelo enquanto tentava se esquivar. Não sabia ao certo contra quem lutava, se era contra Jaebum ou contra si próprio. Jaebum arrastou-o de costas em direção ao quarto. Desistindo da luta, Jinyoung passou os braços ao redor do pescoço dele, mordendo a pele do pescoço com força. Seu corpo parecia queimar pelo desejo que sentia por aquele homem.


Se odiava pelo que sentia. Por ser tão fraco. O ciúme de Jaebum, o comportamento obsessivo que ele apresentava havia destruído o relacionamento que eles tinham, mas Jinyoung ainda o desejava tanto que sentia seu pênis já semi ereto apenas pela ideia de ter o outro dentro de si novamente, depois de tanto tempo.


A porta do quarto machucou-lhe as costas quando Jaebum o empurrou contra ela com força antes de finalmente abrir. O cheiro do chá de camomila e a colônia de fragrância almiscarada de Jaebum se misturavam ao cheiro de sexo e inflamava seus sentidos. Um pouco tonto, ele puxou o moletom de Jaebum com força arrancando do seu corpo e colou a língua a dele, provando o sangue na boca, onde havia o acertado. Mordeu os ombros e o pescoço, enquanto o ajudava a se livrar das barreiras de tecido que os separavam. Ele não estava preparado o suficiente, mesmo com todo o lubrificante que os dois carregavam sempre nas suas carreiras, não havia tempo para preliminares, mesmo assim, Jaebum o segurou pelos quadris com força e o penetrou, e apesar da dor lancinante, Jinyoung prendeu as pernas ao redor dele, forçando-o mais para dentro.


Raiva e desejo misturavam-se, e cada movimento tornou-se uma disputa de quem provocava mais dor no outro. Gemidos roucos saiam da sua garganta e as mãos de Jaebum agarravam seu corpo com força em todos os lugares. Ele debruçou-se sobre Jinyoung para morder sua orelha.


— Você é meu.


Foi a única coisa que ele disse antes de tomar a boca do mais novo com um beijo sensual e possessivo. Uma de suas mãos segurou ao redor do seu pescoço e o puxou mais apertado para si. E depois de alguns golpes mais fortes ao som dos murmúrios que repetiam:


— Meu, Meu, Meu…


O fogo explodiu dentro de Jinyoung.


Por alguns segundos, ele permaneceu quieto. Enjoado. Estava satisfeito depois de um orgasmo incrível, mas também estava arrependido.


Empurrou os ombros de Jaebum, tentando fazer com que ele se movesse. Quando ele não se moveu, ainda respirando ofegante, girou o corpo, saindo de debaixo dele, e levantou-se. O suor frio na sua pele o incomodava, queria tomar um banho, mas já havia abusado do apartamento do amigo. Apanhou suas roupas no chão e começou a se vestir.


Enquanto a adrenalina passava, Jinyoung começava a sentir os efeitos do sexo violento que haviam feito. Sentia seu corpo todo dolorido e podia ver as marcas das mãos de Jaebum começarem a ganhar uma cor mais escura na sua pele. Estava envergonhado. Olhou rapidamente para a cama onde Jaebum agora sentado o olhava de volta com um sorriso perturbador.


— Vai embora Jaebum. Já teve o que queria. — Disse por sobre o ombro.


— Acredito que você também queria. A menos que seja melhor ator do que pensei.


Jinyoung virou-se para ele no momento em que o outro se curvava para apanhar uma camiseta. Havia marcas avermelhadas nas suas costas e nos seus ombros, feitas pelas unhas e dentes de Jinyoung.


Afastou os olhos.


— Não devíamos ter feito isso. — Resmungou ele.


— Devíamos sim. É assim que resolvemos nossos problemas, não é? Vou esperar você lá fora para irmos embora juntos.


Jinyoung observou Jaebum sair do quarto batendo a porta. Soltou um suspiro quando finalmente relaxou o corpo e escorou-se na parede para não cair. O que havia feito?

17 de Maio de 2019 às 16:19 2 Denunciar Insira 0
Fim

Conheça o autor

nai [love my kpop boys] ficwriter black sapphire.

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Sailor Y Sailor Y
Mas gente.... Sua escrita é tão gostosinha de ler eu fico ❤️❤️❤️
18 de Maio de 2019 às 10:57

  • nai  nai
    Obrigada sis <3 4 weeks ago
~