Pecado Seguir história

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Ele era o pilar daquela paróquia. O homem a qual os fiéis da cidade tanto admiravam por sua sabedoria e mansidão. Puro, até se tornar alvo do desejo de uma de suas fiéis. Contudo, o que os envolveu naquela situação?


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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Confissão.


- (...) Não posso crer que você foi capaz de tamanha barbaridade. - Mamãe chorava desolada, amparada por meu pai que segurava firme em suas mãos, contudo seu olhar algoz não deixava-me em paz um segundo sequer. Papai a sustentava somente para manter suas mãos longe de mim, porque eu sabia que se não fosse por isso, levaria uma surra da qual jamais iria esquecer. - Não tinha consciência do que fazia? Do quão repugnante é... Deus irá puni-la por cometer este pecado, Sakura. Foi tão imprudente. - Irada, ela continuava a proferir tais palavras trincando o maxilar.


- Debaixo de meu teto você não aprendeu essas coisas. Não a criei para se tornar uma mulher promiscua minha filha. - Papai vociferou ruidoso em meus ouvidos.


No entanto, meu cérebro bloqueava qualquer palavra, recusando-se a dar crédito a todas aquelas repreensões. Era como se eu os escutasse distantes. A única coisa real, que eu realmente sentia era o lado esquerdo de minha face arder, o tapa que papai acertou-me.


Despertei sentindo o ar faltar em meus pulmões, dando-me conta do quão suada estava. A grande camisa que eu usava para dormir, era prova disso. Fora de meu quarto a noite corria tranquila e pouquíssimo gelada a aquela hora da madrugada, contudo ainda era possivel ver o sereno pairando sobre a grama aparada e folhas das árvores.


Sentia-me aflita, o coração doendo como se apertado entre uma mão forte. No sonho olhos de meus pais transbordando vergonha me acertaram em cheio, condenando-me por ceder aos caprichos da carne e como se não fosse o bastante, juntamente a ele... Prazeroso, contudo um verdadeiro ultraje a minha fé e a igreja.


(...)



Por mais que tentasse ser discreta, meus pequenos saltos ecoavam no piso de madeira. A missa já havia acabado, e ainda haviam alguns fiéis dentro do templo. Dirigi-me até para fundos do local, onde ficava o confessionário.


- Sakura, o que a traz aqui minha querida? - Questionou-me o Padre, gentil como sempre.


- Bom dia Padre, desejo me confessar. - Baixei o olhar alcançando sua mão, trazendo-a aos lábios e beijando-a. Contudo antes que me afastasse, seus dedos roçaram brevemente em meus lábios - causando calor sobre eles -.



- Que tal apenas conversarmos, huh? - Afagou minhas mãos, e enlaçando nossos braços pôs-se a caminhar. - Diga o que lhe aflige minha filha. - Pediu em seu melhor tom de voz. Seu timbre era sempre acolhedor.



Respirei fundo tomando coragem para dizer em voz alta o que vinha rondando minha mente. Ninguém sabia, exceto Deus.


- Não quero frequentar a casa do Senhor. - Desabafei em um sussurro enquanto fechava os olhos. Proferir tais palavras em voz alta era minha condenação. Um insulto a minha fé.


- Como? - Questionou-me retórico, parando de andar. Seus olhos penetrantes transpassavam todo meu corpo, como se pudesse ver meu verdadeiro motivo para não querer ir.


- Me sinto pressionada Padre. Meus pais desejam que eu siga arduamente o caminho de Deus, não sei se consigo. - Revelava ainda por meio de um sussurro. Aquilo parecia tão errado aos meus ouvidos. - Podemos ir ao confessionário, por favor? - Pedi sentindo vergonha de mim mesmo.


- Vamos minha querida. - Retornou o caminho a minha frente, sem dizer uma palavra. Abrira a porta da cabine para que entrássemos tomando seu respectivo lugar que pouco me permitia vê-lo. - Existe algum motivo em especial para sua recusa em frequentar a casa de Deus? Sabe que o que for dito, aqui permanece. Estou aqui para ajudar. - Ditou ele em um tom de voz suave. Gostoso de se ouvir.


- Não sei se quero. - Retruquei incerta.


- Recusar-se a vir a igreja é normal. Esse desânimo não é novidade... acredito que seja algo por qual todo cristão passa. É bastante comum, acredite. Apenas não dê importância demais a esse tipo de pensamento, e venha aos cultos e missa quando sentir vontade. Não faça disso uma obrigação. - Aconselhou-me sábio, nesse momento eu sabia que ele sorria ladino.


- Certo, certo. Mas...


- Algo a mais lhe incomoda? - Indagou-me curioso.


"- O novo padre é muito bonito não? - Ino, uma de minhas colegas segredou a Tenten, sobrinha do Presbítero Hyuga. Eu não participava da conversa, na verdade estávamos em meio ao culto quando esta sussurrou o elogio. Contudo, estava próximo o suficiente para ouvir as palavras que a loira dizia sobre o padre Uchiha. O novo pilar de nossa congregação. - Ele é jovem, e transpira... Deus me perdoe, mas ele exala virilidade. E a voz, tão rouca me faz pensar em coisas libertinas. - Terminou sua fala, focando em mim que estava sentada atrás de ambas.


- De fato, o Padre Uchiha é muito interessante. - Tenten comentou enquanto alisava os lábios. - Sobretudo, porque não usa a faixa na cintura. - Continuou a morena. Senti meu interior revirar, aqueles comentários tomavam outras proporções. - Você sabe o que significa não sabe, Sakura? - Dois pares de olhos focaram em mim, virando as costas para o altar, onde o padre dizia como vencer os desejos da carne. - A algum tempo atrás escutei meu tio comentar sobre a vocação do senhor Uchiha com um amigo e adivinhem... ela veio dois anos após ele completar a maioridade. - A veracidade das palavras de Tenten acertaram-me em cheio. Como uma flecha inflamada por obscenidades, machucando-me ao me dar conta da verdade.



"Sobretudo, porque não usa a faixa." - Pode ser usada na cintura uma faixa, que possui duplo significado, um deles é a castidade (acreditava-se que a libido sexual estava diretamente relacionada aos rins, então rins cingidos significava castidade); Logo, se o Padre não a usa... E o Senhor Uchiha nunca a usava."



- Se não deseja revelar, deixamos essa conversa para outro dia. Tudo bem? - Manifestou-se ele, após o meu silêncio. Assenti em um meneio, que ele certamente pôde ver.



- Meus pensamentos me traem a todo instante, mesmo aqui na casa de Deus. Luto contra os anseios que almejam subir meu coração, fazendo de mim uma mulher impura. Obrigando-me desejar um homem que jamais poderei ter... Dói Padre, dói muito perceber o quão horrível seria aos olhos de Deus. Dói mais ainda ver os olhos de meus pais transbordando vergonha em meus sonhos. Só que essa dor não supera a que eu sinto por não consumar meu desejo, que me fere como um espinho na carne. Que me faz perceber o quão errada me tornei, logo que sei ser pecado e ainda não me importo. - Apressei meus passos no intuito de deixar aquele local o mais rápido possível. O padre ainda estava dentro do confessionário, seria melhor que continuasse por lá. E que orasse por mim. No entanto, por que me sentia tão decepcionada?



- Ore por sua alma senhorita Haruno. - Sua voz chegou a meus ouvidos terrivelmente próxima. - Ore para que este desejo a abandone. - Sua mão esquerda me segurou no ombro. - Implore para que não caia em pecado, mais do que se encontra. - Sua direita subiu vagarosamente por meu braço, distante, um contato quase minimo. Contudo, sentia com clareza. - A vida de um cristão é muito difícil, matamos um leão por dia e as vezes... - Seus dedos ameaçavam brincar em minha nuca. - Teremos que matar mais vinte. Tal como irei matar minha carne esta noite por sua culpa. - Adrentou meus cabelos de forma rude, inclinando minha cabeça para trás. - Desejos são passageiros, podem ser sufocantes uma vez que não o realizamos. Contudo, lute contra eles. Ou eles podem se realizar e isto seria imperdoável aos olhos de Deus. - Sussurrou-me ao pé do ouvindo, deixando uma pequena mordida em meu lóbulo, atitude que deixou-me perplexa.



(...)



Me recusei a ir a igreja durante semanas, entretanto dois meses após aquele fatídico dia entrei por aquelas grandes portas de madeiras com inumeros detalhes esculpidos. E lá estava ele sobre o altar, recitando que devíamos resistir a carne e ter fé em Deus, mas agora parecia que falava mais para consigo, do que a congregação. E sentada no último banco da igreja, pude contemplar, como fazia praticamente todos os dias da semana, como a igreja podia ser interessante.  E como o Padre Uchiha era gostoso.


6 de Novembro de 2018 às 19:44 2 Denunciar Insira 1
Continua…

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PU Priscilla Uchiha
Como assim ainda não tem continuação?
25 de Fevereiro de 2019 às 07:24

  • Metafora  Metafora
    Tenho um pequeno rascunho que ainda precisa ser revisado meu amor. Mas em breve, irei postar ❤ 25 de Fevereiro de 2019 às 21:46
~