Meu amigo Charles Seguir história

misterlolla Lolla S.

Eve, uma adolescente depressiva e odiada por todos ao seu redor. Mas após conhecer Charles -um garoto totalmente estranho- tudo começa a mudar, ela se vê pela primeira vez 'vingando' todos seu males.


Horror Horror gótico Para maiores de 18 apenas.

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Prólogo

Contos de fadas não são reais, isso é evidente... Para os não-inocentes, como nós. Contos de fadas são histórias contadas para crianças dormirem, ou para lhes fazer se sentirem mais encorajadas em relação à algo... Bobagem. Ninguém nunca explicou que estes contos deixariam de serem puros após nossos 13 anos quando começamos nossa pré adolescência e por fim; acabar de vez nosso encorajamento infantil.


Na verdade nunca acreditei muito em finais felizes de tais princesas ou fábulas, para mim, eram apenas uma coisa boa que acontecia temporariamente, pois, logo após tudo aquilo alguém apareceria e acabaria com toda aquela 'felicidade' momentânea. Agora, eu acredito que estes contos são capas para encobrir a verdade obscura do mundo real. Mas, mesmo com tudo isto, todos amam ou já amaram um tipo de fábula ou conto, pois isso já fora parte do sorriso de alguém... Algum dia.


Quem nunca se apaixonou pelos sapatinhos vermelhos de Dorothy, ou nunca se emocionou no amor verdadeiro de Bela por aquela fera, ou então, temeu por mentir e ficar como Pinóquio? Quem nunca? Que atire a primeira pedra. Mas, por favor, não se apaixone muito... Pois todos estes são mentiras, mentiras assim como tua família 'perfeita' mente para você sobre algo, assim, como seus amigos podem mentir sobre você ao se virar de costas.


Já está na hora de acordar, olhe para frente e e veja o que o mundo é de verdade.


Remédios. Analgésicos, para acabar com a dor. os anti-depressivos são hipnoses para acabar com aqueles suicidas com medo da morte chegar.


Não no meu caso, eu quero a todo custo tocar numa lâmina e puxá-la com rapidez. Acordar era a coisa mais difícil, sentir o calafrio logo de manhã por lembrar das coisas passadas era ruim demais... Ou até mesmo quando fechava as janelas e verificava por medo de enxergar a aura negra da morte fugir de mim.


Eve era um nome bom para alguém impuro, não? Se eu pudesse trocar minha identidade, eu colocaria de Lucifer.


Como havia dito, acordar era doloroso, e estava sendo agora. Ouvindo a voz de meu pai vindo do outro lado da porta, enquanto abria meus olhos lentamente para não arder sobre a luz vinda da janela aberta. Avisei a meu pai que estara acordada, e voltei a me deitar, deixando de lado o colégio que já não me fazia falta. Se tinha uma coisa que gostava de fazer neste momento era dormir.


Três horas depois de voltar a deitar-me, acordei voluntariamente. Logicamente não tinha ninguém em casa, minha madrasta tinha ido trabalhar assim como meu pai, era estranho para mim ver meu pai se casando com a própria secretária após dez meses que minha mãe morreu. Logo agora, essa vadia estava grávida.


Três, meu número da sorte. Três comprimidos, três pilulas, três analgésicos contra a dor. Todos na mesma horas, tomar três doses com três cada.


Eu iria acabar maluca, louca, lunática. Tudo estava começando a ficar cada vez mais leve e ao mesmo tempo muito, muito delicado. Eu sentia a maquiagem do dia anterior começar a escorrer de pouco em pouco, mas, era só impressão. O que acontecia mesmo era tudo a minha volta começar a rodar e o peso da minha mente me fazer rodar, e o sonambulismo comandar meu corpo completamente.


Corri direto pra sala, deitei-me no sofá enquanto ouvia o telefone reproduzir uma mensagem gravada da minha madrasta, algo que não dei importância alguma, voltando a atenção para o meu descanso pós droga.


Vi aos poucos pela janela da sala, o dia passar na lentidão de uma vida acabada. O anoitecer nunca demorou tanto para chegar como demorou hoje, a lua se desenvolvia aos poucos no meio daquele céu escuro e cheio de estrelas insignificativas para a humanidade.


Corvos rondavam minha casa numas sete, oito horas da noite. Achei que tinha algum rato ou gato morto por ali, mas, eles não desciam no chão, ficavam girando bem em cima da luz que a lua estava a transmitir. E mais de seis vezes eu ouvia o locutor do telefone a tocar, uma mensagem gravada de minha madrasta falando que nem ela mesma ou meu pai voltariam aquela noite para jantar e dormir.


Bom era sim eles irem viajar e me deixar só ali, não sabiam como estavam sendo errados me deixando sozinha naquele lugar, tenho ataques de depressão e ataques de pânico, nunca sei quando vou estar sã para poder deter a vontade de me jogar na frente de um carro.


As horas passavam, oito, nove, dez horas...


As novelas passavam os meses, dando origem a uma nova fase de roteiro. Na minha vida, passavam as dores antigas, dando espaço a novas.


A campainha do local estava ecoando pela casa, alguém estara a porta, e eu exitando em olhar no olho mágico para verificar. Não vou abrir a porta e dar de cara com um assassino sociopata em série. Não vou morrer desse jeito!


corri até a porta e peguei o pé de cabra ao lado, agarrei a maçaneta e girei segurando a porta com força.


Nada.


Ninguém.


A caixa jogada na frente da porta, era pequena, coberta de um papel amarelo. Não dizia nada, só meu nome em cima.


Olhei para os dois lados, nada, apenas alguns carros estacionando numa casa próxima a minha, mas, isso era diariamente, o carro do homem da casa.


Ainda segurando o pé de cabra por trás da porta, peguei a caixinha e entrei em minha casa.


Tranquei a fechadura com duas voltas. E coloquei a caixa em cima da mesa, ainda sofrendo dos remédios, minhas mãos tremiam para abrir a caixa, e meus olhos giravam de cansaço pelos medicamentos.


A caixinha de papelão era totalmente apenas cheio de saco bolha, mas, no fundo do pacote, no final, chegando ao outro canto da caixa, se encontrava um pedaço de vidro colorido , era o desenho de um olho, verde.


Coloquei de volta na caixa e subi para o quarto, com todo aquele local com as luzes apagadas. Se aquela vadia encontrar as luzes acesas me mata.


Enfiei a caixa por debaixo da cama em-madeirada de meu quarto estreito. Logicamente o papelão estara aberto, só coloquei o vidro de volta ali seu lugar de origem.


Cigarro, o cheiro do fumo queimado estava aos poucos começando a adentrar as quatro paredes, deixando um fedor horrível. Meu pulmão já já estaria adoecido pela tortura daquela fumaça.


Tranquei a janela.


Mesmo assim o cheiro do fumo não sumia.


Deite-me mesmo assim, esquecendo o que o cheiro causava.


Apaguei a luz, e no canto, no canto da quarta parede do quarto, um par de esmeraldas estava a fitar-me, eu percebi, mas, nem me estremecer eu fiz, não dava pra descifrar a face da sombra escondida do local escuro.


Ele me encarava, mas, aquilo não me dava medo.



Aquela coisa que estava me olhando, eu gostava dele...



26 de Abril de 2019 às 09:27 1 Denunciar Insira 120
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Karimy Karimy
Olá! Escrevo-lhe por causa do Sistema de Verificação do Inkspired. Caso ainda não conheça, o Sistema de Verificação existe para ajudar os leitores a encontrarem boas histórias no quesito ortografia e gramática; verificar sua história significa colocá-la entre as melhores com relação a isso. A Verificação não é necessária caso não tenha interesse em obtê-la, então, se não quiser modificar sua história, pode ignorar esta mensagem. E se tiver interesse em verificar outra história sua, pode contratar o serviço através do Serviços de Autopublicação. Sua história foi colocada em revisão pelos seguintes apontamentos retirados dela: 1)Pontuação: "Eve, uma garota depressiva e odiada" em vez de "Eve, uma garota depressiva, é odiada"; "nossos 13 anos quando começamos nossa pré adolescência e por fim; acabar de vez nosso encorajamento infantil" em vez de "nossos 13 anos, quando começamos nossa pré-adolescência e, por fim, acabar de vez com nosso encorajamento infantil"; "pois, logo após tudo aquilo alguém apareceria" em vez de "pois, logo após tudo aquilo, alguém apareceria" ; "assim, como seus amigos" em vez de "assim como seus amigos"; "Analgésicos, para acabar" em vez de "Analgésicos para acabar"; os anti-depressivos; em vez de "Os antidepressivos"; "mas, era só impressão" em vez de "mas era só impressão". 2)Acentuação: "e odiada" em vez de "é odiada"; "e verificava por medo" em vez de "e a verificava, por medo". 3)Concordância: "todos seu males" em vez de "Todos seus males"; "todos na mesma horas" em vez de "todos na mesma hora". 4)Pronome e verbo e outros: "ou para lhes fazer se sentirem" em vez de "ou para fazê-las se sentirem"; "deixariam de serem puros" em vez de "deixariam de ser puros"; " se emocionou no amor verdadeiro" em vez de "se emocionou com o amor verdadeiro"; "aquela fera" em vez de "aquela Fera"; "olhe para frente e e veja" em vez de "olhe para frente e veja"; "pós droga" em vez de "pós-droga"; "corri até a porta" em vez de "Corri até a porta". 5)Reformulação de frases como: "Bom era sim eles irem viajar"; "alguém estara a porta, e eu exitando". Importante: aconselho que coloque avisos de gatilhos na história, como "depressão"; "gatilhos"; "pânico"; "suicida" e outros do tipo. Isso evita que pessoas com sensibilidade aos temas abordados leiam sua história sem querer. Obs.: os apontamentos acima são exemplos, há mais o que ser revisado na história além deles. Aconselho que procure um beta reader; é sempre bom ter alguém para ler nosso trabalho e apontar o que acertamos e o que podemos melhorar, assim como ajudar-nos com a gramática e a ortografia. Caso se interesse, esse recurso também é disponibilizado pelo Inkspired através do Serviços de Autopublicação. Além disso, também temos o blog Tecendo Histórias, que dá dicas sobre construção narrativa e poética, e o blog Esquadrão da Revisão, que dá dicas de português. Confira! Bom... Basta responder esta mensagem quando tiver revisado a história, então farei uma nova verificação.
4 de Maio de 2019 às 11:53
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