Filho da Alvorada Seguir história

jefersongarcia Jeferson Garcia

O que sabemos sobre nosso mundo? O quão perverso e egoísta a natureza humana pode ser? Nessa história, a vida de dois irmãos é mudada após um ato inexplicável pela mentalidade humana, sabe se lá se seria possível reverter tal acontecimento, porém a unica certeza é que jamais a vida deles será como antes.


Fantasia Medieval Para maiores de 18 apenas.

#magia #dragão #385 #elfo #ninfa #Entidades
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Fraternidade

Observava aquelas gotas de água chocando-se contra o vidro da janela pelo sétimo dia consecutivo pela manhã. Talvez o sol se desapontou com a humanidade e resolveu ir para algum lugar aonde tais criaturas não predominam. Lugares estes que muitos duvidam de sua veracidade, já que apenas uma minúscula parcela pode pisotear seu solo. Se bem que meus pés jamais me sustentaram sequer sobre o piso rochoso da minha residência, o único lugar conhecido por mim, possuindo contado do mundo exterior apenas através dessa janela ao lado de meu leito, porém, devido a umidade, estava embaçado. Já não bastava não poder movimentar-me livremente pelas ruas do vilarejo, minha visão também estava limitada.

Atravessando a porta, um pequeno indivíduo dirigia-se em minha direção. Suas pequenas mãos seguravam cuidadosamente um copo de barro que continha chymó, um líquido de coloração azul-turquesa, feita de ervas da mesma cor. Enquanto eu degustava aquela bebida doce, que provoca alguns calafrios pela sua sensação gélida, aqueles olhos puros me observavam, demostravam admiração, mas pelo que? Sendo seu irmão mais velho eu que deveria cuidá-lo, porém, ocorria o inverso. Uma criança de sete anos responsável por um de dezessete infligia as leis naturais.

— Irmãozão! — Ele falava com sua voz doce. — Quando eu crescer prometo levar você nas costas para a gente brincar lá fora.

Por um momento não sabia o que lhe responde, então apenas sorri e em seguida brinquei:

— De preferência em um dia ensolarado.

Enquanto eu voltava a beber meu chymó, ouvimos um estrondoso trovão.

Jamais ouvi algo tão barulhento antes. Seria os deuses furiosos conosco? Não bastasse levarem o sol, iriam atormentarmos também. Ao voltar a atenção ao meu “responsável”, ele estava com sua face deitada em minha cama com suas mãos trêmulas sobre seus ouvidos. Pousei minha mão em sua cabeça e tentei acalmá-lo, porém, minhas palavras não bastavam. Seu corpo estava tomado por um tremor. Então apenas fiquei em silêncio acariciando seus cabelos castanhos.

Após segundo, uma intensa luz entrou pela janela, tão intensa que todo o quarto era consumido em instantes, até apenas restar um vazio branco.

Despertei no dia seguinte. O sol pairava no céu do leste. Espreguicei-me e levantei, fui caminhando para o outro lado do quarto. Antes de cruzar a porta olhei novamente para trás, para minha cama e senti-me faltando algo, mas logo prossegui. Cheguei a cozinha, lá minha mãe colocava seu chapéu de palha sobre seus longos cabelos negros, ela deu um breve sorriso e então cruzou para o exterior, iria ir trabalhar nos campos de trigo e agora eu deveria cuidar dos afazeres da casa.

Antes de começar, dirigi-me até a parede a direita, nela havia uma espada, de dois gumes, pendurada. Sua lâmina polida era possível ver-me nitidamente. Meus cabelos estavam bastante bagunçados, porém, eram rebeldes demais para serem domados, então qualquer tentativa de ajeitá-lo era fracassada. Peguei-a com apenas uma mão pelo seu cabo, feita de e uma rocha rubra, esculpida, semelhante a um rubi. Não era pesada, poderia ser manejada facilmente, e assim fiz, a balançava e rodopiava tentando replicar um duelo. Porém, não me lembrava de tê-la segurado antes. Porém, minha brincadeira logo acabaria ao escutar uma voz clamando-me. Dirigi-me a um quarto vizinho ao meu. Entrando no lugar, pude ver novamente o pequeno indivíduo que compartilhávamos do laço fraternal, repousando em seu leito.

— O que deseja? — Perguntei.

— Eu gostaria de ir ao banheiro — Respondeu-me.

— Por que não levanta e vai?

— Como assim? — Ele indagou. — Não lembra que minhas pernas não funcionam! Senti a intensidade da palpitação de meu coração aumentar. A situação parecia incomum para mim. Minha mente não tinha alguma recordação daquela situação que presenciava. Na verdade, qualquer recordação minha estava confusa.

4 de Março de 2019 às 11:32 3 Denunciar Insira 1
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MRz Rz MRz Rz
Olá, eu sou a MRz e venho pelo Sistema de Verificação do Inkspired. Sua história está “em revisão”, pelos seguintes motivos: 1) Acentuação. O seu texto está com algumas palavras faltando acentos, como em “indivíduos” e os verbos terminados em “a”, “e” e “o” seguidos do pronome oblíquo -lo, -la, -los, -las também possuem acento. Algumas outras palavras também faltam acentuação. São erros bem pequenos que acredito que uma revisão já ajuda. Depois de corrigido esses erros, é só responder esse comentário para que eu faça uma nova verificação. :)
6 de Março de 2019 às 08:50

  • Jeferson Garcia Jeferson Garcia
    Revisão feita 10 de Março de 2019 às 13:39
  • MRz Rz MRz Rz
    Olá. Foram feitas sim algumas correções, mas a história ainda possui alguns erros de acentuação e vírgula. Eu recomendo que use um Beta Reader, disponível em Autopublicação, para correção dos detalhes mais profundos. Após isso, se ainda quiser que a história seja verificada, é só responder essa mensagem que irei relê-la com prazer! :) 10 de Março de 2019 às 19:41
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