eu vou te matar, brother Seguir história

scoupsofmilk ~ neila

o pequeno lee felix jurava que conseguiria matar o seu amiguinho com a folhinha que tinha arrancado do caderno do seu irmão. {o n e s h o t | hyunjin + felix | kids!au}


Fanfiction Bandas/Cantores Todo o público. © plot por: hkssrace

#stray-kids #kidsau #hyunlix
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é uma pá por acaso?

Mesmo que mal houvesse saído das fraldas, Felix já era o maior #0 anime stan de toda a Coreia e isso graças a Minho, seu irmão mais velho, que sempre fez questão de colocá-lo ao seu lado para assistir, mesmo que a contragosto, de Hunter x Hunter a Naruto. Eles, até mesmo, evoluíram juntos passando a assistir de tudo - exemplo disso era sua paixão secreta por Ao Haru Ride -, mas, o que havia roubado coraçãozinho do otaku foi Death Note.


Havia aprendido tudo sobre o anime com a ajuda de Minho durante meses - isso por que era mais divertido viajar sentado que ficar correndo atrás de uma bola em um espaço limitado-, e se tornou um pequeno extremista chegando até a ler o mangá, mesmo que não soubesse ler direito. E quando Minho chegou em casa dizendo que possuía um legítimo death note, Felix o lançou aquele seu típico olhar 'só acredito vendo' porque aquilo já era demais, até para um ser bobinho como ele.


Ás vezes, Felix sofria da síndrome de Tomé. Desconfiava de tudo e todos, com exceções em algumas ocasiões que, mesmo sem ver, acreditava fielmente nas palavras de Hyunjin, caindo feito um patinho nas brincadeiras do garoto. Ah, mas, isso, relevava só por causa do amor que sentia pelo outro, mesmo que fosse enganado na maioria das vezes. Uma pena! Chegava a ser cruel a forma como Hyunjin abusava da confiança alheia.


Mesmo que estivesse na defensiva, não precisou de muito para que toda desconfiança fosse embora. Mais algumas afirmações bem elaboradas vindas do mais velho e o caderno preto em seu campo de visão e pronto, Felix se tornou o mais crente dos crentes. Parecia era algo surreal, pensou que estivesse sonhando e nem indagou mais. Só se deixou levar por Minho e pelo que ele tinha em mãos.


O mais velho se pôs a falar um monte de coisas, mas Felix nem conseguiu prestar atenção porque, cara, era um death note, real e oficial, bem ali, na sua frente. Os seus sentidos estavam focados em uma coisa só e os seus olhos, que acompanhavam, fielmente, o movimento do caderno nas mãos de Minho, estavam brilhando mais que todas as estrelinhas do céu, se é que isso é possível.


— Mas, você tem que guardar segredo — acrescentou, antes de sair de casa. O garoto bufou. É obvio que ele guardaria segredo e Hyunjin também, por isso, contaria ao amiguinho.


Finalmente, Felix pode ter o caderno em suas mãozinhas. Parecia tão surreal, mas, se bem que, para alguém da idade dele, qualquer coisa fantasiosa pareceria. Ele se sentiu poderoso, como se pudesse fazer qualquer coisa, mas não queria ser como Light. Minho havia lhe dito uma vez que o anti-herói era um maníaco por limpeza e isso fez com ele fugisse do desejo de ser semelhante ao personagem, até porque, nem gostava tanto de tomar banho.


Desejou que Hyunjin estivesse ali e, para seu espanto, o amiguinho o estava encarando pela janela do quarto, com uma carinha inocente, todo fofinho com seu chapéu bucket preto - quem não o conhecesse bem, diria que ele era um anjinho em pessoa - fazendo Felix se perguntar se o death note também teletransporta as pessoas para outros lugares, além do inferno.


— Hyunjin-ah, quero te contar uma coisa — grita, extasiado, e Hyunjin o encara com as mãos nos bolsos das calças e um sorrisinho bobo nos lábios. — Chega mais perto — pede e observa ele se pendurar no parapeito da janela. - O Minho hyung tem um death note — sussurra, ou tenta, o máximo que sua animação permite. Se afasta, sorridente, esperando alguma reação positiva de Hyunjin. O garotinho segura o quanto pode, mas, quando não dá mais, se embola no chão de tanto rir. — Está rindo do que, palhaço?


— O death note não existe, Felix. — Limpa as lágrimas que escorriam dos olhos.


— Existe sim — bate o pé.


— Não existe não.


— Ah é? Então o que é isso aqui? — Revela o caderno, que até então, estava escondido atrás das costas. — É uma pá por acaso?


— É um caderno qualquer — dá de ombros. — Está vendo algum ser desconhecido?


— Não, só você mesmo — debocha e Hyunjin revira os olhos, que quase não são possíveis de serem vistos por conta do chapéu.


— Se fosse real, você veria um shinigami, seu tonto.


— Ele deve estar se escondendo por medo de você — argumenta, com um ar intriguento, porém, sério demais para ser chacota.


Hyunjin analisa, seriamente, as palavras de Felix e o que ele tem em mãos, mas, em seguida, volta a rir. Isso estava começando a irritar Felix. Ele tinha de fazer alguma coisa para provar que estava falando sério. Então, fez. Arrancou uma das folhas, sem dó nem piedade, ou medo de que Minho lhe desse uma bronca por isso, e correu para fora de casa.


— Agora eu vou te matar, brother — avisa. — Você vai ver que eu tô falando sério — e começa a escrever o nome do amigo na folha de papel, porém para no H do sobrenome. — Como é que se escreve Hwang mesmo?


Hyunjin mede Felix com os olhos. Ele estava falando sério? Aquilo realmente era muito engraçado. Eles dois tinham a mesma idade — dez anos nas costas — e Hyunjin era esperto demais para a própria idade, enquanto Felix, bem, possuía a parcela de bobice que o amigo parecia não ter e era isso que o pequeno Hwang mais amava nele. Aquele pirralho sardento sempre o faria rir, principalmente em épocas tristes.


— H-W-A-N-G — soletra, lentamente, de boa vontade.


Terminado, os dois sentam-se em posição de índio, um de frente para o outro. Hyunjin viaja na maionese para passar o tempo em que Felix conta os 40 segundos, necessários para que o death note surta efeito, em seu relógio de pulso ilimitado do Dragon Ball z. 32... 33... 34, ele queria só ver a cara de tacho do ruivo ao perceber que aquilo era inútil. 38... 39... 40 e nada.


Hyunjin encara Felix tentando não rir mais na cara dele, pois sabia que o amiguinho explodiria a qualquer momento. Ele se irritava facilmente, raramente com Hyunjin, e o garoto sabia que não dava para gastar esse privilégio de uma forma tão simples assim. O pequeno Lee insiste em verificar o papel para ver se tinha feito algo errado, ele sabia que não tinha, mas, eis que teve a plena certeza quando viu que o outro pôs a mão no coraçãozinho, arregalando bem os olhos naturalmente semicerrados, e caiu para trás, literalmente.


Tarda, mas não falha, pensa Felix.


— Hyunjin-ah? - Cutuca a perna do amigo, que nem se move. - Funciona! Eu te disse que funciona - vangloria-se, fazendo uma carinha convencida, mas, então, seu coração começa a palpitar. — Hyunjinie-ah?


Nenhuma resposta. Felix conclui que o amiguinho está morto, claramente, até porque ele nunca havia duvidado do poder daquele caderno. Só tinha um enorme problema. Queria sim provar que estava falando a verdade, jogar isso na cara de Hyunjin, mas, não é como se desejasse por mal que ele morresse. A ação foi mal pensada, devia ter testado em outra pessoa. Desesperado, sem nenhuma resposta ou movimentos do amigo, sem saber o que fazer, Felix se põe a chorar.


Nunca mais brincariam juntos, ele não iria mais poder ouvir a risada fofa do amigo ou seus discursos enormes sobre o porque sua mãe não o deixaria brincar de bicicleta, quando, na verdade, ele só estava com vergonha de admitir estar com medo. O que diria a sua mãe? E os pais de Hyunjin? E se Minho colocasse seu nome no death note como castigo? Pior, e se ele fosse preso? O que faria? Nada.


A risada que ele pensou que nuca mais ouviria, preencheu o lugar. Não um risinho tímido, um gargalhar alto e com vontade. Com o rosto vermelho de raiva, Felix limpa as lágrimas com as costas da mão e se põe de pé rapidamente. Sabia que deveria ficar feliz, mas havia sido enganado mais uma vez e sua paciência já havia esgotado.


— Hwang Hyunjin! — O garoto põe as mãos na cintura e usa um tom reprovador, semelhante ao que sua mãe usa quando o pega fazendo bagunça.


— Não acredito que você caiu nessa — tenta dizer entre risos. O garotinho está muito bem alguém havia morrido há segundos. Estava se embolando de rir, literalmente, e, por mais que tentasse, não conseguia parar. O rosto de Felix esquenta cada vez mais, ele cruza os braços, indignado, e forma um bico nos lábios. — Você só conseguiria me matar de fofura.


— Não fala mais comigo. — Ergue a cabeça e, mal mente, olha para o outro com total indiferença.


— Você está bravo porque eu não morri? — pergunta, rindo demais quando deveria parecer zangado por causa do belo amigo que havia arranjado. Felix lhe dá as costas, indo para casa pisando duro. — Ô Felix, volta aqui! Sou eu quem deveria estar bravo.

27 de Março de 2019 às 00:56 0 Denunciar Insira 1
Fim

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~ neila ꒰🍶꒱ 99 line, capricórnio, ficwriter, poliamor entusiasta, multifandom, multishipper, hades and hufflepuff ᶤ ⟆ ˚☂

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