INCANDESCENTE | jikook | bdsm | abo Seguir história

howudare HOWYOUDARE .

INCANDESCENTE: 1. em sentido literal: estado de incandescência; em brasa; candente. 2. em sentido figurado: muito excitado; exaltado, ardente. Jeon Jungkook é um alfa teimoso e que parece ter nascido ao contrário, com genes híbridos das duas classes opostas, além de uma personalidade que demonstra prazer na desobediência, ainda que não seja necessariamente alguém submisso e menos ainda dominante. O ruivo possui uma especial tara por seu vizinho alfa lúpus, Park Jimin, cuja classe é conhecida por ser a maior reprodutora da espécie. Mas o lúpus, além de extremamente sensual, é alguém evasivo e que esconde segredos. E quando Jungkook os descobre, é apenas o começo de uma relação mais quente que o inferno. jikook • alfa×alfa • bdsm • abo Jimin¡TamerDom Jungkook¡brattysub ATENÇÃO: a fanfic é flex; o que significa que ambos serão passivos em determinados momentos.


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#jikookflex #abo #bdsm #kpop #kookmin #yaoi #bts #jikook
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Prólogo: curioso


— O BDSM não se trata de sexo fácil. O sexo é uma consequência — Jimin disse com propriedade. — Não se trata também de mandar ou ser mandado por uma pessoa, como numa ditadura, contra à sua vontade. O BDSM em si é puramente sobre prazer. Sentir prazer e dar prazer. Sentir prazer em dar prazer. Ou ter seu prazer, e este seu prazer, ser a causa de prazer do outro. Compreende? Se a dor for algo que te dá prazer em sentir, e o outro tiver prazer em causá-la, isso é BDSM. Se a submissão à outra pessoa for algo que te excita, assim como dominar o seu parceiro e fazê-lo te servir e ceder aos seus caprichos, isso é BDSM. Tudo aqui gira em torno do prazer mútuo e satisfação. Por isso os pilares do BDSM, além do bom senso, são os termos "São, seguro e consensual". O próprio nome é autoexplicativo. Vou explicar cada um deles. Vamos a parte do "seguro"; A segurança precisa vir em primeiro lugar. Um Dominador que não sabe o que está fazendo e acaba ultrapassando os limites de seu submisso, está praticamente cometendo um pecado. Se algo assim acontece durante uma Cena, aquele Dominador será visto com maus olhos. Perderá seu bom nome e boa fama no meio, e dificilmente encontrará um novo submisso ou submissa para si, se ultrapassar os limites de alguém, ainda mais em público.

— O que é uma cena, Jimin-ssi? — Pergunta Jungkook, sentado no sofá de couro vermelho. — Já me deparei com este termo antes, mas nunca entendi perfeitamente.

— A Cena é como chamamos uma interação de BDSM, que pode ser em público. Geralmente se trata de uma performance, uma atuação, onde o Dominador ou Dominatrix, juntamente a um submisso ou submissa, interagem como numa peça teatral, com seus papéis bem definidos e pré-estabelecidos. É um conceito que não é totalmente definido, é mais amplo. E aí nós temos também a chamada Sessão. Essa é puramente quando os praticantes se reúnem para praticar os atos de Bondage, Disciplina, Dominação e Submissão, ou Masoquismo e Sadismo. É o momento da prática, de maneira geral.

— Acho que entendi um pouco... — Jungkook fala. — Uma é mais voltada pro público, de forma demonstrativa, enquanto a outra é a prática em si, entre o Dominador e o submisso. São diferenças tênues, certo?

— Algo assim. Existe muita coisa no BDSM que possui distinções sutis, que não ficam claras logo de cara — Jimin respondo. —Como eu dizia, todas as regras de segurança, sobre como realizar fetiches com risco de dano à saúde, como cera de velas, choke play, ou o próprio bondage, por exemplo, precisam de plena experiência e capacidade do Dominador para praticá-las sem causar danos físicos aos submisso.

— Choke play é aquele kink de ser enforcado ou ter a respiração interrompida durante o ato sexual, não é? — Jungkook indaga curioso, embora precisasse apenas da confirmação.

— Exato. Você gosta? — Jimin pergunta encarando o outro. Seu olhar deveria ser puramente indagativo, mas era mais como se incinerasse todo o corpo alheio.

Estava sendo tão difícil esperar. Ainda mais quando ambos sabiam o que o corpo um do outro era capaz de fazer.

— Gosto... — Jungkook disse com um traço de timidez em sua voz. — Eu gosto quando... você vai fundo em minha garganta, e por alguns segundos sou incapaz de respirar, com você inteiro dentro dela— confessou. Não era como se devesse esconder esse tipo de coisa do Park, pelo contrário. Tinha que falar, afinal estavam ali pra isso.

Jimin arqueou suas sobrancelhas, com um sorrisinho extremamente provocador em seus lábios, como se desafiasse Jungkook a fitar-lhe nos olhos. Pra um alfa, o garoto era terrivelmente manhoso. Pra um ômega, ele era faceiro demais. Para Jimin, aquela combinação era perfeita. Jungkook lhe dava água na boca.

O cheiro adocicado, mesclado ao característico amadeirado do alfa, eram de fazer salivar. Jungkook tinha cheiro de bergamota, cedro, ameixa e maçã. Parecem muitas notas, mas não eram nem a metade das notas de um perfume caro, por exemplo. Jimin se perguntava qual seria o sabor de seu Slick  — a lubrificação de um ômega. Alfas não deveriam ter a entrada lubrificada com slick, mas Jungkook tinha. Aquela particularidade o deixava ainda mais atiçado e ele ainda não havia se dado ao prazer de experimentar Jeon lá atrás.

Jimin precisou segurar a respiração perto do outro alfa. Não era de forma consciente, é claro, mas Jungkook estava soltando seu odor de forma mais forte, por estar tremendamente excitado. O mais novo olhava para todos os lados do cômodo, menos para o Dominador. Mesmo após 25 anos, Jungkook ainda se sentia envergonhado e desconfortável em emanar um odor tão adocicado para um alfa. Sofrera tantos preconceitos por conta daquilo a sua vida toda, que pensava ter nascido ao contrário. Como uma criança que ao invés de sair do útero de cabeça pra baixo, sai sentada de pernas cruzadas. Tinha medo de afastar Jimin de si daquela forma. Afinal, até onde sabia, Jimin era um alfa que gostava de outros alfas. E um alfa com cheiro de ômega, poderia não levá-lo exatamente ao delírio. Mal sabia ele, que era justamente aquela mistura que deixava Jimin insano de tesão.

O Park pigarreou e tentou com mais bravamente, ignorar a fragrância deliciosa que adentrava suas narinas à força. Seu lobo queria rugir. Seus caninos roçavam as gengivas, querendo descer. Em todos aqueles anos, seu lobo jamais demonstrara interesse real em querer marcar alguém. Jimin pensava que isso era devido ao fato de alfas não poderem se marcar entre si. Mas seu instinto lobo ficava desesperadamente inquieto, frente a Jeon Jungkook, e ele também. Bufou. Andava altamente descontrolado, para alguém que era o mestre do controle e disciplina.

— Isto nos leva diretamente a parte do "seguro" — Continuou. —Os limites do submisso jamais devem ser ultrapassados pelo Dominador. Se o sub aguenta apenas 10 segundos tendo sua respiração paralisada, o dominador em hipótese alguma deve achar que ele deve ou pode aguentar mais. O "querer" que importa não é o dele, é o do submisso. Isso quase não é notado, mas é o sub quem manda na relação. Ele define os limites. Logo, nunca os limites de um sub devem ser excedidos ou extrapolados, e se isto acontece, nós saímos da zona de prazer e entramos na zona do castigo, da punição, e não de uma forma prazerosa, mas sim vingativa e maldosa. O que nos leva a parte dos castigos aprazíveis dentro do BDSM. Os castigos fetichistas não estão ligados a punições dolorosas não consensuais. Os castigos devem ser aqueles que dão prazer ao castigado. Ele deve ter prazer em ser castigado, da maneira que ele e o Dom tiverem anteriormente acertado, de forma a ser disciplinado. Já a punição, acontece quando o sub desobedece, estando totalmente consciente do erro que está cometendo. A punição não é agradável, é dolorosa; mas ainda assim, é consensual. Ela faz parte do poder que um submiso confere ao seu Dominador, como parte necessária naquela relação. Você sabe me dar um exemplo, Jungkook? — Jimin pergunta o encarando atentamente.

— Humn... Ser estimulado de forma altamente prazerosa com um oral, mas ter o orgasmo interrompido. É uma forma de castigo — Jungkook responde.

— Correto. — E tais palavras de aprovação de Jimin, deixavam Jungkook deleitoso, fazendo-o suspirar satisfeito. — É uma forma de castigo, não deixar o sub gozar. Chama-se "Orgasm Denial". E isso será um castigo apenas por alto, já que o sub vai sentir um enorme prazer no seu quase ápice. Aquilo o deixará mais excitado. Talvez seja até mais prazeroso do que se o sub de fato gozasse. Não é tão difícil de entender, certo? É como preto no branco, e não uma coisa cinza, como as pessoas costumam associar. Enquanto o prazer estiver sendo sentido dos dois lados, é válido. Agora me dê um exemplo contrário, Jungkook. Um onde a punição dada pelo dom seria algo não prazeroso para o sub.

— Deixe-me pensar... Acho que se um sub diz que sente muita dor com a palmatória sendo dada nas nádegas, e como punição por ter desobedecido alguma ordem do Dom, este o pune com a palmatória, e ao invés de prazer, o sub sente uma dor ruim...

— Exato. Você entende bem, suas pesquisas valeram à pena. Toda e qualquer pessoa, antes de iniciar-se no mundo do BDSM deve pesquisar muito. É mais fácil de entender quando alguém te explica, se você já tiver um embasamento pelo qual buscou sozinho. E essa questão do prazer é o que define tudo. Enquanto ambos estiverem sentindo prazer nas práticas, estaremos dentro dos conceitos do BDSM. E ter prazer nas práticas, não necessariamente quer dizer que será gostoso, mas sim que você está satisfeito com os acontecimentos. Mesmo numa punição, que tem objetivo de envergonhar o submisso, ele permite que ela aconteça, porque inicialmente foi ele quem permitiu aquela relação para com o Dom, compreende? Mesmo durante uma punição, o submisso terá prazer, de certa forma. Mas daí, o prazer será relacionado a relação em si. À partir do momento que não houver prazer pra uma das partes, então não estamos mais dentro do BDSM. Estamos dentro do ABUSO. A relação abusiva em si, é algo detestável, que não entra nas práticas de Dominação e submissão, embora pra quem veja de fora, possa parecer que é assim que funciona. Principalmente quando são relações perfeitamente esteriotipadas, como as de Alfas machos Dominadores, e ômegas fêmeas submissas.

— Então não existem regras fixas, certo? É tudo a questão do acordo entre as partes, respeitando o óbvio? — Jungkook pergunta incerto.

— Exatamente. Eu já vi Alfas Machos como eu, serem perfeitos submissos de Ômegas Fêmeas, de aparência frágil. O BDSM é atrativo em nosso mundo, justamente por quebrar padrões. No bdsm nós temos as bases, as noções, os conceitos que embasam as práticas de dominação e submissão, do bondage, da disciplina, do sadismo e masoquismo, mas quem faz as regras são as partes numa relação. O que pode e o que não pode, o que deve e o que não deve ser feito — Jimin diz sério. — No estudo do Direito, por exemplo, existe uma frase norteadora nas relações contratuais, que diz que "O contrato faz lei entre as partes". Quer dizer que a regra, será aquela que as partes decidirem como tal. Existe uma linha tênue entre uma relação abusiva e a relação de dominação e submissão. Por isso, deve-se existir muita conversa entre os praticantes, pois tudo deve ser acordado e consensual.

— Mas a gente vai poder começar as práticas exatamente quando, Jimin-ssi? Apenas quando eu souber absolutamente tudo? — Jungkook pergunta, com um tom leve de ansiedade na voz.

— Não tenha pressa. Lembre-se da disciplina, sim? — Jimin responde com um sorriso de canto. — Preciso que você saiba exatamente o básico. O resto é aprendido na prática. Mas você deve estar ciente de todos os poréns, antes de começarmos essa relação. Vamos falar um pouco sobre Masoquismo e Sadismo, que são bem básicos para os iniciantes. Sabe os conceitos?

— O Sádico é aquele que sente prazer em infligir dor e Masoquista é aquele tem prazer em senti-la — Jungkook responde. — Me parecem uma parte bem assustadora, essa coisa da dor.

— Pode ser, quando são muito intensas e beiram os limites aceitáveis. Mas vai do gosto de cada um. Fique de joelhos no sofá e vire-se de costas pra mim, apoie seus braços no encosto — Jimin fala calmo. Mas não é como se fosse um pedido. É uma ordem. A autoridade é clara em seu tom, mesmo que fala de forma tranquila.

— Vamos praticar algo agora? — Jungkook indaga animado, com os olhinhos brilhando em expectativa.

Jimin solta uma risada. Jungkook parecia uma criancinha numa loja de brinquedos. Há quanto tempo esses garoto deveria estar querendo conhecer mais sobre aquele mundo e nada fazia? Era claramente um fetichista. Não era como se ele não tivesse facilidade de acesso aos clubes e casas noturnas de práticas fetichistas, sendo amigo de Jung Hoseok, um Switcher.

Observou a bunda malhada empinadinha em sua direção e salivou. Jungkook era tão fodidamente gostoso. Jimin sentia seu corpo esquentar como se estivesse com febre, queimando por dentro, só de olhá-lo. Aquele garoto sequer sabia o quão ridiculamente erótico ele parecia, com aquele corpo musculoso e o rostinho de criança inocente. Ou quando ele ficava animado e fazia uma expressão curiosa, parecendo um bebêzinho no corpo de um gostoso do caralho. Ah, a sanidade de Jimin estava se esvaindo.

— Não, ainda não — Jimin respondeu, tentando não demonstrar o quanto estava afetado. — Vou apenas te dar um exemplo demonstrativo. Abaixe a bermuda e a cueca. Não precisa tirar, apenas abaixá-las e deixar sua bundinha inteira à mostra pra mim — termina com a voz rouca, já começando a sentir a excitação que dar uma ordem lhe proporcionava.

Jungkook solta um risinho ladino, ansioso pra saber o que Jimin faria, já sabendo que iria gostar. Então o obedece e remove os tecidos dali, sob o olhar atento do moreno, que morde os lábios ao fitar os glúteos lisinhos e branquinhos, livres de marcas. Daqui há algum tempo, aquela bundinha arrebitada ficaria cheia com as marcas de seus dedos e chicotadas. Aliás, com qualquer tipo de marca que pudesse fazer ali. Talvez até mesmo mordidas. Ah, sim. Mordidas seriam perfeitas.

O cheiro da excitação dos dois Alfas passara a rodear o local. Jimin chegou perto das nádegas bonitas, quase que salivando. Jungkook era tão delicioso que tinha vontade de devorá-lo ali mesmo. Alisou com a mão direita, primeiro uma nádega, depois a outra, ora apertando-as, ora apenas as acariciando, tendo seu corpo debruçado por cima do outro. Deixou uma mordida molhada no lóbulo esquerdo do outro, que se arrepiou por inteiro, imediatamente, ficando visíveis todos os seus pelos ralos se eriçando, além do slick escorrendo delicadamente por sua entrada.

Jimin se ajoelhou no chão, ficando com o rosto na altura do quadril de Jeon. Observando a entradinha bonita e depilada, não se conteve, afastou as duas bandas com as mãos e deu uma lambida longa, começando no períneo e terminando no cóccix, limpando toda a lubrificação cheirosa que dali escorria. Ameixa e maçã. Então aquele era seu sabor. Tão delicioso quanto esperava. Sentiu Jungkook tremer em cima do estofado vermelho, então repetiu o ato, desta vez indo do períneo até a entrada enrugada, circulando a língua molhada ali, ameaçando adentrar o buraquinho que piscava para si, ansioso. Então se afastou e sorriu. O hálito quente bateu contra a pele molhada, arrepiando Jungkook outra vez, que gemeu manhoso.

— Jimin-ssi... — resmungou com a voz fina.

Odiava que sua voz soasse tão manhosa, afinal era um Alfa, possuía voz de comando. Mas Jungkook não gostava de comandar coisa alguma. Gostava de ser levado, de ser embalado ao som de uma música. Não fazia ideia do que queria na vida, então preferia pensar que um dia encontraria alguém que fosse pegá-lo pela mão e liderar o caminho, sem que ele precisasse abrir os olhos para saber se o caminho era certo. Queria alguém em quem pudesse confiar, que faria as melhores escolhas por ele. Certamente teria prazer em servir esta pessoa, caso ela cuidasse de si, como Jeon ansiava ser cuidado.

Jimin então passou a devorá-lo com a língua, chupando e lambendo em volta do ânus necessitado. Jungkook rebolava contra seu rosto, desesperado, então o mais velho estocava com a língua esponjosa, levando o outro à loucura. Subitamente, este dá um tapinha estalado, muito de leve, na nádega esquerda. Ouve Jungkook sugar o ar, e repete o movimento, dessa vez com mais força, fazendo um barulho maior.

— Ugh... — Jungkook geme em deleite. Jimin então dá outra tapa, com ainda mais força, deixando a marca vermelha de exatos cinco dedos e uma palma, em meio a bunda branca que mais parecia uma obra de arte — Jimin-ssi! — exclama.

— Gosta? — Jimin pergunta, com a voz fraca. — Gosta desses tapas? da força dos três? do mais fraco, do médio, do forte?

— Gosto. Gosto muito, Jimin-ssi — Jungkook responde, sem ar. — Por favor, faça de novo, Senhor  — Pede.

Jimin pareceu aprovar, já que seu cheiro se tornou mais intenso que antes. Jungkook, que sem fôlego puxava o ar pesadamente, teve o cheiro do outro Alfa lhe esmurrando as narinas. Percebeu então, algo que ainda não havia notado: Jimin tinha cheiro de lúpus. Tinha cheiro de almíscar, violeta e sândalo. Seu odor lhe lembrava vinho tinto, aquela coisa rústica, misturada ao doce, com final amargo, que queimava a garganta. E se pudesse, ficaria embebedado facilmente.

Jimin sorri e volta a chupá-lo, abrindo as nádegas com as mãos de forma rude enquanto desfere tapas estalados na carne firme. Jungkook sente a ardência de cada tapa, como se estes fossem uma fisgada em seu baixo-ventre. Talvez fossem. Associados a língua abusada de Jimin em sua entrada, sentia-se como se fosse morrer de prazer. Era delicioso. Park Jimin era delicioso.

Depois de um tempo, o moreno se levanta, voltando a ficar de pé. Alisa o próprio pênis duro por cima da calça e então o esfrega na entrada exposta, agarrado Jeon com firmeza pela cintura, este que se empina ainda mais para si, o observando por cima dos ombros, com a expressão de quem acaba de ser levado a nocaute.

— Sente como estou duro, hmn? — Jimin pergunta. O de cabelos vermelhos apenas assente com a cabeça, mordendo o lábio inferior. — Você sequer me tocou para que eu ficasse assim — explica. — Fiquei duro por dar aqueles tapas em você, e te assistir se contorcer de prazer por causa da ardência deles, junto aos movimentos de minha língua no seu cuzinho apertado... — Sussurra, deixando Jungkook ainda mais necessitado, rebolando contra seu caralho. — Você sentiu prazer com a dor da minha mão te estapeando? — pergunta.

— Sim, Jimin-ssi... — responde aos suspiros. — Achei muito gostoso... — Eu quero... eu quero mais! — corajosamente diz.

Jimin então se afasta abruptamente e sobe as calças do outro, cobrindo a pele maltratada e então sai de perto, sentando-se na enorme poltrona na lateral do sofá, deixando o de cabelos cereja desnorteado e confuso.

Jeon se vira, ainda zonzo e volta a sentar-se no estofado vermelho, puxando rapidamente uma almofada para cobrir a já absurda ereção entre suas pernas. Seu pau estava duro e molhado, assim como sua entrada, e Jungkook irritado, formava um biquinho nos lábios. Jimin era um grande filho da puta, já o estava castigando e ele nem havia desobedecido em nada.

— Não se preocupe, eu irei recompensar você depois... — Jimin fala, como se lendo seus pensamentos. — Não vou te deixar na mão. Mas não posso terminar a explicação, se você estiver anuviado pelo prazer, você não prestaria total atenção, entende?

Jungkook bufa, recebendo um olhar repreensivo de Jimin. Ainda não estava acostumado com o jeito sem-filtro do outro, embora já o conhecesse há um certo tempo.

— Eu entendi, Jimin-ssi... — resmunga, ainda irritadiço.

— Pois bem. Entendeu a coisa de sentir prazer com a dor e sentir prazer em causar a dor? — pergunta.

Jungkook arregala levemente os olhos surpreso.

— Oh! Então era isso? Não era nenhum bicho de sete cabeças, nem uma coisa macabra de espancamento?

Jimin ri divertido.

— Exatamente, é bem simples. É claro que existem diferentes níveis, Jungkook. Alguns praticantes preferem níveis mais pesados. A dor não necessariamente pode ser sentida através de tapas. Pode ser com choques elétricos, puxões de cabelo, amarrações com cordas. Mas o fetiche de bater para obter prazer, nós chamamos de Spanking. Está dentro do Masoquismo e Sadismo. — O moreno fala, sentindo seu pau já começando a abaixar. — Mas são precisos muitos cuidados. Quem tem problemas de circulação sanguínea, por exemplo, tende a ficar com mais hematomas. Já se a pessoa estiver tomando remédios anticoagulantes, o Spanking irá deixar menos marcas, já que o sangue não vai se agrupar ali. Existem inúmeras áreas para se praticar o Spanking, como as costas, nos glúteos, nas pernas, no peito, nos braços... De longe o mais tranquilo é o traseiro, como fiz com você.

— Estou ansioso, Sir. — Jungkook fala em voz baixa e provocadora, mordendo o lábio inferior, enquanto tenta disfarçar o olhar desejoso sobre o corpo definido de Jimin, mas sem sucesso, já que seus olhares se juntaram numa encarada intensa. O ar até mesmo pareceu esquentar dentro daquele cômodo.

O corpo do Park lhe parecia absurdamente atraente. Era tão musculoso e contornado, tão definido e sensual. Mas estranhamente era um corpo delicado, mais delicado que o seu próprio, este que era mais alto, mais largo, e mais forte. Jungkook tinha braços e coxas ainda mais grossas que as de Jimin, mas sua cintura fina deixava seu corpo, talvez, mais feminino. Possivelmente teria algo a ver com seus genes ômegas, já que tais genes eram o que faziam um corpo ser mais frágil, ainda que este fosse o único corpo capaz de conceber um filhote. Todavia, tais percepções físicas eram notadas apenas para aqueles que eram bons observadores e percebiam estas particularidades com clareza, nos mínimos detalhes.

Jimin, ao notar o olhar abusado de Jungkook sobre si, percebeu que, talvez, Jungkook não fosse ser tão fácil assim de se submeter ou de ser subjugado — a despeito de sua personalidade sempre inocente e bondosa. Alfas sempre eram mais difíceis de se submeter. Mas Jimin tinha uma vasta experiência anquilo. Afinal, só dominava outros Alfas. Pensou que deveria começar a discipliná-lo imediatamente.

Logo ele, com tantos anos de prática como Dominador no bdsm, não poderia fracassar no treinamento de um iniciante submisso. E Deus sabe o quanto Jimin tinha ranço dos tais Brats — aqueles que estavam em posição de submissão, mas não comportavam-se como tal, provocando seu Dominador até o limite da paciência, com suas teimosias e desrespeito às ordens. Jimin nunca havia se relacionado com um Brat antes, embora conhecesse alguns. Mas como um Dominador e ex-militar extremamente apegado às ordens e disciplina, Jimin, até então, achava inaceitável o comportamento de um submisso teimoso. Afinal, o conceito de submissão era exatamente o oposto de resistência.

Um Brat certamente causaria desgosto em seu Dominador, ao invés de prazer e contentamento. Talvez, Brat's fossem uma anomalia no BDSM, e para lidar com eles e seus desejos caprichosos e matreiros, certamente seria necessário um tipo de Dominador diferente. Sim, Jimin já havia passado certo tempo a pensar naquilo. Para que um Brat causasse satisfação a um Dominador, tal Dom teria de ser certamente alguém que gostasse de desafios. Que sentisse um prazer quase tangível, em disciplinar um rebelde, fazendo por merecer ser obedecido. Lembrou-se de uma Capitã ômega fêmea, que era sua subalterna no quartel, anos atrás. Nunca havia tido um desafio tão grande como aquele. A garota era insubordinada, abusada e raivosa. Batia de frente com absolutamente tudo o que ele falava, e Jimin sonhava em amarrá-la com fita isolante e deixá-la abandonada na chuva em meio ao frio. Garotinha irritante.

Talvez, tal relação pudesse assemelhar-se à da caça e do caçador. Um cervo não se deixa abater pelo leão da montanha, sem tentar fugir ou lutar — ainda que o mais forte e o vencedor sejam claros nesta condição. Portanto, no meio BDSM, pra se lidar com um Brat de forma satisfatória, o Dominador não poderia ser um Dom tradicional, mas sim um Tamer — na tradução livre, seria um Domador. Assim como no circo, um Domador seria aquele sujeito que doma um leão, fazendo o animal selvagem obedecer a si, e não atacá-lo, como atacaria qualquer humano. O leão domado, dá carinho ao seu Domador. O leão domado talvez até o tema.

Então Jimin segurou um sorriso malicioso. Ele era definitivamente alguém que gostava de dar ordens e ser obedecido. Mas sabia bem, em seu interior, o quanto recentemente se sentia altamente atiçado com a simples ideia de ter que domar alguém. Domar Jeon Jungkook, para ser mais específico. Talvez, em todo o seu tempo de experiência, e os seus dez anos tanto na carreira militar, como dentro do bdsm, tendo suas ordens e imposições sempre acatados, o fizessem achar toda a submissão a si um tanto... sem graça. Era rotineira.

Oh, sim, Jeon Jungkook talvez fosse um desafio. Jimin esperava não estar errado, porque tal percepção acabara de provocá-lo ainda mais. Um submisso malcriado... Um Brat... Ele seria capaz de lidar com algo assim? Ou aquilo se tornaria enfadonho e problemático? Jimin não sabia. Mas tinha um grande pressentimento de que aquilo seria divertido, pois Jungkook o deixava louco de tesão, não deixava? Jimin o queria com força. Apenas não havia tentado ir em frente com aquilo em ocasiões passadas, por ter assumido que Jungkook não seria do tipo fetichista. Ledo engano. Ver Jungkook naquela boate, havia o deixado em êxtase. O submisso que ele dominava naquele dia em que Jungkook o assistiu, havia sido esquecido durante a Cena. Ele o fodia sem realmente vê-lo, pois seus olhos estavam grudados nos de Jungkook. Ele o fodia para mostrar ao vizinho Jeon, que queria ele ali. E havia funcionado, já que Jungkook saiu dali com uma enorme e vergonhosa ereção dentro das calças, precisando aliviar-se de imediato no banheiro da Masmorra. De todas as pessoas do mundo, ele jamais imaginava que seu vizinho bobinho e atrapalhado poria os pés ali. Agradeceria Jung Hoseok depois.

Caminhou lentamente até o rapaz de cabelos cor de cereja, como uma cobra prestes a dar o bote. Jungkook acompanhava-o com o olhar atento e ansioso. Quase salivava, tamanha a expectativa — esta que era descontada por seus dentes cortando a carne macia das partes internas de suas bochechas.

Até que Jimin parou atrás de si, e num movimento rápido, puxou os fios vermelhos entre seus dedos curtos, fazendo o pescoço de Jeon curvar-se para trás e sua respiração acelerar, ao sentir o hálito quente do glorioso Jimin, chocar-se em seu rosto. A voz doce, porém altiva e perigosa, soou então em seu ouvido esquerdo, onde a boca de Jimin encontrava-se perigosamente próxima:

— Jungkook... você só deve me encarar nos olhos quando eu mandar — disse com a voz lenta e rouca no pé do ouvido do outro, que arfou com o tom de suas palavras. — Da próxima vez que me encarar nos olhos sem me pedir permissão, eu irei puni-lo. E mesmo que seu castigo seja prazeroso, você vai se arrepender por não ter me obedecido. Fui claro, Alfa? — Finalizou dando mais uma leve puxada nos fios vermelhos.

Jungkook segurou um gemido na garganta. Aquela pose tão dominadora de Jimin deixava-o louco. Logo Jimin, seu vizinho sempre tão educado, tão amável e doce, de voz delicada e sorriso fácil. Ah, sim, descobrir que Jimin era um experiente dominador de BDSM havia deixado-o estranhamente ansioso. No momento em que pôs os olhos nele, dentro daquela boate — ou Masmorra, como eram chamados os locais de práticas BDSM — Jungkook soube que teria de ser ele. A felicidade que sentiu, ao descobrir que Jimin era um Alfa que gostava de Alfas, havia sido semelhante a ganhar na loteria. Era como um presente caído dos céus.

Foi com muita força de vontade, que Jungkook tentou impedir que todo o seu sangue fluísse diretamente para seu membro dentro das calças, tamanha a excitação que a situação atual estava já lhe proporcionando. Estava mais ansioso de que na vez em que perdera a virgindade, anos atrás.

Mas passou tanto tempo perdido em tais pensamentos acerca do homem atrás de si, que acabou demorando a dar sua resposta, o que deixou Jimin irritadiço. Park então puxou novamente os fios vermelhos:

— Não ouvi sua resposta, Jeon — disse firme.

Contendo uma expressão de prazer ao ter seus fios puxados — porque isso o excitava desesperadamente, Jungkook respondeu:

— Sim, Jimin. — E é claro, a forma desrespeitosa foi proposital, embora Jungkook ainda não soubesse que o fazia desta forma.

— Errado — Jimin rebateu. — Ponha-se em seu lugar e responda corretamente.

— Sim, eu entendi, meu senhor. Não irá se repetir. — Disse do modo certo desta vez. Embora soubesse que sim, iria se repetir.

Porque era claro que quando Jimin era desobedecido, este ficava mais agressivo. E Jungkook adorava aquela rudeza, vinda daquele homem tão gentil em seu cotidiano.

— Ótimo — Jimin respondeu por fim.

Mas ele sabia que o submisso mentia. Era um brat, afinal.

7 de Fevereiro de 2019 às 01:28 1 Denunciar Insira 6
Continua… Novo capítulo Todas as Sextas-feiras.

Conheça o autor

HOWYOUDARE . @HowUdare do wattpad, e ex HOWYOUDARE do spirit; Apaixonada por Ji+kook, erostimo, bdsm e yaoi <3 99% flex!squad (mas aquele 1% é jk!bottom). Me indiquem boas jikook pra ler, não sei mexer aqui ainda :p

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Softdemon Softdemon
olha só o que eu acheeeei hmmmm HowYouDare to de olhoKKKK
3 de Agosto de 2019 às 09:55
~