A Foto de Repente Vira Vida Seguir história

ddfelipi ddfelipi

Eren é um fotógrafo recém formado, seu primeiro trabalho como um profissional é com Levi Arckeman. Logo de cara ouve que ele é complicado de lidar, mas...não é bem assim que as coisas acontecem.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#attackontitan #shingekinokyojin #snk #aot #levi #eren #riren #ereri
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Capítulo único

Eren estava atrasado.

– Porque essa merda não despertou? – Esbravejava enquanto tentava sair da cama com rapidez. Olhou com ódio para o celular pela décima vez antes de correr pro banheiro. – Celular inútil…

Se olhasse pelo lado bom, suas coisas já estavam arrumada e não era preciso correr pra lá e pra cá pra tentar organizar tudo. Terminou de escovar os dentes assim que trocou de roupa. Não se deu o trabalho de comer nada pra não pesar mais no horário, apenas pegou tudo e saiu de casa.

Não tinha carro, sempre se movia a partir de ônibus, táxi ou de à pé, já que nem sempre tinha dinheiro para pagar sequer a passagem do ônibus, que com o tempo estava subindo cada vez mais.

Esse era um dos dias que tinha de usar as suas canelas. Já estava atrasado, seu equipamento era pesado, havia dormido pouco por rever quase quarenta vezes como iria se apresentar neste estúdio e ainda por cima, estava ansioso. Era um dos estúdios que mais admirava. PicsPlease era o sonho para a maioria dos fotógrafos, tantos nacionais quanto internacionais que são apaixonados pela arte corporal em uma fotografia. Já haviam ganhado um Oscar com uma sessão de fotos do atentado contra Paris em 2015 e a foto que fez jus a esse prêmio, foi a de uma garotinha que fugia por entre as fumaças de uma explosão e quando ela viu o fotógrafo, tentou sorrir. Simplesmente tentou. O sorriso não ofuscava as lágrimas que tinha nos olhos, seu rosto estava sujo juntamente com suas roupas, estava descabelada mas ainda assim, tentou sorrir. Aquilo foi o marco para o estúdio e desde então vem ganhando popularidade.

Mesmo com a sorte de ter acordado atrasado não o deixava para baixo. Ser chamado para uma entrevista e um ensaio por um dos principais fotógrafos de lá, era no mínimo extasiante, deixava seu coração em um euforia inexplicável.

Morava na cidade de Berlim desde que nasceu. Sua mãe era bailarina de música clássica e foi a sua primeira modelo para fotografias quando quis se tornar um profissional na área e começou a estudar em uma das faculdades. Seu pai era neurocirurgião e quase nunca parava em casa, mas apoiava sua escolha de trabalho e estava na torcida de conseguir trabalhar para a Pics, tanto é que sentiu o celular vibrar pela terceira vez em alguns segundos e notou que era o mesmo mandando as energias positivas.

Não deu muita bola, responderia quando tivesse tempo para ta e acabou pondo em silencioso. Estava um bocadinho atrasado e não precisava piorar a situação. Tentou correr mais um pouco vendo a que a mochila carregada dificultava na tarefa. As ruas cheias de pessoas também era algo que complicava muito, tinha que ter a paciência de uma lesma pra não socar metade das pessoas. Como é que elas andavam devagar no centro da cidade?

Suspirou e depois de alguns minutos andando e apertando a ponte do nariz para conter a irritação, avistou a entrada do estúdio e sem querer exagerar muito, a entrada parecia reluzir aos olhos de Eren. Atravessou a rua assim que lhe foi permitido pelo sinal e parou em frente da porta. Era grande de vidros pretos e vias duplas, havia dois coqueiros do lado de fora e um tapete de bem-vindo em tom marrom escuro. A placa com o nome era grande e com uma chamativa foto de uma mulher asiática de cabelos e olhos igualmentes negros, semi-nua vestida apenas por um casaco escuro e felpudo, estava deitada sobre uma tábua com pregos, fumava um cannabis e logicamente a foto foi tirada pelo próprio estúdio.

Adentrou ao local e seguiu a um balcão onde atrás dele havia um jovem de cabelos loiros e olhos acesos de tanto que eram azuis. Parecia ter baixa estatura mas isso não se dava pra confirmar devido ao mesmo estar sentado. Deu um sorriso forçado e optou por começar falando seu nome:

– Sou Eren Jaeger, estou aqui pois fui chamado pra um teste. – Notou como loiro o olhava com certa admiração e franziu o cenho.

O loiro havia de certa forma havia se encantado com os olhos verdes vibrantes do recém-chegado e balançou a cabeça assim que percebeu que estava-o olhando como um maníaco.

– Me desculpe, achei seus olhos lindos. – Deu de ombros e continuou – Me chamo Armin e se tudo ocorrer bem, vai me ver por muito tempo. – Ele deslizou o dedo sobre o ecrã de um tablet que estava disposto no balcão e checou algumas coisas e logo se pronunciou. – Você está atrasado alguns minutos mas como o modelo e fotógrafo também não chegou, eu posso relevar isso. Vou pedir pra um dos funcionários te mostre o estúdio onde vão trabalhar hoje e se tudo ocorrer bem e os produtores gostar do ensaio, o contrato pode ser enviado hoje ainda.

– Okay, tudo bem. – Respondeu assim que viu o loiro se levantar da cadeira preta de rodinha e ir pra dentro de alguma porta que tinha atrás do balcão. Aproveitou para ver o ambiente. Havia mais duas secretarias atrás do balcão, uma estava claramente mexendo no Facebook e uma atendia uma mulher de aparência requintada. Havia dois corredores opostos, um na direita do cômodo e outro na esquerda, ao lado do balcão havia duas portas de vidros pretos iguais da entrada.

Viu Armin - pelo menos assim se lembrava - voltar com uma jovem loira de olhos igualmente azuis ao loiro, deu-lhe um sorriso gentil e estendeu a mão para cumprimentar o moreno, que não recusou:

– Me chamo História mas pode me tratar por Cris.

– Eren Jaeger...e Cris? É um pouco diferente, comparado ao nome. – Deu de ombros e viu com História sorria.

– Minha mãe se chama Cristina. – Ela começou a andar e Eren a acompanhou entrando por uma das portas laterais. – Somos muito parecidas e por isso o apelido e também...– Se viraram ao um corredor de carpete vermelho e com várias portas. – Meu nome era para ser Christa mas na hora do registro meu pai resolveu pôr História sem consultar mais ninguém.

– E sua mãe não falou nada? – Decidiu perguntar, era uma sacanagem fazer aquilo, não? Viu História gargalhar.

– Ele ficou dormindo no sofá por quase três meses. – Limpou uma lágrima que escorria pelo olho esquerdo. – Pelo menos minha mãe me contou isso e vendo a personalidade dela, não acho que seja mentira. Bom... chegamos. – Ela se virou para mim e me estendeu a mão e eu só tive tempo de fitar a placa e retribuir o gesto.

– Esse é o estúdio do Levi, vai ter ensaios com ele e eu...– Deu de ombros novamente – Eu lhe desejo toda sorte desse mundo. Vai precisar. – Abriu a porta e me deixou que entrasse e fechou logo em seguida.

“Porque ela disse aquilo?”

– Que estranho...– começou a falar baixo consigo e repousou a mochila sobre um sofá de couro preto que tinha. Estranhou aquele não ser um típico estúdio com um pano branco ao fundo, cheio de luzes e um camarim, parecia mais um escritório. – Talvez seja para nós conversamos antes de qualquer ação. – Deu de ombros e se sentou ao lado da mochila massageando um dos ombros para aliviar um pouco do peso que carregou, e repetiu o movimento com o outro. Acabou por levantar e fazer alguns alongamentos e esticar os músculos.

Sentou-se novamente e decidiu checar o celular. Havia as mensagens dos seus pais no qual respondeu um por um dizendo que estava bem e que ainda não havia começado com o ensaio. Respondeu Ymir, uma de suas amigas, havia enviado uma foto de Connie e Sasha com uma plaquinha de boa sorte e um sorriso de rasgar o rosto. Sorriu em reflexo e respondeu. Jean havia mandado uma mensagem também e por incrível que pareça, não havia nada de estranho na mensagem, como era de costume do seu melhor amigo “cara de cavalo”.

Uma voz masculina e bem grave - até para os padrões masculinos - Soou no corredor e foi ficando mais perto até que parou atrás da porta, falava de forma irritada muitas vezes com palavras cortantes, viu a maçaneta rodar e guardou o celular no bolso.

O homem que está sua frente era baixinho, cabelos negros cortados na altura do olho e com uma divisão irregular, raspado nas laterais. Usava uma blusa sem estampa de cor cinza, blazer e uma calça rasgada nos joelhos igualmentes pretos e sapatos sociais.

Tinha um olhar meio cancarrudo, pequenas olheiras, lábios finos mas bem definidos, nariz fino e arrebitado. Não gostava disso mas, tinha que admitir que aquele homem era muito bonito pro seu gosto.

Levi por sua vez encarou o moreno a sua frente. Cabelos castanhos, curtos e rebeldes, olhos verdes nos quais teve que olhar mais de uma vez para apreciar a beleza deles, era mais alto e tinha um físico não muito robusto mas a postura era boa. Usava calças jeans azuis escuras, uma blusa preta do Pac Man e tênis simples de uma cor parecida com um azul bem escuro.

“Típico de um jovem” – Pensou o mais baixo ao correr com os olhos mais uma vez pelo corpo do garoto.

Se fitaram por instantes, que mais pareceram horas, Eren não queria admitir que o modelo havia chamado mais a sua atenção do que pensava e Levi só pensava o quanto aquela situação era interessante, visto que um pirralho tinha chamado a sua atenção. Se o comportamento e personalidade chamasse a sua atenção quanto a beleza, talvez os ensaios não fossem ser somente click's.

– Sou Levi Arckeman, prazer...– Levi decidiu quebrar o gelo e estendeu a mão, deixando Eren um pouco atrapalhado, já que agora que tinha caído a ficha de que tinha encarado demais Levi.

– Eren Jaeger, prazer. – Devolveu o cumprimento e de novo a sala caiu em um silêncio desconfortável. Eren coçou a nuca olhando de soslaio pra Levi que ainda o observava.

– Vejo que é portador de grande beleza Eren, deixe-me saber, quantos trabalhos já fez? – decidiu não enrolar muito e deixaria algumas coisas pra depois, tendo interesse ou não, havia um trabalho a ser feito.

Eren se ruborizou.

– B-beleza? – Deixou sua voz gaguejar e olhou pra Levi que tinha um sorriso de canto nos lábios. – Quer dizer...– desviou o olhar para mochila que estava no sofá. “Mas que merda em” – Tive poucos, alguns foram com a minha mãe. – Abriu a mochila e tirou um álbum de dentro. – se for apreciador de coisas clássicas, aposto que conhece. Carla Jaeger, é um nome comum para ti? – Acabou-se por sentar e Levi sentou-se ao seu lado, deixando que seus braços se tocassem.

– Nem um pouco, desculpe pirralho mas sei que a meu rosto monótono dá a entender isso, mas gosto de heavy metal e danças urbanas – deu de ombros e Eren acabou por esquecer os braços e soltou uma risada.

– Me deram boa sorte pra lidar com você quando cheguei aqui hoje mas, vejo que temos mais em comum do que parece – Olhou de rápido para os braços encostados e sorriu.

– Vejo que é perspicaz. – Levi devolveu o sorriso e se voltou para o álbum – Agora mostre-me seus trabalhos.

Ficaram alguns minutos vendo algumas fotografias que o moreno tinha tirado e Levi tinha que confessar que estava um tanto surpreendido com o talento do pirralho.

Quando soube que iria ter que fazer um ensaio com um fotógrafo que tinha acabado de sair da faculdade e tinha apenas 20 anos quis matar Erwin com todas as suas forças. A última vez que tinha trabalhado com alguém novato, o fez chorar e sair do estúdio no primeiro dia de testes. O garoto gaguejava demais, tremia demais e isso dava nos nervoso. Mas com Eren as coisas pareciam que iam sair diferente, gaguejou somente e uma vez e foi por causa de um elogio direto. Havia confiança no que falava, tinha uma boa postura, seus trabalhos - principalmente com a mãe - eram ótimos e ainda por cima, havia aquele interesse mútuo desde aquela troca rápida de olhares.

– Tenho que te dizer que me impressionou mais do que eu imaginava. Eu não deveria me orgulhar disso mas, sou conhecido como o fotógrafo das trevas, justamente pelas minhas cobranças de um serviço perfeito e devo dizer que, acho que não vou precisar te pressionar tanto para que faça um trabalho decente. – Levi levantou-se e começou a tirar o blazer e os sapatos.

– A obrigado e...– Eren começou a observar com luxúria cada movimento que Levi fazia ao tirar o blazer – Posso te fazer uma pergunta? É o fotógrafo anônimo do estúdio, não?

Levi sorriu de lado:

– De fato. Se considere importante, suas fotografias vão me revelar ao público.

– Eu não acredito! – Exclamou Eren deixando os olhos verdes se acenderem em animação.

Tinha uma história por trás de algumas fotos reveladas do estúdio, as melhores fotos era de um fotógrafo anônimo que ninguém sabia quem era. As fotos simplesmente apareciam e era uma melhor do que a outra. Recentemente, pelo Instagram, o estúdio havia revelado que iria fazer um ensaio com esse fotógrafo e ia expor a mídia o porquê de tanto segredo e de fato, era um segredo e tanto, Levi era lindo - Sim, lindo - era quase um pecado deixar que ele caísse na mídia tão cedo.

– Se considere importante mas não se empolgue muito, pirralho. – Começou Levi que agora sentava em uma mesa típica de camarim que havia na frente do sofá. – Este ensaio vai ser um teste, como todos já conhecem os fotógrafos daqui, Erwin queria inovar e trazer uma pessoa diferente, ele disse que vasculhou todas as faculdades daqui procurando um aluno bom e disse que havia encontrado. Ele deve ter seguido pelas notas e bom comportamento, então temos que ver isso na prática. Pode começar? – Ele começou a desabotoar a calça e puxar um pouco a barra da camisa cinza que vinha até os cotovelos. – Quero que se vire com a luz que temos aqui.

Eren semicerrou os olhos, não havia escutado nada dos últimos segundos, apenas acompanhou Levi desabotoar os dois botões de sua calça e erguer lentamente a barra da camisa. Aquele seria um ensaio difícil.

Nunca imaginou que seria assim. Ensaiou muitas vezes no dia anterior como iria se apresentar mas assim que viu Levi parado na porta, era como se tudo que tivesse pensado caísse por água abaixo, agora estava desejando um cara que não tinha trinta minutos que havia conhecido e teria que fotografar ele a tirar as roupas.

Bem, não seria ele a reclamar de nada.

Andou em direção a mochila e começou a tirar duas lentes e uma câmera. Encaixou as lentes e olhou como estava o cartão de memória e a ligou.

Esse com certeza foi o ensaio mais torturante da sua vida, perdeu as contas de quantas vezes segurou pra não morder os lábios ao ver uma posição completamente provocante por parte do mais baixo. A pior com certeza foi quando se ponhou de quatro apoiado sobre a mesa e empinou o quadril o máximo que pode e olhou com olhos luxuosos para Eren.

Sabia que poderia ser somente uma ação para a fotografar, mas o jeito que os olhos azuis-acinzentados o olhavam, sabia que não era.

Começaram a olhar foto por foto e de fato, Erwin não havia se enganado com o moreno. Mesmo com a pior das iluminações, Eren consegui tirar fotos ótimas e algumas até poderiam ser aproveitadas em alguma ocasião mais informal.

– Você tem mesmo talento, pirralho. – Levi deixou-se sorrir e ajeitou as roupas que até agora estavam num estado, ao seu ver, caóticos.

– Obrigado e... então – começou a arriscar a dizer quando foi interrompido por um rápido selinho de Levi – O-o que? – deixou sua voz sair gaguejada em surpresa.

– Não diga que não queria, está desejando isso desde que começou com as fotografias, não seja hipócrita. – Levi deu de ombros e se aproximou, vendo que tal ação o deixava cada vez mais vermelho.

– Eu achei que…

– Fosse esperar mais? Tch, é mesmo um pirralho. Aprende uma coisa Eren, se está com vontade faça. Simples assim.

– Mas...eu, não… – Não saberia como dizer, apenas de toda luxúria e excitamento que sentiu durante as fotografias não lhe dariam coragem de fazer o que queria e por um único e simples motivo, nunca tinha feito.

– Não me diga que é virgem? – Decidiu perguntar e se surpreendeu ao ver Eren passar de um tom vermelho pra escarlate e desviar o olhar. – Isso vai ser mesmo interessante. – Deu um sorriso libidinoso a Eren que se encolheu e sentou no sofá tentando esconder a vergonha. – Não precisa ficar com vergonha mon cher, digo que fico até admirado com isso.

“Francês?” – Pensou quando ouviu a súbita frase em um sotaque diferente.

Com passos rápidos andou até a porta e tirou uma chave do bolso e trancou a porta, jogando a chave em cima da mesa. Se voltou a Eren e agora andava como um felino começando a tirar a camisa e deixar que seu tronco ficasse nu, expondo completamente o corpo bem definido que tinha.

Eren apesar da vergonha e das milhares de coisas que passavam na sua cabeça - como os sinais de alerta do cérebro que avisava que transar com um recém-conhecido não era boa coisa - se ofuscaram ao ver Levi seminu.

Foi despertado de seus devaneios assim que se tocou que Levi agora sentava sem seu colo de forma provocante e entrelaçava os dedos nos fios de cabelos castanhos e puxava para si, deixando as respirações se misturarem.

– Olha Levi, eu não sei...– aquela respiração o estava deixando louco, o calor do corpo de Levi era bom, o toque das suas mãos era macio, nem mesmo sabia como estava aguentando tanta provocação.

– Você quer? Sente vontade? Se disser que não, eu saio daqui e finjo que isso nunca aconteceu.

Eren o olhou nos olhos, os cinzas queimavam em luxúria e excitação, podia ver que também estava tentando se controlar. E de fato estava, teve que se segurar durante o ensaio, cada posição que fazia, era um olhar de desejo que recebia.

Se encaram um pouco e devido a demora da resposta, Levi decidiu mover os quadris de forma insinuante, o que arrancou um gemido baixo dos lábios do moreno.

Aquilo foi a faísca.

Com um movimento brusco puxou a cabeça de Levi pra perto e atacou-lhe os lábios de forma voraz. Com a outra mão agarrou-lhe firme na coxa e apertou. Levi gemeu na boca de Eren que mais parecia que queria devorá-lo .

Eren o arranhava na nuca e por vezes nas costas e movia a pélvis de acordo com os quadris de Levi que nunca pararam de se mexer.

A fricção dos corpos estava insuportável de tão quente, queria sentir mais daquela pele morena e com esse pensamento levantou a camisa e Eren que separou o contatos dos lábios para tal ação. Seguiu-se mais um beijo ardente até que Eren o segurou pela cintura e jogou-o deitado no sofá por cima de Levi e começou a descer beijos pelo pescoço, alternou entre a orelha e a mandíbula também, arrancando suspiros e gemidos baixos de Levi.

Sentia como o mais baixo estava duro e quis provocar mais quando moveu os quadris esfregando sua ereção com a dele e ouviu um gemido mais audível. Acabou por sorrir e descer mais.

Espalhou beijos por todo o tronco e sentiu como Levi agarrava os seus cabelos empurrando para um de seus mamilos e entendeu o que ele queria.

Sugou com vontade o mamilo direito e com uma mão acariciava o esquerdo

– Ah...Eren, morde...– Sussurrou baixo como um mantra.

Assim fez e escutou mais gemidos e agora com alguns palavrões e palavras sujas no meio. Assim que fez com ambos, começou a descer mais, começava a deixar alguns arranhões nas laterais da barriga. Deixava beijos molhados e mordidas.

Levi arfava. Sua mente estava nublada. Esse pirralho era melhor do pensava, seria sempre assim? Seus lábios eram macios mas seus chupões eram fortes e doloridos e isso o deixava em êxtase.

Tentava conter os gemidos mas não adiantava, cada toque o arrepiava.

Sentiu o moreno desabotoar a calça e puxar de uma vez junto a boxer que usava, sentiu um alívio imediato de ter sua ereção exposta.

Eren se sentia inseguro com o que está a prestes a fazer além de surpreso com as suas últimas ações.

Como é que tinha parado ali se tinha saído de casa pra fazer um ensaio?

Acho que não importava mais.

Desceu com a boca até o membro mas não tocou, começou a espalhar beijos e chupões pela zona sem nunca se aproximar muito de onde o mais baixo mais queria.

– Não vai me chupar? – agarrou os cabelos castanhos e puxou-o para cima e olhou nos olhos.

– Hum...– Deu um sorriso de lado – Acho que não, prefeito outra chupar outra coisa.

Agarrou nas coxas de Levi, as rodeando com os braços e ergueu sua pélvis e Levi entendeu o que ele queria.

Abriu mais a perna a fim de deixar sua entrada mais exposta e repousou o resto da perna nas costas de Eren, que agora usava as mãos para apertar as suas nádegas com força e deixar a entrada ainda mais exposta.

Levi estremeceu ao sentir a língua quente e úmida passar por toda extensão.

– Ah...merde! – Não conteve o gemido e nem o sotaque que agora Eren reconhecia mesmo como francês.

– Então fala mesmo francês – Parou um pouco com a língua e resolveu arriscar uma coisa. – Quero te ouvir falar de novo. – Começou a morder e chupar as nádegas começando a passar longe de sua entrada, depositava beijos também se aproximando da zona do membro, mas sem tocar.

Aquilo estava sendo uma tortura. Levi não aguentariam mas daquilo.

– Touche Moi Plus S'ind Sous-Plaitî – Falou em tom sôfrego que fez Eren estremecer e sem demora abocanhou o pênis de Levi. – Caralho…! – Puxou mais os cabelos de Eren. Sabia que estava usando muita força mas era bom demais pra se controlar.

Eren mesmo com dúvidas, lambeu várias vezes toda a extensão e abocanhava vezes sem contas. Relaxava a mandíbula para tentar por tudo e conseguia cada vez mais, chupou mais forte a ponto de chegar ao fundo de sua garganta e viu como fazia efeito em Levi, que arqueava as costas e gemia com alguns palavrões.

– Merde, Eren...– Aquele sotaque de novo – Se continuar assim eu vou…

Eren parou tudo que estava fazendo olhou como o outro ofegava, retirou as mãos do menor de seus cabelos e levantou-se o suficiente para retirar a camisa bem na sua frente.

Levi mordeu os lábios. Eren não aparentava mas tinha o físico definidos em proporções certas.

– Gostoso...– Deixou escapar e varreu os olhos mais um pouco pelo corpo do garoto que agora desapertava o cinto e começava a baixar as calças juntamente com a boxer. – Sabia que não tinha errado em dar minha atenção pra você...– levou a mão esquerda ao membro começando a masturbá-lo lentamente enquanto mordia os lábios e olhava pra Eren que voltava pra cima de si.

– Como pode ter tanta certeza se acabou de me conhecer? – Assim que estava de novo da posição de antes, retirou a mão de Levi e comeu a masturbaar em seu lugar.

– Nhg..! você também não está em posição de criticar…

– Se tiver vontade, faça...ordens do meu superior...– Deu de ombros com um sorriso

– Ainda não me pronunciei sobre isso...– Devolveu o sorriso

– Tenho confiança no meu trabalho como fotógrafo, agora este que eu estou fazendo...– Se abaixou e lambeu toda extensão dando um sorriso libidinoso – é um extra que eu tenho certeza que não vai contar na minha avaliação.

– Está muito abusado para alguém virgem…ah..– As mãos de eren tocaram em ponto mais sensível de seu pau

– Tenho certeza de que posso não ser mais…

– Está pensando em fazer algo arriscado? – Perguntou gostando do rumo da conversa.

– Não, mas...quero te enlouquecer com a minha boca, agora – Abocanhou novamente o membro se deliciando com as palavras sujas que saiam da boca de Levi.

Agarrou-lhe novamente os cabelos.

– Chupa mais...isso, engole tudo...ah! – Arqueou as costas ao sentir encostar no fundo da garganta do moreno

Eren engolia cada vez mais, chupava com força e com vontade. Largou apenas algumas vezes para se deliciar com as bolas de Levi.

Não tardou chegar o clímax com gemido bem mais alto que os outros.

– Caramba...– Olhou pra Eren que sorria satisfeito e notou um problema. Levantou-se ainda um pouco trêmulo pelo orgasmo recente e passou a mão pela ereção que pulsava. – ainda temos um problema para resolver….

Quatro anos mais tarde.

–Mas que merda, Levi! São só migalhas. – Exclamou Eren com a voz irritada.

– São migalhas no meu tapete. – Fez questão de frisar cada palavra no ódio que carregava de ver o seu tapete branco com migalhas de bolo de chocolate. – Parece uma criança, porra. Tem a boca furada?

Eren rolou os olhos e se levantou do sofá em busca de uma vassoura.

– E você é um maníaco ridículo – Falou entre os dentes e sabe lá deus como ele ouviu

– Maníaco que você escolheu pedir em namoro depois em casamento. – Deu de ombros com um sorrisinho.

– Vai me jogar isso à cara, sempre? – Perguntou envergonhado voltando com a vassoura.

– Vou.

– Pois bem. – Largou a vassoura em qualquer canto e avançou a passos rápidos a Levi que tentou recuar mas não teve tempo e foi jogado no sofá. – Quero incrementar mais um pedido. Levi Jaeger, quer ter filhos e aumentar a família comigo?

– Que?

– É sério! Sinto que estamos sozinhos demais nesse apartamento enorme – Deixou-se levar pela manha e deitou a cabeça na curva do pescoço de Levi, que começou a fazer um cafuné carinhoso nos cabelos castanho que agora estavam na altura do ombro.

– Eu não sei, Eren...– Começou a falar. – Eu não tenho esse tipo de habilidade, geralmente eu assusto as crianças, confesso que...– Deu uma pausa e respirou fundo. – Que ja tive esse pensamento mas…

– Se você também quer, então pronto...não precisa pensar assim – Eren agora estava sentado sobre as coxas de Levi e o olhava expectante. – Sabe melhor do que ninguém que vou estar contigo. Foi a minha...nossa promessa.

– Não sabe o quanto é bom para mim...– sussurrou e deu um sorriso, quando eren o beijou suave nos lábios.

Depois daquele momento quente entre os dois, ambos sabiam que não iria acabar por ali, a tensão - principalmente sexual - entre os dois era grande. Com o ensaio aprovado por Erwin, começaram a trabalhar juntos por duas semanas mas como o profissionalismo tinha que prevalecer, fizeram um acordo de não se tocarem durante os ensaios e aqui foi uma extrema tortura para os dois.

Levi era o que mais provocava, as posições eram apelativas e Levi sabia disso e gostava disso. Adorava ver os olhos de luxúria de Eren tentando se controlar.

Durante essas semanas horrorosas, começaram a sair em encontros que terminavam e uma transa ou uma transa que terminavam em encontro.

Eren foi o primeiro a se declarar devidamente e o pediu em namoro, a resposta foi imediata, vendo que Levi não estava muito para trás em questão de sentimentos.

Passou-se um ano depois disso e vendo que o amor só crescia, veio o pedido de casamento e este foi feito perante a presença dos pais de Levi e sua turma.

Sua prima - na qual estava na placa do estúdio - Mikasa foi a primeira a surtar quando viu Eren se ajoelhar perante todos na sala, numa noite de natal e também aniversário de Levi. Seus gritos histéricos foram ouvidos pelo bairro inteiro, isso era uma certeza.

Pai de Levi não foi muito de acordo mas a mãe...essa teve quase a mesma reação da sobrinha. Seu sorriso não cabia no rosto.

Algumas pessoas da equipe de Levi também estavam presentes.

A resposta foi de longe positiva. Levi ficou vermelho mas o sorriso bobo não lhe fugia do rosto, gostava mais do que queria admitir e isso, numa opinião feminina, era uma graça.

Okay...Eren também achava, mas expressar essas palavras audivelmente, seria como pedir pra levar um chute no rosto. Já tivera essa experiência quando por acidente derrubou café em sua mesa de trabalho.

Viu o inferno e a morte de perto.

Moravam juntos em Berlim a três anos e estavam felizes.

Carla e Grisha não foram contra mas se distanciaram do filho assim que soube sua preferência de sentimentos, nunca faltou contato mas esse, era raro. Seus amigos os parabenizaram e fizeram questão de conhecer Levi em um encontros que marcaram.

E de longe foi a pior coisa que Levi poderia ter feito. Em sua humilde opinião, Eren só tinha amigos retardados. Um tal de Jean que mais parecia um cavalo, bebeu demais e subiu em uma das mesas do bar que estavam e gritava loucamente que queria agir como uma vadia para Marco. Este um rapaz mais reservado que quase morreu de vergonha nesse dia, mas depois de algum tempo acabou assumindo que gostava do esquisito e acabaram morando juntos. Ymir acabou se apaixonando por História, que estava presente juntamente com Armin neste dia a pedido de Eren, que simpatizou com os loiros que depois de alguns dias no estúdio descobriu serem irmãos.

Armin se assumiu assexual a todos e até agora estava solteiro e como gerente do estúdio. E estava feliz.

Todos ajeitaram a sua vida e agora, ah agora era lidar…

– Eu não aguento mais...– Eren respirava com dificuldade depois de correr o parque inteiro quase três vezes.

– “Quer ter filhos e aumentar a família comigo?” – Esganiçou a voz e ergueu as mãos na altura do ombro. – Aguenta.

– É demais pro meu corpo sedentário. – Aproveitou que Rivaille havia sentando junto com titã no gramado e fez o mesmo ao lado de Levi que escrevia alguns rascunhos de um livro que planejava há alguns meses. – Como está indo?

– O rascunho do primeiro livro está pronto. – Fechou a pasta que estava na mão e sorriu. – “Ao seu lado fujo das muralhas” vai começar a ser escrito logo.

Eren sorriu perante ao entusiasmo de Levi e se aproximou para lhe dar um beijo mas foi impedido com o baque da pasta em sua cabeça.

– Nem pensar...você está suado e fedendo. Longe de mim Eren. – Levi se arrastou e ficou um pouco mais longe.

– Poxa vida, só um, você não vai morrer cheio de bactérias por causa disso...– Respondeu amuado.

– Eu já disse que não! Quantas vezes vou ter que...– foi interrompido por titã que pulou nas suas costas e Rivaille apareceu com as roupas sujas e rolar no gramado.

Rivaille tinha seis anos, cabelos castanhos e olhos cinzentos. E uma estatura que parecia ter puxado de Eren. Haviam apostado em uma barriga de aluguel, com as novas descobertas da genética tentou fazer um tratamento para ter o filho com características de cada um e no fim, não sabia distinguir com quem Rivaille se parecia mais.

Abraçou Eren pelo pescoço e deu-lhe um beijo no rosto e fez uma expressão de dó.

– Você nunca aprende, não é papai? Parece um criança.

Eren arregalou os olhos indignado.

De fato, agora sabia com quem o pirralho se parecia mais.

*Apesar de ter postado essa Ereri hoje, só Deus sabe o quanto o meu coração tá apertado de tristeza...

10 de Março de 2019 às 13:01 0 Denunciar Insira 0
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