Apenas um dia nublado Seguir história

rk Raíssa Kreppel

Tão rápido quanto os raios solares atravessando as nuvens nubladas. Entretanto Donghae sabia que mesmo havendo sol, em algum pequeno momento, as gotas gélidas e grossas cairiam; não deixando nem que suas lágrimas fossem os motivos para que acontecesse. [EUNHAE]


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas. © História igualmente publicada no Social Spirit

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Capítulo Único

Um suspiro abandonou o castanho que observava o céu nublado.

Era um dia bonito, quer dizer, seria se fosse em outras circunstâncias. Faziam meses que não via ou ouvia falar sobre o ex-companheiro — o que era uma belíssima pena, pois ele almejava muito ao menos mandar um “oi” — e era a temporada favorita do casal, eles podiam ficar num grude sem igual.

Ele conseguia imaginar os dígitos passeando pela derme macia do peito de Hyukjae. Os sorrisinhos marotos enquanto ambos se olhavam e largavam alguns beijos ao vento; os dedos se entrelaçavam para demonstrar tanto carinho que nunca era demais, afinal era um fato que Donghae “pedia” pelos toques do mais velho.

Os indicadores passeavam pelo copo de café descartável enquanto perdido no mar de pensamentos que sequer o dava descanso desde que escutara Heechul. Se ele fechasse os olhos conseguia vislumbrar as linhas bem marcadas de Hyukjae, mas sobretudo os momentos carinhosos que tinham.

Doía o peito. A saudade o tempo todo batia e coração ficava acelerado pensando que dia após dia perdia o moreno, levando-o inclusive a derramar algumas lágrimas frustradas e furiosas.

Queria tanto vê-lo! Beijá-lo! Enchê-lo de carinho, mesmo que estivesse zangado demais consigo e nem quisesse designar meia dúzia de palavras; era o mínimo que rogava desde a separação. Parecia tão injusto e cruel que a única alternativa que tivessem fosse aquela.

Uma piada mau gosto, talvez. Um juízo a menos, quem sabe. E apenas conseguia matutar nos bons momentos que tiveram instantes — dias — antes da separação dolorosa. Ele conseguia compreender o porquê ou ao menos metade dos porquês que levaram Hyukjae para longe de si, no entanto.

Só que jamais Donghae admitiria que fora a melhor escolha, porque não era.

O mais frustrante de pensar em Lee Hyukjae era querê-lo quando o fato acontecia. Não somente pelo lado sexual, mas pelas palavras doces que diariamente fazia questão de transbordá-lo em carinho. Era engraçado, pois o fazia se sentir beijado e temporariamente saciado da vontade e saudade.

— Hae?

Arregalou os olhos, virando-se de modo brusco para observar atentamente o dono da voz que tanto o atormentava nos últimos tempos.

— Hyukkie — soltou o ar devagar. Fazia tanto tempo que não o via, que sequer imaginava como o moreno estaria ou como reagiria.

— O que faz aqui? — indagou, depositando o tubo cheio de projetos sobre a mesa.

Hyukjae não parecia exausto; na verdade, não chegava nem perto do homem que convivia consigo. Ele parecia mais disposto, mais bonito e mais feliz longe de si — quase se auto sabotando com pensamentos destrutivos e inúteis, lembrando-o que não poderia conviver com a culpa e a falta de confiança sempre que o visse. A verdade era que, sim, Lee Hyukjae estava mais disposto e lindo, parecia que nem se lembrava mais da separação e eram apenas bons amigos.

Café — sussurrou e não demorou muito para que voltasse a fitar o céu. As nuvens ficavam mais e mais carregadas, porém o fato não parecia incomodar o menor.

Donghae se sentia... em casa.

Embora o cenário parecesse mais triste e menos proveitoso, ele julgava que era a melhor época; sendo sempre tão calorosa quanto um dia de verão. O moreno sentia o corpo se arrepiar inteiramente quando o vento frio atravessava suas roupas quentes, ou como as gotas gélidas beijavam suas bochechas.

Sempre novas sensações e causando menos angustia como gostaria. Menos saudade de Hyukjae.

— Ah — escutou o ar abandonar os lábios do maior. — Faz sentido. Posso... me sentar?

Claro — ofereceu um meio sorriso.

— Como você está? — questionou, cruzando os dedos ao mesmo tempo que se curvava sobre a mesa. — Parece mais tranquilo.

— Ah — sorriu sem graça. — Acho que estou bem — balançou a cabeça. — Ainda procurando um trabalho para deixá-lo em paz, mas nada que surtisse muito efeito. Inclusive preciso lhe pedir descul...

— Não seja bobo! — refutou, arregalando os olhos. — Sabe que não me incomodo em ajuda-lo.

— Mas eu sim. É muito inconveniente da minha parte, principalmente quando não estamos mais juntos — resolveu tocar na ferida. Inicialmente a expressão do maior não se alterou muito, mas segundos mais tarde ele fora obrigado a se afastar um pouco.

— Sobre isso...

— Sim?

— Você... — engoliu seco.

— O quê?

— Nã...

— Hyukjae! — ouviu uma voz grave chamá-lo. O engraçado era que Donghae não precisava nem se virar para descobrir.

— Jongwoon, eu ‘tô...

— Não — interrompeu. — Vai lá. Depois nós conversamos?

Um respirar fundo acompanhado de negação. Quanto tempo mais ele fugiria de si?

Claro. Depois nós conversamos.

E ele se foi.

Tão rápido quanto os raios solares atravessando as nuvens nubladas. Entretanto Donghae sabia que mesmo havendo sol, em algum pequeno momento, as gotas gélidas e grossas cairiam; não deixando nem que suas lágrimas fossem os motivos para que acontecesse.

Ele sabia disso.

FIM

9 de Outubro de 2018 às 21:41 0 Denunciar Insira 1
Fim

Conheça o autor

Raíssa Kreppel Ficwriter floppada. Ativista do só sei que nada sei. #SuperJunior.

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