O Relógio Seguir história

Blue Martell Blue Martell

Mas você não quis, nunca quis, nem nunca irá querer...


Conto Todo o público.

#deathpoem #angst #sad #reflections
Conto
10
5062 VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

O Ponteiro Chegou ao Doze

Era uma vez um relógio


Você chegou e o queria.


Eu pensei em te dar somente um quarto dele.


Do doze até o três, do três até o seis, era simples.


Mas você não gostava do doze, nem do três, nem do seis. O doze era apagado, o três parecia a metade de um oito e o seis era confundido com um nove diariamente. E você achava insuficiente.


Você queria o quatro, o nove, o onze... Coisas que eu não podia te dar. O meu 4 tinha a perna bamba, o meu nove era confundido com seis diariamente e meu onze parecia dois em números romanos. Mas você não ligava. Achava insuficiente.


Então te dei todos os números, na esperança de isso ser suficiente. O quatro de pernas bambas, o nove ambíguo e o onze que parecia dois. Mas não foi suficiente.


Então você disse que o relógio era ruim. Que não prestava. Quebrou os ponteiros e levou minha bateria.


E o que aconteceu? Eu parei de rodar. De marcar. De seguir. De viver.


Parei.

1 de Outubro de 2018 às 06:05 24 Denunciar Insira 16
Fim

Conheça o autor

Comentar algo

Publique!
Liliane Cris Liliane Cris
Caraca, me lembra um relacionamento que tive. Parabéns Se tiver interesse em histórias picantes da uma olhadinha na minha
17 de Janeiro de 2019 às 13:25

  • Blue Martell Blue Martell
    Estamos aí pra isso. Obrigada por comentar <3 25 de Janeiro de 2019 às 15:22
Junio Salles Junio Salles
Parabéns pelo texto, gosto da forma como usa as metáforas. Também escrevi um bem metafórico chamado O Bosque
17 de Janeiro de 2019 às 13:18

  • Blue Martell Blue Martell
    Muito obrigada, apesar da forma corrida e emocionada que fiz esse texto, eu gostei muito dele. Obrigada pela opinião <3 25 de Janeiro de 2019 às 15:23
Marurishi Paz Marurishi Paz
Wau! Incrivel! ♥ De fato, uma verdadeira poesia! Parabéns!
30 de Dezembro de 2018 às 12:13

  • Blue Martell Blue Martell
    Muito obrigada mesmo, sua opinião é demais importante pra mim, really <3 25 de Janeiro de 2019 às 15:40
Saah AG Saah AG
Caralho! Esse conto é o resumo do meu primeiro namoro. Só que eu parei por uma semana, na outra eu fiquei com o melhor amigo dele (que eu namoro tem uns 6 anos). Fazer o que? :v
6 de Dezembro de 2018 às 18:24

  • Saah AG Saah AG
    Aliás, parabéns pelo texto. 6 de Dezembro de 2018 às 18:23
  • Blue Martell Blue Martell
    Razpaz, coragem hahahaha Eu já tive alguns namoros, mas na maioria deles eu era feita de palhaça, bem trouxa hahaha Obrigada pelo elogio, fico feliz de ter gostado! Até e beijo! <3 13 de Dezembro de 2018 às 15:30
Andre Tornado Andre Tornado
Oi! Um texto muito bom e surpreendente. Parabéns! Beijo!
25 de Novembro de 2018 às 10:09

  • Blue Martell Blue Martell
    Muito obrigada, eu fiz ele num momento de bastante emoção, fico feliz de ter gostado! Beijo! 13 de Dezembro de 2018 às 15:28
Karimy Karimy
Olá, autora! Tudo certo? Nossa, que texto maravilhoso! Não imagina como amei. Bom, uma das coisas que mais gostei nele foi justamente a ambiguidade que você conseguiu extrair do seis/nove e colocar diretamente no texto, de uma forma profunda, humana e compassada como o bater dos ponteiros. Acredito que essa mecânica de marcação do relógio também serviu como uma base perfeita para a duração temporal da construção de um relacionamento; inclusive pelos números escolhidos pra doação no primeiro momento e, depois, os que foram dados no lugar deles. Além disso, o texto mostra de uma forma muito simples o nosso lado egoísta de pedir, mesmo quando não dizemos propriamente, algo para alguém com quem nos relacionamos e como temos uma forte tendência anacrônica e capitalista enraizada. Está tudo muito coerente e coeso, e a personagem completa todo o movimento do texto com uma leveza muito bacana. Não houve descrição e, para mim, não era preciso, pois a parte mais íntima da personagem ficou nua diante dos meus olhos enquanto lia. A estrutura do texto também está linda; mas vou colocar uma pulguinha atrás de sua orelha e lhe aconselhar a pensar na possibilidade de mudá-lo de "conto" para "poesia", pois o texto tem uma pegada muito forte de versos livres, como também possui ritmo e figuras de linguagem; enquanto que o conto possui uma estrutura diferente (no Tecendo Histórias, logo será publicado textos sobre esses gêneros que eu mesma preparei. Caso goste desse tipo de explanação textual, dê uma passadinha por lá, que logo deve ser publicado!). Bom... A sua gramática também é muito boa, viu? Está mesmo de parabéns, e pode ter certeza de que recomendarei para as pessoas que conheço! Mil beijos e até mais! :*
10 de Novembro de 2018 às 19:27

  • Blue Martell Blue Martell
    Oiiiii! Meu Santo R'hllor, me perdoe por demorar tanto. Eu tava em provas finais e isso me fez deixar de lado um pouco as coisas porque senão era capaz de eu não passar direto e eu precisava passar direto, questão de honra! Hahaha Eu fico muito, muito feliz de ter gostado do meu texto, ele foi feito num momento de muita emoção e eu particularmente fiquei muito feliz de tantas pessoas terem gostado do texto, principalmente você, a qual eu conheço o trabalho e admiro! De verdade, muito obrigada! Sobre mudá-lo pra poesia, é uma ideia a se pensar... Mas eu sempre fui bem péssima nelas hahaha Evitava os concursos na escola e sei lá, pode ser poesia se não rima? Eu realmente não entendo do assunto! Hahhaha Muito obrigada de verdade por todos os elogios, fico feliz de você ter recomendado e gostado! Até as próximas histórias. Beijão da Blue <3 13 de Dezembro de 2018 às 15:25
  • Blue Martell Blue Martell
    Oiiiii! Meu Santo R'hllor, me perdoe por demorar tanto. Eu tava em provas finais e isso me fez deixar de lado um pouco as coisas porque senão era capaz de eu não passar direto e eu precisava passar direto, questão de honra! Hahaha Eu fico muito, muito feliz de ter gostado do meu texto, ele foi feito num momento de muita emoção e eu particularmente fiquei muito feliz de tantas pessoas terem gostado do texto, principalmente você, a qual eu conheço o trabalho e admiro! De verdade, muito obrigada! Sobre mudá-lo pra poesia, é uma ideia a se pensar... Mas eu sempre fui bem péssima nelas hahaha Evitava os concursos na escola e sei lá, pode ser poesia se não rima? Eu realmente não entendo do assunto! Hahhaha Muito obrigada de verdade por todos os elogios, fico feliz de você ter recomendado e gostado! Até as próximas histórias. Beijão da Blue <3 13 de Dezembro de 2018 às 15:25
Daniela Machado Daniela Machado
Olá ^^ Bem, eu apenas dei uma passada para registrar o quanto eu gostei dessa metáfora que você usou aqui. Além da sua escrita fluida e simples, a sua narrativa é cheia de significado, o que deu ao conto um tom lírico, em que nem todos vão compreender logo de cara. Parabéns por colocar tanto em tão poucas palavras, eu não consigo pensar em nenhum jeito melhor para explicar certos sentimentos que você trouxe aqui! Bjoos <3
15 de Outubro de 2018 às 12:05

  • Blue Martell Blue Martell
    Olá! Mil desculpas por não ter respondido antes, a faculdade tá difícil e eu não consegui responder pelo aplicativo :/ Sadosidade total haha Muito obrigada pelos elogios! Saber que a fluidez e a simplicidade estão presentes na minha escrita me deixa muito feliz, e que eu soube empreender a metáfora que quis passar é gratificante! Obrigada mesmo! 💙 30 de Outubro de 2018 às 02:21
Patricia Moraes Patricia Moraes
interessante
14 de Outubro de 2018 às 20:44

Vinícius de Alcântara Vinícius de Alcântara
Nossa.. Amei essa sua metáfora, muito original.
12 de Outubro de 2018 às 20:00

  • Blue Martell Blue Martell
    Eu fico muito feliz pelos elogios, muito obrigada mesmo! 💙 13 de Outubro de 2018 às 01:11
Dani Caruso Gandra Dani Caruso Gandra
Original, gostei! Conheça as minhas também, Blue Martell! ;-)
12 de Outubro de 2018 às 19:03

Kaline Bogard Kaline Bogard
Olá! Tudo bem?! Que estrutura de texto diferente e criativa! Creio que é a primeira vez que vejo algo assim, um assunto de exatas sendo tão bem desenvolvido para traduzir sentimentos de humanas. O paralelo trazido pelos números é muito claro. O simbologismo é forte, mas dinamico e longe de ser maçante. Desperta a curiosidade para o final, apesar de certo receio, pois há um tom... claramente trágico por trás da soma dos números e no avançar dos ponteiros. Estou realmente impressionada. Deveria deixar uma ou duas dicas para melhorar, mas diante da simetria desse texto, alterar mesmo uma virgula seria um pecado! Parabens!
6 de Outubro de 2018 às 19:05

  • Blue Martell Blue Martell
    Oi, Kaline! Primeiramente, é uma honra te ter aqui. Eu admiro muito seu trabalho e, pra mim, você foi uma inspiração sempre. O Relógio foi escrito em um grande momento de tristeza, mas acredito que os maiores sentimentos são os que produzem as maiores histórias, sendo eles bons ou ruins. Fico muito, muito grata pelos elogios! Ter uma história elogiada por você, que é uma inspiração, é um sentimento indescritível. Muito obrigada mesmo, fez meu dia! 7 de Outubro de 2018 às 10:20
~