Kara Seguir história

juniosalles Junio Salles

Em um universo onde uma antiga raça terrorista espalha o medo de planeta em planeta, uma única pessoa é capaz de restabelecer o equilíbrio entre a ordem e o caos. Kara é uma jovem guerreira que habita um pacífico planeta ao lado do mestre que a treina a fim de ensiná-la a dominar sua energia interior. Mas a vida pacata de Kara está prestes a mudar quando ela descobre a verdade sobre sua origem e de sua raça. a garota irá aprender cada vez mais sobre seu passado enquanto enfrenta desafios comuns a um adolescente e lida com um perigo muito maior do que jamais teria suposto. Kara se verá frente à frente com um cenário de guerra e destruição muito mais real do que qualquer treinamento pelo qual tivesse passado. Terá ela força suficiente para encarar o terrorista mais poderoso que o mundo já viu? Conseguirá proteger aqueles que ama? Nem mesmo seu sábio mestre terá todas as respostas de que ela necessita. Junte-se à Kara e seus companheiros nesta aventura de amor, amizade, seres de outros mundos e batalhas eletrizantes!


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Em progresso - Novo capítulo Todas as Quintas-feiras
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KARA I

Notas do Autor: Olá leitores, inicia-se neste capítulo uma história que imaginei durante a minha infância. Muitas coisas que lerão a seguir obviamente foram mudando à medida que fui amadurecendo até o momento em que resolvi escrevê-lo, chegando ao resultado que se segue. Cada capítulo deste livro foi escrito pelo ponto de vista do seu personagem central. Convido a todos que gostarem e se sentirem à vontade, para votar e comentar em cada capítulo assim saberei se este livro está agradando ao público e poderei melhorar cada vez mais.

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Kara estava parada entre duas grandes árvores. Podia sentir o frescor dos ventos batendo em sua face, o cheiro do orvalho fresco da mata entrava em suas narinas e invadia seu pulmão. Tentava sentir a presença de seu oponente, mas este parecia inexistente. Fechou seus olhos para poder se concentrar mais, passou a ouvir o farfalhar das folhas o assobio leve do vento. Podia até mesmo ouvir os passos dos pequenos insetos na grama, mas não sentia nenhuma presença. Respirou fundo, apertou os olhos e se concentrou mais, tudo parecia silêncio com exceção do barulho da floresta. Esvaziou sua mente de todo pensamento, deixou seu corpo agir por instinto. Sua memória muscular controlava seu corpo e agiu da maneira que seu mestre havia lhe ensinado. Foi aí que finalmente escutou o bater sereno de um coração. O som era baixo, mas ela sabia que estava ali. O bater do coração vinha da sua esquerda, cerca de trinta metros acima, talvez da copa de alguma gigantesca árvore agritoriana.


Kara concentrou a energia de seu corpo, podia sentir o formigamento que vinha de dentro de si espalhar pelas extremidades de seus membros. Passou a direcionar sua energia interior, acumulando-a nas palmas de suas mãos. Começou a sentir um calor nos dedos e em instantes, toda sua mão ardia por causa da força. A garota sentiu este mesmo impulso abandonar a sua própria matéria pelas mãos e se acumular ali formando duas esferas gêmeas de energia.


Ela flexionou os joelhos e levemente girou seu corpo em direção ao som. Kara respirou fundo, juntou as mãos que carregavam as esferas energizadas de forma que ao se chocarem, fundiram-se e tornaram-se uma esfera ainda maior. A garota então juntou toda energia restante de seu corpo, deixando apenas o necessário para ficar viva, expulsando todo excedente para fora. Abriu os olhos e lançou. Viu a esfera que se formara abandonar suas mãos e seguir em direção à copa da árvore.


Em questão de segundos, talvez menos do que isso, a bola de energia atingiu o à copa do gigantesco pé de agritoriana e houve uma explosão de luz. Galhos caíram em chamas na grama e um barulho ensurdecedor ecoou. Uma cortina de fumaça tomou conta da parte mais alta da árvore milenar de forma que Kara não conseguia ver o que estava acontecendo lá em cima. Forçou as vistas para tentar ver algo, mas a fumaça impedia. Foi então, que de repente, sentiu um calor atrás de si. Tudo aconteceu em menos de meio segundo, antes que ela pudesse se virar sentiu um golpe forte nas suas costas e seu corpo foi arremessado indo em direção a árvore em chamas.


Kara viu a grama abaixo de si passar a rapidamente, enquanto seu corpo voava devido a pancada. Girou-se no ar voltando a tocar os pés no solo com o corpo ainda em movimento. Deixou marcas no chão por onde foi arrastada por mais alguns metros antes de parar a poucos centímetros da árvore.


– Você conseguiu me achar, mas demorou demais para atacar – disse o homem à sua frente. Seu nome era Turtle e ele era mestre de Kara. Era um ser muito alto, media dois metros de altura além de ser extremamente musculoso. Seu corpo era muito diferente do de Kara, não apenas por ser um macho da espécie, mas também por ser de uma raça completamente diferente. Ao contrário de Kara que possuía uma pele caucasiana, o ser a sua frente possua uma pele num tom esverdeado, se é que aquilo poderia ser chamado de pele. Ao invés de ser macia como a dela, a dele era escamosa. A diferença não parava por aí, pois os olhos dele eram ambos num tom amarelado e sua retina era em formato de fenda como a de um felino. Não havia cabelos em sua cabeça, ao invés disso, possuía duas pequenas antenas feitas do mesmo material de sua escamosa pele. O homem deu um sorriso e Kara pode ver os seus pontudos caninos, que com certeza eram maiores do que os de sua espécie.


– Você precisa me dizer como ter esse tamanho todo e ainda conseguir ficar imperceptível – disse Kara com um sorriso no rosto.


– Por hoje é só, mocinha. Você fez um grande progresso conseguindo sentir minha presença. É preciso esvaziar à sua mente, deixar seu instinto agir e assim poderá me detectar e atacar facilmente.


– Mas eu fiz isso, esvaziei minha mente e aí consegui sentir você. Só não consegui fazer todo o ritual para lançar energia antes de você se mover. – Exclamou à garota.


– Isso é porque você parou de agir com instinto quando me detectou, passou à pensar no que fazer para lançar energia e isso lhe fez ficar lenta. Tentaremos novamente amanhã.


Kara permaneceu o caminho de volta para casa em silêncio, estava muito pensativa ultimamente. Naquela noite completaria dezesseis anos e nesse tempo todo de sua existência poucas informações tinha sobre si mesma. Não sabia direito o por que era diferente de seu mestre. Não que quisesse ter a pele escamosa e antenas como ele tinha, mas sentia falta de saber mais sobre quem era. Ela havia o questionado várias vezes sobre sua origem, mas Turtle sempre dizia que era cedo demais para ela se preocupar com sua aparência. Ela por vezes achava que era uma humana como os gêmeos Suki e Soka, devido à sua grande semelhança com eles.


Assim como Kara, Suki e Soka tinham a pele feita de material parecido, embora a deles fosse negra. Os gêmeos também possuíam cabelos, e apesar dos de Kara serem mais lisos e os dos gêmeos serem mais crespos, era difícil ela não se animar com mais essa semelhança. Havia outros pontos onde Kara se achava parecida com eles. Como por exemplo, o formato da arcada dentaria e a cor da língua que era num tom rosado, diferente do tom roxo da do mestre. Kara também reparara que conforme os anos iam passando seu corpo mudava um pouco, principalmente com o fato do crescimento dos seios. Este fenômeno aconteceu também com Suki, mas não aconteceu com Soka. Segundo o mestre Turtle, a maioria dos machos e fêmeas tem mudanças diferentes no corpo.


Apesar das várias semelhanças com os gêmeos humanos, Kara sempre foi ensinada por seu mestre, que eles, eram de uma espécie diferente da dela. – Olhe seus olhos no espelho minha querida – dizia o mestre. Ao olhar Kara sempre via que nas suas órbitas oculares sempre se encontravam duas esferas brancas, seus olhos. Diferente dos humanos que tinha os olhos mais parecidos com os de seu mestre, apesar da cor e da retina em forma de fenda, os de Kara eram apenas duas bolas completamente brancas. Segundo ela sabia, isso era uma característica de sua raça, mas isso era apenas o que sabia sobre os seus.


Depois de alguns minutos de caminhada, Kara e Turtle chegaram ao que chamavam de casa. Diferente das casas dos agritorianos, os nativos daquele planeta, que eram construídas de pedra sol, a casa onde vivia com seu mestre era toda de madeira. Nesta não havia piso, ao invés disso pisavam na terra mesmo. Segundo seu mestre, a conexão da matéria nua com o solo era essencial para canalizar de forma natural a energia do todo o planeta para seu corpo.


Após entrar em casa, Kara foi direto para o banho. Turtle se limpava na cachoeira que havia ao fundo da casa, rotina que Kara compartilhou por alguns anos até notar as primeiras mudanças em seu corpo. Após isso, por algum motivo, passou a se envergonhar mais de sua nudez e embora o mestre não estivesse presente no momento de seus banhos, Kara passou a preferir um lugar mais reservado para se limpar. Conversou com o Dr. João Mark, pai de Suki e Soka e pediu para que ele construísse algo parecido com o quarto de se banhar de sua casa. – Se chama banheiro Kara – ele disse sorrindo quando à garota fez o pedido.


Dr João foi prestativo ao concordar em construir um banheiro para ela, desde que o Mestre não fosse contra. Kara voltou naquele mesmo dia correndo para casa e com jeitinho pediu ao mestre autorização para ter um banheiro.


– Os de sua raça também tem esse costume, acho que não fará mal se você também tiver um quarto de banho. – disse Turtle consentindo com o pedido de Kara.


Kara sentiu um desejo de questionar mais sobre sua raça já que seu mestre havia tocado no assunto, mas decidiu nada dizer para evitar enfurecer Turtle e correr o risco dele voltar atrás na questão do banheiro. Cinco dias depois o lavabo estava pronto, era praticamente uma cópia do que tinha na casa dos humanos e isso de alguma forma a deixou extremamente feliz.


Kara se pegou lembrando desse dia enquanto à água quente escorria pelo seu corpo. No meio a outros pensamentos, surpreendeu-se olhando no espelho e observando seu corpo nu. Esperava encontrar alguma resposta sobre si mesma observando sua matéria, mas como antes, não encontrou. Desistiu mais uma vez, terminou seu banho e se vestiu.

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Notas do Autor: Agradeço imensamente por terem lido. Caso tenha gostado votem neste capítulo e deixe seu elogio, crítica ou sugestão no campo dos comentários. Terei prazer em ler e lhe responder. No próximo capítulo conheceremos um novo personagem.

17 de Janeiro de 2019 às 13:16 24 Denunciar Insira 15
Leia o próximo capítulo SOKA I

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Felipe Mukuro Felipe Mukuro
Olá amigo! Excelente início, muito bem elaborado e planejado, bem descrito e rico em referências e explicações acerca do mistério da origem de Kara. Kara me parece muito promissora, bem ativa e esperta, intuitiva e curiosa pelo aprendizado. A atmosfera e esse ambiente mais "bucólico" também ajudaram muito a processar as informações. Apenas algo que gostaria de ressaltar é que menos, muitas vezes, é mais, então muitas informações bem detalhadas às vezes podem ser resumidas e sucintas em poucas frases de ênfase, tanto pra dar mais mistério e hype ainda como para deixar certas informações mais à interpretação para imaginação dos seus leitores. Por exemplo sobre as mudanças físicas de Suki, Soka e Kara que podem ser bem mais resumidas, além de outras expressões que podiam gerar mais curiosidade a respeito da figura do mestre Turtle, que me pareceu muito bom e justo, uma grande figura logo de cara. Atenção também nas pontuações e vírgulas erradas em lugares errados. Fora isto, tudo perfeito, o começo épico para uma trama que já sinto ser incrível e prometo continuar acompanhando. Abraço, excelente trabalho!
13 de Agosto de 2019 às 19:51

  • Junio Salles Junio Salles
    Obrigado por ler e comentar. Considerarei suas sugestões em uma futura revisão. Se possível me aponte os erros de pontuação os reconheço que tenho que melhorar nisso 13 de Agosto de 2019 às 21:01
Dayane Domingues Dayane Domingues
👏👏👏 Escreve maissss....
10 de Junho de 2019 às 20:40

  • Junio Salles Junio Salles
    Obrigado, estou escrevendo 😀 10 de Junho de 2019 às 21:02
Jonathan  Silva Jonathan Silva
Começou bem a história
6 de Março de 2019 às 05:52
MS Micaela Sakamoto
Adorei, me deixou muito empolgada a continuar
22 de Fevereiro de 2019 às 08:11

  • Junio Salles Junio Salles
    Obrigado, continue acompanhando 25 de Fevereiro de 2019 às 05:28
Anne Liberton Anne Liberton
Olá! Venho pelo Sistema de Verificação do Inkspired. Sua história está Em Revisão pelos seguintes apontamentos: 1) Vírgulas. Há uma série de vírgulas faltando na história, como no caso de “...pele num tom azulado se é que aquilo podia ser chamado de pele já que...”, em que o correto seria “...pele num tom azulado, se é que aquilo podia ser chamado de pele, já que...”. A expressão “já que” sempre vem antecedida por vírgula. Além disso, intervenções do narrador, como o “se é que...” sempre vêm entre vírgulas. Há outras regras a serem levadas em consideração, como orações subordinadas que vem antes de orações principais (devem vir sempre entre vírgulas), vocativo (devem vir sempre entre vírgulas. Uma ocorrência em que faltou o sinal foi: “por hoje é só, mocinha”), etc. 2) Árvore. A palavra sempre tem acento. 3) Crase. É necessário usar sempre que houver junção de preposição “a” e artigo “a”, como em “em direção a”, precedido de palavra feminina. Uma dica interessante é trocar “a” por “ao” + palavra masculina e ver se faz sentido. Se sim, o correto é “à”. 4) Vírgulas usadas para unir frases com assuntos diferentes, que deveriam ser separadas com ponto final. Há várias ocorrências, como em “Por hoje é só mocinha, você fez um grande progresso conseguindo sentir minha presença, você precisa esvaziar sua mente...” Como tem muita coisa aqui, o ideal seria separar: “Por hoje é só, mocinha. Você fez um grande progresso conseguindo sentir minha presença. Você precisa esvaziar sua mente...” << são três ideias separadas e deveriam ser separadas por pontos finais. Também poderia omitir o segundo “você”, já que é só uma repetição desnecessária. 5) Verificar o uso dos porquês. Ex: “Não sabia direito o porquê era diferente...” O correto seria “Não sabia direito por que era...” ou “Não sabia direito o porquê de ser diferente...” Não tem nada terrivelmente grave, mas são diversos pequenos problemas, o que impede a verificação da história. Sugiro dar uma revisada, talvez passar para outra pessoa ler (um beta reader seria uma boa também). No mais, a história está excelente. Parabéns! Assim que corrigir esses detalhes e, se ainda quiser que a história seja verificada, basta responder esse comentário que avaliaremos de novo. Até mais!
6 de Fevereiro de 2019 às 18:25

  • Junio Salles Junio Salles
    Olá, fiz as alterações sugeridas e algumas outras melhorias que pude ir percebendo nessa nova revisão. Favor verificarem se agora ficou bom. Obrigado! 11 de Fevereiro de 2019 às 04:52
  • Anne Liberton Anne Liberton
    Olá! Ainda há problemas, especialmente em relação aos itens 1, 3, 4 e 5. Creio que no item 3 eu tenha dado o exemplo que tem na história e ele continue lá, sem alteração, assim como o exemplo usado no item 5. Seria legal observar também que o verbo "pôde", no passado, sempre tem acento ("pode" é presente). Também vi que há "disse" com letra maiúscula, mesma coisa que comentei em outras histórias. E tem um "exclamar" aí nas falas em que a personagem não exclama nada (não há uma exclamação — ! — na fala e seria legal acrescentar, já que tem o verbo). Realmente recomendo um beta. Quando corrigir os detalhes e, se ainda quiser que a história seja verificada, basta responder este comentário. Até mais! 21 de Fevereiro de 2019 às 17:10
  • Junio Salles Junio Salles
    Boa tarde. Me atentei mais nas correções. Poderia verificar mais uma vez? 9 de Maio de 2019 às 14:59
Ghabriel Moura Ghabriel Moura
muito legal, parabens!
5 de Fevereiro de 2019 às 17:09

ME Malaquias Ezequiel
Sensacional, a história te prende de uma forma incrível. Sem contar a construção do universo que são colocadas sutilmente na história. parabéns
24 de Janeiro de 2019 às 05:17

JD Jasmim Diogo
Gente! Olhos de lua, aquela concentração na qual ela se conecta ao ambiente, consigo mesma ( na minha percepção) e aquela abordagem. Eu gostei pra caramba.
17 de Janeiro de 2019 às 10:22

  • Junio Salles Junio Salles
    Obrigado pelo comentário Jasmim 17 de Janeiro de 2019 às 10:24
WL Washington Luiz
Parece ser uma fantasia interessante de acompanhar
17 de Janeiro de 2019 às 07:57

JS Jamaes Silveira
Muito bom, tem uma pegada de anime interessante
17 de Janeiro de 2019 às 07:51

Liliane Cris Liliane Cris
Gostei bastante da forma como você mostra a personagem. Da pra sentir a insegurança dela consigo mesma. Parece a sensação que senti quando comecei a notar as mudanças no meu corpo, essa sensação de não pertencimento.
17 de Janeiro de 2019 às 07:19

  • Junio Salles Junio Salles
    Obrigado, pretendo fazer um paralelo de problemas reais com essa obra de ficção 17 de Janeiro de 2019 às 07:33
~

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