O Campo de Girassóis Seguir história

hunterprirosen HunterPri Rosen

Quando Seu Antônio conheceu Dona Laura na juventude, um campo de girassóis estava lá. Muitas décadas depois, ele e a esposa recontam a história de amor que viveram para a neta, Alice. Novamente, as flores amarelas estão presentes no horizonte, ouvindo e guardando os segredos do casal apaixonado. Prontas para testemunharem um novo encontro entre eles.


Drama Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#heterossexualidade #drama #death-fic
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Capítulo Único

Notas Iniciais:

Conto escrito para o 31º desafio do grupo Café com Letra (CcL), intitulado Café Floral, cujo tema é flores.

Enredo e personagem originais, não plagiem. 

Se quiserem ouvir com uma musiquinha, indico "Girassol" da Kell Smith ♥

Boa leitura ♥




O assoalho da varanda range sob as rodas da cadeira empurrada por Alice. Com cuidado, a jovem de traços delicados acomoda o avô de frente para o horizonte, de modo que ele possa vislumbrar o entardecer que cai pouco a pouco.

Mesmo com a idade avançada pesando nas retinas, Seu Antônio é capaz de distinguir muito bem o tom amarelado de um vasto campo de girassóis ao longe. Apesar de alguns lapsos de memória no decorrer dos últimos anos, ainda se emociona com as lembranças que as flores lhe trazem.

Os girassóis estendem-se por boa parte da fazenda e são acariciados pelo vento que percorre toda a planície. Esse mesmo vento chega já como uma brisa suave até a casa de dois andares e sótão. Por via das dúvidas, Alice ajeita melhor uma manta sobre o avô, a fim de protegê-lo de alguma corrente de ar mais perigosa para sua debilitada saúde.

Ao notar um sorriso surgindo no rosto marcado por profundas rugas, ela questiona:

— No que o senhor está pensando, vô?

O olhar experiente desvia da paisagem devagar, passa pela expressão curiosa da neta e repousa numa cadeira de balanço do outro lado da varanda, de frente para eles. A estampa florida do vestido de Dona Laura contrasta com o aramado branco da cadeira. O jeito sereno como ela encara o marido acende um calor inevitável no fraco coração. Mesmo muito confuso, ele fica imensamente mais feliz agora.

Emocionado, Seu Antônio busca o rosto de Alice e finalmente responde com a voz baixinha:

— Eu estava lembrando do dia que conheci a sua avó.

— Ah, Tonico... — Dona Laura golpeia o ar com um tapa rápido, ao mesmo tempo em que luta para disfarçar um sorriso bobo. — Poupe a coitada da sua ladainha. Ela não aguenta mais ouvir essa história.

Como que contradizendo a avó, Alice arrasta uma cadeira aramada para perto do avô, acomoda-se e indaga com entusiasmo:

— Foi num campo de girassóis, certo? O senhor sempre fala sobre esse dia e eu nunca me canso de ouvir. Acho tão romântico. Foi amor à primeira vista?

Seu Antônio engasga com o riso que a pergunta final lhe provoca. Tosse por um momento antes de recuperar o fôlego necessário para responder:

— Não, ela saiu correndo de mim. Acho que a assustei um bocado. Foi pânico à primeira vista, isso sim.

Desta vez, é Alice quem cai na gargalhada. Claro, ela tinha esquecido desse pequeno detalhe. Sua avó não foi uma conquista fácil. A primeira vez que viu o avô simplesmente saiu correndo toda destrambelhada.

Na cadeira de balanço próxima dos dois, Dona Laura fecha a cara e esclarece em resmungos baixos:

— Em minha defesa, eu não te vi chegando, estava distraída com os girassóis. Meu pai mandou que eu fosse à plantação àquele dia para ver se eles já estavam secos para a colheita. Lembra do meu pai, Tonico? E de como você quase desmaiou quando falou com ele pela primeira vez? Porque eu lembro como se fosse hoje.

Alice ainda ri do comentário do avô e não nota o semblante dele ficando sério pouco a pouco. Contrariado e, ao mesmo tempo aliviado pela neta não ter ouvido a provocação de Laura, ele diz com a voz um tanto trêmula:

— Ela estava distraída com os girassóis, eu que apareci do nada. Pobrezinha...

Exalando satisfação, a senhora murmura:

— Melhor assim, querido.

Pouco importa para Alice se ela já ouviu a história dos avós incontáveis vezes. É uma história linda e divertida que ela adora ouvir de novo. Além disso, sempre surge algum detalhe ou um comentário que lhe provoca novas emoções.

— E como vocês se apaixonaram, vô? — ela pergunta, sentindo o coração aquecido.

Com a voz um tanto oscilante, Seu Antônio sentencia:

— Laurinha se apaixonou primeiro.

— Mentiroso. — A esposa ri em protesto. — Você que foi ao campo de girassóis todos os dias depois daquela tarde. Atrás de mim. Desavergonhado!

Agradecido pela neta não ter dado importância ao comentário infundado, o velho homem deixa Dona Laura ainda mais mordida de raiva ao alfinetar:

— Acredita que sua avó ficava me espiando da janela dela? Suspirando por mim? — Ele tosse um pouco e retoma certo fôlego. Falando bem devagar, consegue explicar o restante: — A casa que ela morava ficava perto da plantação e ela me via caminhando por lá todos os dias. Eu só queria me desculpar pelo susto que causei, mas Laurinha aproveitou para cobiçar o novo morador da região. Uma vez, quando cheguei mais perto, vi que ela sorria pra mim da janela.

Sem palavras, Alice leva as mãos ao rosto, enquanto a avó faz questão de pontuar:

— Não foi assim que aconteceu, Tonico. Eu não estava sorrindo para você, eu ri porque você pisou em falso e quase caiu.

Indignado pela esposa fazer pouco caso do incidente, Seu Antônio esclarece um pouco bravo:

— Eu torci o pé aquele dia.

Alice o analisa de um jeito carinhoso, coloca a mão sobre a dele — que está trêmula no braço da cadeira de rodas — e o tranquiliza:

— Tudo bem, eu acredito no senhor.

— Porque é muito inocente, minha neta. — Dona Laura ri sem humor, contrariada. Encarando o marido novamente, conta a sua versão da história: — Ele fingiu que machucou o pé só para que eu fosse socorrê-lo.

Mesmo com certa dificuldade na fala, o senhor de quase noventa anos luta para contar a sua versão dos fatos também:

— Ela correu para me ver... Ficou toda preocupada, me ajudou a caminhar até o alpendre e me sentar.

Com um leve tom de bronca, Dona Laura contrapõe:

— Você se aproveitou da situação, Tonico. Chegou perto demais de mim e jogou todo o peso do corpo no meu ombro.

Desta vez, Seu Antônio não a desmente. Seria muita hipocrisia negar essa parte. Ao invés disso, ele é vencido por um sorriso nostálgico e tece uma confissão:

— Sua avó tinha um cheiro bom. Doce. Eu senti o perfume quando me joguei no ombro dela.

Dona Laura desvia o olhar, um tanto ressabiada e ao mesmo tempo orgulhosa da lembrança do marido. Nesse momento, percebe o quanto o ama e que tiveram uma boa vida juntos. Uma vida de pequenas provocações, alguns conflitos bobos, mas de muito amor e companheirismo.

Sentindo-se leve por ver a expressão agora serena no rosto da única mulher que amou, Seu Antônio dá o braço a torcer e resolve agradá-la com uma nova confissão:

— O seu bisavô era um homem assustador, Alice. Muito rigoroso. Me dava medo. — Diante do sorriso que vê se expandir no rosto de Dona Laura, ele molha os lábios e se esforça para que as palavras seguintes saiam bem claras: — Mas pela sua avó, eu me dispus a enfrentá-lo.

A reação da mulher de cabelos grisalhos e curtos, impecavelmente arrumados apesar da brisa que continua soprando pela varanda, não é bem o que o marido espera. Ela cai na gargalhada a ponto dos olhos marejarem em certo ponto. Seu Antônio fica inquieto, incomodado, enquanto ela deixa escapar um comentário:

— Gaguejar quando meu pai falava com você não era enfrentá-lo, Tonico. Muito menos me encontrar às escondidas no campo de girassóis. Quando namorávamos em casa, ele ficava entre nós no sofá, lembra? Você odiava, mas não reclamava porque morria de medo.

Sem olhar para ela e com o orgulho um tanto ferido, o velho homem diz de um jeito defensivo:

— Com o tempo, eu amansei a fera. É só o que importa.

— Ainda bem que conseguiu dobrá-lo, vô. — Alice faz um carinho no rosto enrugado dele. — Do contrário, eu não estaria aqui hoje, não é?

Ela o observa por mais alguns instantes. No fundo, está um pouco confusa. Ao mesmo tempo que a felicidade por relembrar o passado com a avó é transparente nos olhos dele — fixos em um ponto vazio à frente —, Seu Antônio também pareceu incomodado em alguns momentos do relato. Quase como se ela, Alice, tivesse dado motivos para isso. Como se tivesse duvidado de algo dito pelo avô e o irritado, coisa que não fez com toda a certeza.

Convencida de que Seu Antônio está apenas desorientado por causa da avançada idade e de alguns problemas de saúde, Alice levanta-se e avisa:

— Eu vou buscar um pouco de água para o senhor. E mais uma manta porque está esfriando. Já volto.

A jovem está quase tomando o caminho da porta de casa, quando sente um leve puxão. Seu Antônio ainda está segurando a mão dela.

Alice hesita e une as sobrancelhas, esperando que ele diga alguma coisa. Até que o avô finalmente para de olhar para o ponto vazio na varanda e ergue a cabeça para ela.

— Obrigado, meu anjo... Obrigado por tudo.

Sem saber explicar por que, Alice sente um aperto incômodo no peito. Ao mesmo tempo, as palavras do avô a aquecem por dentro de uma maneira doce. Emocionada pelo agradecimento e por ter o privilégio de fazer parte da vida dele, a jovem inclina-se e deposita um beijo demorado na sua testa. Ele ainda espalma a outra mão sobre a dela com carinho antes de soltá-la.

Então Alice se vira e desaparece no interior da casa.

Se ela tivesse olhado para trás, teria notado Seu Antônio voltando a se concentrar na cadeira de balanço vazia alguns passos adiante. Vazia para Alice e para qualquer pessoa que, por ventura, passasse pela região. Mas não está vazia para ele.

— Eu senti falta dessas pequenas... discussões, meu amor — sibila, com um misto de confusão e emoção na voz.

Seu Antônio observa a esposa mover os pés para que a cadeira balance suavemente com o impulso. Sentindo-se um pouco mais debilitado hoje do que em qualquer outro dia de sua longa vida, ele se pergunta como é possível ela estar ali. É como um presente do céu para aplacar suas dores.

Retribuindo o olhar dele com o mesmo carinho, Dona Laura pergunta de um jeito manso:

— Lembra do nosso primeiro beijo, meu velho?

Seu Antônio estremece. Ainda não acredita que ela está mesmo com ele. Bem ali, ao seu alcance, porém ao mesmo tempo inalcançável de alguma forma que ele não entende direito.

— Como eu poderia... esquecer? — gagueja um pouco sem fôlego, visitando uma das lembranças mais doces que viveram. Décadas se passaram, mas é como se tivesse acabado de acontecer novamente.

O olhar de Dona Laura se torna mais afetuoso e desperta uma nova onda de emoção no marido. O coração dele bate depressa, exigindo demais do corpo enfraquecido por um derrame ocorrido há cinco anos e por uma pneumonia recente que o deixou internado por alguns dias.

— E lembra o que eu te disse um pouco antes do beijo?

Há um inconfundível sorriso travesso nos lábios de Dona Laura quando lhe faz essa pergunta.

Mais uma vez, Seu Antônio é transportado para o passado. Lembra-se do dia exato. De como ela estava linda. Do seu perfume delicado. De suas palavras.

Me encontre no campo de girassóis — ele responde baixinho, ouvindo a voz de Dona Laura jovem em algum lugar de sua mente. — Eu fiquei apavorado aquele dia... — confessa, sentindo-se um pouco entorpecido. Demora mais do que seria o normal para retomar o raciocínio: — Imaginei que... seu pai tinha ouvido e... ia me matar se nos visse juntos fora da casa.

Desta vez, Dona Laura não debocha do temor dele. Ao contrário disso, diz com admiração e orgulho:

— E mesmo assim, você foi ao meu encontro.

— Como eu... não iria? — Seu Antônio respira fundo e o peito queima em protesto. Mesmo assim, ele se esforça para dizer: — Eu já te amava tanto, minha flor.

A senhora de vestido florido e rosto terno que viveu naquela casa por muitos anos e se foi há quase uma década, sorri para ele com afeto ao retribuir:

— Eu também já te amava demais naquela época, meu querido. Eu sigo te amando até hoje, na eternidade.

A declaração traz uma nova onda de calor ao coração de Seu Antônio. Ele luta para manter o foco quando Dona Laura levanta mais uma questão:

— Nós tivemos uma boa vida, não foi? Apesar das dificuldades? Uma vida feliz?

Cada vez mais emocionado e sentindo o peso dos anos e da saúde frágil pesando mais agora, Seu Antônio murmura com a voz falha:

— Tivemos, sim. Até que você me deixou. Eu senti tanto a sua falta...

Nesse momento, Dona Laura levanta da cadeira de balanço. O marido fecha os olhos marejados por lágrimas inesperadas e sente o perfume natural da esposa mais perto. Um toque suave em seu ombro e ele se dá conta que, de repente, ela foi parar ao seu lado.

— Eu não te deixei, meu velho. — Dona Laura abaixa-se diante do amado e percorre seu rosto com veneração. Igualmente mexida com o reencontro e com o significado desse momento, ela esclarece: — Eu estava te esperando. Esse tempo todo, eu esperei por você.

Seu Antônio volta a tossir. Puxa o ar para retomar o fôlego, mas sente que ele se esvai cada vez mais. Sente uma palpitação incômoda no peito. Uma dormência estranha pelo corpo.

— Então... eu já posso ir? — pergunta com inocência, olhando para ela. — Estou tão cansado...

— Por que você acha que eu vim aqui hoje? — Dona Laura inclina a cabeça e o aquece com um novo olhar de ternura. Ao sentir uma hesitação natural no marido, que olha na direção da casa, ela orienta com muito cuidado: — Não tenha medo. Nem olhe para trás, meu velho. Nossa neta vai ficar bem. Alice vai sentir saudade e chorar a sua perda, mas com o tempo irá se conformar. Acredite. Ela sabe que você está sofrendo e só deseja o melhor para você.

Seu Antônio fecha os olhos por mais um momento. Por fim, assente com um meneio de cabeça. Um sentimento de libertação e esperança o invade. Ele viveu bem e sente-se pronto para partir agora. Entretanto, não sabe como trilhar o caminho.

— O que eu... — Ele reencontra o rosto afetuoso da mulher na sua frente. — O que eu tenho que fazer, Laurinha?

Ela abre mais um sorriso para ele. Toca seu rosto com todo o carinho que a passagem da vida para a morte nunca apagou nem poderá.

— Você sabe o que precisa fazer. Sempre soube. — Dona Laura aproxima o rosto, quase tocando os lábios no pé do ouvido dele, e o lembra com um sussurro: — Me encontre no campo de girassóis, meu amor.

As mãos de Seu Antônio estremecem mais do que de costume. A manta, pouco a pouco, escorrega por sobre as pernas inertes sem que ele pense ou consiga impedir que ela caia no chão. No fim, não importa muito para ele agora. Não quando a emoção atinge um nível insuportável e exige ainda mais do seu velho coração.

Seu Antônio entrega-se ao poder libertador das lágrimas. Com a visão muito embaçada, assiste à esposa se afastando dele, da varanda, da casa. Pouco a pouco. Ainda com certo receio do desconhecido além, continua observando enquanto ela caminha rumo ao horizonte. Rumo às flores amarelas. Rumo aos girassóis que sempre serão deles de alguma forma especial.

Dona Laura se vira para ficar de frente para a casa e o convoca a segui-la com um sorriso alegre. À medida em que se afasta, dando passos para trás, sua aparência muda. Rejuvenesce sem que o marido saiba como explicar. É outro detalhe que acredita não importar no fim.

De repente, ela é a imagem cálida da jovem que ele beijou pela primeira vez, há muitos anos, num campo de girassóis como este. Para onde o chama também nesse momento derradeiro. A primeira e única mulher que ele beijou na vida.

Seu Antônio respira fundo. Pela última vez. Depois, não consegue mais. O ar perde-se dentro dele.

Algum tempo depois e devagar, ele apoia as mãos na cadeira de rodas e se levanta. Nem passa pela sua cabeça como conseguiu fazer isso, apenas seguiu um instinto natural de desapego que desconhecia até então. O derrame de alguns anos afetou a mobilidade de suas pernas, é verdade, porém não foi o corpo que se ergueu afinal.

Abandonando o medo de vez, ele dá alguns passos trôpegos para a frente. Até que percebe as pernas ganhando a firmeza antes perdida. Ele é inundado por alegria e paz. Sente-se livre e renovado de esperança. Cumpriu sua jornada. Uma nova irá começar.

Com esse sentimento de plenitude e curiosidade, Antônio vence a distância da varanda até os degraus. Desce por eles sem olhar para trás, como aconselhado. De súbito, olha para as mãos sem rugas. Sente o rosto também jovial quando o espalma, meio atordoado.

Com um largo sorriso e livre de toda a dor, apressa o passo rumo a Laura. Corre até ela como os girassóis buscam a luz do Sol. Porque ela sempre foi o seu Sol particular.

Quando alcança as mãos da esposa e a toma com um abraço bem forte logo depois, as flores amarelas do vasto campo parecem se fechar ao redor deles. É quase como se pretendessem reduzi-los a uma coisa só. A uma única luz.

Talvez seja exatamente o que os girassóis queiram agora.


Notas Finais:

Enredo inspirado na doutrina espírita, mas, sendo uma obra de ficção, fiz minhas adaptações.

Espero que tenham gostado ♥

Fiquem à vontade para deixar um feedback maroto, belê? Responderei todos que quiserem hablar something about isso aqui eheheheh

Beijos e inté o próximo devaneio!

20 de Novembro de 2018 às 20:26 4 Denunciar Insira 4
Fim

Conheça o autor

HunterPri Rosen You know who I am. Oi? Caçula de três irmãs, apaixonada por dogs, lufana. Sou Hunter, Whovian, Grimmster, fã de Friends e de mais uma pá de séries. Adoro filmes de suspense, terror sobrenatural e clássicos de ação. AMO livros e fan(fictions) de vários gêneros.

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Linda história :)
5 de Julho de 2019 às 08:39

  • HunterPri Rosen HunterPri Rosen
    Obrigada <3 Fico feliz que leu e gostou <3 6 de Julho de 2019 às 07:47
MiRz Rz MiRz Rz
Me apaixonei muito por essa história e não estou brincando! Eu lia com um sorriso no rosto porque as briguinhas do casal me lembrou um pouco a história dos meus próprios avós. É uma história realmente linda, parabéns!
27 de Março de 2019 às 07:20

  • HunterPri Rosen HunterPri Rosen
    Oieee, Muito obrigada <3 Fico feliz que gostou e te tocou assim. Gracias pelo elogio <3 Bjs! 27 de Março de 2019 às 09:58
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