Por Água Abaixo Seguir história

beta_fisk gapashi [g]

Jimin estava totalmente ciente das tradições de sua família, ciente de suas responsabilidades para com o trono. Não gostava muito da ideia de ter que copular com um humano, mas, se era para o bem de seu povo e para a estabilidade de sua raça, o príncipe herdeiro não questionaria. Então por que o destino resolveu lhe dar o que faria com que toda a sua estabilidade desmoronasse? Por que o destino resolveu lhe dar Jeon Jungkook? E isso era exatamente o que ia descobrir. JIKOOK | MERMAID!AU | JIMIN!MERMAN


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1 - A curiosidade matou o gato. Ou melhor, o bacalhau

Jimin já estava acostumado com todas aquelas pessoas curvando-se em sua direção. Era a lei natural das coisas. Ele era da realeza e elas eram da plebe, nada muito complicado. Mantinha o rosto em pé, demonstrando sua superioridade, mas já era do conhecimento de todos que Vossa Alteza era egoísta e egocêntrico. Entretanto, ninguém podia bater de frente e reclamar de tal comportamento, já que os pais o mimavam desde seu nascimento. Não podiam julgá-los, a gravidez da rainha fora de risco, ela e o príncipe quase morreram em seu parto, sem dizer que Jimin fora o primeiro homem a nascer em uma linhagem de mulheres no trono. Apesar do gênero diferente, Jimin nascera com a capacidade híbrida de sua mãe, herdada há milênios.

Era uma tradição de família, algo que apenas um membro da realeza podia fazer. Ou melhor, algo que apenas um membro da realeza era capaz de fazer. Era um dever que devia cumprir para manter a força da família real, o segredo da parte híbrida da família. Há milhares de anos, humanos e sereianos viviam em guerra, matando uns aos outros. Viviam na instabilidade, inimigos mortais, um chamava o outro de aberração e assim vice e versa. Triton, o rei dos reis, foi até a feiticeira das profundezas, a cruel Úrsula, em busca de uma resposta para o fim da guerra. Muitos dos seus já haviam morrido, assim como os do outro lado.

“Deves estar demasiadamente desesperado para vir implorar por ajuda, ó grande Triton, mas não sou de todo cruel e, assim como Vossa Magnitude, também desejo a paz entre os povos. Entretanto, para tudo há um preço. Sua amada esposa espera a vinda de uma criança, uma menina doce, adorável e com uma belíssima voz. A criança pela paz, este é o preço.”

Triton achou um absurdo. Jamais abriria mão de sua filha por um simples e reles feitiço. Com seu tritão, o rei aprisionou a feiticeira na masmorra mais profunda do mar, longe de tudo e todos. Mas não antes de Úrsula soltar uma maldição sobre si e sua linhagem.

“Durante uma semana ela irá se levantar

E com duas caudas andará

Quando a lua cheia se findar

Um broto ela terá

Que se faça o meu desejo

E esta maldição perdurará

Sobre tua linhagem

Se instalará

E assim como sou uma aberração

Tua família também será”

O rei não acreditou naquelas palavras de imediato. Sua filha, Ariel, nasceu e cresceu saudável, exatamente como a feiticeira havia dito, uma princesa de fato. Entretanto, anos depois, com suas 22 primaveras, Ariel se apaixonou por um humano. Um lindo príncipe de duas pernas. Ou, como costumavam dizer, duas caudas. A princesa desceu até a feiticeira e seu exílio, implorando “um feitiço, Úrsula, por favor”, faria de tudo para poder andar com o homem. Em troca de sua voz, a feiticeira deu-lhe pernas e a capacidade para respirar fora da água. Ariel nunca esteve tão feliz, teria uma semana para fazer o príncipe se apaixonar por si. Mesmo sem sua voz, conseguiu o amor do príncipe e um broto em seu ventre, mas logo teve que voltar para o mar.

Nove meses depois, após seu pai ter recuperado sua voz e dado um fim de vez em Úrsula, Ariel voltou a terra para dar a luz a sua filha com o humano. Mas aquele não seria o fim da maldição. A menina cresceu saudável, sereiana como a mãe, mas, perto de completar sua vigésima terceira primavera, sua cauda virou pernas e ela teve que subir a terra, vendo-se na pele da mãe. Acabou se apaixonando por um homem nobre e durante uma semana tiveram relações. Voltou grávida para o mar, a mesma situação de sua mãe, e só depois, quando a criança estava para nascer, descobriu que era o príncipe da mesma família que a de seu pai.

E assim estabeleceu-se um padrão. Perto da vigésima terceira primavera da filha da rainha, esta trocaria a cauda pelas pernas e deveria passar uma semana com o primogênito da família de humanos com que a primeira delas teve um filho. E essa maldição acabou virando uma tradição, uma condição híbrida que apenas a realeza podia ter.

Entretanto, Jimin era o primeiro da linhagem extensa de mulheres e, por isso, estava indo encontrar sua mãe, a rainha, para tirar suas últimas dúvidas sobre. Desfilava de forma graciosa pelos corredores do palácio, com sua cauda azul turquesa que chamava a atenção por ter escamas raras e extremamente brilhantes. As barbatanas laterais e a central, que auxiliavam no nado e eram extremamente sensíveis à pressão, eram rosas claras como seu cabelo curto. As mesmas escamas da cauda, as brilhantes, subiam até a metade de suas costas e, antigamente, desciam pelos seus ante-braços, mas, com suas vinte e três primaveras chegando e a maldição da Úrsula, elas estavam caindo para dar lugar ao corpo humano. O príncipe possuía uma beleza celestial, algo que encantava a todos. Mas sua personalidade era capaz de estragá-la.

- Bom dia, Chim! - Hoseok, seu amigo de infância, filho do Duque de Corais, lhe cumprimentou. Sua cauda dourada parecia mais brilhante ainda. Estava sorridente como sempre. Deu meia volta em seu caminho para acompanhar o príncipe.

- Bom dia, Seok. - Jimin respondeu com os olhos fixos nas pérolas que adornavam os fios ruivos do amigo, presas apenas em partes para que não fossem levadas pela água. - Que lindas! Onde você conseguiu?

- As pérolas? - o ruivo olhou para cima, como se pudesse enxergar o enfeite. - Foi um presente… - desviou o olhar, envergonhado.

- Um presente… do Taehyung? - Jimin indagou com um certo tom de malícia na voz, rindo em seguida ao ver Hoseok corando intensamente.

- Ele é muito gentil comigo, Chim, um verdadeiro cavalheiro. Odeio essa coisa de ser um nobre e sereiano ainda por cima.

- Olha, eu não tenho nada contra o Taehyung e seus tentáculos, mas me sentiria desconfortável se, depois de anos, a nossa sociedade mudasse e começasse a aceitar essas mutações. - Jimin apenas soltou, como se fosse algo comum. Nem percebeu que machucou um pouco o amigo, mas Hoseok não podia deixar que o herdeiro de uma nação pensasse de tal forma.

- Não fala assim, Jimin, nós todos somos amigos. E tem o Yoongi, também. Ele não é sereiano puro.

O príncipe não considerava Yoongi exatamente como um amigo. O respeitava, claro, e conversava com o mesmo, mas o menino era um mutante entre os puros, uma enguia. Só estava na hierarquia nobre porque o Marquês de Anêmonas o acolheu após a morte de sua mãe, o assumindo como filho, mas era um bastardo na sociedade. Apesar de não ter gostado nem um pouco da observação de seu amigo, deu de ombros.

- Estou ansioso para subir. Como deve ser o mundo humano? - indagou animado, rodopiando ao redor do ruivo. - Será que eles também comem algas? E hambúrguer de siri? - lambeu os lábios. - Eu amo hambúrguer de siri.

Hoseok riu.

- Isso você só vai descobrir quando subir. Tomara que o pai da criança que vai crescer em seu ventre seja bonito como você, assim nada pode estragar a beleza da família real.

- Ah, ele será. Afinal, a família dele foi escolhida pela minha ancestral, princesa Ariel, e é de praxe termos bom gosto na família. - sorriu presunçoso.

- Você é muito sortudo por ser filho da rainha, Chim. - comentou.

- Sou mesmo. - e o príncipe, orgulhoso que só, afirmou.

Não, Jimin não era o príncipe humilde e simpático dos contos de fadas. Era um homem arrogante, mimado, orgulhoso e egocêntrico. Nada estava bom o suficiente para ele, apenas o que lhe dizia respeito.

- Bom, eu tenho algumas coisas para resolver, Seok. Até mais tarde. - e deu as costas sem esperar uma resposta do amigo. Seguiu para o salão principal, onde sua mãe estava sentada ao trono. Antes de entrar, ajeitou o colar em seu pescoço, uma jóia que ganhara quando criança. Parecia uma renda, com pedras pequenas e rosas ao redor de uma grande e azul, caindo em forma triangular. Era extremamente bonita.

Então pediu que os guardas abrissem as portas, entrando graciosamente. O joalheiro real estava na presença da rainha, provavelmente confeccionando outras jóias para a mesma. Logo a mulher o dispensou, levantando-se do trono gigante feito de corais. Sua cauda reluzia num laranja esplêndido, os cabelos desciam até a metade da mesma, ruivos. Uma coroa de conchas enfeitava sua cabeça.

- Minha mãe… - o jovem se curvou perante a rainha, que depositou um beijo em sua cabeça.

- Jimin, meu querido, venha comigo. - disse sorrindo, voltando ao trono. O príncipe a seguiu, fazendo como quando era apenas uma criança, sentando aos pés do assento. - Ainda tem algumas dúvidas sobre o seu dever, certo? - indagou com sua voz melodiosa. O garoto assentiu, atento. A mulher o encarou, como se desse permissão para que falasse.

- Bom, eu ainda estou encabulado com o fato de eu ser um homem. Estudando a anatomia humana, meu órgão reprodutor não é igual ao feminino e nem o resto de meu corpo. Estava pensando… - deu uma leve pausa para encarar a mãe e pensar nas palavras certas a se dizer. - E se eu… não tiver essa capacidade feminina? Essa de gerar uma nova vida dentro de mim? Seria o fim da nossa linhagem, certo? O que faríamos se…

- Jimin. - a rainha segurou o rosto do filho entre as mãos. - Posso ver em seus olhos o seu medo, mas não há com que se preocupar, meu filho. - sorriu docemente. - Os nossos médicos nunca erram. Fora confirmado, quando você ainda era uma criança, que você tem a capacidade feminina para gerar uma criança. Os humanos chama de útero. - ela desviou o olhar, claramente chateada. - Quando você nasceu, eu pensei em tirar isso de você e acabar com essa maldição. Era uma alternativa. - então olhou Jimin nos olhos novamente. - Mas eu deixei que você decidisse o que queria para si e, no fim, escolheu manter a tradição da família. - com a ponta do polegar, acariciou a bochecha do filho de forma carinhosa. - E eu o amo mesmo que essa sua escolha aperte meu coração. Para ser sincera, não sei como será sua gravidez e tenho até um pouco de medo, mas ficarei ao seu lado até o fim.

Jimin sorriu. A humildade que faltava no filho mimado tinha para todos no coração da mãe. Alegavam que a mulher devia ser a reencarnação de Ariel, por sua bondade característica da primeira princesa afetada pela maldição. E de fato ela era um exemplo a ser seguido, pena que o seu primogênito não enxergava isso.

Após tirar suas dúvidas, acabar com suas angústias e recobrar sua confiança, Jimin se sentia mais leve. O enfeite que Hoseok estava usando quando se encontraram não saía de sua mente e, quando o rosado invocava com algo, que saíssem de baixo, pois ele não pararia até conseguir. Escalou quatro guardas para acompanhá-lo até as profundezas do mar, onde viviam os isolados e renegados pela sociedade. Lá, em uma caverna funda e escura, afastada de tudo e todos, vivia Taehyung, o crush de Hoseok e amigo da dupla de sereianos em conjunto com a enguia. Era um feiticeiro do mar, um praticante de magia. Fora constatado que sua magia não era negra, era apenas um trabalho de curandeiro e cortador, sendo este último um pouco obscuro, pois envolvia dor e sofrimento ao arrancar um feto do útero de uma mãe.

- Taehyung? - a voz de Jimin ecoou pela fenda, alta o bastante para ser ouvida.

- Príncipe Jimin? É você? - a voz do polvo pôde ser ouvida de dentro da caverna. Segundos depois, seus tentáculos foram vistos se esgueirando para fora da escuridão, em conjunto com o dono deles. Sorriu quadrado, fazendo uma leve reverência. - Achei que fossem bacalhais pregando peças em mim de novo.

O bacalhau era um peixe travesso, imitador de vozes. Imitava as vozes dos outros para irritar as pessoas. Ou até mesmo atormentá-las.

- Estes peixinhos continuam te atormentando? - indagou sorrindo e se aproximando. O castanho apenas assentiu. - Use sua magia para afugentá-los, então.

- O que deseja de mim, Alteza? - indagou um pouco impaciente. Jimin estava o provocando de novo para que usasse sua magia de forma obscura. Jamais o faria.

- Eu vi o presente que deu a Hoseok. - disse o rosado sentando-se sobre uma rocha. Taehyung adquiriu uma cor pálida, engolindo em seco.

- E o que tem?

- Eu quero um igual. - disse animado. O polvo soltou a respiração, aliviado.

- Claro. Quando terminar, peço para que alguém envie a você. - sorriu, dando as costas ao príncipe.

- Eu posso esperar que faça.

O polvo deu meia volta. Como poderia negar aquela petulância em pessoa?

- Creio que Vossa Alteza tem muito o que fazer. O processo é demorado.

- Tudo bem, eu esperarei dentro de sua caverna. - sorriu presunçoso e adentrou a escuridão. Taehyung ficou parado por alguns segundos, absorvendo toda aquela ousadia. Olhou para os guardas, que seguravam lanças, prontos para atacar a qualquer segundo. Mas seria mais provável que o polvo apanhasse do sereiano do que o machucar.

Com seus tentáculos compridos, voltou para dentro de sua morada, percorrendo o pequeno e estreito corredor. Jimin já estava fuçando em tudo, como sempre. Ainda bem que havia guardado seus livros de magia em uma outra caverna, mais fundo ainda no mar, num lugar que só ele saberia achar.

- Aqui, sente-se. - ajeitou uma cadeira de madeira que havia pegado em um navio naufragado.

- Não quero. Ande logo com o processo, sim? Não vejo a hora de ter meu enfeite. - disse enquanto encarava alguns quadros na parede.

Taehyung não disse nada - e nem devia. Um piu contrário à criança mimada lhe traria mais problemas. Sentou-se à sua mesa de trabalho, onde confeccionava suas artes. Tinha planos de fazer outras coisas com as pérolas que restaram da última colheita, mas agora não tinha escolha. Pegou a agulha, enfeitiçando-a para que furasse as pérolas sozinha. Passou o fio pela fenda do objeto perfurante e ordenou, com apenas o movimento do indicador, que a agulha começasse sua tarefa. Assim que as pérolas iam caindo na linha, o feiticeiro as amarrava para que ficassem no lugar.

O fio era grande, mas foi enchendo. Taehyung deu um nó, formando um círculo, e só fez o mesmo depois quando o fio estava completo com as bolinhas reluzentes, finalizando o enfeite.

- Está pronto. - levantou-se, indo em direção ao príncipe, que agora se encontrava sentado na cadeira a si designada. Direcionou-o as mãos do sereiano.

- Coloque em mim. - ordenou, olhando fixamente nos olhos do outro. O polvo hesitou por alguns segundos, mas logo colocou o enfeite no rosado, prendendo-o em algumas mechas de cabelo. - Agora sim! - sorriu. - Tem um espelho?

- Aqui em casa não entra espelho. Atrai os maus espíritos. - voltou-se as suas coisas, arrumando-as.

- Você nunca se viu num espelho? - o príncipe indagou, vendo o outro negar. - Ora, você é bonito. E obrigado pelo enfeite. - foram as últimas coisas ditas antes de o mesmo deixar a caverna, feliz da vida. Bom, pelo menos Taehyung não havia sido largado com tristeza.

Jimin dispensou os guardas assim que se viu em local seguro. Ia encontrar com Hoseok e com Yoongi, a enguia, nos corais, onde ficavam conversando até não poder mais. O rosado foi o último a chegar. Hoseok já estava rindo daquele jeito extravagante de sempre e Yoongi estava com sua cara rabugenta de sono.

- A estrela do mar chegou. - anunciou-se, fazendo com que os dois o encarassem. Assim que o dourado pôs os olhos no príncipe, seu sorriso morreu um pouco.

- Pelo jeito você não é tão especial assim, Seok. - Yoongi foi direto, abrindo um sorriso sarcástico. Afinal, Jimin também estava com o enfeite que Taehyung havia dado para Hoseok.

- O Hobi é muito especial sim, e não só para mim. - sorriu. - Eu fui até o feiticeiro e pedi que ele fizesse um para mim, como eu disse que ia fazer, mas o de Hoseok fora um presente. - explanou, vendo no rosto da enguia que ele não sabia daquilo. Seu cabelo azul piscina escureceu um pouco ao ficar um pouco irritado com aquilo.

E era óbvio que ficaria irritado. Considerava Hoseok como seu melhor amigo e não saber de algo que aquele príncipe pomposo sabia sobre o dourado lhe deixava chateado.

- Eu estava começando a contar para o Yoon quando você chegou, Jimin. - Hoseok falou de forma dura. Percebeu como Yoongi havia ficado chateado por saber de outra boca que havia ganhado um mimo do crush. Entretanto, o príncipe deu de ombros.

- E aí, senhor “vou reproduzir daqui uns dias”, como se sente agora que o seu dia de criar duas caudas está chegando? - a enguia indagou, ondulando sua cauda para se impulsionar para cima. Devia ter umas duas ou três vezes o tamanho das caudas dos sereianos presentes ali. E, por ser diferente, o movimento da sua cauda também era. Parecia uma cobra no meio do oceano.

Hoseok encarou o azulado, fuzilando-o. Foi como perguntar para um duque qual a sensação de se casar com uma princesa e virar rei. Jimin estufou o peito, orgulhoso.

- Não vou negar, estou ansioso, porém, estou pronto para enfrentar essa fase. Venho me preparando desde minha infância para isso. - brincou com uma ponta de coral, sorrindo. Estava mesmo ansioso para que chegasse o dia em que teria que subir ao mundo humano, estava ansioso para conhecer o homem com quem se deitaria. Ficariam uma semana sozinhos dentro de uma casa e Jimin teria de seduzi-lo o bastante para conseguir transar com o mesmo. - Por Triton, que este homem seja bonito o bastante para eu ter vontade de cortejá-lo.

- Qual o problema com isso? - Yoongi indagou. - Se ele for feio você ainda vai ter que dar essa sua bundinha real pra ele e engravidar.

- Yoongi! - o dourado exclamou, alertando-o, mas estava amedrontado com a coragem do amigo. Ou melhor, com a irritação aparente do príncipe.

- Cuidado com a boca, pequena enguia, ou pode nunca mais usá-la. - ameaçou.

- Jimin, para! Ele não falou por mal, por favor! - Hoseok tentava desesperado apartar a briga, só queria que todos se dessem bem.

Yoongi se aproximou do rosado, quase colando seus narizes. Olhou profundamente nos olhos do outro.

- Isso é uma ameaça, Vossa Alteza?

- Parem os dois! - num surto de coragem, Hobi pegou a cabeça dos dois e bateu uma contra a outra, fazendo-os se afastar com as mãos nas respectivas cabeças. - Duas crianças sem noção, devo dizer. Jimin! - gritou, fazendo o rosado tremer. - Yoongi disse uma verdade. Mesmo se o cara for feio você ainda vai ter que transar com ele, é o seu destino. Yoongi! - encarou o amigo azulado, agora com o cabelo em roxo de raiva. - Para de ser tão você, obrigado.

Então, uma sombra pairou sobre o trio, assustando-os. Correram se esconder nos corais, achando que era um barco pesqueiro de primeira. Aquelas redes gigantes eram um perigo para qualquer ser marítimo. Naquele momento todos eram iguais. Mas, não havia nenhuma rede e o objeto na superfície não parecia ser tão grande quanto um barco.

- Vamos embora devagar. Aqui já não é mais seguro. - Jimin ordenou.

- Eu vou ver o que é. - disse Yoongi, corajoso, balançando sua cauda na direção do objeto.

- Não! Yoongi, volta aqui! - Hoseok sussurrou. O mar estava calado e sua voz ressoou até o amigo, que virou de costas e fez um joinha, porém continuou seu caminho. - Droga de enguia teimosa e destemida! Me espera! - e logo balançou sua cauda dourada em direção ao amigo, deixando o príncipe para trás.

- Por mil atuns, o que eu faço? - o rosado se indagou mordendo os lábios. - Que droga! Eu preciso de amigos novos.

Logo o príncipe se juntou aos outros dois, nadando em direção à algo desconhecido. Chegando mais perto, constataram que era uma bóia à deriva no mar.

- É só uma bóia. Vamos voltar. - Jimin já estava dando meia volta.

- Espera! Se ela estiver vazia, podemos brincar um pouco com ela. - Yoongi deu a ideia.

- Legal! Eu pego primeiro! - exclamou Hoseok, nadando com tudo para a superfície.

- Seok, espera! - mas já era tarde demais. Hoseok já estava com a cabeça para fora da água. E então ouviram o seu grito.

Num instinto animal, se apressaram para ajudar o colega. Mas, quando subiram para a superfície, viram apenas a cabeça de um bicho estranho, mas claramente fazia parte da bóia.

- Como você é medroso, Hoseok.

- Eu me assustei, tá? - respondeu com birra.

- Quietos…! - Jimin os calou com um sussurro. - Tem alguém na bóia…

Assim, prestaram atenção no objeto branco. Viram ali algo branco e enrugado, cheio de mini dedos. Com o nariz sob a água, abaixo da linha de visão de quem quer que estivesse na bóia, os três seres rodearam o objeto. Pelo formato do braço, das pernas e do corpo, era um homem à deriva no mar. Parecia inconsciente.

- Então é isso que você vai ter quando subir, Jimin? - Yoongi indagou sussurrando ao lado do amigo, apontando para as pernas do humano. Jimin assentiu, encarando com certa estranheza. Era estranho e diferente das aulas de anatomia humana que teve.

O rosado continuou a analisar o corpo, curioso, assim como os outros dois. Chegou à cabeça. O nariz era consideravelmente grande, os lábios eram finos, agora rachados e secos, o cabelo castanho cobria a testa e parecia macio, o rosto estava vermelho pelo sol excessivo. A pinta sob os lábios lhe chamou atenção, algo charmoso e interessante ao seu ver. Então o humano gemeu, assustando Jimin e os outros. Mas, antes que o príncipe pudesse fugir para dentro de seu mundo, o homem o segurou pelo pulso. Apesar de fraco, sua mão o segurava com força. Jimin respirou fundo, acalmando-se. Viu os lábios do outro se moverem um pouco, parecia querer falar algo. Aproximou-se, mesmo amedrontado.

- Soco...rro… - o homem sussurrou, deixando o príncipe desesperado. - Me… ajuda… 

20 de Outubro de 2018 às 19:25 0 Denunciar Insira 0
Continua… Novo capítulo A cada 30 dias.

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