Verônica Não Tem Coração Seguir história

pedromontt Pedro Monteiro

Quando a maldade se esconde por trás do rosto inocente de uma menina, você pode ser sua próxima vitima, siga os rastros de sangue para ver até onde ela chegou, acompanhe os primeiros passos dessa psicopata que vai arrancar seu coração.


Crime Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#Crianças-Assassinas #serial-killer #mistério #suspense #assassinato #psicopatia
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FELIZ ANO NOVO

Toda virada de ano era difícil para Verônica, e por mais que ao longo da vida ela tenha se distanciado de seu passado, os estouros e estampidos dos fogos de artificio sempre a arrastavam de volta para aquele dia infeliz, o dia em que matou pela primeira vez, ela guardava consigo a certeza de que viu a alma do homem fugindo pelo canto de seus olhos, o que tornava aquele momento único, mas ainda assim assustador, a sensação de ver a vida se exaurindo aos poucos, até não restar mais nada além de um pedaço imundo de carne, que em breve estaria podre e fétida, não que essa lembrança não lhe trouxesse sofrimento ou arrependimento, essa lembrança lhe trazia até uma certa satisfação, por lembrar que extirpou a vida daquele verme que não deveria se quer ter nascido, mas também lhe lembrava da fragilidade da vida humana, e de sua própria fragilidade, mas foi através dessa experiência que ela percebeu o quão fácil era se livrar de um empecilho, um obstáculo, de forma definitiva, do alto de seus 11 anos de idade já percebia, quais eram as de uma pobre inocente menina, tão indefesa, vítima de abusos, ninguém jamais iria imaginar, que por trás daquele semblante inocente, se escondia alguém capaz das coisas mais horríveis, sua mãe era uma mulher muito doente que já lutava a três ou mais anos contra um câncer agressivo no pulmão, agravado por um enfisema pulmonar fruto de anos e anos dedicados ao tabagismo, ela era um dejeto do que já foi um dia, vivia acamada, mal podia respirar, todas noites eram embaladas pelo som de seus gemidos agoniantes, suas tosses e escarradas sangrentas, até o som de sua respiração era incomodo, e desde que sua mãe ficou acamada Verônica já vinha notando os olhares indecentes de seu padrasto para ela, ele pouco parava em casa, estava entregue ao vicio da bebida, quando não estava jogado por algum canto da casa com uma garrafa de whisky, é porque tinha ficado caído por algum beco sujo da cidade, a menina apesar deste lar completamente desestruturado não se deixava abalar, mantinha sua rotina, que independia das mazelas que acometessem sua mãe e padrasto, seguia normalmente para a escola, gostava muito de ler e sempre passava uma imagem de normalidade, mas não tinha nada normal em sua casa, ela cuidava de sí já a algum tempo, preparava suas refeições, suas roupas, limpava seu quarto, inclusive era o único local organizado e realmente habitável na casa, o fato é que tentava abstrair-se de toda aquela situação, sonhava com uma vida de luxo, como a das mocinhas de seus livros, os livros eram sua fuga, através deles conhecia o mundo, sonhava em andar pelas boutiques da Rua de Rivoli em Paris, bater perna na loja de departamentos BHV que fica em frente ao Hotel de Ville, visitar o Louvre e o Jardim das Tuilleries, tomar chocolate quente na House of Angelina, um dos melhores de Paris, sem esquecer da Rua St. Honoré uma das mais sofisticadas ruas de compras, onde também se localiza o palácio da presidência da França, o Palácio Élysée, a Quinta Avenida em Nova York e suas lojas caras, joelheiras famosas, mas os gritos de sua mãe ecoando pela casa a arrastavam de volta a triste realidade, e aquela atmosfera pútrida que misturava urina e álcool, era Réveillon, mas não havia clima de festa ali, Amaro o padrasto estava ausente de casa já a uns três dias, aproximava-se da meia-noite, a casa estava às escuras, iluminada apenas pelos rompantes de fogos que estouravam no céu, no meio da escuridão Verônica caminhou até o quarto da mãe, encostou-se no batente da porta e ficou ali parada observando a mãe dormir, e o ruído que fazia ao respirar, o esforço era asfixiante de se observar, sua agonia, sua dor, ela ficou ali parada alguns minutos até que decidiu que interromperia naquela noite o sofrimento da mãe, a mulher estava adormecida, em um sono pesado, ficava noites em claro, até que se esgotava completamente e nesses momentos apagava por horas, era quando descansava, mas Verônica quis garantir que ainda que a mãe acordasse, não ofereceria resistência e para tanto resolveu a amarrar-lhe os pulsos a quina da cama, pois apesar de muita fraca, era uma mulher adulta enquanto ela era apenas uma menina de onze anos, pegou então uma tesoura que ficava guardada em uma das gavetas no criado mudo e cortou os fios do abajur, era um fio razoavelmente grande e foi o suficiente para prender os dois braços da mulher, feito isso subiu a cama, sentando bem em cima do peito da mãe, de forma que seus joelhos ficaram posicionados no ombro dela, o que imobilizava ainda mais possíveis movimentos, mas ela não acordou, com uma almofada nas mãos Verônica a pousou suavemente sobre o rosto da mãe, jogando em seguida o peso de seu corpo para sufoca-la, em dado momento a mulher despertou, fez alguns movimentos bruscos, alguns grunhidos abafados, mas não apresentou grande resistência, estava sem forças, ou talvez apenas tenha se entregado, as pernas que se contorciam e debatiam freneticamente pararam, como se um peso se abatesse sobre elas, um estranho silêncio tomou conta de todo o cômodo, Verônica permaneceu ali, deitada sobre o rosto da mãe, seus olhos não esboçavam nenhum arrependimento ou emoção, eram olhos duros, estáticos, como se também estivessem sem vida, acabou por adormecer ali, deitada sobre o corpo frio e já sem vida da mãe, despertou ao ouvir o barulho da porta, de certo Amaro chegando de mais um dia de bebedeira, Verônica já tinha planos pra ele também, pela fresta da porta do quarto da mãe o observou, estava como de costume embriagado, jogou-se no sofá, e ali mesmo ficou, já parecia estar morto, Verônica sabia que se ficasse aos cuidados dele seria apenas uma questão de tempo, até sofrer algum tipo de abuso, pois o mesmo já a olhava como um predador, e ela já tinha pegado ele cheirando suas calcinhas, enfim, ela o observou na sala por alguns instantes, para se certificar de que ele estava realmente dormindo, Amaro era um homem grande, e mesmo que bêbado não seria nada fácil se livrar dele, mas Verônica já tinha tudo planejado, seguiu com todo cuidado até a cozinha onde pegou a faca mais amolada, descascou algumas laranjas, chupou uma delas, pegou as cascas, as laranjas, inclusive a que havia chupado e as colocou numa cestinha, junto também da faca, voltou a sala, e com todo o cuidado para não acordar o padrasto, acomodou o cesto no lado oposto do sofá, voltou a cozinha onde pegou uma garrafa de Coca-Cola, daquelas pequenas de vidro, de 350ml, e seguiu para o banheiro, Verônica estava com um vestido leve de alcinha, prendeu a alça do vestido na maçaneta da porta e puxou violentamente para que rasgasse, em seguida pegou um cinto de couro que Amaro havia deixado no banheiro e bateu com toda força com o cinto em suas pernas e costas, deixando vários hematomas pelo corpo, e em seguida introduziu a garrafa eu seu órgão genital, forçou bastante para que machucasse, e quando sentiu que sangrava parou, quebrou a garrafa em pedaços pequenos jogou no vaso e deu descarga várias vezes até ter certeza de que não sobrou nenhum caco de vidro sujo de sangue, voltou então pra sala, o homem roncava feito um porco deitado no sofá, o cheiro de cachaça e suor impregnava tudo a sua volta, Verônica achou interessante a forma como ele estava acomodado no sofá com a cabeça pendurada, o pescoço a mostra, percebeu que a melhor opção era cortar a garganta dele, sua ideia inicial era enfiar a faca no coração, mas a forma como ele estava deitado, parecia implorar para ser degolado, parecia um convite, pegou a cesta com a laranjas e jogou no chão próximo do homem, o infeliz tinha o sono tão pesado que ela pode medir com calma onde faria o corte, e com a faca em punho posicionou bem próximo de sua garganta e então o fez, um corte bem profundo e preciso de um lado a outro da garganta, imaginou que a cabeça dele iria cair, mas não foi bem assim, não foi tão profundo, no momento em que ela passou a faca o homem despertou desesperado, o sangue espirrava pra todo lado, ele tentava tampar o corte com uma das mãos e com a outra tentava alcançar a menina, que se afastou rapidamente.

- Pensei que você morreria mais rápido se porco imundo.

Disse ela, enquanto o homem esticava os braços inutilmente na tentativa de alcança-la, a agonia demorou alguns segundos, talvez minutos até que estivesse completamente morto, ela sentou-se no chão próximo ao corpo de Amaro e aguardou, ficou observando enquanto o corpo do homem dava os últimos espasmos de vida, havia sangue por toda parte, Verônica achou que seria mais limpo, mas seguiu o plano, esperou quase uma hora para dar continuidade, pegou mão do homem levantou e soltou para constatar que realmente não apresentava mais nenhum perigo, feito isso, soltou o cinto do homem, abriu suas calças e deixou seu órgão genital exposto, pegou o sangue do ferimento que se auto infligiu e espalhou pelas partes intimas dele manchando sua roupa íntima, com a cena do crime pronta estava na hora de ligar para a polícia, e contar como uma inocente menina teve que lutar pela própria vida, no mesmo dia em que perdeu a mãe, em seu depoimento deu a seguinte versão, ela acordou no meio da noite como de costume, pois se preocupava muito com a mãe, e foi até o quarto para ver se ela tinha conseguido dormir, pois tinha muita dificuldade devido as dores e problemas para respirar, chegando no quarto a mãe estava muito gelada, temendo o pior foi desesperada até a sala pedir ajuda do padrasto que estava completamente bêbado, e ficava apenas rindo e a puxando pra cima dele, tornando-se repentinamente mais violento, a segurou firme pelos braços, tirou o cinto e lhe bateu algumas vezes, em seguida rasgou suas roupas e enfiou os dedos em seus órgãos genitais, a colocando sentada em cima dele, como se pretendesse ter relações, e nesse momento por pura sorte ela encontrou a faca que ele aparentemente havia utilizado para descascar as laranjas, e cortou-lhe a garganta, nesse momento ele a empurrou pra longe ela bateu no chão e ficou desacordada, quando recobrou os sentidos notou que ele parecia morto, e que havia muito sangue, então ligou imediatamente para a polícia, e foi assim que se iniciou um novo ano para Verônica.

22 de Outubro de 2018 às 00:17 1 Denunciar Insira 1
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Karimy Karimy
Olá! Escrevo a você por causa do Sistema de Verificação do Inkspired. Caso ainda não conheça, o Sistema de Verificação existe para ajudar os leitores a encontrarem boas histórias no quesito ortografia e gramática; verificar sua história significa colocá-la entre as melhores com relação a isso. A Verificação não é necessária caso não tenha interesse em obtê-la, então, se não quiser modificar sua história, pode ignorar esta mensagem. E se tiver interesse em verificar outra história sua, pode contratar o serviço através do Serviços de Autopublicação. Sua história foi colocada em revisão pelos seguintes apontamentos retirados dela. 1)Aconselho uma revisão nos parágrafos e nas frases: em diversos momentos, deparei-me com frases que poderiam começar depois de um ponto, mas que começam após uma vírgula; quando há o término do discurso, quando o assunto muda de leve, é aconselhado usar ponto no lugar de vírgula. Quando o assunto realmente muda, quando até mesmo se passa de cena para cenário, a não ser que seja uma construção interligada cena-cenário-cena ou cenário-cena-cenário, é indicado o uso de um novo parágrafo; isso ajudará no quesito coesão textual e também facilitará a leitura. Ex.:"Quando a maldade se esconde por trás do rosto inocente de uma menina, você pode ser sua próxima vitima, siga os rastros de sangue para ver até onde ela chegou, acompanhe os primeiros passos dessa psicopata que vai arrancar seu coração." aconselharia o seguinte: "Quando a maldade se esconde por trás do rosto inocente de uma menina, você pode ser sua próxima vítima. Siga os rastros de sangue para ver até onde ela chegou, acompanhe os primeiros passos dessa psicopata que vai arrancar seu coração." 2)Frase incoerente em "do alto de seus 11 anos de idade já percebia, quais eram as de uma pobre inocente menina" 3)Falta de acento em "vitima" em vez de "vítima"; "incomodo" em vez de "incômodo"; "vicio" em vez de "vício"; "sufoca-la" em vez de "sufocá-la". Falta do uso de crase quando necessário, como em "a arrastavam de volta a triste realidade" em vez de "a arrastavam de volta à triste realidade". 4)Vírgula incorreta em "ninguém jamais iria imaginar, que por trás daquele semblante inocente, se escondia" (o "que" introduz uma oração subordinada; não pode ser separada) poderia ser: "ninguém jamais iria imaginar que, por trás daquele semblante inocente, se escondia". Falta de vírgula em termos explicativos "agravado por um enfisema pulmonar fruto de anos" em vez de "agravado por um enfisema pulmonar, fruto de anos". Falta de vírgula em orações invertidas, como em "e desde que sua mãe ficou acamada Verônica já vinha notando" em vez de "e desde que sua mãe ficou acamada, Verônica já vinha notando". 5)Uso de "se quer" quando se deseja "sequer". Uso de "a" em vez de verbo haver para denotar tempo percorrido, como em "lutava a três ou mais anos" em vez de "lutava há três ou mais anos". Observar uso de narração no presente, sendo que a história é predominantemente escrita no pretérito, como em "bater perna na loja de departamentos BHV que fica"; "o fato é". Uso de "mesmo" no lugar de pronome pessoal, como em "pois o mesmo já a olhava" em vez de "pois ele já a olhava". Obs.: os apontamentos acima são exemplos, há mais o que ser revisado na história além deles. Aconselho que procure um beta reader; é sempre bom ter alguém para ler nosso trabalho e apontar o que acertamos e o que podemos melhorar, assim como ajudar-nos com a gramática e ortografia. Caso se interesse, esse recurso também é disponibilizado pelo Inkspired através do Serviços de Autopublicação. Os erros realmente deixam a leitura um pouco cansativa, principalmente ao que desrespeito ao item "1", mas devo dizer que simplesmente adorei o começo da sua história. Achei a personagem, da forma especial dela, muito cativante e também gostei bastante da narração, da forma como há um crescente de suspense no capítulo até que o ápice seja alcançado. Usar a explicação de quem ela era e o que ela sofreu antes de qualquer outra coisa me ajudou a desenvolver um certo tipo de interesse e empatia por ela. Como leitora assídua de suspense, mistério, horror e terror (além de escrever sobre esses gêneros), sua história muito me agradou. Bom... Basta responder esta mensagem quando tiver revisado a história, então farei uma nova verificação.
19 de Março de 2019 às 12:06
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