Aroma Seguir história

pisces_baby Renata

O que acontece quando você junta um alfa sensível a odores com um Jimin super cheiroso? Durante toda a vida, Jungkook nunca suportou o cheiro de ninguém, mas parecia que um certo ômega estava doidinho por seu aroma. — ABO Jikook/Kookmin / Ômega!Jimin x Alfa!Jungkook —


Fanfiction Bandas/Cantores Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Capítulo Único: Sensível

Notas Iniciais: Eu tive essa ideia quando estava conversando com meus amigos sobre ABO e a Alle <3 (1 do meu 3) disse que não iria aguentar viver nesse universo porque ela é meio alérgica a cheiros, tipo perfume e essas coisas. Minha avó que odeia praticamente qualquer perfume também serviu de inspiração. Ai eu criei esse plot né, espero que gostem! Jungkook virginiano em todo a sua glória! kkkkkk zoas 
Esgotei os sinônimos de cheiro com essa fic, boa leitura.



Capítulo Único: Sensível


Desde que era apenas uma criança, Jungkook sempre fora muito sensível. Não no quesito de sentimentos que se magoa com qualquer coisa ou algo do tipo, mas sim para cheiros.

Se algum adulto chegasse e simplesmente falasse “Que filhotinho fofo” e fosse marcar o pequeno com seu cheiro esfregando os pulsos — como era típico da espécie, envolvendo as crianças num aroma amigável — iria acabar pagando um mico. O pequeno Jeon não deixava que ninguém o marcasse daquela maneira, iria torcer o nariz e colocar a língua para fora como se fosse vomitar, sobrando para seus pais que iriam sorrir constrangidos e “Ah, ele está resfriado, não liga não”, soltando um riso sem graça.

Seus pais nunca ensinaram isso e os mesmos não tinham problema nenhum com aromas, só deixando a situação mais confusa ainda. Levaram Jungkook no médico para saber que condição era aquela e acontece que o menino era um tanto alérgico, uma característica própria raríssima sem solução e meio problemática se você fosse estar rodeado de alfas e ômegas o tempo todo. Mas com o passar do tempo o menor foi se acostumando um pouco — sério, só um pouquinho —, gostava de manter a maior distância possível de alguém que exalava um aroma forte ou algum lúpus, esses últimos eram os piores.

Suportava apenas o perfume de sua família e olhe lá, sua mãe gostava de dizer que um dia ele iria encontrar sua alma gêmea e amaria o odor dela, mas não acreditava muito nisso não. Já seu pai falava que aquilo não era alergia nem nada, se travava apenas de um olfato mais apurado de macho!

Cresceu rodeando a si mesmo de amigos betas e até teve a sua primeira vez com uma, pois os mesmos não exalavam como alfa ou ômega. Porém tudo desandou quando o gênero secundário de Jungkook se revelou durante a adolescência e descobriu ser um alfa.

Além de não suportar os outros, não aguentava nem ele próprio. Alfas possuem uma presença marcante e forte devido a fragrância.

Tinha tantas esperanças de ser um beta, pelo menos teria um problema a menos para se preocupar. No entanto, para não passar complicações ou ficar enojado como todas as vezes que se aproximava do cio, ele tampava as glândulas aromáticas em seu pescoço e pulsos que amavam soltar aqueles hormônios por aí que irritavam o seu nariz até o mesmo começar escorrer. Era uma espécie de adesivo para disfarçar sua identidade alfa, além dos sabonetes e supressores que normalmente seriam utilizados por ômegas, mas Jeon Jungkook gastava todas suas economias nesses produtos para cheirar como nada!

Mas o alfa também não gostava de ser assim, ele queria ser normal como todas as outras pessoas que diziam amar tal cheiro ou como o companheiro cheirava igual ao seu doce preferido.... Desejava descobrir todas essas coisas um dia, mas parecia bem longe de sua realidade.

Agora já estava na faculdade e sentia orgulho de si mesmo por passar tantos anos sendo do jeito que é, complicado. Ele tentava não agir como um Edward Cullen da vida como se estivesse passando mal, tapando o nariz com o cheiro no ar e até acreditava estar disfarçando muito bem para não passar uma imagem rude.

Levava uma existência meio solitária saindo com betas vez ou outra, mas tudo bem até aí.

Só havia um outro probleminha, que apesar de ser tratar de uma pessoa pequena, causava um estrago enorme em sua mente: Park Jimin. Oras, mas quem seria esse?

Talvez só o ômega mais admirado daquela faculdade, motivo de paixões alheias, deixando todos os alfas, betas e até mesmo ômegas loucos, encantados por aquele serzinho. Ele andava por aí com seu cabelo loiro balançando e usando as roupas mais lindas naquele corpo espetacular que possuía, causando suspiros apaixonados por onde passava. E como todos se tornavam enamorados pelo menino, com Jungkook não seria diferente.

De vez em quanto era difícil gostar do Jimin de longe, já que o garoto era tão popular e estavam em cursos distintos, mas o pior de tudo era ouvir fofoca do ômega nos corredores, nas turmas e em qualquer lugar sobre como o aroma dele era maravilhoso, doce e dava vontade de marcá-lo, Jungkook sentia o ciúmes e a frustração lhe corroendo. Sendo do jeito que era não achava graça nenhuma nesses atrativos, mas possuía um interesse tão forte no menino que nunca tinha sentido por ninguém em sua vida. Nem se importava que o outro fosse um ômega, porém o alfa não tinha um pingo de coragem dentro de si para tentar algo com o pequeno.

Sem falar que Park era muita areia para seu caminhãozinho, o que Jeon poderia oferecê-lo? Não que se achasse feio ou algo do tipo, só tinha críticas positivas de quem já havia se relacionado consigo e até o procuravam novamente depois de uma noite, entretanto Jungkook não queria ser um alfa complexado que só daria trabalho na vida de Jimin, ele não merecia isso e precisava de alguém melhor. Alguém que amasse seu aroma.

Já tinha aceitado passar o resto de sua vida amargando o fato de não ter nada com o loiro, talvez se apaixonasse por uma beta e se casasse? Quem sabe, mas não botava muita fé, pois estava tão caidinho por Jimin e o mesmo nem o conhecia, mas precisava desistir dessa paixonite.

Era esse pensamento que tentava pregar na cabeça sempre, até que um dia estava atrasado para sua aula e foi andando apressadamente carregando vários livros pesados, qualquer um vendo aquela cena poderia ter adivinhado o que aconteceria, mas Jeon tinha esperança de que iria conseguir chegar na sala em paz, sem nenhum desastre.

Mas é claro que sortudo como era, tropeçou e caiu levando tudo junto. Já estava praguejando sozinho, recolhendo seus livros pensando o quanto teria que ouvir do professor quando um par de pés — pequenos por sinal — apareceram na sua frente e uma voz disse:

— Tudo bem?

Olhou para cima e viu Park Jimin, de todas as pessoas! Cabelo caindo sobre seus olhos da melhor maneira possível impecável como sempre, um sorriso gentil fazendo com que seus olhinhos bonitos fechassem e… Aquilo era gloss labial?

Ai meu deus, aguenta coração. O que faria? Tinha que aproveitar essa chance e não se fazer de palhaço na frente do seu crush, já tinha pagado um mico e não podia passar uma impressão ainda pior.

— Ah não, está tudo bem! — disse meio rude, meio sem saber o que dizer. — Não é nada. — Levantou e desviou o olhar.

Nossa parabéns, Jeon. Nem manter contato visual com aquela criatura linda você consegue.

— Quer ajuda? Esses livros parecem pesados. — O loirinho disse o fitando de cima para baixo bem lentamente, mas o Jungkook estava constrangido demais para notar esse detalhe.

Nunca tinha escuto sua voz tão de perto, parecia um anjo.

— Não precisa, sabe como é né. Nós alfas somos fortes e cheios de músculos, isso não é nada! — Meu deus do céu, o que estava fazendo? Conseguia sentir seu rosto cada vez mais quente e sua nuca suando, desejava que aquela interação nem tivesse começado pra começo de conversa, porém a sensação do seu coração batendo tão rápido e tão forte só por estar na presença do ômega era viciante. Aquele deus me livre, mas quem me dera.

Viu o menino jogar a cabeça para trás e dar uma gargalhada alta, pelo visto achando muita graça no jeito bobo de ser do moreno. E o Jeon quase revirou os olhos irritado. Caraca, não tem nada que não seja encantador nesse menino não? Até a risada tem que seduzir?

— Ai Jungkook, você é tão engraçado! — Ele falou ainda risonho, passando a mão no braço do alfa. — A parte dos músculos não é mentira.

Seria cedo demais para agendar o seu enterro? Ele não estava acreditando em cada palavra que saía dos lábios cheinhos e rosinhas de Jimin. Se o menino não fosse tão desesperançoso poderia ter notado todo aquele flerte mais que explícito do loiro.

— Ei espera… — Olha que surpresa. O seu cérebro ainda funciona mesmo após todo esse incidente. — Você sabe o meu nome?

Nisso Jimin arregalou os olhinhos e se Jeon já não achasse a situação surreal demais poderia até pensar ter visto o menor corando.

— Ah, por que eu não saberia? — Deu um risinho, mas dessa vez não alcançou seus olhos. — Está… Escrito no seu livro, bobinho.

— Meu deus que vergonha… — Percebeu que falou isso em voz alta, contudo já era tarde demais.

O loiro só riu mais uma vez e disse:

— Ai você é fofinho, deixa eu te ajudar com isso, ômegas são fortes também!

— Desculpa por antes, eu não quis dizer que sua classe é fraca ou algo do tipo. — Abaixou a cabeça, vergonhoso. — Eu não sabia o que estava dizendo.

— Eu sei Jungkookie, não esquenta a cabeça. — Aquele alfa era muito fofinho aos seus olhos e mesmo com os tais músculos que tinha se vangloriado mais cedo ainda era meigo. — Me mostra a sua sala.

Jungkookie estava nas nuvens com o apelido, sério até agora não acreditava que isso estava acontecendo. Tipo, sério mesmo que Park Jimin estava falando com ele? Uau.

Andaram mais um pouco e Jeon tentava observar o loirinho discretamente enquanto ele lutava para carregar os livros todo concentrado em sua tarefa, era a coisa mais fofa que já tinha visto. Pararam em frente a sala de aula do mais alto e Jeon ficou triste ao perceber que a interação entre os dois havia chegado ao fim e provavelmente não conversariam outra vez.

Pegou todos os livros que estavam com o outro e se despediu.

— Obrigado, Jimin.

Pensou que o ômega fosse se despedir ou sei lá, se virasse e nunca mais falasse consigo, mas o menor parecia estar esperando por algo, em expectativa. Quando Jeon não fez nada ele se pôs nas pontinhas dos pés, colocou suas mãozinhas nos ombros fortes do alfa e esfregou o seu pescoço com o do moreno, misturando o cheiro dos dois, criando um aroma único.

Jungkook se encontrava no mais completo estado de choque, aquilo era um gesto íntimo feito somente entre companheiros marcados e Jimin tinha acabado de fazer isso com ele e…e...

— Tome cuidado da próxima vez, Jungkookie. — Terminou com um beijinho na bochecha em chamas do outro. Sorrindo sapeca e indo embora, deixando o pobre menino atordoado pra trás.

Jeon sentia-se leve. Não sabia se era por causa do beijinho, do gesto em seu pescoço, o aroma que estava o deixando muito enjoado ou uma mistura de tudo isso junto. Seu olfato ainda era afetado pelos feromônios presentes no ar o lembrando de aquilo aconteceu mesmo, deixando-o com uma vontade de espirrar, porém se encontrava tão feliz que não conseguia se importar com aquilo. Entrou na sala e não poderia ligar menos com as broncas do professor, nunca ficou tão contente por se atrasar.

Quando chegou em casa nem se deu o trabalho de usar seus sabonetes especiais, pois queria prolongar aquele aroma único, um resultado do cheiro dos dois.

Realmente, estava muito apaixonadinho por Park Jimin.


×××


Após esse encontro no corredor, Jungkook achou um bilhetinho rosa chiclete em seu armário com uma mensagem escrita à mão e de letra redondinha que dizia: “Me liga, alfinha. Quero te conhecer melhor! <3 — Park Jimin” com o número de seu celular embaixo. Podia ver um pouco de glitter e o papel estava até mesmo perfumado.

O cheiro era extremamente enjoativo e deveras doce para Jeon, mas apreciava imensamente o gesto. O trabalho que o loirinho deve ter tido ao perfumar aquilo, pensando em si. Suspirou alto com o maior dos sorrisos. A primeira coisa que fez foi adicionar o contato e mandar uma mensagem que foi respondida imediatamente! No meio da conversa Jimin lhe perguntou se tinha gostado do cheirinho dos dois juntinhos, com um coraçãozinho no final. Você teria dito não? Porque Jungkook passou longe dessa resposta e disse que sim, tinha amado e desejava marcar Jimin com seu cheiro diversas outras vezes o que não era lá uma mentira, porém se você fosse considerar a condição do alfa… As coisas mudavam um pouquinho.

Ele mandou a mensagem e esperou que o loirinho não achasse que tinha sido muito atirado, mas as duas carreiras de coração que recebeu segundos depois lhe diziam que tinha se saído muito bem.

Zero fodas para a sua alergia porque se fosse por Jimin, aguentaria o que fosse.


×××


Quando estava saindo de sua aula, Jimin agarrou sua mão e o arrastou com o pretexto de que Jeon o levaria para sair para tomar um sorvete. Que claro, não iria fazer desfeita de uma proposta dessa.

Sentiu todos os olhares de inveja quando saía com o loirinho pela faculdade e por mais que isso já estivesse incluído na sua rotina, nunca pararia de se sentir orgulhoso e sortudo. Sim, estava namorando Park Jimin, o ômega mais incrível que existe, é pra sentir inveja mesmo!

Nunca acreditou que iria chegar tão longe devido aquele simples encontro no corredor com o seu agora namorado. E se dependesse de Jeon, provavelmente não teria ido mesmo, mas Jimin era muito, muito obstinado e não deixaria aquele alfinha tímido e meigo fugir tão facilmente assim de suas mãozinhas pequenas. Quebrando todos os estereótipos, convidou Jeon para um encontro e deu o primeiro beijo no mesmo.

No início precisava admitir que preferia permanecer em casa, trocando mensagens e áudio a sair com Jimin, pois assim não precisaria ficar exposto a todo aquele cheiro do ômega. E parecia que o loiro era extremamente confiante quanto aquele seu atrativo em particular e como não seria? Durante toda a vida as pessoas lhe elogiaram sobre como a fragrância dele era original e espetacular, então para ele é completamente normal que todos — principalmente alfas — sintam interesse por seu cheirinho.

E a cada dia que passava, a cada encontro que tinham o loiro se tornava mais provocativo, usando roupas e colares especiais para ômegas que valorizavam e também deixavam seu lindo pescocinho a mostra, sem bloquear suas perfume natural. Jeon nunca poderia contar sobre sua sensibilidade a cheiros se continuasse assim, só podia ser ironia do destino que a pessoa com o aroma mais atraente gostasse de alguém que não aguentava cheiro nenhum. Porém mais importante que isso era o amor que sentiam pelo outro.

Jimin continuava alheio com a condição de seu namorado e o achava tão lindo e maravilhoso, pensava que Jungkookie preferia mensagens porque era tímido. O moreno sempre era tão quietinho durante os encontros que Jimin precisava arrancar as respostas dele e nas mensagens falava a beça, amava a vergonha do outro, adorável demais, mas preferia quando Jeon lhe dava atenção. Todavia, sabia que conforme o tempo passasse o namorado ficaria mais confortável. Não iria forçá-lo.

Isso era o que o loiro pensava, mas na verdade Jungkook não falava durante os encontros porque virou adepto de respirar pela boca e não tinha muito fôlego para conversar.

Deixando os cheiros a parte, Jungkook descobriu a verdadeira personalidade e jeitinho do loiro por trás de toda aquela faceta de popularidade e se apaixonou mais ainda.

Jimin lhe contou inclusive que sempre esteve interessado nele.

— Sabe. — começou Jimin em um de seus encontros ao reparar que Jeon estava um tempinho sem falar. — Eu sempre tive uma quedinha por um alfa do campus.

Isso foi mais do que o suficiente para que o moreno se pronunciasse e deixasse que seu monstro ciumento saísse livre.

— O QUE?!

— É, aquele físico lindo e maravilhoso sempre atraiam a minha atenção. E ele parece ser tão sério, sabe? Não sei explicar, bem sexy. — Bebericou um pouco de seu refrigerante, se fazendo de sonso. — Mas ele nunca deu bola para nenhum ômega, então eu nem esquentei a cabeça com isso.

— ...

— Até fiquei sabendo por aí que ele tinha preconceito com a nossa classe, nossa isso partiu o meu coraçãozinho na época, mas então eu decidi testar para ver se era verdade.

— Jimin. — Desviou o olhar para o seu alfa vendo que esse já tinha passado do estágio da raiva para tristeza e observava os próprios sapatos que pareciam muito interessantes no momento. — Quem… Quem é esse cara?

— Ah, um tal de Jeon Jungkook aí. — Terminou a sua bebida, vendo o outro engasgar e lhe olhar estupefato.

— Mentira! Sério? — Dava um sorriso de orelha a orelha, quer dizer que o namorado também sempre esteve atraído por si? Isso sim é algo bom de se ouvir.

— É claro né, seu bobo. — Esbanjou um sorrisinho, segurando a mão do outro. — Por que você só saía com betas? Eu não entendi isso.

— É que... Eu nunca fiquei com um ômega antes, então não sabia o que fazer. — Responder de maneira evasiva e que não fosse completamente mentira era como o Jungkook lidava com a relação sempre que questões como essa apareciam.

Pra resumir, Jungkook decidiu apenas ligar o foda-se e iria permanecer com seu bebê mesmo que seu nariz ficasse vermelho e escorrendo, mesmo que o cheiro dele lhe sufoque, mesmo que seus olhos lacrimejarem e parecesse doente, mesmo que tudo nesse mundo, pois estava doidinho por Jimin.

E o lado bom disso tudo é que o ômega sempre lhe perguntava qual era o problema e quando dizia estar resfriado era mimado dia e noite pelo loirinho que queria cuidar de si, todos saiam ganhando.

Outra coisa que incomodava ambos era o sexo. Jeon ficava ansioso pensando se iria conseguir suportar o cheiro do parceiro se intensificando durante o ato e de combo a lubrificação natural, mas queria tanto que a relação deles evoluísse para esse nível, dar prazer para o seu loirinho e sentir se seria tão bom quanto imaginava. Certa vez ao levar seu namorado para casa, deixou sua jaqueta com ele porque não o deixaria passar frio. No entanto, no dia seguinte precisou rezar para todos os deuses ou então enlouqueceria e iria rasgar tudo pela frente ao ler a mensagem de Jimin dizendo que havia se tocado e gozado forte com o cheiro de sua jaqueta. Meu deus do céu, como se não bastasse ainda ouviu o áudio do menor durante o ato.

Jimin pensava que o namoradinho ainda não estava preparado para o sexo, mas deixava bem claro que assim que ele quisesse, o loirinho estava mais do que pronto. Um dia finalmente aconteceu e foi no chuveiro, completamente espontâneo. E enquanto segurava com força as coxas fartas do ômega molinho e ensaboado em sua cintura, Jungkook pensou “Por que nunca fizemos isso antes?” e foi então que percebeu que o cheiro do loiro não lhe afetava, pois estava sendo lavado pela água e sabão. A partir daí, Jimin nunca questionou sua preferência por transar na água, estava amando, não ligava onde faziam.

No exato momento, o alfa se encontrava no quarto do baixinho onde tinha outro de seus encontros mais do que normais, uma coisa que seu ômega amava era sentar em seu colo, o abraçando forte e pôr o narizinho pequeno bem no seu pescoço sentindo o cheiro do parceiro. Ele dizia que o perfume natural do alfa — que Jungkook aos poucos parava de usar tanto produto que disfarça só para agradar seu amor — era tão bom e sempre o confortava, poderia ficar horas ali agarradinho ao seu pescoço, emitindo sons de um ômega extremamente contente.

Jungkook não se incomodava, amava toda essa intimidade se deixava ser marcado também e ficava ali segurando o namorado lhe massageando as costas e o cabelo macio, observando o menor ressonar baixinho. Era a rotina deles.

— Amor… — Jimin disse rente ao seu pescoço e se sentiu arrepiar todo.

— Oi, mochi. — disse acariciando sua cabecinha loira.

— Pega água pra mim?

— Claro, já volto. — Se levantou e enrolou seu amorzinho no cobertor que antes os cobria, vendo aquela bolinha encolhida na cama onde só podia ver um pouco de seu cabelo. Deu um beijinho estalado na bochecha e saiu do quarto para pegar o copo d’água.

Jungkook não sabia o que era, mas alguma coisa o estava tirando do eixo hoje. Como se seus instintos estivessem lhe dizendo que algo iria dar errado ou sei lá…

Voltou para o quarto vendo seu amorzinho já sentado esperando por sua água, de olhos fechadinho e com o cobertor sobre sua cabeça. Uma visão fofa que aqueceu o coração do alfa.

— Toma, amor. — Entregou o copo, vendo-o consumir o líquido rapidamente.

Apontou para uma blusa preta debaixo da cama do pequeno e perguntou: 

— Ei, aquela é a minha camisa?

— Não é não. — Negou.

— É sim, cara. É o mesmo desenho na frente. — Pegou a roupa para observar de perto, constatando que de fato era sua.

— Ah amor, se lembra daquela vez que você dormiu aqui? Acho que acabou esquecendo. — disse se jogando na cama.

— É mesmo, tinha esquecido. — Só que não, apenas tinha concordado para não transformar aquilo num argumento, o menor estava mentindo. Nem dormiu ali recentemente e tinha certeza de que aquela peça estava em seu guarda-roupa semana passada.

Na real, não via problema nenhum que o ômega usasse suas camisas, na verdade até amava e muito aquela mania do outro, seu alfa uivava em satisfação com o sentimento de posse. Mas ultimamente suas roupas vinham sumindo numa velocidade que ficava difícil acompanhar e no final só lhe restaram duas camisas brancas para usar durante a semana e pensar que Jimin tinha ido em sua casa e roubado uma de suas camisas era no mínimo estranho e bizarro, mas amava ele o que poderia fazer? Discutiria isso outra hora.

— Jungkookiee, volta pra cama. — disse extremamente manhoso e não pensou duas vezes antes de ir em direção ao seu amorzinho dorminhoco.

Voltou para a cama, dessa vez deitando de frente para Jimin e lhe rodeando a cintura no mesmo instante que o outro passou a perna por seu quadril. Notando as bochechas coradas do outro não resistiu pôr a mão em sua testa para sentir a temperatura.

— Tudo bem amor? Está corado e quente, será que é febre? — Se fosse trataria Jimin da mesma maneira que o menor cuidou de si, com todo o amor e carinho. Teria um motivo para mimar Park o quanto quisesse.

— Humm… — murmurou de olhos fechados, tentando dormir novamente. — Deve ser porque eu acabei de acordar.

— Certo. — Disse a abraçou o ômega bem forte que deu um gemidinho com o gesto. Arrependido por achar que machucou o namorado logo tentou se redimir. — Desculpa.

O momento foi passando enquanto o casal tentava cair no sono, porém Jeon sentindo o menor inquieto também não conseguiu dormir. De repente começou a sentir um aroma doce no ar e despertou rapidamente. Se sentindo mais enojado a cada minuto.

O loiro apertou a perna em seu quadril, roçando o seu membro rígido contra a virilha do namorado, entrando num estado extremamente quente e necessitado.

— Jungkookie, aahhn… Eu acho que estou no cio. — O loiro podia perceber a região de sua entrada encharcar, tão molhado. Imaginando como seria o nó do seu namorado dentro de si, pela primeira vez e tão apertado. — Pode me ajudar, alfa? Hum?

Jimin sabia que seu cio estava perto e pelo visto ficar pendurado no pescoço do alfa ajudou a acelerar o processo — Mas era tão gostoso! Não conseguia resistir aquela mania sua. — e estava tão feliz, sabia que o parceiro não o rejeitaria naquele momento em que mais precisava, sentia-se amado. Sonhava passar pela experiência mais íntima possível para um casal com seu namorado.

Jungkook pensava que era privilegiado, nossa um cio com seu loirinho! Dá pra imaginar? Mas só uma lufada de ar na lubrificação natural do ômega sentiu sua garganta fechar e ânsia lhe possuir por completo, sem falar na tontura que o perfume lhe causou. Parecia que ia vomitar e tentou sair da cama, mas ao levantar o cobertor sentiu tudo aquilo dez vezes mais forte e seu corpo caiu no chão de forma dolorosa.

A última coisa que se lembra é de Jimin o chamando enquanto sua visão escurecia.

— Jungkookie? — Quando teve a movimentação do seu lado pensou que o alfa o atacaria da maneira que merecia, mas o viu jogado no chão e o desespero tomou conta. — Jungkook?!


×××


Sentia todo o seu corpo leve, como se estivesse despertando de um longo cochilo. Os olhos pesados se abriram lentamente para encarar o teto branco e foi então que levou um susto. Como assim teto branco?

Sentou rapidamente e percebeu que de fato estava em uma cama de hospital. Tentou lembrar dos últimos acontecimentos que o fizeram parar ali e congelou ao ver seu ômega — se é que ainda poderia chamá-lo assim depois de todo o mico — lendo uma revista de pernas cruzadas. O mesmo levantou o rosto depois de notar que o parceiro tinha acordado.

— Jungkook, meu deus você está bem? — Foi até o moreno rapidamente, colocando a mão em sua testa e encarando seus olhos para checar se ele estava realmente bem.

— Estou sim, gatinho, escuta-

— Escuta você! — Já que não havia problema nenhum então poderia ouvir a bronca e conversar todo o assunto que Jungkook vinha adiando faz tempo. — Jungkook, por que você não me contou, miserável?! Eu achei que tinha te matado!

Realmente, ver o alfa inconsciente após o início do cio é algo que você nunca esquece. Jimin achou que seu cheiro irresistível tinha causado aquilo, mas depois soube que a realidade era bem diferente.

— Então você já sabe da minha... Sensibilidade? — O moreno estava tão envergonhado, tampava o seu rosto vermelho com as duas mãos, não tinha coragem de encará-lo agora. Já era, iria perder o seu namorado.

— É, eu sei. Precisei ligar pra sua mãe, tu tem noção disso? Ela me contou tudo sobre a sua alergia. — comentou exasperado, estava cheio de frustração sexual e chateado porque o cara que amava e considerava ser o alfa certo mentiu a ponto de colocar sua saúde em risco. — Por que você não me contou, Jungkook?

Jungkook. Não era ‘Jungkookie’, ‘amor’ ou até mesmo ‘alfinha’, só Jungkook. E sendo exagerado do jeito que era, sentiu seu coração partir apenas com aquilo.

— Eu… Me desculpe, Jimin. — Era hora de ser honesto. — Eu não queria ter omitido isso de você por tanto tempo, deveria ter te contado desde o início, mas eu pensei que você não gostaria de ficar comigo sabendo disso. Como eu poderia falar que seu cheiro não me faz bem, todo mundo acha o seu cheiro maravilhoso, mochi. Você merece alguém que aprecie isso da maneira que- — Nem percebeu que havia começado a tagarelar até sentir os lábios do loiro nos seus, suavemente.

— Ei, calma. — disse acariciando suas madeixas escuras num gesto reconfortante. — Presta atenção, eu não me importo se você gosta do meu aroma ou não, eu só te amo e quero você saudável do meu lado. — Sorriu vendo aqueles olhinhos brilharem do jeitinho que amava. — Claro se não se sentir enjoado seria melhor né. Eu posso usar inibidores de cheiro sei lá, não tem problema. Vamos ficar juntos por um bom tempo.

Jungkook gargalhou com a tentativa vitoriosa do outro de melhorar o clima.

— Claro que vamos, amor. Obrigado por me perdoar.

— Não é sua culpa. — Encerrou o assunto. Depois poderiam arranjar outras soluções como um sabonetes, remédios inibidores, adesivos, purificador de ar ou qualquer outra coisa do tipo. No fundo, o ômega achava tudo aquilo muito romântico, pois seu namorado suportou por tanto tempo só para continuar consigo.

Jeon estava aliviado, mas então se lembrou de um detalhe crítico.

— E o seu cio? — Chegava a ser irônico, pois Jimin entrou no cio e Jungkook que foi parar no hospital.

— Ah! Quando eu liguei pra ambulância eu disse que estava no cio, então eles mandaram paramédicos ômegas e me deram uma injeção especial. É como se eu ainda estivesse no cio, me sinto quente e tudo isso, só que diminui os sintomas, entende? É meio estranho.

— Isso é ótimo, amor. — Se sentia péssimo, deixou seu companheiro desprotegido no meio de um cio, mas Jimin era forte e independente.

— É, é. Ótimo. — O loiro foi até a porta do quarto do Jungkook e a trancou. Se jogando no alfa com o olhar mais lascivo que tinha e lhe tascando um beijo de tirar o fôlego e sentando bem em cima do membro até então adormecido de Jeon. Os supressores diminuíram a intensidade do cheiro de Jimin, mas não conseguiram acabar com o seu fogo. — Vamos ver se você é sensível para outras coisas.


×××


Epílogo


Os resultados daquela transa no hospital não foram o suficiente para o seu ômega sedento, então antes de irem para a casa receberam vários inibidores de cheiro que felizmente foram o suficiente para passar aquele cio sem medo para os dois.

E após o incidente, viveram felizes adaptando-se à nova rotina, no começo Jimin admite que foi um pouquinho difícil e ainda mais se considerasse todas as coisas que já tinha feito no passado para deixar o seu aroma em evidência, ficava um pouco encabulado ao pensar nessas coisas, mas pelo o seu alfa faria o que estivesse em seu alcance para não causar nenhum desconforto. E o relacionamento estava bem melhor já que agora não havia mais nenhum segredo os segurando e poderiam explorar tudo com honestidade.

Quando o cio de Jeon estava próximo o mesmo se tornou um tanto apreensivo e ansioso, o de Jimin não havia saído perfeito da maneira como tinha planejado — mesmo que o ômega dissesse que havia adorado sim — então desejava fazer tudo certo dessa vez. Jimin prometeu que cuidaria dele, lhe trataria bem e iria tomar conta das essências do ambiente para que não incomodasse o alfa enquanto ele estivesse extremamente sensível nesse período.

E foi tudo maravilhoso, se prepararam e ficaram em casa fazendo amor repetidas vezes até passar todo o desejo e vontade em ambos, os ciclos de alfas são mais curtos, porém não deixa de ser uma experiência única ainda mais depois do pedido que Jimin tinha feito, querendo que Jungkook o marcasse com seus caninos. Para alguns aquilo era uma atitude precipitada e irresponsável visto que os dois não namoram por tanto tempo assim, considerado o correto para se ligar a alguém. Porém nenhum dos dois se importavam, Jimin não tinha dúvida alguma quando o assunto era o seu alfa, o amava e queria um futuro com o mesmo, não se preocupava com o que as outras pessoas achariam disso.

Então no último dia do cio quando os hormônios já estavam acabando, enquanto o calor de Jimin abrigava o nó do companheiro, Jungkook o marcou. Selando toda a situação com o ato de amor. E no começo o moreno se sentia estranho e revigorado, como se fosse outra pessoa.

Cada um reage com a marca de maneira diferente, ou seja, não era possível prever os resultados dela, alguns rejeitavam, outras saíam depois de um tempo, alguns até mesmo se curavam de alguma doença ou alergia… Então não fez muito caso.

Porém alguns meses depois pela primeira vez em sua vida, Jungkook abraçou Jimin e ao aproximar seu nariz do pescoço do loirinho o cheiro dele não irritou o seu olfato. Não era completamente bom ainda, porém sentia que era apenas questão de costume porque definitivamente algo o agradou naquele odor, lhe envolvendo de maneira nova e diferente. E reparou que conforme os dias fossem passando não precisava mais se segurar perto de outras pessoas, respirava normalmente sentindo o perfume natural de todos sem repulsa ou acabar passar mal. Pôde cheirar o companheiro livremente, deixar que ele o marcasse esfregando o pescoço no seu, mostrando para qualquer um a quem ele pertencia e dizer exatamente como era o aroma do ômega e entender finalmente o motivo de todos os alfas ficarem loucos pelo cheiro doce. A sutileza em cada mudança de humor sendo transmitida através de seus feromônios, conhecer e descobrir algo que nunca achou ser possível. Então por isso ele era grato, feliz por ter encontrado Park Jimin e o marcado.

Jimin exalava a sua essência favorita de todas: o amor.


Notas Finais: Gente vcs acreditam nesse Jimin extraaa que coloca glitter no post-it que vai deixar pro boy? E o Jungkook também parece que nunca assistiu uma aula de biologia sobre ômegas na vida. 
Os supressores tiraram o cheiro de Jimin, mas não conseguiram acabar com o seu fogo no rabo**** E não façam sexo no hospital, podem transar na sua própria casa msm vlw flw 

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5 de Novembro de 2018 às 03:02 1 Denunciar Insira 2
Fim

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Renata Spirit e AO3: pisces_baby / Wattpad: pisces_baby_

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Publique!
Luana Queiroz Luana Queiroz
É tão perfeitinha essa fanfic amei Maravilhoso o capítulo Sensacional muito perfeita essa fanfic
~

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