Meu Estúpido Anjo Seguir história

cisnenegrow Cisne Negro

Quando TenTen decidiu que compraria um apartamento já mobiliado, ela queria que viesse com tudo dentro. E veio. O problema é que veio com coisas até demais... Que coisas? Bom, vejamos, um espírito muito irritante, mandão e rabugento chamado Neji. É, um espírito. Ou pelo menos eles acreditam nisso. O fato é que TenTen não tem para onde ir e Neji se recusa a sair, então os dois não tem escolha senão viverem juntos. Aturar a companhia um do outro, aprender a conviver e descobrir novos sentimentos, essas vão ser as tarefas de ambos. E, também, descobrir o que prende Neji à esse mundo e como ajudá-lo a descansar em paz.


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#aventura #fanfic #naruto #comédia #nejiten #258
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O Apartamento Perfeito

TenTen estava muito cansada. O quão difícil poderia ser achar um apartamento mobiliado decente em Konoha? Pelo amor de Kami!


Ela já havia voltado da guerra à uma semana e estava morando na casa de Sakura até achar um lugar para sisi.


A sua pressa nada tinha a ver com a Uchiha, pelo contrário. Tanto a rosada quanto seu marido, Sasuke, haviam sido muito hospitaleiros com ela. E a filhinha do casal, Sarada, era uma gracinha. Mas ela não queria abusar da hospitalidade de sua ex-companheira de combate, entende?


Sim, ex-companheira de combate. Sakura e TenTen serviram juntas no exército. Foram do mesmo batalhão, só que a Haruno era uma oficial médica, enquanto a Mitsashi ficava na ala de armamentos, por assim dizer.... Em outras palavras, ela cuidava da manutenção de armas e explosivos. Coisa que amava fazer.


Mas, devido à um problema, ela teve que deixar o campo de batalha. Fora transferida para uma base em Konoha. A única vantagem disso era o fato de poder rever sua amiga, que havia sido dispensada à sete meses, quando descobriu que estava grávida. Agora, Sarada já tem um mês e meio, e é linda.


Passar aquela semana ajudando a rosada com a filha e convivendo com a pequena quase a fez querer ter um filho. Mas desistiu dessa ideia imediatamente.


Eu não sirvo para ter crianças, eu sirvo ao meu país, ela sempre dizia quando a questionavam sobre casamento e filhos.


Mas, no fundo, ela apenas tinha medo de não ser uma boa mãe, ou não achar um bom pai, ou então de simplesmente nunca achar ninguém que a amasse. Nunca teve muitos namorados. Foi para o exército muito cedo, com vinte anos. Já tinha vinte e cinco.


Além disso, algo mais pesava na decisão. Ela viu a dor e o sofrimento das famílias de oficiais mortos. Sabia exatamente que aquilo poderia acontecer a ela e, se acontecesse, não queria deixar um marido e muito menos uma criança.


Ela relembrava tudo isso enquanto caminhava apressadamente até um prédio. A corretora de imóveis, Susuka, a ligara dizendo ter "o apartamento perfeito".


Ela deveria estar comemorando, certo? Mas não, ela não estava nada feliz. O motivo? Susuka falou exatamente a mesma coisa de todos os apartamentos que mostrara a TenTen. Quantos ela mostrara? Sete. Isso mesmo, sete. Ela mostrou um por dia, com a promessa de ser o que a morena procurava, mas sempre tinha algum defeito.


Um era pequeno demais, o outro grande demais, outro muito longe da base; ou então tinha vizinhos barulhentos, problemas no encanamento, ou simplesmente não era do gosto da moça. Para alguém que quer um apê mobiliado para não ter trabalho, ela até que era bem exigente.


Mas por que ela queria tanto um já mobiliado? Porque ela claramente não tinha tempo de ficar escolhendo cores de parede e capas de sofá, oras. Ou você acha que testar armamento bélico é uma tarefa fácil? Não! Mas ela amava muito. Imagine: Você está com raiva? Vá até a base e exploda alguma coisa. E ela ainda era paga para isso! Adorava explosivos.


Enquanto ria da sua paixão mórbida por destruir coisas, ela chegou ao prédio dito por Susuka.
Assim que entrou viu a mulher a esperando no saguão do edifício. Alta, magra, cabelos escuros presos num coque, maquiagem leve com batom escuro, terninho e um salto preto, não muito alto, embora muito elegante. Uma verdadeira corretora, com certeza.


— Bom dia, Susuka-san! ― A morena se esforçou pra sorrir, não queria deixar a sua irritação evidente logo pela manhã.


— Bom dia, Srta. Mitsashi. ― Respondeu com um sorriso ― Eu sei que passei a semana toda te mostrando apartamentos que julguei ser o que a senhorita esperava, mas dessa vez eu realmente acertei. Como pôde comprovar durante o caminho, o edifício não fica tão longe da sua base.


Agora que TenTen parou pra pensar, ela tinha razão. Não era muito longe.


— É, realmente não é tão longe. ― Admitiu ― Mas agora vamos ver por dentro, 'né.


— Certo. ― Dito isso, as duas se encaminharam para o elevador, onde Susuka apertou o botão do sexto andar ― Sabe, TenTen-chan, antes de ver o apartamento, tem algo sobre ele que você precisa saber sobre ele...


— O quê, Susuka-san?


— Bem, o apartamento teve cerca de dez moradores desde que ficou vago, à seis meses...


— Por quê? Há algo errado com ele?


— Bem... Os inquilinos tinham um certo medo. Eles... Acreditavam que o local é assombrado...


TenTen ficou encarando Susuka por um tempo, sem fazer ideia do que dizer. O apartamento era assombrado? Aquilo a pegou de surpresa.


A mulher estava esperando uma reação muito negativa da morena mas, ao invés disso, ela simplesmente se pôs a rir.


— Assombrado? Nossa, por essa eu não esperava. ― Disse, em meio às risadas ― Eu não acredito em fantasmas, Susuka-san. Quando se morre, sua alma desaparece. Sem céu, sem inferno. Só o vazio.


— Bem, os outros inquilinos não pensavam como você. Tanto é que abandonaram o apartamento. Disseram que ouviram coisas, objetos saiam do lugar de origem, sentiam uma presença pela casa...


— Bem... Eu não sou supersticiosa. Pode ficar tranquila.
— Se você diz...


As portas do elevador se abriram e ambas saíram. Elas caminharam um pouco pelo corredor, até chegarem à porta de número 312. A corretora tirou as chaves da bolsa e abriu a porta.


— Esse é o lugar.


Quando TenTen entrou, ficou maravilhada com o que viu. Era exatamente o que ela estava procurando. Tinha um toque bem oriental, diferente dos outros, que tinham um estilo americano ou europeu. Era simples, mas elegante, claro e bem decorado.


— E então? O que achou?


— Sabe, Susuka-san, você tinha razão. Agora você acertou. Ele é perfeito.


A mulher abriu um largo sorriso, mostrando toda a sua satisfação.
Depois de conferir tudo, cada detalhe, TenTen não teve a menor dúvida, era aquele o seu novo lar.


— E então? Vai ficar com ele?


— Onde eu assino?

5 de Novembro de 2018 às 18:10 0 Denunciar Insira 1
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