Interfectorem (Mentes doentias) Seguir história

fernando-camargo1554138998 Fernando Camargo

Alaor vai levar o entulho de sua obra para um terreno baldio, e se depara com algo horripilante.


Conto Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#reforma #jovem #corpo #sangue #psicopatia #morte #enxada #interfectorem #mentes-doentias #assassinatos #violencia
Conto
0
3364 VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

Interfectorem (Mentes doentias)

- Isso é covardia. – Disse um homem de boné e blusão de couro marrom, ao encontrar o corpo de um jovem em um terreno baldio. Alaor estava ali por acaso, fazendo o que não devia, descartando entulho em local inapropriado e cometendo um crime sério, mas o que ele acaba de presenciar é muito mais grave, é hediondo. Nem havia clareado o dia, e Alaor saiu de casa sem fazer barulho. Não queria acordar a esposa e tão pouco chamar a atenção da vizinhança. Foi até a garagem, e de lá tirou uns sacos cheios de sobras de construção, restos de tijolos quebrados a marretadas, reboco velho, todos vindo do seu lar.

A reforma tinha tido inicio a pouco menos de uma semana. Dois homens dividiam a tarefa, um era pedreiro; um homem de aspecto estranho, barba grande, magro, e de cigarro enfiado entre os dedos. Já o ajudante era gordo e desajeitado, vivia perguntando se o almoço estava pronto, era um morto de fome. Alaor colocou os sacos em cima de uma velha carriola e saiu lentamente pela rua. Foi rezando durante o trajeto para o carrinho não fazer nenhum ruído, mas um rangido chato, parecido com uma velha porta se abrindo podia facilmente ser notado.

Como proteção o terreno dispunha apenas de um portão de madeira, de fácil manuseio. Alaor o abriu e foi empurrando a carriola até se deparar com algo repugnante. O corpo de um homem sem a cabeça. Pelas roupas deu para notar que se tratava de alguém de pouca idade, uns vinte um anos provavelmente, pois vestia bermuda de cor bege, camiseta branca e usava tênis de cor cinza com cadarços na mesma cor, mas em um tom mais escuro.

Tateou o bolso da blusa tentando encontrar o telefone, mas não estava com ele. Havia deixado o aparelho na mesa da sala. Desesperado, andou pelo terreno e pisou em algo bizarro. Quando olhou para o chão se deparou com uma cabeça. Ela estava sem os olhos e a boca estava aberta, num grito de horror.

Alaor ficou petrificado. Em seus pés uma cabeça, a poucos metros de distância um corpo. O medo era tanto que ele não conseguiu reconhecer a vítima, não queria olhar, mas precisava fazer aquilo e avisar a polícia. Foi-se inclinando. Atrás dele uma sombra humana segurando algo nas mãos, ele não estava vendo. Passos arrastados e barulhos de mastigação, o latido de um cão e uma pancada; Alaor estava caído, morto.

O assassino era um homem gordo com cara de idiota, que vestia um macacão sujo de cimento seco, seus cabelos estavam sujos e seu olhar era assustador e seu sorriso não demonstrava nenhum sentimento.

- Há. Desculpa patrão, foi sem querer. Eu falei ‘pro’ senhor não vim aqui nesse terreno, mas o senhor é teimoso. – Disse o ajudante de pedreiro, que mastigava um sanduíche de mortadela, enquanto segurava uma enxada melada com sangue fresco.

11 de Maio de 2019 às 11:48 0 Denunciar Insira 119
Fim

Conheça o autor

Fernando Camargo Escrevo desde os oito anos de idade, culpa da professora de português. De tanto gostar de fazer isso (escrever), resolvi estudar jornalismo. Formado, atualmente eu passo meus dias a criar personagens e novas histórias.

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~