O vampiro Seguir história

bixcoitinhx E. L

Está chovendo, meu carro parou no meio do nada e eu estou muito assustada. Trovões rasgam o céu, meu celular não pega sinal, QUE DROGA! Resolvo procurar ajuda, Procuro minha bolsa no banco de trás do carro, pego tudo que preciso que está dentro dele, abro o guarda chuva e saio... (oque será que vai acontecer?) ATENÇÃO! Essa história contém insinuação de estupro, violência e entre outras coisas. *NÃO É APOLOGIA!* Ps: Alguns personagens presentes nesta história, pertencem ao jogo "Amor Doce" da Beemoov. Portanto a mesma se encaixa também na categoria "Fanfiction". Boa Leitura♡


Horror Horror teen Para maiores de 18 apenas. © Todos

#drama #tortura #gore #sangue #morte #295 #245 #227 #fanfiction
Conto
5
3754 VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

A Casa

Está chovendo, meu carro parou no meio do nada e eu estou muito assustada. Trovões rasgam o céu, meu celular não pega sinal — QUE DROGA!. — Resolvo sair e procurar ajuda, pego minha bolsa no banco de trás e coloco tudo que preciso que está dentro do carro, abro o guarda-chuva e saio... Sujei o all star de lama pois o chão está coberto por ela — Merda!. — Travo o carro e sigo em frente, a chuva é tão grossa que quase não vejo nada, andei bastante e estou cansada, uma ventania vem repentinamente e muda a direção da chuva levando meu guarda-chuva para longe, corro tentando alcança-lo porém caio e o vejo sumir — M.E.R.D.A!. — Meu vestido está coberto de lama e estou ensopada, as roupas que tinham na bolsa estão no mesmo estado, sento e vasculho na esperança de algo ter sido salvo, mas tudo está completamente molhado — AI QUE DROGAA! QUE FALTA DE SORTE! ERA SÓ OQUE ME FALTAVA!. — Começo a chorar, mas me levanto logo, não posso ficar chorando aqui o resto da noite, a chuva vai lavando meu vestido, abraço meu corpo pois estou congelando de frio, ando mais um pouco tremendo, chorando e fraquejando, até que:.

— Uma cas... — A frase morreu nos meus lábios assim que reparei direito.


Não podemos chamar aquilo de casa, parece mais um castelo em ruínas e me dá arrepios, mas olhando bem... não tenho opções, não vou achar um hotel cinco estrelas, se eu ficar aqui fora irei morrer de hipotermia, e lá terei abrigo para amanhã continuar procurando ajuda, decidi seguir em frente , fui pisando no que me parecia ter sido um jardim  algum dia, até chegar á porta — Será que mora alguém?. — A aldrava é pesada e tem o formato de algo que parece um demônio com presas e uma cobra no lugar da língua, de forma que: para bater na porta tenho que pegar na cobra (OPA) — Credo. — Levanto a aldrava e a bato na porta... Na primeira batida ela se abre sozinha — What? Estou louca? Ou o que?. — Talvez de tão velha a porta não trave mais, cansada da chuva e da caminhada resolvo entrar.

 O que vejo não me anima, muita poeira e teias de aranha, móveis cobertos, janelas de vidro antigo que reluzem os relâmpagos, *BAM!* Eu olho para trás e no impulso eu caio sentada, a porta bateu com o vento — Okay foi o vento, relaxa, um... dois... três. —  Levanto e decido explorar aquele lugar, a sala é enorme, tem uma lareira e móveis grandes cobertos com panos empoeirados — Não tem televisão, quando deve ter sido construído?. — Prossigo e vejo algo que parece um piano coberto, o descubro e — BINGO! Um piano.  — Sento-me no banquinho de madeira boa e toco as teclas, está bem desafinado, toco três escalas e paro, resolvo subir as escadas. Vejo um quadro empoeirado e meio rasgado, passo a mão levantando a parte caída e percebo que se trata de um retrato pintado á mão, meu queixo cai, a moça retratada se parece absurdamente comigo. Ainda boquiaberta, com a outra mão eu levanto um pedaço da parte inferior do papel, tem algo escrito então me aproximo para ler... — "Para a minha amada e querida Mary Magdalaine" . — Embaixo disso uma assinatura — "Dimitry". — Devem ter sido os antigos donos do castelo, muito estranho ela se parecer comigo. 

Ainda estou com frio, os degraus rangem a cada passo que dou, no segundo andar tem vários quartos e também uma biblioteca com livros muito empoeirados, peguei um deles e as folhas se desfizeram em minhas mãos —Que pena. — Vasculhei quartos vazios até que achei um com uma cama king size, cabeceira de madeira, lençol de seda coberto de poeira — Como tudo nesta casa. — Olho para trás de mim, vejo um guarda roupa, vou até ele, mas quando o abro a porta cai, por pouco não acertando o meu pé, quando olho para dentro vejo um vestido vitoriano — WOOL! é simplesmente perfeito. — Deve ter sido da moça do retrato. Saia balão e mangas, ele tem cor vinho intenso, com detalhes em preto e branco, parece ser a única coisa perfeitamente conservada aqui, eu o cheiro e ele tem cheiro de rosas — Que estranho. — Só ele está aqui nessa casa em ruínas e é a única coisa conservada e cheirosa. 

Resolvo vesti-lo, tem um banheiro neste quarto com banheira e tudo — Com certeza este é o maior quarto que têm aqui. — O banheiro está imundo, não que esteja diferente da casa, e não tem água. Então já que estou sozinha não necessito usar o banheiro, tiro meu vestidinho molhado o espremo e estendo em uma cadeira — Deve secar até amanhã. — Tiro minhas roupas íntimas e faço o mesmo, visto o vestido que estava no guarda roupa — DROGA! Tem espartilho, hmm... Eu acho que o deixarei assim. — O vestido pende no meu ombro, eu vou até uma penteadeira, ela é enorme e tem um espelho todo quebrado, me olhei nos fragmentos do espelho — Pareço uma princesa. — Ri com a ideia tola, espremi o cabelo e o prendi em coque, abri uma das gavetas e achei um colar de diamantes que combina com o vestido, o coloco e me olho novamente — Agora sim pareço uma princesa.

Tirei o lençol da cama e joguei no chão, tirei as fronhas dos travesseiros também, a cama parece boa, sento e — Sim ela está. — Acho que dá para passar a noite, esse vestido me aquece, de repente tenho a impressão que estou sendo observada da porta, um arrepio percorre o meu corpo, eu olho para traz e — Nada, é só impressão. — Agora minha cabeça dói muito e eu estou ficando com um sono esquisito, parece que vou desmaiar, me deito na cama bocejo e...  

Acordo com o sol tocando minhas pálpebras fechadas, alguém bate á porta, eu abro os olhos assustada, me sento e meu queixo cai, o quarto antes em ruinas agora está lindo... Nada fora do lugar, nem um fio; A penteadeira antes com o espelho quebrado agora o exibe limpo e conservado, o lençol da cama está de volta, é vinho de um tom inexplicável e eu estou coberta com ele, a pessoa invade o quarto, é um rapaz com roupas vitorianas, ele têm cabelo castanho-acinzentado longo que chega até a cintura, sua beleza é divina — BABEI. — Ele se aproxima.

— O que foi meu amor? Acontece-te algo?

— S-seu amor? — Ele levanta uma sobrancelha e me olha como se tivesse crescido outra cabeça em mim.

— Mary querida você está febril? — Pergunta tocando a minha testa docilmente.

— N-não é s-só que. — Ele espera que eu continue. — É que... — mas eu não consigo.

— Se sente mal querida? Quer que eu mande uma carta para o médico? — Carta? Oi? Coço cabeça, oque está acontecendo aqui?.

— N-não eu... eu estou bem, Qual a data de hoje?

— 15 de outubro — Ele expressa preocupação.

— Do ano de...?

— 1860 querida, estás realmente bem? 

— 1860! WHAT A FUCK! Como foi que vim parar aqui? será que é um sonho? Santo Deus! — Belisco-me. — Aii definitivamente eu não estou sonhando, merda!

— AGORA CHEGA MARY! VOCÊ NÃO ESTÁ BEM! — Sem saber direito oque fazer resolvi entrar nessa.

— Não querido, eu estou bem, é que tive um sonho e acordei meio confusa — Toquei seu rosto suavemente e ele me deu um beijo afetuoso.

— Vamos o café está servido...

— Sim. — Me levanto e percebo que o vestido ainda está sem amarrar.

— Quer ajuda, querida?

— É-é s-sim — Ele se aproxima puxa a fita do espartilho e o prende, chega perto do meu pescoço e deposita um beijo, isso é estranho, mas é sexy.

— Pronto, linda como sempre.

— Obrigado.
 Ele me toma pelo braço e descemos as escadas, tudo aqui é muito bonito e bem conservado, tento disfarçar minha cara de surpresa, chegamos á cozinha, tomamos café — Que por sinal estava delicioso. — Eu não falei nada pois ainda estava tentando entender como tudo isso era possível, o rapaz me observava com atenção, pûs os pontos nos ''i"  — Se aquela moça do retrato é a Mary Magdalaine e eu me pareço com ela, esse rapaz me chamou de Mary á pouco, eu devo ter voltado no tempo, mas como? Ele então deve ser o Dimitry, só saberei se tentar.

— Dimitry? — Ele levanta seus olhos e os direciona do café á mim.

— Sim? —Bingo é ele.

— Estou satisfeita, posso me retirar?

— Sim querida e se arrume, por favor, iremos fazer um piquenique.

— Sim — Me levanto e vou para o quarto, que coisa estranha, tomo banho me ajeito e desço, agora uso um vestido azul bebê vitoriano, ainda estou usando o mesmo colar, gostei muito dele e seus diamantes combinam com tudo.

— LINDA COMO SEMPRE! — Ouvi Dimitry dizer, ele está sentado ao piano, deve estar se preparando para tocar, desço as escadas e vou até ele.

— Me acompanha?

— Oh! não, eu não... — Ela devia saber cantar, mas eu não, não posso deixar que ele perceba que sou eu — Estou tão ansiosa para o nosso passeio que não consigo pensar em mais nada, querido... não quero cantar agora.

— Oh! Então... Vamos — Ele me estende o braço e saímos, fizemos o piquenique observando a paisagem, a pesar de que o Dimitry é um estranho para mim, o mais estranho é que  foi um ótimo piquenique, até que uma criada veio correndo em nossa direção.

— É uma carta para os senhores! — Ela disse ofegante. — O selo é da senhora sua mãe senhor Dimitry. — Ele paralisou.

— Mas ela nunca manda cartas, sempre vem, será que aconteceu algo? — Falou hesitante em pegar a carta.

— Dê-me aqui — Não sei se seria correto pegar a carta, mas ele parecia com medo do que poderia estar escrito e já que aqui sou sua mulher e ele foi tão gentil e amoroso comigo eu decidi abrir e ler, o fiz em silêncio.

Querido filho.

Querida nora.

Mando esta carta a vocês e espero que chegue á tempo...

Ontem me senti muito indisposta e mandei chamar o médico para me examinar, estou doente e ele disse que não tem cura, realmente me esforço muito para escrever-lhe esta carta, estou piorando a cada minuto e não sei quanto tempo me resta.

Querido, dê-me o prazer de vê-los uma ultima vez, antes que eu me vá.

Com prestígio:

 Cordélia

Sua querida mãe. — OMG! Meu rosto não consegue esconder a minha preocupação.

— Mary você está pálida, oque diz a carta?

— Dimitry, A sua mãe... — Eu começo a vacilar nas palavras. — Ela... Ela está doente, diz que não sabe quanto, mas, mas... Acha que o tempo que lhe sobra é pouco, e que... Que quer lhe ver antes de partir. — Meus olhos enchem de lágrimas, porque eu tenho que voltar no tempo logo nesta data? Logo eu tão emotiva.

— Prepare a carruagem! Mary e eu partiremos ainda hoje! — Dimitry adentra comigo na casa e então eu não controlo mais minhas palavras, tudo embaça e as palavras saem da minha boca sem meu comando, meu corpo também não é mais comandado por mim.

*Autora: Aviso rapidinho, agora a personagem vive oque a Mary viveu exatamente naquele dia, então ela não pode mudar oque vai acontecer nem falar oque quiser*

— Querido — Abracei meu corpo ao seu braço. — Vai dar tempo, tente tranquilizar-se.

— Mary eu a amo tanto, não posso deixar de me despedir — Disse com lágrimas nos olhos.
 Arrumamos malões com algumas roupas e pusemos na carruagem, então partimos, eu olhava constantemente para a janela, porém permaneci de mãos dadas com o Dimitry tentando lhe passar tranquilidade silenciosamente, chegamos assim que o sol estava se pondo e entramos com tudo no casarão.

— CRIADOS! AS MINHAS MALAS! —Dimitry disse correndo em direção ás escadas para ir ao quarto de sua mãe, comprimentei os criados e o segui com a graça de uma verdadeira dama, minha sogra estava deitada em sua cama.

— Mãe... — Dimitry senta na cama e a toca levemente, ela abre os olhos, sua voz está arrastada.

— Querido... Você... Veio...

— Sim mamãe, como poderia não vir?

— Amo-te tanto meu filho — Ela tosse e põe a mão na boca, quando a afasta do rosto está respingada de sangue.

— MÃE! NÃO! — Dimitry se desespera, eu me aproximo limpando-a com um lenço que estava no criado mudo.

— Calma meu bem...

— Mary — Minha sogra me chama.

— Oi querida, estou aqui — Ela sempre foi uma ótima sogra eu a amo como mãe, sentei-me na cama e apertei sua mão.

— Cuide... Do Dimmy... Pra mim... Como... Você... Tem... Feito.

— Não se esforce minha sogra — Ouço Dimitry chorar. — Eu farei sim, cuidarei dele com todo o meu amor, a senhora pode ir em paz.

— ELA NÃO VAI Á LUGAR NENHUM! — Dimitry gritou tão alto que eu saltei da cama onde estava sentada. — ELA NÃO VAI MORRER!.

— Dim... — Ele me interrompe.

— CALA A BOCA MARY! EU VOU... EU VOU CURAR ELA!

— Querido estás blefando... — Ele nunca gritou assim comigo antes. — Tenha calma, já é a hora dela, ela não vai se agradar de ter sua ultima lembrança assim.

— Eu. Vou. Cura-la. — Ele me ignorou — Eu ouvi há alguns dias atrás que uma bruxa que mora nas redondezas pode me transformar em vampiro, eu me transformarei e voltarei para transformar minha mãe em vampira, assim ela será eterna também.

— Dimit... — Ele saiu porta á fora — Não! — Chorei de preocupação e a mãe dele fez o mesmo.

— Ele não podia... COF... Ter ido... COF... Eu vou morrer sem vê-lo Mary... — As lágrimas corriam como riacho em seu rosto.

O sol se pôs e a noite caiu, o relógio marcava 10 horas, Cordélia dormiu a maior parte do tempo tentando se poupar para a volta do filho, só acordava para saber se ele havia chegado e voltava a repousar, eu andei de um lado para o outro rezando por Dimitry rezando pela sua volta o tempo todo, até que Cordélia gemeu e eu corri em sua direção.

— MARY! — Com um grito agudo pôs a mão no coração, deve estar com muita dor. — MARY!. — Ela agoniza na cama e eu começo a chorar. — DIMITRY! AAAAAAHHH!

— Santo Deus! — Tento segura-la, acabo a abraçando, enquanto ela se debate em meus braços.

— DIMITRY! DIMITRY! NÃO MARY! O DIMMY! QUERO VÊ-LO! EU AMO! AAAAAH!

— Vá em paz minha querida sogra... — Estou profundamente abalada com aquela cena.

— DIMITRY!

— Se acalme para partir em paz e... Vá com Deus querida segunda mãe. — Ela me olha nos olhos, seu corpo está trêmulo.

— Mary... Ajude-o a passar por isso AAAAAH! Ele NÃO VAI AGUENTAR A DOR MARY! Cuide dele... — Sua voz foi vacilando. — Diga que eu o amo... — E então seu corpo sessou a tremedeira, seus olhos se arregalaram e ela parou de respirar, pûs o ouvido em seu coração... nenhum rastro de batimento.

— OOH! CORDÉLIA! — A abracei forte e me sacudi para frente e para traz chorando. — NÃÃÃÃO, NÃO! NÃO! — Ouvi a porta se escancarar.

— MÃE! — Olhei para trás, Dimitry tem as roupas ensanguentadas, os olhos cheios de lágrimas e... presas na boca NÃO! Merda ele fez isso. — MÃE! MÃÃE! — Ele corre e a toma de meus braços, eu me afasto ele a morde na tentativa tola de passar seu veneno para ela.

— Não tem mais volta Dim, ela mandou dizer que te ama. — Chorei mais ainda.

— Eu ouvi seus gritos quando estava vindo e MEU DEUS MARY! NÃO DEU TEMPO! EU SOU UM FRACASSO! — Fui em sua direção o abracei e ele se ajoelhou me levando junto a si, o deitei na saia do meu vestido e choramos, ele estava inconformado. — NÃO, MAMÃE! Eu não quero mais sentir isso... Uma parte de mim não quer, eu vou seguir essa parte Mary.

— Mas Dimit... — Ele fechou os olhos e quando os abriu o tom vermelho sangue estava mais forte em sua íris.

— Mary... — Ele inala forte, eu me arrepio de medo, de repente ele me puxa e meu coração acelera, saimos da casa e a chuva começou a cair, atravessamos o jardim, meu vestido vai pesando cada vez mais por causa da chuva, eu tropeço e caio. — Vamos Mary. — Tentei levantar, mas está muito pesado, ele me carrega como se não fosse nada e como um raio parte em direção á nossa casa, menos de dois minutos depois chegamos. Vampiros são rápidos, meu coração palpita como um tambor estou com medo. — PARE COM ISSO MARY!

— Oque? — Falei assustada.

— Seu coração... Seu cheiro... Você exala medo, querida e este cheiro é delicioso seu sangue está fervendo eu consigo ouvir, estou sentindo tudo, muito mais forte que antes, você deveria se transformar também — Entramos em casa sujos e molhados.

— Não querido — Lágrimas escorrem no meu rosto. — Não quero me transformar nisso — Ele se aproxima e lambe a lágrima que escorreu. — Venha, vou tirar essa roupa de você e fazê-la mudar de ideia — COMO ASSIM ELE CONSEGUE PENSAR EM SEXO?.

— DIMITRY A SUA MÃE ACABOU DE MORRER ME SOLTA. — Ele continua a me levar ao quarto. — ME SOLTE AGORA!. —ele me solta.

—Não ligo mais para os fatos Mary, você não sabe como estou me sentindo, ou melhor, como não estou sentindo — Ele se aproxima me vira de costas e abre o espartilho do vestido, estou tão triste pela sua mãe, mas... —ele beija meu pescoço. — Não consigo resistir a ele.

— Dim... — Ele deixa o vestido cair eu me viro e olho em seus olhos.

 Ele se aproxima devagar, me beija com paixão, mas não demora a acelerar o ritmo, me prensa na parede e morde minha boca — AI!. — Estou sangrando, a respiração do Dimitry acelera, ele está com os olhos fixos na minha boca, onde eu pûs a mão para estancar o sangue, mas não adiantou de nada, ele se aproxima de novo, ainda com a respiração alterada e me beija sugando meus lábios... tento me soltar inutilmente, começo a chorar, ele me solta, beija meu pescoço e em seguida me morde, suas presas rasgam minha carne e eu grito batendo em seu peito pois quero que ele me solte, ele para de novo, me joga na cama, eu ainda estou sangrando, me beija suavemente, tira sua roupa, o sangue escorre muito rápido, se ajoelha na cama, ele parece irresistivel, tudo nele me chama,


 mesmo eu querendo que ele pare, senta-me de frente em seu colo e eu me entrego a ele, com movimentos de sobe e desce, estou louca de prazer, nunca me senti assim antes, tão triste e tão excitada, isso só pode ser pecado, a mãe dele... mas "aah", não demora para ele acelerar as coisas, já estou incomodada com a nova dor, a força dele é sobrenatural, ele aperta minha cintura e acontece o que eu mas temi, uma costela minha se parte com um barulho surdo dentro de mim, a dor é cruciante.

— AAH! DIMITRY! PARA!

As lágrimas não param de correr, ele parece não me ouvir, continua a tranzar comigo com toda sua força, ele está me rasgando, meu sexo dói como nunca, tento protestar, mas estou exausta, e ele parece não notar, beija meu pescoço novamente e a dor se transforma em prazer, mas novamente ele me morde sugando meu sangue e o prazer se vai, eu não sei quanto mais eu tenho para ele beber, estou ficando muito faca e meu coração bate apertado — Dimitry. — Minha voz fraqueja. — Eu não vou aguentar... 

— Querido... Pare... — Ele não me ouve. —Eu... Te... Amo. — Então a dor cessa, meu coração para e eu não vejo mais nada, não tem dor não tem nada, eu morri.


— Aaaaaah! — Eu me sento rapidamente e quando abro os olhos, estou na mansão velha, abandonada e aos pedaços, oque será que me levou á aquele lugar?.

— Se divertiu? — A voz vem de um canto escuro do quarto, á quanto tempo estive fora? Pareceu um dia, mas ainda é noite, que estranho, meu corpo arrepia.

— Q-Quem está ai? — Devo estar drogada, o Dimitry da lembrança saiu da escuridão, os olhos frios o rosto pálido sério fixo em mim.

— Você parece muito com ela, sabe... Eu sinto a falta dela, não queria ter feito o que fiz, eu a amava, mas sabe... É... seja-lá-qual-for-seu-nome, os vampiros são demônios, eu não sabia e até hoje não sei controlar os impulsos, vontades, sentimentos e coisas similares, ela era incrível pena que se foi... — Ele começa a andar pelo quarto, eu olho para a porta pensando na melhor maneira de fugir, eu sei, ele vai me matar... — Não faça essa cara querida. Você não vai durar muito tempo aqui — Em um impulso tentei correr, mas cai, estou com os pés amarrados á cama por uma corrente grossa. — Olha — Ele tira do bolso uma chave, ajoelha na minha frente, balança perto do meu rosto e diz. — Esse é o seu passe de saída meu bem, e adivinha?... — Ele arremessa a chave pela janela. 

— OOPS! caiu. AHAHAHAHAHA — A risada dele me faz arrepiar de medo então começo a chorar.

— Por favor, Dimitry — As lágrimas correm como rio em minha face. — Deixe-me ir, não tive a intenção de invadir ou ofender, por favor, eu imploro... — A expressão dele muda de diversão sádica por ter jogado a chave fora pra algo que julguei ser surpresa.

— Ofender? Invadir? Sim você invadiu, mas te ver com o vestido dela... O vestido favorito dela, eu o guardei com tanto carinho... — Ele analisa o vestido em meu corpo. — E você se parece tanto que, não levo como ofensa.

—Então a chave era só brincadeira? Você vai me deixar ir? — A esperança se acende em mim.

— HAHAHAHA! não querida, você vai ficar, vai ficar comigo Mary, dessa vez você não vai morrer, eu não vou deixar.

— E-eu não sou a Mary — Toda esperança que tinha se desfez e voltei a chorar. — não sei onde estou, meu carro parou e... e... — Do que adianta me explicar mesmo? ele me olha seriamente de novo, eu não consigo parar de chorar. Ele chega perto de mim, toca minha testa docilmente, com um brilho doentio nos olhos. —

— Mary querida você está febril? — Não, ESSA FRASE NÃO! Ele está falando como naquele dia em que matou ela, e NÃO EU NÃO SOU ELA.

— Eu não estou febril — Choro mais forte, como se fosse possível. — E eu NÃO SOU ELA! Dimitry por favor, Dimitry! Deixe-me ir!

— Se sente mal querida? Quer que eu mande uma carta para o médico? — A expressão dele não muda, serio e frio.

—Eu não estou doente Dimitry eu só... Eu só quero ir embora — Começo a soluçar.

— AGORA CHEGA MARY VOCÊ NÃO ESTÁ BEM! VOCÊ NÃO VAI A LUGAR NENHUM QUERIDA ACALME-SE! — Ele me beija, eu não retribuo porém ele continua, eu me debato, NÃO EU NÃO O QUERO!.

— ME SOLTA AGORA! — Ele para, porém me puxa e me põe em pé, ele se aproxima e puxa a fita do espartilho mas não consegue tirar.

— Quer ajuda querida?

— Me solte Dimitry! — Ele rasga o vestido, eu tento bater nele, mas ele segura minhas mãos com tamanha força que se eu me mover eu tenho certeza que as quebro, então sinto suas presas rasgando a carne do meu pescoço. — AAAAH!. — e continua.

— Senti saudades do seu sangue Mary...

Então me joga na cama, amarra meus pulsos para cima enquanto eu tento inutilmente me soltar debatendo o corpo, depois que me amarra ele começa a passar a mão do meu rosto até minha barriga depois desce para o meu sexo, eu não quero isso, tento afastar a onda de prazer que tenta me tomar e me contorço mais, chorando e gritando — CALE A BOCA! NÃO SABE QUE MEUS OUVIDOS SÃO SENSÍVEIS?. — Fechei os olhos e gritei com toda a minha força a fim de fazê-lo parar até que: *BUM!* Eu sinto uma dor imensa na boca, ela se enche de água e eu quase me engasgo, quando viro a cabeça o máximo que pude por estar com os braços pra cima eu cuspo e percebo não é água e sim sangue, minha cabeça lateja, junto com o sangue existem quatro dentes meus — MERDA!. — Não para de sangrar! Eu não consigo parar de urrar de dor, o sangue se acumula na minha boca rapidamente e eu começo a tossir para tentar cuspi-lo, mas acabo me engasgando, metade daquela merda começa a sair pelo meu nariz enquanto Dimitry continua a mexer em minha vagina, meu choro não tem como sessar, esperneio em vão, essa sensação é insuportável, ele enfia a mão em minha vagina, não quero viver depois desse estupro, eu grito mais alto, ele tem mãos enormes  — Não! NÃO!.

— AAAAAAAH SOL... "Tosse" SOLTE-ME "choro e tosse" AAAAAAAARRRR! NÃO! "tosse" ISSO DOI DIMITRY "choro" PARE! "choro" PARE POR "tosse" FAVOR!

— Ah querida eu te amo tanto — Ele coloca mais a mão, consigo senti-lo no útero.  — Esperei tanto por isso — e então morde meu pescoço, tem sangue meu por toda a cama, todo o corpo e rosto do Dimitry, eu me debato, mas estou perdendo as forças, ele solta meu pulso, e quebra a corrente do meu pé, eu sinto um grande vazio entre as pernas, não consigo ficar em pé, mas continuo a cuspir sangue na cama, ele me puxa pela perna e me arrasta, eu caio da cama e bato de cara no chão, ouço os ossos do meu nariz se partirem, eu grito, mas estou totalmente rouca, minha voz quase não sai e o sangue jorra de mim até o chão deixando um rastro pelo quarto.

Quando passamos pela porta eu uso o resto de minhas forças para tentar me segurar, Dimitry me puxa porém quando percebe que agarrei a porta ele puxa mais forte, eu sinto minhas unhas saindo da carne, então ele puxa com toda sua força e minhas unhas saem, oito unhas de uma vez, eu não sinto mais meu corpo. Ele me arrasta pela escada a baixo, — retiro o que disse. — eu sinto meu corpo, sinto dores por todo o meu corpo, meu rosto vai batendo e o sangue tingindo o tapete , no pé da escada ele me solta, me vira de frente... Estou fraca, meu coração bate apertado como a Mary porém eu sinto dores por todo meu corpo, não vou conseguir aguentar, ele enfia o pau em mim e eu não sinto nada — Também ele me laçou ao máximo. —  Dimitry continua metendo em mim e parece gostar, eu fecho meus olhos me pergunto o que fiz para merecer isso, e em uma prece silenciosa peço perdão á Deus e imploro que ele me receba, que no céu não tenha estupradores nem vampiros, eu não merecia isso, então eu fecho meus olhos, não quero mais vê-lo fazer isso, acho que quase não tenho mais sangue no corpo, olho para a minha mão ensanguentada e sem unhas jogada no chão e então meu coração cessa, em fim acabou a dor.

20 de Janeiro de 2019 às 01:49 6 Denunciar Insira 121
Fim

Conheça o autor

Comentar algo

Publique!
Billy Who Billy Who
Olá! Gostei bastante embora em alguns momentos se torna um pouco confusa a narrativa com tantos travessões, acredito que seja culpa da formatação... Outra coisa foi as frases em letra maiúscula, MAAAASSS tem autores que gostam desse estilo, portanto dou minha opinião pessoal, não significa que esteja dizendo estar errado. Enfim, gostei do clímax e a ambientação, os sentimentos de suspense estão bem presentes também. Gostei.

  • E. L E. L
    Obrigado pela crítica ♡obrigado por ler ♡ e acho que sim sobre os travessões, por que eu escrevi no word e depois colei aqui, mesmo tendo revisado muitissimo no word ainda sim aqui vem de forma errada, já tentei separar por aqui também e não consegui, pode ser bug do site, por eu ter escrito em primeira pessoa, tive que escrever falas e pensamentos, se eu não usasse travessão seriam parênteses, eu acho menos legal visualmente. Mas muito obrigado mesmo ♡♡♡♡♡ 4 weeks ago
LB Lilá Brown
MACABRAMENTE PERFEITA! Eu amei! ♡♡♡
21 de Janeiro de 2019 às 19:01

  • E. L E. L
    Obrigadooo ♡♡♡♡ 4 weeks ago
~

Histórias relacionadas