Puppyeon Seguir história

anafanyastic Ah, ana

Em meio à movimentada Coréia, num lugar pacato na qual a natureza predominava, foi abandonada uma pequena criança recém-nascida. Deixada pelos seus pais as margens de um rio localizado nas regiões montanhosas de Seoraksan. Por ironia do destino, a menina acabou sobrevivendo em meio à natureza. Na verdade, a pequena garota só conseguiu viver, pois foi achada e criada por cachorros selvagens que viviam nessas regiões montanhosas. Ela viveu com sua “família canina” durante 14 anos, em meio das matas da província de Gangwon, fazendo tudo que os cães faziam. Dormindo, andando, comendo e dormindo mais uma vez (cochilo da tarde) junto com todos os outros animais. Ela vivia bem, até adultos conseguirem acha-la e pegá-la dentre os cães que a protegia como se fosse natural da sua própria matilha. Depois de anos, psicólogos e outros acompanhavam a garota selvagem, na qual a nomearam de Taeyeon. Tentando readapta-la à sociedade, com acompanhamento, depois de alguns anos ela foi enviada para Seul, a grande e movimentada capital, na qual Taeyeon teria que aprender a viver como uma pessoa normal. Mas será que ela está pronta para isso?


Fanfiction Para maiores de 18 apenas.

#comedia #humor #fanfic #lgbt #girls-generation #tiffany #taeyeon #yuri #snsd #taeny
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Em progresso - Novo capítulo Todas as Sextas-feiras
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Nova Matilha

Meu nome é Tiffany, mas popularmente chamada pelos meus amigos de classe, de Miyoung. Apesar de não gostar muito, aceito ser chamada assim. Tenho 17 anos e estou no ultimo ano do ensino médio, o qual considero muito importante, pois estou focada somente nos estudos, e sei que no fim de tudo, se eu estudar arduamente, poderei entrar em uma universidade conceituada de Seul. Como não me considero tão inteligente, tenho que me esforçar ao máximo para passar e dar orgulho à minha família, assim como meus dois irmãos mais velhos, Leo e Michelle. Que são a minha maior inspiração.

Sou uma garota normal, estudando em uma escola normal, com colegas normais. E, como qualquer garota da minha idade, com melhores amigas normais também.

É... Talvez Jessica e Seohyun não sejam tão normais quanto deveriam ser. Eu, pelo menos, não acho que uma garota que dorme das dez horas da noite até meio dia, possa ser considerada normal. E também não considero que uma garota educada até com uma barata que ela mata, seja muito normal também. Afinal, é uma barata. Baratas são seres do oriundo que invadiram a terra na procura da dominação mundial, conseguiram criar um sistema que as tornam imunes à bombas nucleares, e só estão esperando conseguir ser imunes a chineladas. Quando esse dia chegar, todos vão parar de me chamar de medrosa, só porque grito quando vejo esse “simples” inseto.

Pensando bem, talvez eu não seja absolutamente normal também. Fora isso estou bem como estou. Vivendo nesse meu baixo grau de anormalidade. O importante mesmo são os estudos! Eu me preparo para eles, me empenho neles, minha cara está sempre na frente dos livros, tenho meu total foco nos est...

– Então é isso alunos. Façam os deveres das paginas que eu passei e entendam bem o que eu expliquei agora que a prova será fácil para vocês. Até quinta-feira. – o nosso professor de química pegou sua pasta e saiu da sala, dando assim a liberdade para os alunos irem para casa, já que a ultima aula tinha se encerrado.

Arregalei os olhos quando olhei para o quadro totalmente rabiscado com todas as cores de pincéis possíveis na terra. Eu não pude crer. Virei para trás, batendo na mesa de Jessica, que estava dispersa em seu lindo sono de beleza. Isso causou um susto na dorminhoca loira, que acordou instantaneamente e olhou para mim com os olhos semicerrados.

– Qual é o seu problema, Tiffany? – ela resmungou, meio grogue.

– Quando foi que ele passou aquela monstruosidade de coisas no quadro? Como eu não vi aquilo?! Como eu me perdi? – gritei desesperadamente, balançando os ombros de Jessica para frente e para trás. Ela não reagiu à nada, apenas se deixou ser balançada como um daqueles bonecões de posto.

Quando finalmente a soltei, ela olhou para o quadro e semicerrou os olhos mais ainda, praticamente os fechando ao olhar para o quadro que era branco, mas que agora estava mais para o quadro arco-íris em uma parada gay. Por um momento pensei que ela ficaria espantada por perder tanta matéria, mas esqueci que ela é do tipo de pessoa que não liga para isso. Então ela simplesmente virou para mim e disse preguiçosamente:

– Eu vou saber?

– Unnie, o professou acabou de explicar praticamente toda matéria agora e você não viu? Em que mundo você estava? – Seohyun se manifestou do meu lado.

– Você não pode parar um instante para se apresentar e falar sua vida para a galera, que você perde uma vida inteira de matéria! Que mundo é esse em que nós vivemos?! – resmunguei.

Ambas franziram o cenho com o que eu disse e se entreolharam tentando entender alguma coisa.

– Que galera, unnie?

– Não é nada Seohyun. Eu só pensei que se eu quisesse criar uma autobiografia, ela começaria assim. – respondi calmamente.

Jessica ignorou meu momento de loucura e seguiu sua trajetória normal de fim de aula. Pegou sua mochila praticamente vazia e a ajeitou sobre os ombros, a fim de sair da escola, que ela considerava mais uma prisão. Logo que ela se levantou, Seohyun e eu fizemos o mesmo, a seguindo pelos corredores movimentados da prisão. Digo, escola.

Quando andava com Jessica pela escola, me sentia no poder. Ela era extremamente conhecida e popular. Chegaram a nomeá-la até de Ice Princess, devido aos cortes e resposta que ela dava a todos os que se confessavam a ela. Isso se eles ainda tivessem coragem de falar com ela.

A sua popularidade obviamente acabou me afetando, e logo eu era uma das mais populares da escola, não tanto quanto Jessica, porém era também muito conhecida por todos os cantos, a ponto de receber varias confissões e cartas de amor. Infelizmente, eu rejeitava todas as vezes, pois preciso manter meu foco nos estudos.

Mais uma vez eu senti que a minha mente estava vagando em mais um dos meus devaneios sobre a vida.

Pisquei algumas vezes ao perceber que estava praticamente andando automaticamente entre as pessoas, quando dei por mim, me vi seguindo Jessica e Seohyun sem ao menos saber aonde estava indo. Olhei ao redor e somende nesse momento me dei conta que estava parada no jardim da escola.

– Tiffany. – Jessica cutucou meu braço com o cotovelo. – Aquela menina está te encarando de novo. – ela continuou dizendo, agora apontando discretamente para o outro lado da rua.

Já sabia para onde olhar. Já sabia quem era. Olhei entre os espaços do portão da escola e vi facilmente a garota baixinha na direção que Jessica tinha acabado de apontar, no outro lado da rua. Ela estava em meio às moitas na frente da escola, olhando diretamente para mim com seus olhos gigantes, como se eu fosse um tipo de presa que ela não podia perder de vista. A menina mais parecia um índio tupinambá do que um ser misterioso.

Essa não foi a primeira vez que a vi. Tudo isso começou há duas semanas atrás, quando sai da escola e ela começou a me seguir de uma curta distancia, sem falar ou fazer nada. Ela não tinha um motivo ou uma questão aparente, ela somente o fazia. Desde então ela nunca mais parou de me seguir. Ela sempre faz isso. Me seguia e depois fica parada na frente da minha casa, plantada, sem, mais uma vez, fazer nada. Simplesmente fica lá.

No inicio eu tinha medo que ela quisesse fazer alguma coisa ruim comigo, me machucar ou planejar algo contra mim. Jessica e Seohyun me acompanhavam até em casa durante os três primeiros dias após a aparição da estranha garota, mas eu achei que estava importunando muito elas com os meus supostos problemas de perseguição, então eu tentei convence-las que estava tudo bem e que qualquer problema eu falaria com elas. Ambas ficaram relutantes em fazer o que eu dizia inclusive Seohyun, mas no fim elas acabaram tentando não pensar muito sobre nisso, apesar de toda essa situação ser irritante e frustrante.

Calmamente Seohyun tocou no meu braço e me olhou com uma expressão de medo e pena.

– Unnie, quer que a gente te acompanhe?

– Eu fiz boxer, posso bater nela se quiser. – Jessica disse, arregaçando uma das mangas de seu uniforme e mostrando o suposto grande músculo, que eu afirmava com toda certeza que era mais uma pelanca. Ela dorme o dia todo e não se exercita, aposto que se eu bater no braço dela, minha mão voa para longe com a gelatina que ela tanto chama de músculo.

– Não precisa garotas. Está tudo bem. Duvido que aquela criança anã possa fazer algo contra mim.

Antes que elas dissessem mais alguma coisa, comecei a caminhar para fora da escola, as deixando para trás, apenas para observar novamente a cena que sempre acontecia recentemente no final das aulas. A garota estranha deixava o pequeno arbusto onde se escondia e depois saia correndo pela rua, atravessando-a sem se importar com os carros que transitavam por ali. Depois ela caminhava calmamente atrás de mim, me seguindo aonde quer que eu fosse. Todos os dias eram assim, mas hoje eu decidi que faria diferente. Me cansei disso. Hoje se ela continuasse com essa brincadeira estranha e de mal gosto, eu iria tomar providências.

Virei a esquina da escola e andei normalmente como os outros dias. A garota baixinha fez o mesmo. Olhei de soslaio para trás e a vi fixando seu olhar em mim, fielmente como das outras vezes. Comecei a andar mais rápido e virei outra esquina, dando de frente com um cruzamento cheio de pessoas vindo de todos os lados e de todos os tipos. Tinham umas bem vestidas para trabalhar, garotos e garotas que estavam prontos para ir para a aula vespertina e outros que acabaram de sair da escola, como eu, e estavam ansiosos para ir para casa. Ainda tinham outras pessoas que apenas passeavam por ali, mas eu era diferente, eu estava concentrada em meu plano que acabara de surgir ao ver tanta gente. Seria impossível a garota de cabelos castanhos me achar em meio à tantas pessoas. Eu vou correr, me infiltrar no meio delas e deixar que aquela anãzinha seja pisoteada por eles. Assim estarei livre, pelo menos por hoje, dessa garota chata.

Dei meus últimos passos atrás das varias pessoas paradas, esperando o sinal abrir. O contador do semáforo já estava nos últimos números regressivos para abrir para os pedestres. Finquei meus pés no asfalto, pronta para a partida, como se fosse uma atleta prestes a correr sua pista de 100 metros. Foi só passar de vermelho para verde, que eu sai correndo loucamente entre as pessoas. Não via nada, não entendia mais nada, nem eu sabia para onde estava indo ao certo. Eu só corri como uma piranha louca, carregada nos energéticos.

No fim de toda a correria, eu estava praticamente morta, sem ar, sem pernas, sem senso de direção. Mas pelo menos estava a salvo. Finalmente despistei a baixinha assustadora que vive atrás de mim.

Continuei a andar, agora passando por uma rua quieta e calma. Com um sorriso no rosto olhei para trás orgulhosa por ter, habilidosamente, a despistado. Foi só olhar para trás, que todo meu glamour e graça se desfez. Magicamente a garota ainda estava atrás de mim, me seguindo como um cachorro de rua chato e sarnento, que insiste em te perseguir. Me senti um cocô sendo cutucada por uma mosca irritante, e isso era a gota d’agua para mim.

Dei um passo para frente e utilizei o impulso para girar e me virar na direção dela de uma forma desafiadora. Andei em sua direção e a olhei, olhos nos olhos. Sem me importar com as consequências dos meus atos, simplesmente explodi.

– Qual é o seu problema? O que você quer de mim? Para com isso! Para de me seguir! – gritei com todo o ar que pude achar em meus pulmões.

A baixinha arregalou os olhos, mas ainda assim, continuou com a cara fechada, analisando atentamente meus movimentos, inclusive meu dedo indicador, que estava apontado em sua cara.

A morena calmamente soltou o ar pela boca e fechou os olhos, procurando ganhar mais paciência com a situação. De repente, ela os abriu novamente fixando seu olhar no meu.

– Quero que você faça parte da minha matilha. – a baixinha me disse seriamente.

– O que?!

Ela estava falando sério? Ela me seguiu pra falar uma besteira dessas. Eu não entendia mais nada, estava até esperando algum câmera man sair do mato, da parede, do bueiro. Seja lá o que for e me dizer que isso era uma pegadinha ou algo do gênero.

– Quero reproduzir com você. Criar a próxima geração da minha matilha com você. – ela voltou a falar, agora com um tom mais sério do que antes.

– Hã?! – era a única coisa que conseguia responder, diante daquelas afirmações.

– Eu sou macho alfa e você fará parte do meu novo bando e se reproduzirá!

16 de Janeiro de 2019 às 05:23 0 Denunciar Insira 119
Continua… Novo capítulo Todas as Sextas-feiras.

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