Little Secrets Seguir história

noveluas Tata C

Todo mundo guarda algum segredo. Alguns piores que outros. Nayoung não se orgulhava em nada dos seus e muito menos de ter Sejeong no meio daquilo tudo. Os pequenos segredos de ambas estariam sempre em meio aos sentimentos que elas nutriam uma pela outra há tanto tempo, mas nem isso era o suficiente para as afastar. [NAJEONG | GUGUDAN]


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#drama #lésbico #wlw #kim-sejeong #kim-nayoung #najeong #gugudan
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Prólogo: Who Are You?


O salão do restaurante da família Kim estava lotado, estudantes enchiam as mesas compridas. O murmurinho parecia crescer a cada instante, Nayoung servia uma mesa atrás da outra, os olhos pesados pela noite mal dormida e o humor péssimo. Olhar para todos aqueles alunos do colégio estadual era irritante para ela, que queria, e deveria, estar com eles. Mas a escola não fazia mais parte de sua realidade, ela tinha coisas mais importantes para fazer, segundo o senhor Kim e Jaehwan, o irmão que ditava tudo por ali.

Não demorou muito para que sua voz fosse ouvida, chamando o nome da loira, talvez pela centésima vez naquele dia. Muito a contragosto ela foi até ele e ouviu toda a conversa fiada que ele dizia toda vez que a mandava fazer uma entrega especial. Ela não sabia exatamente o que eram, mas não precisava de muito para poder imaginar. Deixou o avental no balcão e saiu do restaurante em busca da bicicleta. Encarou o vento gelado do outono, apenas com uma roupa fina de mangas longas. Os cabelos loiros até a fazia parecer mais inocente do que, infelizmente, era. Talvez sua criação não tivesse lhe dado oportunidade de aproveitar de uma pureza ou outra, era tudo cru. Nayoung não teve tempo para ser apenas uma garota qualquer de dezoito anos, ela era o que o pai e o irmão precisavam e ponto final.

¨¨

Já passava das quatro da tarde quando ela conseguiu retornar, a rua já estava vazia, o restaurante também. Sabia que os dois estariam em alguma das mesas, contando dinheiro, separando as encomendas especiais e provavelmente a repreenderiam por não ter sido mais rápida, mesmo que a tivessem mandado para o outro lado da cidade.  Decidiu ignorá-los ao menos uma vez naquele dia e deu a volta para entrar sorrateiramente pelas escadas do fundo.

Assim que deixou a bicicleta no corredor, foi até os fundos e antes que pudesse pensar sobre o cheiro de cigarro que sentia, levou um susto ao se deparar com uma figura feminina de cabelos castanhos, uniforme escolar e um cigarro devas diferente nas mãos.

— Meu deus! — ela exclamou, arregalando os olhos. — Quem é você?

A garota lhe olhou da mesma forma, completamente surpresa por ser pega ali.

— Ai, nossa... desculpa — disse, sem saber o que fazer em seguida. —, eu só... vim fumar. — Contraiu o rosto em uma careta e mostrou o cigarro em uma das mãos.

— Mas... você sabe que aqui é o fundo de um restaurante e tipo... da casa? — a loira perguntou.

— Sei, sei, mas é que nunca tem ninguém aqui nesse horário...

Nayoung a olhou desconfiada, mas ela não se importava o suficiente para dizer à garota que ela não deveria estar ali.

— Bom, não me importo... termina aí, de boa... — falou desinteressada, retomando o caminho até as escadas.

— Ei... não quer um trago? — a morena perguntou.

A garota se virou e a encarou por alguns segundos. Pensou que aquele cigarro deveria ser caro e seria legal saber o que mais, além do preço, ele tinha de diferente.

— Hum, claro.

Nayoung se sentou ao lado dela, na mureta próxima de um tanque qualquer, que não tinha mais utilidade alguma. Pegou-o da mão pequena e tragou. Sentiu o gosto de menta, a fumaça suave e percebeu que talvez o preço não fosse o único diferencial.

— Meu nome é Sejeong — a garota disse, quando a loira ainda deixava a fumaça sair pela boca.

— Quer saber o meu? — perguntou, devolvendo o cigarro.

— Kim Nayoung. — Sorriu de canto, sem a olhar.

— Como sabe?

— Talvez eu venha bastante aqui, talvez seu irmão fale alto demais... — respondeu, encolheu as pernas e finalmente encarou Nayoung.

— E só talvez, você vir fumar aqui não seja uma aleatoriedade, não é?

— Talvez não — falou rindo. —, talvez eu te ache bonita demais, emburrada demais...

— Você é estranha, Sejeong — falou, sem pensar demais no que aquela frase significava.

— Talvez.

O cigarro durou mais do que deveria, nenhuma delas parecia querer sair dali. Pelo menos não até que os pingos grossos de chuva começassem a cair e Sejeong desse um “até logo” para a loira, que mesmo querendo que ela ficasse, apenas deu ombros e seguiu seu caminho para dentro da casa. Ao contrario da morena, Nayoung não sabia nada sobre ela, nem ao menos se lembrava de tê-la visto ali. Não sabia se a veria de novo, mas algo lhe dizia que, muito provavelmente, sim.

O coração da garota mal-humorada e apática sobre a vida, bateu mais rápido naquele dia, por achar que aquela poderia ser sua primeira amiga ou por pensar demais no sorriso dela, nos olhos ou nas mãos. Ela não entendeu e talvez, não entenderia tão cedo. Sejeong seria uma incógnita para si, mas não maior do que ela própria seria para a morena. 

Talvez, e só talvez, o acaso não exista. 

22 de Janeiro de 2019 às 19:31 0 Denunciar Insira 121
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