The Little Rouxinol Seguir história

nykaramika Nykara Mika

O tempo pode parecer longo quando mais queremos que ele passe para finalmente encontrar aqueles que guardamos no coração, mas... Pense um pouquinho. Nem toda espera é insuportável, nem todo tempo é imenso. Quando a música do amor bate, as vezes todo tempo do mundo é merecedor se for para sempre...


Fanfiction Bandas/Cantores Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#reita #fuffly #kai #aoi #thegazette #NykaraMika
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A Menina do Meu Coração

Era uma tarde fresca, tranquila enquanto as flores de cerejeiras sacudiam numa sutil dança, como se fizessem par com a brisa suave que bailava por ali.

Estava disperso, mirando aquele pequeno espetáculo magnifico da natureza escorado sobre a janela de vidro da faculdade até ouvir o mais doce som como de um rouxinol a gorjear.

Poderia não ser exatamente um pássaro, mas era uma das moças exóticas que circulava pela faculdade de artes, trajando roupas meigas que lhe davam um ar quase infantil se não fosse pelo corpo já maduro, cantando algo que tentava acompanhar dos headphones sem fio na cor rosa choque que contrastavam com o rubro de seus cabelos lisos, mas com leves ondulações nas pontas até quase os ombros.

A doce criatura, mesmo que não tão bem afinada, mas que tinha uma essência limpa e pura na voz, passava distraída, levemente balançando a cabeça que agitava sutilmente aqueles fios vermelhos; esboçando nos lábios naturalmente rosados um sorriso lindo, transmitindo na música que cantava, uma alegria sem igual. Aquilo... Era tão ímpar, tão... magnífico que para Shiroyama Yuu, o rapaz que ficara hipnotizado com a moça bonita, aquilo não passava como um colírio para os olhos, uma retratação da mais bela obra de arte que devia ser eternizada. Então, como talvez o mundo não reconhecesse aquela obra prima como as de Leonardo ou Michelangelo, iria eterniza-la em seu âmago, apenas e apenas para si...

Ela seria... Seu pequeno rouxinol.

E foi assim que crescia uma admiração, uma paixão crescente que era alimentada a cada dia, a cada semana... A cada mês que passava. Somavam-se três meses que ele tomava coragem para dizer algo, nem que fosse um oi qualquer.

Tantas vezes havia se arrumado para tentar puxar assuntos, ficava frustrado quando não conseguia saber das preferências da moça que ocupava grande parte de seus pensamentos, aos poucos até dos sonhos mais profundos de seu subconsciente... Até tentou apelar para os amigos que eram amigos dos amigos da moça na grande expectativa que pudessem ajuda-lo a conseguir algum contato sequer... Nada... Parecia quase impossível se aproximar visto que os horários de atividade da moça não eram compatíveis, a rotina dela era totalmente diferente da sua agitada e com tanto tempo, com tanta ansiedade, seu coração se espremia numa embolia inexplicável. E agora?

Certa vez, quando achou que sua ‘musa’ seria inalcançável, andando pelos corredores da faculdade após as aulas, cabisbaixo; aquela voz doce, a pura que se assemelhava ao rouxinol, ecoava em seus ouvidos chamando-lhe atenção e finalmente ela estava vindo em sua direção. Ficou até com vontade de abraçá-la logo de cara, declarar-se logo de uma vez, mas tinha que ser paciente, tinha que ser calmo e dizer o pelo menos olá para desenrolar as coisas... Faltava pouco...

Assim que a moça estava a um metro de distância, suspirou fundo e se precipitou a frente da de cabelos ruivos, sorrindo-lhe cordial e derretendo-se quando em troca recebeu o mais lindo dos sorrisos que já presenciara por parte dela e assim conseguindo a atenção que tanto queria. Só faltava dizer...

– Boa tarde linda moça. Poderia saber a vossa graça para que em meu âmago possa gravar seu nome para toda a eternidade? – Disse confiante e na língua universal sem saber a nacionalidade da moça, agradecendo as aulas de teatro por conseguir desenrolar algo mais marcante. Queria que o começo fosse realmente impressionante.

Como resposta, os lindos olhos castanhos amendoados delineados lhe brilharam e para acompanhar, aqueles lábios pintados em um leve tom de roxo esboçavam um sorriso largo exibindo dentes brancos; sua expressão tornando-se para algo de singelo acanhamento – como era gracioso – para logo observar, como que em câmera lenta, as pálpebras adornadas com uma pequena pedrinha solitária numa pequena nuvem de pó brilhante, se abrirem; o sorriso radiante tornar-se, devagar, algo mudo, morrendo para tornar-se algo de espanto assim como os olhos que sustentavam pupilas dilatadas instantâneas.

Franziu o cenho por não entender a expressão súbita de pânico da moça que com um grito de horror saiu dali encolhida, correndo em disparada para distante.

Observou aquilo com um misto de confusão, tristeza, agonia... Mas por quê? Fizera tudo de forma tão romantizada... Será que...

Levou a mão até a boca na expectativa de tentar sentir o odor do hálito. Havia escovado o dente. Olhou a roupa simples que usava, que se limitava a um jeans escuro, sapatos sociais, uma jaqueta de couro fino com algumas porções felpudas, blusa branca e um chapéu além dos pequenos acessórios que, com todo o look, lhe davam um ar galanteador... Aquilo assustou a moça? Sentiu-se... Derrotado por não entender.

– Ei, Yuu! – Dizia o loiro ‘desnarigado’, seu amigo. Akira. Este enquanto lhe chamava, expulsava e esmagava com o pé uma barata que estava em um dos ombros do agora entristecido. Yuu nem havia sentido que o inseto andava por ali. – Credo, a dedetização tá péssima por aqui, mas enfim, eu preci... – E o loiro olhou para o amigo que mal reagia a suas palavras. – Cara, o que houve? Tu tá péssimo!

Yuu soltou uma lufada de ar, decepcionado, mirando com certa preguiça os olhos preocupados do outro.

– A moça que queria tanto me aproximar. Ela simplesmente correu. O que eu fiz de errado? Até disse coisas bonitas, digno de versos shakespearianos. – E fazia um leve biquinho, projetando seus lábios naturalmente carnudos.

– Aw, a ruiva que saiu gritando? Deve ser porque se assustou com sua cara feia. – Akira ria em gozação, mas viu que o moreno com uma mecha loira se emburrava ainda mais. – Cara, tô zuando. Ás vezes... Sei lá... Deve ser aqueles dias do mês que deixa as moças estranhas.

– Será?

– É um mistério... Até hoje tento entender...

Ambos balançaram a cabeça em afirmativo. Realmente o sexo oposto possuía fatores desconhecidos para ambos os rapazes e assim, enquanto divagavam, ficaram alguns poucos minutos em silêncio...

– Ok, eu tava te procurando para outra coisa... Vai ter o festival daqui há um mês para arrecadação de fundos. Tá sabendo né? – Akira cortou o silêncio, cutucando o outro.

– Mais já?! Ah, estava tão distraído... O que pretendem fazer? Será algo por turma ou clube?

– Ainda não tá decidido, mas estão querendo envolver o máximo das aptidões daqui.

– E já estão começando a fazer algo?

– Com certeza! Kumiko até está preparando as decorações com a galera do teatro. O Yutaka tá querendo fazer um show com música... Quer entrar para banda, ou... Sei lá, ver o que gostaria de fazer para ajudar? O povo ao tempo que tá empolgado, tá aos nervos achando que não vai conseguir preparar tudo!

– Nossa... Só não me diz que a galera tá achando que vai ser uma competição como da última vez...

– Exato amigo. Tocou na ferida. – Akira fazia uma careta.

O moreno suspirou com o dilema. Já percebeu que trabalharia na festa sob pressão visto que os discentes daquela faculdade eram de um espírito indomável que as vezes chegava a ser estranho estar no meio deste grupo, todavia, não poderia mentir que se sentia exclusivo e principalmente bem entre tantos jovens exóticos com personalidades fortes, então, tratou de pensar bem no que faria para ajudar neste festival. Era importante até para eventuais melhorias do ambiente em que estudava...

– Certo. Acho melhor ajudar na música. Serei mais útil desta forma.

– Beleza! – O loiro ficou animado. – Vou falar com o Yutaka senpai. Só espero que ele não esteja aos agarros com a nina dele, cara... Mas enfim, vou falar com ele. Valeu Yuu! – E este saiu em disparada, animado.

O que ficou ali naquele corredor, sozinho, suspirou mais uma vez enquanto teve de involuntariamente pensar em dobro agora que o quesito festival entrara na reta. Queria na verdade é priorizar a sua conquista de se aproximar da moça ruiva, mas... Talvez... Por que não juntar o útil ao agradável? Talvez com música, da mesma forma que a moça enlaçou o coração do rapaz, poderia enlaçar aquela que desejava ter próximo e com este pensamento, dedicou-se por mais um mês para que conseguisse se aproximar e finalmente pelo menos descobrir o nome de sua ‘musa’.

Enquanto o tempo passava, sentia um pouco de inveja dos amigos que já tinham suas parceiras, um alguém para quem estar do lado. De toda forma, mesmo invejoso, levava isso como um estímulo otimista de que conseguiria também, treinando arduamente nos ensaios para o show que fariam no festival, observando de longe como iam os preparativos do festival que crescia aos poucos...

E graças a Kami-sama, o dia do festejo era presente, com direito a comidas, danças, brincadeiras, palhaços e balões. Coisas que todo mundo poderia gostar.

Estava um pouco nervoso porque seria o primeiro a se apresentar, executando tudo exatamente como foi combinado quando o sinal foi dado; até mesmo os passos estilizados que faziam parte do acordo para agitar a galera que vibrava com o som e loucuras de todo o conjunto foi feito com dedicação de sua parte pois esperava que iria impressionar quem queria... E não conseguia ver a ‘sua’ ruiva mesmo que tivesse muitas outras ali assistindo, uma delas era até a namorada de Yutaka, mas sua rouxinol não estava lá...

Amuou-se enquanto esperava achar a moça, olhando ao redor quando juntou-se a plateia que havia lhe assistido, pensando até em desistir de procurar por hora para ir a uma barraquinha de doces e comer alguma coisa, mas o som de violinos de uma dupla de moças lhe prendeu atenção, contudo ficar ainda mais impressionado quando uma das musicistas era a musa que procurava.

Por céus. Seus olhos brilharam quando mirou a linda performance da ruiva tocando uma música em ritmo rock junto a loira naquele dueto enquanto Yutaka ainda permanecia na bateria para ajudar na essência da música de uma das boas bandas do gênero que existe.

– Aw, seu puto... – Referia-se a Yukata que ria quando de relance reparou que o moreno não acreditava na surpresa de ver a ruiva tocar com maestria os solos da música.

Arrepiou-se todo; estava excitado, eufórico... Como lidar com aquele momento? Foi o primeiro a vibrar com o final da apresentação brilhante do dueto, mirando os olhos tímidos da ruiva que parecia bem acanhada com os alaridos das palmas e diversos outros sons que saudavam sua apresentação; acompanhando ainda com o olhar a outra se recolher do palco com a cabeça baixa, mas com um sorriso largo nos lábios, descendo as escadinhas para se juntar a multidão ali e decidir de vez se encontrar com a moça, atravessando as pessoas que se espremiam para se aproximar do palco com mais um bis preparado por Yutaka.

– Moça, por favor... – Gritou para que a ruiva pudesse parar.

A ruiva procurou pelo grito e encontrou os olhos de Yuu que não conteve um sorriso maior. A moça a princípio lhe recebeu com o mesmo começo daquele dia que ela saiu correndo, com um sorriso lindo e acanhado. Torcia para que a parte dramática não ocorresse novamente.

– Sua apresentação foi perfeita! Foi como...

– Lily.

What? – Disse confuso por não entender aquela pequena palavra a princípio.

My name is Lily. – A ruiva respondeu num lindo sotaque francês, rindo-se de forma meiga quando Yuu estampou em seu rosto a confusão eminente.

– Oh... – Foi o que conseguiu denotar, sorrindo bobo quando finalmente conseguiu o nome. Lily. Estava fascinado. Como agradecimento àquilo, fez uma reverência exagerada, como daquelas medievais para dignas ladies. – É um prazer poder agora registrar seu nome nas profundezas de meu coração, linda moça.

A designada Lily juntou os mãos ao queixo, quase escondendo os lábios de forma infantilizada por tamanho cavalheirismo e romantismo, ficando contente em poder conhecer um rapaz que fosse bacana como aquele moreno de mecha loira. Achou que nunca mais teria a mesma oportunidade quando correu naquele dia.

– E qual seria o nome do bom rapaz? – Perguntou-lhe sem conseguir esconder o grande sorriso.

– Aw, perdão mylady. Shiroyama Yuu. – O rapaz igualmente não conseguia conter tanta felicidade. Depois de praticamente quatro meses que conseguira um contato satisfatório com a ruiva.

– É uma honra, sir Yuu. – E como que para entrar no clima do rapaz, Lily reverenciou o moreno também como na Era Medieval, usando a barra de sua saia rodada que vinha até metade de suas coxas, para minimamente fingir que era um daqueles vestidos para o cumprimento, ainda que segurasse o violino em uma das mãos.

Yuu riu-se discreto, achando ainda mais graça naquela francesinha que tinha um humor incrível. Não imaginava que trocaria tantas palavras a princípio assim que conseguisse um contato melhor com a outra. Estava amando.

– Aceitaria lanchar comigo? Eu posso... Pagar algo para comermos. – Yuu queria aproveitar a oportunidade para o próximo passo: Conhecer melhor a moça pessoalmente.

– Seria ótimo. Aceito. – E ela uniu-se ao lado do outro.

Passaram uma boa tarde juntos, conversando sobre coisas aleatórias e assim podendo ter conhecimento dos gostos um do outro que a princípio eram bem semelhantes, porém, quando divergiam, Yuu sentia-se encantado cada vez mais com os pontos de vista de Lily que tinha um senso crítico bastante interessante. Gostava de pessoas com atitudes, que não fossem como a sociedade queria... Ela realmente era a exceção que buscava, que realmente roubou seu coração sem permissão...

– Lily, podíamos fazer isso mais vezes. É divertido conversar com você. – Yuu dizia com um sorriso largo que mal sabia ele ser uma das coisas que Lily passou a gostar naquele rapaz.

– Claro, adoraria. Também é divertido conversar com você, Yuu.

Ambos ficaram agora sem palavras, queriam desenrolar mais coisas, mas parece que seus olhos entraram numa sintonia que apenas aqueles dois eram capazes de entender, talvez, sentindo uma energia diferente e quase que magnetizada pois seus rostos se aproximavam...

“Balões, balões divertidos... “

Faltava pouco para que seus lábios se aproximassem, faltava pouco para que uma união criasse, mas...

“Balões... Um balão para o casal?” E dizia um simpático palhaço que vestia algo de cores berrantes, uma maquiagem bem elaborada para um convencional, estendendo-lhes um balão em formato de alguma criatura que o casal não identificou pois foi o tempo de Lily mirar aquele que lhes oferecia um balão, ter em seu rosto uma expressão de pavor enquanto os lábios estavam prontos para soltar um grito, contudo empalideceu-se de tal forma que não foi o suficiente para liberar a agonia já que desfalecera antes disto ocorrer.

Yuu assustou-se, porém sendo rápido em segurar pela cintura da moça para que esta não caísse, aproximando-a junto a seu corpo enquanto ajoelhado ao gramado, tentava acordar Lily. Será que a pressão da moça caíra e não sabia?

– Nossa. Quer que eu chame alguém ou...? – O alguém vestido de palhaço ficou preocupado com o estado da moça, quase soltando os muitos balões que tinha em uma das mãos.

– Por favor. O mais rápido que puder. – Yuu dizia alarmado, ainda segurando a moça na esperança de que a mesma acordasse.

Passou-se meia hora em que Lily permaneceu desfalecida, tendo o amparo de Yuu e demais cinco pessoas. Algumas delas eram de barraquinhas próximas que presenciaram o pequeno incidente, algumas que passaram ali e ficaram preocupados... A pessoa vestida de palhaço até indicou, de longe, uma das pessoas que cuidavam dos festejos para que pudesse ampará-la e por fim, depois de muitas tentativas, a moça despertara.

– Lily, tudo bem? – Yuu dizia enquanto sustentava a face da moça.

– Sim... Aw. – Ela colocou a mão sobre a testa, logo abraçando o rapaz. Parecia ainda um pouco assustada.

– Moça, toma um pouco de água. Para voltar a cor das faces. – Dizia um daqueles que esperava Lily despertar, oferecendo-lhe uma das garrafas de água gelada que vendia na barraquinha.

– Sim, obrigada. – Ela pegou a garrafa e sorveu um grande gole. Estava melhor apesar do susto.

– Tem algum problema de pressão ou... – Dizia outra pessoa na expectativa, olhando de Lily para Yuu. A moça de cabelo turquesa tinha suas dúvidas já que enxergava no casal ali, um casal amoroso.

– Foi o calor. Não sou tolerante a tempos assim. – Respondeu a ruiva inocente, por mais que aquilo não fosse bem a verdade de a pouco.

– Tudo bem. Se precisar, estamos aqui perto, rapaz. E você moça, se hidrate, tudo bem? – O moço que oferecera a água dizia, já se despedindo.

– Certo.

As pessoas que ficaram ali foram se dispersando, deixando rapidamente o casal sozinho mais uma vez, Lily amuada e um tanto tristonha e Yuu amparando-a, para que pudesse ambos se levantarem.

– Lily, tudo bem mesmo? – Yuu perguntava preocupado.

– Sim. – Ela suspirou, subitamente puxando-o para um lugar com sombra.

Yuu simplesmente seguiu a moça, sem se importar com mais nada agora, esperando alguma reação da outra assim que seguiam para um lugar bem menos movimentado, ficando ao pé de uma árvore grande que lhes dava uma sombra fresca e boa, observando as reações da ruiva que parecia acanhada, receosa, temerosa com algo...

– Yuu...

O moreno limitou-se a apenas mirar-lhe os olhos buscando absorver tudo o que poderia para interpretar aquele misto de sentimentos que a ruiva deixava passar em suas expressões.

– Bem, desculpa te dar esse trabalho. Eu... Me assustei na verdade.

– Seria... – Yuu pensou um pouco, tentando associar as coisas... Na verdade não conseguira pensar em nada plausível.

– Primeiro, catsaridafobia e esse de agora é coulrofobia.

– Perdão?

– A primeira vez que você falou comigo. Desculpa ter saído daquela forma, mas, foi porque tinha uma barata andando na sua blusa. A catsaridafobia. Agora, quando desmaiei, foi porque o palhaço nos ofereceu aquele balão, a coulrofobia... – Ela não conseguia fitar os olhos do outro.

– Aw... – Disse um pouco surpreso. Mas não se importava. Cada um tinha suas fraquezas afinal de contas. – Bem, se for assim eu tenho espectrofobia e hilofobia. – Continuou, erguendo a face da moça pelo queixo.

– Medo de fantasmas e de florestas?

– Sim. Idiota, eu sei... – Deu um meio sorriso, deixando a moça sem graça.

– N-Não! Eu sempre achei os meus mais estúpidos, então...

– Cada um tem seu pavor a algo. Quem sou eu para julgar se o meu ou o seu é o mais estúpido? Mas bem, agora que sei os seus medos, não vou achar que estou com mal hálito por exemplo.

– Oh... – Lily riu-se divertida. Provavelmente o moreno se referia a primeira vez que ele tentou falar com ela. – Perdão. Eu sinceramente amei a sua abordagem daquele jeito. Nunca fizeram isso comigo... Eu não queria ter estragado o momento daquela forma.

– Imagina. Acontece. Pelo menos foi uma forma de fortalecer meus sentimentos por você, de provar que quando te vi não foi apenas uma paixão à primeira vista que dura apenas um dia. Levei quatro meses para me aproximar Lily... – E não segurou. Teve de dizer o que estava entalado. Queria ser mais paciente, mas o clima de agora poderia ser propício a dizer aquelas coisas.

– Quatro meses? – Ela parecia bem surpresa.

– Sim.

– Mas por...

– Porque quando te vi naqueles headphones, cantando como se fosse um pequeno rouxinol, por mais que não tenha prática no canto, aquilo foi o que me encantou, aquilo foi o que me prendeu em você. Pode parecer fútil, estranho... Eu também até cheguei a achar quando alguns dias se passaram, mas, quando vi que sua voz, seu rostinho não saia da minha cabeça depois de um, dois meses, vi que não foi à toa. Foi realmente a minha paixão à primeira vista. – Seu coração batia descompassado, mas estava sério. Nunca como fora para uma moça.

Yuu pegou uma das mãos de Lily, repousou em seu peito e respirou fundo, admirando os olhos castanhos da moça que lhe olhavam com esmero que chegavam a brilhar. A ruiva sentia-se sem chão, seu coração igualmente poderia pular para fora do peito de tão descompassado, suspirando e esperando mais do rapaz pois ela mesma tremia de emoção.

– Lily, pode parecer repentino, estranho... Sei lá, qualquer merda que você achar por eu estar dizendo essas coisas – Sorriu nervoso por fim, ainda mantendo uma das mãos da moça em seu peito. – Mas, poderia me dar uma chance, talvez, para provar a mim mesmo que meu coração não está errado em mantê-la nos meus pensamentos, em querer te mais próxima de mim?

– Isso... – Ela dizia boquiaberta, encantada... Não sabia descrever os sentimentos de agora.

– Namora comigo? Sei que meio que acabamos de nos conhecer melhor agora, mas... Que o tempo seja nosso juiz, ou para nos manter juntos ou nos separar se nada der certo lá na frente, mas...

O tom de quase desespero tomava conta de Yuu. Não queria parecer ridículo, não queria perder sua chance de agora, contudo, as reações de Lily eram favoráveis a suas palavras, recebendo um sorriso doce, lágrimas que escorriam suave daqueles olhos europeus...

– Sim. Eu aceito.

O moreno por um momento ficou sem reação, em apneia, mas logo suspirou aliviado. Não estava acreditando. Por instinto roubou um selinho rápido da moça que corou violentamente.

– Perdão. É que eu fiquei feliz com sua confirmação positiva. – Yuu sorriu sem graça.

A ruiva fez um pequeno bico envergonhada, mas logo procurou esquecer aquilo, tomando o rosto do moreno para beijá-lo apropriadamente, levemente mordendo o lábio inferior carnudo do rapaz que suspirou com aquele gesto que como complemento da ação da moça, enlaçou seus dedos esguios entre os fios rubros, aprofundando o beijo quando circundou a cintura desta, tomando aqueles lábios finos com paixão, de forma lenta mais com certa volúpia.

Agora sim podia dizer que aquele pequeno rouxinol era seu, permitindo o tempo ser o juiz daquela relação que se iniciava após aquele beijo desejoso, ficando tão contente em agora poder ter um alguém ao seu lado...

Apesar que...

Depois disso, deste dia em que Yuu pedira Lily em namoro, mais alguns meses se passaram... O tempo fora um bom juiz?

E mais uma aventura, uma história a ser contada, relembrada, eternizada naquela faculdade de artes se concretizara...

28 de Março de 2019 às 14:56 4 Denunciar Insira 120
Fim

Conheça o autor

Nykara Mika Escrever é como uma terapia para mim e ler é como viajar num universo onde posso me sentir em paz, onde eu possa me divertir sem precisar sair de onde estou. Tenho conta em no Social Spirit também, com o mesmo nickname (NykaraMika). Espero contar com vocês!

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Olá, eu sou a MRz do Sistema de Verificação do Inkspired. O sistema de verificação atua não só para ver a qualidade da história, como também para observar se a história está de acordo com as normas do site. Sua história está “em revisão” porque há alguns errinhos na história, por exemplo, o uso dos “porquês”. Quando falamos de “por que” em pergunta no começo da frase, ele dever ser separado e sem acento. Quando o “por que” está na frase interrogativa e ao final da oração, ou seja, imediatamente seguida do ponto de interrogação, o “por que” tem que vir acentuado, como na frase “[...] mas por que? [...]”, a forma correta seria “[...] mas por quê? [...]”. Outro errinho que é bastante frequente no seu texto também é a falta de acentuação nas palavras oxítonas terminados em “a”, “e” e “o” quando seguidos dos pronomes oblíquos -lo,-la, -los,-las, como por exemplo, “ajudá-lo”. Tem uma crase faltando na expressão “às vezes”. Sugiro também corrigir os hifens utilizados no lugar do travessão. Eu dei apenas alguns exemplos, mas são erros bem pequenos, que acredito que uma revisão ajudará a saná-los. Após a correção de tudo, é só responder esse comentário para que eu faça uma nova verificação. :)
29 de Março de 2019 às 14:30

  • Nykara Mika Nykara Mika
    Muito obrigada pela sua atenção! Deveras algumas coisas vi que errei atoa como a questão dos "porquês", apesar que tem hora que mesmo relendo bastante, ainda fica algo errado para trás. Obrigada. Outras coisas já não sabia e tratei de corrigir. Espero que agora esteja tudo certo conforme me pediu para corrigir. Ah! Aproveitando, quando publiquei aqui, eu copiei do que escrevi no word e passei para cá. A questão do travessão sempre fica como forma de hífen mas só consigo transformar em travessão quando está no meio de uma frase quando escrevo no word. Há como configurar isso? Tive que copiar esse travessão no meio das frases para colocar no começo das frases que são falas dos personagens para ficar nos conformes como me foi orientado. No mais, muito obrigada mesmo pela atenção e pelas dicas! Adorei a forma como vocês trabalham por aqui! Sou nova no site e já me sinto bem acolhida por vocês! Obrigada e fico no aguardo para eventuais correções se necessário. 31 de Março de 2019 às 10:37
  • MiRz Rz MiRz Rz
    Olá Nykara. Sei bem que nas pressa de mostrar logo o trabalho, alguns errinhos passam. A equipe do Inkspired está aqui para ajudar os leitores a encontrar boas histórias e os escritores para sempre melhorarem! :) Quanto ao hífen, muita gente também não sabe onde é o atalho no teclado, felizmente o Word tem como alterar o atalho. Lá no topo esquerdo do Word, ao lado da barra de salvar o documento, tem uma pequena setinha. Ao clicar nela, vá em "mais comandos". Lá vai entrar uma tela chamada "personalizar" que terá um outro botão que também se chama "personalizar". Na coluna da esquerda, você vai pesquisar "símbolos comuns" e na coluna da direita você procura pelo travessão. Nas barras logo abaixo vão indicar qual o atalho no teclado e a escolha de substituir o atalho pela sua escolha. No meu Word, por exemplo, se eu apertar Ctrl + -, o hífen será substituído pelo símbolo certo do travessão. Espero que tenha ajudado! ;) Já com relação a eventuais erros, o Inkspired tem um blog de gramática que dão algumas dicas e explicações chamado Esquadrão da Revisão. Isso às vezes salva se possuir alguma dúvida. 1 de Abril de 2019 às 08:27
  • Nykara Mika Nykara Mika
    Muito obrigada pela atenção! Vou tentar configurar aqui o meu word para conseguir manter o travessão, e não o hifén na hora da escrita! Obrigada mesmo pela dica! 1 de Abril de 2019 às 18:37
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