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kroth Ashley Mei

Afinal como eu, Byun Baekhyun, o rei do desastre, olharia nos olhos de todas aquelas pessoas e diria de uma forma tranquila que não haveria mais casamento nenhum?


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Prólogo

"Você pode me odiar agora, se quiser."


Apertei o celular com firmeza depois de ler a mensagem enviada há alguns segundos. Minha garganta estava seca, minhas mãos tremiam e cerca de cinco pessoas me encaravam fixamente. Cerca de cinco, eu estava tão tonto que enxerguei dois Sehuns me olhando. O que é um detalhe importante já que sempre evitei ser o centro das atenções, então quando me olhavam muito geralmente era por questão de vida ou morte.

E, bem, era este o caso naquele momento.

Chanyeol estava com os olhos arregalados, eu podia notar que suava frio após tanto correr vestido naquele smoking elegante e feito sob medida. E o pior era que ele me encarava, assim como meu pai, meus irmãos, a mãe de Chanyeol e todo aquele salão que demorou o dia inteiro para ser organizado. As mesas decoradas em branco com bordas em tom pastel, os músicos ensaiando, até o carro do buffet nos fundos também parecia me encarar, já que a porta do salão estava aberta. E as minhas mãos suavam cada vez mais.

Afinal, como eu, Byun Baekhyun, o rei do desastre, olharia nos olhos de todas aquelas pessoas e diria de uma forma tranquila que não haveria mais casamento nenhum?

E melhor, como eu explicaria a fuga da única herdeira mulher bem em cima da hora?

Tudo bem que não era segredo algum que Taeyeon não engolia aquele casamento, há seis meses ela dizia que faria qualquer coisa para fugir dele. Nosso pai até mesmo colocou meia dúzia de seguranças extras nos arredores da mansão para assegurar a estadia de Taeyeon ali, mas nada a impossibilitou daquela fuga, e agora eu também não tinha para onde fugir.

— Era ela, não era? — Sehun perguntou de braços cruzados, mastigando um chiclete desleixadamente. Se não fosse por aquele terno eu diria que ainda tinha 10 anos de idade. — O que ela disse?

O tom de voz do meu irmão mais novo denunciava que eu estava com uma expressão nada boa no rosto. Passei a mão nervosamente pelos cabelos entreabrindo os lábios e tentando formular da forma mais compreensível possível o que estava pro vir.

Gente, a noiva sumiu.

Meu estômago revirava só de imaginar a reação do meu pai. Aquele casamento era importante para os negócios, mas a minha vida também era importante, então optei pela opção mais sensata e olhei para Chanyeol, estendendo o celular em sua direção para que pegasse e lesse por si mesmo que sua noiva, naquele momento, estava pegando um vôo para bem longe da Europa.

A primeira reação dele foi derrubar meu celular nas mãos do meu pai. A segunda foi cambalear. A terceira foi ser levado por Sehun e Kyungsoo até uma cadeira para que se recuperasse.

Park Chanyeol, um dos mais bem sucedidos homens de negócios do país. Tombado por uma mulher cinco anos mais nova e uma amiguinha de dezoito. Seria engraçado se não fosse desesperador. E o pior é que, como sempre, a culpa era julgada como toda minha.

— Há quanto tempo você sabia disso, Baekhyun?! Você a ajudou?

— É claro que não! — Rebati, dando dois passos para trás enquanto meu pai tentava se acalmar, arrumando os óculos de armação retangular no rosto. O problema era que ainda assim a culpa caia sobre mim, eu podia ver no olhar da mãe de Chanyeol que não acreditava na minha inocência, assim como Kyungsoo me arqueava uma sobrancelha e Sehun fazia bolinhas com o chiclete de morango, segurando Chanyeol pelos ombros.

— Você era quem mais falava com ela. É óbvio que sabia disso tudo. — A senhora Park se meteu, rindo sarcástica, incentivando meu pai a voltar a gritar comigo.

— Mande uma mensagem para Taeyeon, diga que mandei voltar aqui e selar esse contrato!

Franzi o cenho.

— Eu não posso fazer isso!

— Você está ciente do que acontecerá se esse casamento não ocorrer? Se esse contrato não for assinado ainda hoje?!

— Será um escândalo quando a imprensa chegar, os convidados — Kyungsoo cutucou, levando um copo de água para Chanyeol e rindo disfarçadamente junto com Sehun.

Fechei os olhos e tentei me acalmar, mas conforme os minutos se passavam tudo parecia se complicar. Eu sabia que a empresa pertenceria ao primeiro que se casasse, e por ser a primeira— e única filha mulher da primeira esposa — Taeyeon era favorita para aquilo. Nosso pai não pensou duas vezes ao jogá-la ao primeiro homem que surgiu a frente e encomendar uma festa com direito a primeira página apenas para levantar o nome da empresa da família, e agora todos nós implorávamos para que revistas e jornais não saíssem no dia seguinte.

Mas o que poderíamos fazer? Havia uma festa montada, uma igreja com mais de 800 convidados e um vestido de noiva abandonado em algum lugar desconhecido, assim como nosso dinheiro estaria dentro de alguns dias se aquele contrato não fosse assinado.

Não demorou muito para que meu pai voltasse a gritar comigo, agarrando meus ombros e me sacudindo como se eu tivesse alguma culpa. E foi ali, no meio daquela confusão toda que eu agarrei seus antebraços e encarei fixamente em seus olhos enquanto uma única frase mudou todo o rumo daquele dia. Com uma única frase, eu consegui ver mais quatro Sehuns me encarando junto do meu pai.

— Pare! Eu me caso com Park Chanyeol!

20 de Outubro de 2018 às 16:08 0 Denunciar Insira 2
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