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Chama meu nome como quem profetiza!

Me aceite como quem leite quer,

De um lácteo peito rijo de mulher.

 

Me abrace como tu és,

Do jeito que eu queira, minha maneira,

Como se quisesse que eu soubesse 

Que sou fagulha, pequeno fogo, destruição,

A carcomer, entenda, sem querer,

Meio de repente e devagar,

O que quer que você, mais tarde ou depois, decida ser.

 

Chama meu nome como quem prenuncia

Quem uma luzidia vila,

Irá perecer.

Chama meu nome como quem profetiza

Que a hipócrita vila

Irá permanecer.

Pois, assim sou:

Dialética ambulante

Aos olhos da amante

 

Me olha como quem ama olha,

Me olha como que repulsa sente.

Me olha através dessa lente, 

Me veja no churrasco as nove,

No maior dos porres,

E me encara como quem ama odeia.

 

Me receba, na tua alma, em tua cereja

Como a gaguejar, tagarelar, convulsionar, serpentar, saborear…

Aquele gole da cerveja.

Me receba como que de casa sou,

Como que quem te ama quer, 

Te fazer menina, no corpo que me der.

20 de Novembro de 2018 às 20:35 0 Denunciar Insira 1
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