Our Sun Seguir história

pisces_baby Renata

[Família AU jikook/kookmin — Taegi, Namjin] Mesmo após 8 anos juntos, seu marido nunca falhava em lhe pegar de surpresa. “Jungkookie… Eu quero ter um filho com você.” E foi assim que a rotina de ambos mudou para sempre.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#fanfic #bts #au #jikook #kookmin #taegi #adoção #universo-alternativo #bangtan-boys #park-jimin #jeon-jungkook
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Juntos

Notas do autor: Também postada no Spirit, Wattpad e Archive Of Our Own. Minha primeira fanfic em anos. Boa leitura!


Capítulo 01: Juntos

Era aniversário de casamento e o dia todo estava em clima de comemoração para os pombinhos. Mesmo após três anos de namoro e cinco casados, o amor continuava firme e forte entre aqueles dois, ainda pareciam com os adolescentes que ao se conhecerem não desgrudavam por nada. Eram tão diferentes, mas a atração inegável e o sentimento de curiosidade os manteve juntinhos, completavam o que faltava no parceiro, num encaixe perfeito.

Park Jimin — hoje Jeon Jimin, com muito orgulho — sempre fora mais extrovertido e simpático, falava sem pensar e não conseguia esconder o que sentia de maneira alguma. Quando conheceu sua metade não foi surpresa nenhuma quando todos podiam notar como o garoto tinha uma queda enorme por Jeon Jungkook.

Já o último nunca foi o que poderia se chamar de “sociável”, tinha dificuldade para se relacionar e expor seus sentimentos, sempre sendo duro demais consigo mesmo. Quando seu primo, Taehyung, o apresentou a Jimin foi como se estivesse entrando em combustão. Mal conseguia manter o contato visual de tanta vergonha depois de ver aquela figura loira e bonita.

E Park se encantou pelo jeitinho tímido de Jungkook, sempre indo até o garoto e querendo saber cada vez mais sobre o mesmo. O moreno já ficava mais solto durante as conversas e ganhava a confiança que precisava, pois Jimin o inspirava. Dando a estabilidade e segurança que o mais velho precisava em retorno. Quando anunciaram o namoro para os amigos, ficaram todos confusos pois pensavam que os dois já estavam juntos. Típico casal apaixonado de colegial.

Não havia sido fácil, entretanto a vontade de união era tão grande que passaram por cada desafio que a vida apresentava. Tanta coisa havia mudado, tornaram-se maduros e adultos, conheciam o outro tão bem, mas as surpresas nunca paravam. Como era o caso agora.

Jimin estava deitado sobre o peito nu do parceiro, exausto, porém satisfeito. Dedilhava o ossinho do quadril do moreno com tanta sutileza, sendo possível sentir o amor através daquele simples toque. Jungkook fechou os olhos com o sentimento de paz dentro de si.

Estar no quarto, deitado na cama que compartilhava com seu marido e fazer amor com ele, comemorando aquela data tão especial o deixava tonto de tanta leveza que tomava seu corpo. Queria estar sempre com Jeon Jimin nos braços.

Quase caindo no sono, é acordado pelo loiro que falou suavemente, levantando a cabeça para lhe encarar.

— Jungkookie… Eu quero ter um filho com você.

A surpresa foi tão grande que ficou estampada em sua cara com certeza, era a última coisa que esperava naquele momento. Não soube como responder então disse com graça:

— Hyung, você sabe que homens não podem ter filhos. Biologia lembra?

— Ai, seu bobo, você sabe do que eu estou falando. — Fez biquinho com a infantilidade do marido.

Sempre que falavam sobre filhos Jeon achava se tratar de uma brincadeira, quando estavam entre amigos e faziam piadas, não levava nada daquilo a sério. Jimin nunca iniciou conversa alguma quanto ao assunto, então nem admitiu ponderar sobre, a vida juntos fora o suficiente para ele, poderia viver pra sempre assim.

Não se dava bem com crianças e a ideia de trocar fraldas ou cuidar de outro ser nunca foi lá de seu interesse. Na verdade, se pudesse ficar longe de tudo relacionado a crianças, ficaria, nunca esteve em seus planos. Achava que Jimin sabia disso, porém ao ver os olhinhos do companheiro vacilarem não pôde dizer os pensamentos em voz alta.

— Você não quer ter um filho?

— Eu… Não sei. Por que está pedindo por isso agora?

— Agora não seria o momento perfeito para começar uma família? Estamos juntos há tanto tempo e nossa vida está estável, seria a última etapa. Ter uma criança correndo pela casa espalhando alegria, eu amo essa ideia. — O mais velho dava um leve sorriso, imaginando a cena.

Será que a vida que considerava perfeita para si não era suficiente para o outro? Jimin não é feliz como ele? Não o deixava satisfeito?

— Você não está feliz assim, Jimin? Como nós estamos? — Tentava falar com a maior calma, sem querer transparecer como o assunto o afetava.

— É claro que estou, amor! — Que absurdo, como Jungkook poderia pensar que ele era infeliz? — Eu sou feliz, mas você não sente algo faltando? Alguma coisa para nos completar?

— Você é o suficiente para mim, Jiminnie. Eu não quero mais nada. — Desviou o olhar.

Aquilo deixou o mais velho calado, ele deitou a cabeça de novo e ficaram em silêncio por muito tempo. Será que nunca iria mudar de ideia? Era a resposta final?

— Desculpa, Jungkook. Eu te amo, deixa esse assunto pra lá, eu gosto da nossa vida assim.

Podia ver que o outro estava triste, pela primeira vez foi difícil concordar com uma decisão no relacionamento, a sintonia era sempre perfeita. Então como Jungkook poderia ter falhado nessa parte?

Queria dizer algo, falar que não havia motivo para pedir desculpa, dizer ‘Sim! Vamos ter um filho!’, porém não encontrou coragem. Só desejava querer aquilo e não decepcionar Jimin.

Mas acabou não dizendo nada e foi dormir com um gosto amargo na boca.

-

Nos dias seguintes, Jimin não tocou no assunto, agindo como se a conversa nunca tivesse acontecido. Isso só fez com que Jungkook se sentisse ainda mais culpado, seu marido colocava a felicidade dos outros acima da própria. Jamais quis que o mesmo sacrificasse um desejo por causa de si ou qualquer um.

Estavam abraçados assistindo uma série que Jungkook sequer prestava atenção, a cabeça fervilhava com o assunto de filhos.

Sabia que Jimin nunca iria o abandonar, confiava plenamente no outro, mas só o pensamento o deixou inquieto. E se no futuro, Jimin ficasse arrependido de nunca ter tido filhos, ou pior, se arrepender de ter casado com Jeon já que o mesmo não foi capaz de dar o que desejava?

Mas não poderia deixar algo assim acontecer, não poderia fazer isso com seu marido. O deixar infeliz.

Seria tão ruim ter filhos com a pessoa que ama?

— Jimin. — o chamou, ao contrário de si, o outro parecia atento a série.

— Hum?

— Me diz, por que quer ter filhos? Você sempre quis? — Não sabia nem ao certo o que perguntar ao mais velho.

Desviou os olhos da televisão e viu o rostinho de seu amor com uma expressão tão confusa e angustiada, seu coração apertou. O mais novo estava tentando compreendê-lo.

— Sempre foi um desejo distante, que ficava no fundo da minha mente. Mas nunca achei que encontraria a pessoa certa para realizar esse sonho.

Jungkook se sentiu mal imediatamente, como poderia privar seu companheiro de algo assim?

— Hyung, eu-

— Jungkookie, preciso que me escute. — Sabia que o moreno faria o possível e o impossível para o agradar e isso o deixava tão feliz, no entanto jamais poderia pedir algo que o outro não quisesse ou o deixava desconfortável. Criar uma criança é uma grande responsabilidade terrível de ser imposta. — Eu quero sim ter um filho com você, muito mesmo, seria maravilhoso, pois eu te amo tanto e ia amar nosso filho. Mas eu nunca poderia fazer isso se você não quiser. Não se sinta obrigado. Eu vou continuar te amando pra sempre, de qualquer maneira.

Disse tudo encarando o amado firmemente para mostrar como estava sério.

— Desculpa, Jimin. Me desculpe. — Os olhos do moreno começaram a lacrimejar tamanha frustração. — Eu quero tudo com você. Mas eu tenho tanto medo. — Respirou bem fundo, antes de continuar. — Eu tenho medo de ser um péssimo pai, tenho medo de te decepcionar, tenho medo de fazer tudo errado, tenho medo de passar todos meus defeitos para a criança, de não amá-la o suficiente, não atingir suas expectativas, tenho medo que se arrependa de ter se casado comigo.

— Oh, Jungkook. — Segurou o rosto do companheiro, com toda a paixão do mundo em seu olhar. — Não pense nisso, por favor, como eu poderia me arrepender de qualquer coisa relacionada a você? Você seria o melhor pai, eu sei, você cuida tão bem de mim e tem tanto amor pra dar. Por favor, não pense assim. Você nunca vai lidar com isso sozinho, eu estou aqui. Não precisa ter medo.

Jungkook chorou, Jimin sempre o livrava de suas inseguranças. Tentava proteger o mais velho a todo custo, mas era tão amável como o outro estava lá, sempre cuidando.

Jimin seria um ótimo pai.

Os dois deitaram no sofá, abraçados e acabaram dormindo.

-

Jungkook voltava do trabalho naquela tarde com calma. Parou num parque a caminho de casa, sentando-se num banco. Aproveitando aquele clima com uma brisa agradável. Fazia um tempo que os dois haviam se mudado para esse lugar. A casa era espaçosa, o bairro tranquilo e ainda poderiam visitar os amigos sem problemas.

Houve uma movimentação que o tirou de seus pensamentos, várias crianças da escola primária local atravessavam a rua acompanhadas de adultos, soltando risos altos e infantis.

Aquilo o fez sorrir e pensar, Jimin devia fazer aquele caminho de vez em quando. Será que ele também observava as crianças e imaginava a sua própria ali, crescendo naquele bairro? Será que ele ficava sonhando com isto? Não pôde evitar o sentimento quente e bom no peito.

Desde que teve aquela conversa com seu marido, a ideia de uma família lhe parece mais agradável a cada dia. No começo não foi fácil, ainda tinha suas inseguranças, não podia mudar de uma hora pra outra, mas saber que Jimin desejava um filho por ter ele ao seu lado, lhe deixava orgulhoso e mais apaixonado. Jimin só queria uma família para criar algo lindo com o amor de ambos.

Saber que o mais velho estava lá, o apoiando e dizendo todas as coisas certas e não iria passar por nada disso sozinho. Sempre dizendo que estaria ao seu lado.

E ao mesmo tempo que aquilo o tranquilizou, o fez ter pensamentos horríveis, tão horríveis que o davam vontade de vomitar e nunca mais pensar naquilo novamente. E se algo acontecesse consigo ou com Jimin?

A existência de um era essencial ao outro e vice versa, eram tudo que tinham. Estavam sozinhos no mundo e se amavam tanto, tanto. Se Jimin morresse e ficasse abandonado, tudo perderia sentido em sua vida, seus olhos ardiam ao imaginar. Mas pior ainda e se acontecesse o contrário?

Os dois não tinham mais contato com a família desde que decidiram firmar o casório, saíram de Busan após a rejeição dos pais. O casamento gay era permitido, mas a negação da sociedade permanecia. Eram a sua própria família, os dois. Tinham seus melhores amigos sim, contudo não poderia comparar o que significam um para o outro. Jimin é uma pessoa tão doce, carente e ao mesmo tempo tão pronta para ajudar e distribuir seu amor por aí, sempre pensando no lado bom. Como poderia suportar se algo acontecesse e deixasse o loiro sozinho naquele mundo? Quebrado?

Sozinho naquela casa espaçosa, sem mais ninguém. Quem cuidaria dele e seria capaz de dar um amor tão verdadeiro que poderia coincidir ou ser até mais forte que o amor de Jungkook?

Naquela tarde, Jeon segurou o choro e o enjoo que apossou de si com tais pensamentos. Nunca pôde contar isso ao Jimin, mas foi um peso importante na sua decisão de ter filhos e abraçar definitivamente a ideia ao imaginar um serzinho cuidando de seu amado, dando um (mais um) significado para continuar vivendo.

Mesmo que não se orgulhasse disso.

-

Meses se passaram e estavam em processo de adoção.

Nunca esqueceria o sorriso de Jimin quando conversaram mais uma vez e finalmente, Jungkook estava pronto. Fora um dos momentos mais felizes, como se já tivessem adotado!

Em contraste com os pensamentos e motivos anteriores, agora o moreno poderia dizer com certeza que desejava um filho com o marido, sem outras intenções. Só por querer. Tanto tempo se passou e todo dia, cada criança ou bebê que via, servia de imaginação para o Jeon e passou a amar a ideia em ter um filho. Sonhava como isso iria afetar a rotina e a vida de ambos, mas estava contente e ansioso por essas mudanças.

— Awhn, amor, olha só esses sapatinhos, que coisinha mais linda. — Jimin lhe mostrou um par de sapatinhos brancos de bebê.

— Lindos, mas olha essas meinhas.

A papelada e a burocracia da adoção levou tempo, contudo não diminuía a alegria do casal. Ficavam discutindo nomes, compravam roupas, brinquedos, talvez fosse animação demais, porém tinham culpa? Logo conseguiriam sua criancinha. Seus amigos, principalmente Hoseok, o zoavam que mal adotaram e já eram velhos pais corujas, porém ele sempre aparecia com um livro de autoajuda ou revistas de artigos infantis.

Era tão bom ter a ajuda e o apoio dos amigos, tinham certeza que aquela criancinha seria recebida com muito amor.

— Hyung! Passe a tinta numa direção só. — Tiraram o dia para reformar o quarto de hóspedes que de agora em diante seria do bebé deles. E seu companheiro estava fazendo uma lambança com a tinta azul bebê, cor favorita do mesmo.

— Você é um virginiano muito chato, Jungkook, misericórdia. — E ele tinha culpa se nasceu em setembro?

— É né, você casou com esse virginiano chato.— disse com um sorrisinho.

— Casei mesmo. — Jimin já estava rindo, era só mencionar do casamento que era seu ponto fraco, amava aquele perfeccionista. Por ele, até passaria o rolo de tinta na direção certa.

Jungkook deixou a pintura de lado por um instante e foi para perto de seu homem, abraçando-o por trás, encaixando sua cabeça no ombro dele. Dando um leve selar ali.

— Consegue acreditar que daqui a pouco vamos trazer nosso bebê pra casa?

— Não, parece que vou acordar a qualquer momento desse sonho. — disse e Jeon concordou com um leve manear de cabeça.

— É o neném mais bonito que eu já vi, não vejo a hora de abraçar vinte e quatro horas por dia.

— Eu quero abraçar também, não seja tão egoísta. — Só ria do moreno, mas falava sério. Temia que quando finalmente tivessem a guarda, Jeon nunca mais largaria a criança.

— Será que devo? Aí! — Levou um tapa leve do loiro que nem doeu, mas não podia evitar o drama. — Vamos intercalar então, eu abraço direto por um dia e depois é a sua vez.

— Seu bobo. — Ria, dando outros tapinhas no outro, estava quase o sujando de tinta, não podia com aquele homem.

Jungkook riu mais um pouco, sem desfazer seu enlaço, passou a observar os bracinhos de seu hyung pintando a parede. Nem ao menos parecia aquela mesma pessoa com aversão a crianças, mas deveria saber que com sua própria seria diferente.

Desde que viu a assistente social o mostrando o que mais parecia um bolinho, enrolado em uma manta, percebeu que faria qualquer coisa por aquele neném e sabia que Jimin compartilhava do mesmo sentimento, ainda mais quando viu os olhinhos marejados do loiro. Era o ser mais lindo que casal já tinha visto, sentiram mais amor do que achavam ser possível. Foi uma viagem só de ida.

Tinham escolhido cada móvel, cada decoração, roupinha, meinha, brinquedinho, chupetinha, fraldinha e tudo que era possível com o maior carinho e cuidado. Passaram horas apenas panfletando aqueles mostruários de berços decidindo qual seria melhor, que aliás, os dois levaram uma surra de tão difícil que foi montar os móveis, “Falei para você não jogar o manual em qualquer lugar, Jeon”. A empolgação não cabia no coração daqueles dois.

E agora finalmente pegariam no bebê, sendo deles e trazê-lo para casa. Só Deus sabe como foi trabalhoso, falar com a assistente social, documentos e mais documentos, avaliações, visitas domiciliares. Sorte que conheciam Namjoon, que como advogado fez o possível para acelerar o processo e os ajudou ao máximo.

Chegaram no orfanato em êxtase. Naquele dia, voltariam para o lar com um pinguinho de gente que significa a vida para o casal.

Entraram no local e no momento que Jungkook pegou naquele bolinho com suas próprias mãos e aproximou de seu peito, começou a chorar de emoção. Nem precisou olhar Jimin para saber que ele também chorava. Era o ápice da existência de ambos. Ah, como era bom finalmente ter aquela felicidade.

— Olá, amor. — disse e a feição do moreno era tão terna, gostaria de guardar aquele momento para sempre.

— Somos seus pais agora, que tal? — falou bem suavemente.

Jimin o abraçou, com cuidado para não machucar o bebê e o serzinho abriu os olhos tão escurinhos, observando o loiro. Ainda despertando de seu soninho, porém alerta.

— Ela é tão linda.

— Sim. — Jungkook só pôde concordar simplesmente, ainda estava embasbacado com a situação.

O corpinho da mesma era protegido por um cobertor rosa pastel, porém a face estava de fora e era realmente uma visão para os pais. O rosto de traços asiáticos era redondinho e de um vermelho adorável nas bochechas cheias, com um cabelo brilhante e tão escuro quanto os olhinhos atentos e curiosos da garotinha.

— Eu disse que as bochechas dela se pareciam com as suas, hyung.

Jimin gargalhou embolado pelo choro, todo bobo e aproximou sua mão para acariciar o rosto da filha, quando a mesma segurou os dedos do mais velho com toda a força que tinha em sua mãozinha linda.

O suspiro que soltaram com aquela ação foi de puro amor. Estavam completamente perdidos por ela.

Depois de muito choro e se acalmarem devidamente, colocaram a colocaram no bebê-conforto do carro e seguiram para casa felizes. Assim que ela descansasse bastante da viagem, haveria sua festinha de boas vindas, comemorando com os amigos do casal e poderiam exibir a garotinha que já amavam tanto.

Mal dormiram naquela noite, não conseguiam parar de admirar aquele serzinho tão pequeno, atentos para cada movimento da mesma.

Sun-Hee* estava em seu novo lar.

-

Já faziam duas semanas que estavam com Sun-Hee e sinceramente, não poderia estar melhor. Você pensaria que depois de um tempo os dois conseguiriam parar de babar pela menininha, ao menos um pouco, mas não. Toda o amor estava lá firme e forte.

No início tentaram não sobrecarregar a menina com tanto amor, visto era um novo ambiente, novos rostos e ela precisava se acostumar devidamente. Contudo, a nova Jeon-Park não se incomodou com a atenção, sempre reagindo de forma satisfeita e aquilo era só o que precisava para o casal se soltar de vez.

Jimin estava cortando alguns morangos e bananas para a bebezinha, — Ela tinha muito amor por essas duas frutas! — enquanto seu marido estava na sala, com a mesma no colo. Fazendo todas as palhaçadas possíveis, como o pai babão que era, Sun-Hee dava suas gargalhadas gostosas de bebê que ecoavam pela casa e como isso trazia uma felicidade a Jimin. Só de ouvir esse som maravilhoso era capaz de sorrir por um longo tempo.

— Vamos lá ver o que o papai está fazendo, hein? — disse beijando a cabecinha dela, carregando-a até a cozinha e chegou por trás do loiro, abraçando sua cintura com o braço livre. — Oh, olha só são suas frutinhas preferidas, amore.

Riu com a maneira como os olhos delas brilhavam ao notar aquelas cores características, sabia que ia comer aquilo a qualquer instante.

— Oi, meus bebês. — Jimin tinha dois bebês pra mimar e cuidar agora. Beijou o pescoço da neném que riu alto e de quebra sentiu o cheirinho gostoso dela como não amar? — Coloque ela na cadeirinha, Kookie.

— Pode deixar.

Entraram num tipo de rotina, foi tão cansativo no início e ainda é, mas tentaram ao máximo a fazer tudo que os livros aconselhavam. Criem uma rotina, dêem horários para a criança, façam isso, façam aquilo… Caminhavam em campo desconhecido, não faziam ideia do que estavam fazendo 99% do tempo mesmo que jogassem um milhão de conselhos em cima deles, criar um ser não é brincadeira. É deveras exaustivo, chegar do trabalho e precisar concentrar a mente apenas na família e nada mais, com paciência e amor por mais cansado que ambos estivessem.

Porém amavam Sun-Hee, isso é a única certeza que tinham e por ela, fariam dar certo.

E como estavam agora, alimentando a bebê com toda aquela paz, fazia tudo valer a pena.

— Fala, querida: ba-na-na. — Jungkook fazia caras e bocas, mexendo os lábios exageradamente como se aquilo ajudasse de fato. E Jimin não aguentava de rir.

— Vamos, ba-na-na. — Mas não podia deixar de ajudar o marido.

A! Ananaa! — Ela pronunciou com muita convicção. Convincente.

— Muito bem, Sun-Hee. — Sempre faziam questão de dizer o nome da mesma, para que o aprendizado fluísse e lembrasse o próprio nome.

Estava com 9 meses e quase falava e andava, ah que orgulho! Ainda não saía palavras completas, mas imitava os sons e os dois passavam o dia todo conversando com ela e não tardaria para a neném sair falando por aí. O mais legal era que quase balbuciava “papai”.

— Aí que bonitinha! — Os lábios da mesma estavam vermelhinhos da fruta, mesmo que Jimin colocasse na boquinha dela, ainda conseguiu fazer uma bagunça.

.

— Isso, morango! — Tinha pais mais apaixonados?

— Aaah, agora vem cá me dar um beijinho de morango. — O loiro a pegou e começou a distribuir vários beijinhos no rostinho dela.

Jungkook filmando tudo com o celular e tirando foto atrás de foto, não perdia esses momentos por nada.

A noite chegou e Jeon deu o tão esperado banho na filha, Jimin tinha passado o dia com ela então fazia todo o possível para ajudar o parceiro, lhe dando tempo para fazer as próprias coisas, banhava o bebê pequeno e seu bebê grande e loiro também poderia tomar banho. Sun-Hee amava aquele momento, ficando levemente nervosa quando demorava pois acabou se acostumando com o horário.

Então Jungkook a levou na banheira com água morna e sabonete líquido tão cheiroso de bebê, ouvindo a voz abafada de Jimin cantando em outro cômodo. Banho dado, passou hipoglós, pôs uma fralda limpa e roupinha quentinha na menina.

— Ah precisamos colocar meinhas nesses pés tão bonitinhos para não ficar doente, certo amor?

E desceu para fazer o leite quentinho da mesma.

— Papai vai te colocar aqui só pouco pra fazer seu mamar, okay? — disse a deixando no cercadinho, mas continuou falando pra ela não se sentir sozinha.

Preparou o leite, olhando de canto de olho para Sun que brincava, esperando pacientemente. Pingou algumas gotas na mão para saber que a temperatura estava correta e levou até o quartinho dela.

— Ah é isso, Sun-Hee. Pode aproveitar seu leitinho e dormir tranquilamente. — Terminava o dia com a sensação de missão cumprida.

Alimentando-a, andando calmamente pelo quarto azul que decoraram com tanto apreço. A bebê agarrava suas duas mãozinhas pequenas na mamadeira, olhando atentamente para o pai, que a encarava de volta cheio de amor. Jeon começou a cantar levemente para embalar Sun-Hee no clima do sono.

— Eu te amo tanto, sabia? — A menina já estava com os olhinhos pesados, terminou o mamar e deu as leves batidinhas típicas para nenéns arrotarem. Ninou mais um pouco, certificando-se que ela adormeceu e a deitou no berço.

Olhou aquele serzinho tão pequeno, o coração só faltava explodir. Era uma sentimento diferente, avassalador que abraçou sem pensar duas vezes. Sentiu braços curtinhos o rodeando e tudo estava completo.

— Ela já dormiu? — sussurrou o loiro.

— Já. — Quando o bebê dormia era só isso que faziam, sussurrar.

Ficaram naquele enlaço, observando a neném. Orgulhosos por mais um dia que conseguiram cuidar direitinho dela.

— Você se saiu tão bem, Kookie-ah. — Nem parecia a mesma pessoa tão assustada de antes. Era um ótimo pai.

— Só porque você está aqui comigo. Ou eu teria ficado louco.

— Jungkookie…

— Hum?

— Obrigado. Obrigado por não ter desistido da ideia, por ficar do meu lado e me dar toda essa felicidade. Eu amo a alegria que ela nos dá, a luz que traz pra essa casa é algo tão… Estranho, mas um estranho bom, sabe?

Ah, mas aquele loirinho amava o pegar desprevenido, não é possível. Já sentia os olhos arderem. Não acreditava na sorte de ter encontrado alguém como o esposo.

— Eu que te agradeço por tudo, te amo tanto, Jimin. — Beijou a aliança dele, deram uma última olhada em Sun-Hee que ressonava tranquilamente e foram pro quarto.

— Ah, que dia. — comentou se jogando na cama de casal. O loiro apagou as luzes e se juntou a ele.

— Você está cansado? — Deitou a cabeça no ombro de Jungkook. Já sabia a resposta, entretanto…

— Sim, você tinha que ver no trabalho hoje, Yoongi-hyung-

— Mas você 'tá muito, muito, muito cansado? — Interrompeu o outro, o olhando com aquela expressão que Jeon conhecia muito bem, não ajudava com a mão do loiro descendo pelo seu abdômen.

O moreno dormia sem camisa, deixando tudo aquilo a mostra para o marido e pode ver claramente a pele se arrepiando. Jungkook entrava no clima tão rápido, amava aquilo! Não resistiu e desceu a boca, bem perto do mamilo, a fechando e sugando levemente.

— Jimin-ah…

— Tudo bem se eu fizer isso, Jungkook? — Depois de tantos anos, ele ainda perguntava. Só queria provocar. Beijando o pescoço, passando uma perna ao lado da cintura dele, roçando no membro prestes a despertar.

— Sim, tudo bem.

Uniu os lábios num beijo muito doce pro clima que tentava impor no momento, mas não resistia, poderiam até ser rudes no sexo vez ou outra, porém sempre havia amor nós seus atos.

Jungkook gemia pequeno na sua boca, totalmente relaxado, entregue. Movendo os lábios lentamente. O calor foi aumentando, Jimin sentou de fato sobre o membro do outro, rebolando e sentindo aquele volume tão característico e suspirou fundo quando o outro agarrou suas nádegas fartas com gosto, amor por aquela parte específica, dominando o ritmo, cada vez mais forte. Os dois membros duros se esfregando um no outro através das calças finas do pijama.

Estava com tanta saudade, mal tinham tempo ultimamente. Apenas uns beijos cheios de promessas quando podiam e só aquele contato já era o suficiente para deixar a mente do casal nublada de fome e desejo, sempre foram ativos no quesito sexual, desde a adolescência, descobrindo o prazer juntos. E não pararam mais.

Tirou a blusa e atacou aqueles pontinhos amarronzados no peito do marido, tão eriçados. Soltou sua respiração quente sobre eles e mordeu com cuidado, lambendo ao redor lentamente e o já sentia fraco com o ato. Tremendo sob sua língua. Sempre foi tão sensível naquela parte, Jimin adorava abusá-los.

— Aahn… — gemeu arrastado.

Levantando o quadril para se encontrar com o do loiro, mais forte e segurou as madeixas amarelas com força, para descontar. Quando o outro se afastou depois de longos minutos, ainda rebolando lentamente, os biquinhos estavam roxos com as chupadas agressivas anteriores. Só ele poderia ver aquela arte.

Abaixou as calças do moreno bem rude, sem paciência, seu marido era muito gostoso e não conseguia arrastar as coisas por tanto tempo com a saudade acumulada, estava com fome. Sentia um apelo visual pelo corpo do outro, também retirando a box, vendo o tecido deslizar pelos ossinhos do quadril e o mastro vermelho deste, exposto ao ar frio do quarto, encostar a barriga definida, sentiu a boca salivar.

Passou o dedinho levemente da cabeça até a base do pênis, incitando, vendo o outro tremer levemente devido a provocação. Saindo um pouco de pré-gozo, só aquele homem mesmo pra gostar de brincar tanto consigo.

— Hm! Jimin…

— Calma, Kook. — Soava tão hipócrita, ele próprio mal conseguia se segurar de impaciência.

Determinado a agir e não torturar tanto o seu marido, beijou e mordeu aquelas coxas durinhas e fortes, provando da carne. Segurando o membro num aperto firme, subindo e descendo com maestria, esfregando o dedão na cabecinha. Anos de prática.

Passou a língua no vão dos testículos, colocando um na boca e sugando com força, vendo como Jungkook fechava os olhos e apertava os lábios com força, se lembrando que tinha um bebê dormindo em casa e não poderia fazer barulho.

Depois de muito se divertir naquela área, pegou o outro de surpresa engolindo o pau completamente de uma vez só, indo até a garganta e demorando lá, sentindo o gosto salgado.

Jeon queria ter gritado no momento, nossa! Para descontar acabou socando contra a cama e remexeu o quadril, inquieto. Suspirou fundo, o outro já havia removido a boca, mas criou uma linha de saliva que ia da glande até seus lábios, se desfazendo lentamente. Tinha deixado o membro molhado. Cuspiu no pênis, movendo a mão furiosamente.

— Hmmm. — Os sons de Jungkook eram abafados por sua mão, saindo como se fossem pequenos resmungos. Tentava não apressar Jimin, o deixando comandar o ritmo por hora.

Expelindo pré-sêmen, era uma visão tão tentadora pro loiro e lambeu o líquido, mapeando cada veia do membro com sua língua, enquanto massageava as bolas. O cabelo negro de Jungkook grudava na sua testa com o suor, e a cena deixava Jimin louco, ele amava dar prazer, saber que o parceiro aproveitava tanto quanto si.

Chupou com força a cabeça do caralho, subindo e descendo os lábios grossos entre as pernas do outro, cada vez mais rápido. Indo tão fundo, fazendo com que o cabelo acariciasse a região sempre que descia, gerando cócegas leves.

Mesmo com lágrimas nos olhos por afundar o pênis até a garganta, continuou com a tarefa, visando o ápice alheio.

— Jimin-ah, devagar. — clamou, não queria gozar tão cedo, mas era difícil assim. Ele abria e movimentava as pernas, sem saber o que fazer. Parecia um adolescente, esse era o poder que o loiro tinha sobre ele, uma boca tão talentosa.

Sugou e chupou, sem lhe dar ouvidos. Fazia uma bagunça prazerosa no membro o masturbando ao mesmo tempo. Imaginava aquilo entrando e saindo dentro de si, o próprio prazer estava pesado entre suas pernas e roçou no colchão, necessitado.

— Menos, Jimin. — Nem conseguia concluir com os resmungos de prazer que lutava para conter.

Estava quase lá, o suor no pescoço e no corpo. Aquela língua gostosa trabalhando enquanto engolia todo o seu pau! Era tudo o que ocupava sua mente. E Jimin sabendo que o outro estava perto, continuou sem desacelerar.

Quando Jungkook ia finalmente gozar pela primeira vez em semanas, enchendo a boca do loiro de porra, Jimin agarrou a base do membro com força, impedindo o alívio do outro.

— Não-

Mas não tinha nem forças, o que deveria ser o orgasmo estava bem ali, só que tudo era errado, impedido. E o loiro para alimentar o sofrimento do marido, chupou a cabecinha com toda a força, ao redor de seus lábios carnudos. O moreno não aguentou e chorou de frustração, mexendo as pernas incontrolavelmente, imerso em prazer e não ao mesmo tempo. A sensação mais confusa que teve, sua cabeça doía e pulsava, não escutava nada através daquele orgasmo seco.

— Porra!

Seu marido cruel ainda apertava o pênis, não ia deixar que ele gozasse agora. Esperando um momento e foi afrouxando a mão.

Quando recuperou o fôlego tudo que conseguiu dizer foi:

— Você não presta, Jimin.

— Mas você ama, não é? — Não podia acreditar no sorriso safado que seu esposo tinha depois de fazer aquela sacanagem consigo, literalmente.

Ainda estava duro e de quebra ficou puto da vida, só não podia negar que foi delicioso.

— Kookie-ah… — Olhou o outro que estava sentado na cama, lhe direcionando uma expressão tão necessitada. O mesmo estava com a calça de dormir apertada por culpa do pênis rígido, e uma mancha molhada nas vestes.

Era dominador em um segundo e no outro completamente manhoso, aí como amava esse homem. Queria fazê-lo passar pela mesma dor, porém não conseguia negar prazer a seu loirinho, que raiva! Principalmente quando lhe fitava daquele jeito, rastros de lágrimas nos olhos e a boca vermelhinha de lhe chupar tanto. Mas agora ele ia ver só.

O empurrou contra a cama e negou o beijo quando o loiro levantou a cabeça procurando unir os lábios o que acarretou um resmungo frustrado por parte deste.

— Por favor, amor…

Se afastou para pegar lubrificante no criado-mudo, Jimin já sofria de antecipação. Só usavam camisinhas raramente, quando não queriam fazer bagunça, estavam casados há tempos, confiavam no outro. Amava sentir o líquido quente dentro e escorrendo.

Removeu as calças e a cueca tudo junto, vendo o membro vermelho pingando almejando por um contato, contudo tentaria não ceder e mimar o esposo aquela noite, ao contrário como sempre fazia. Encharcou os dedos do líquido e rodeou a entrada do loiro, lentamente. Parecia que não o sentia preencher ali há anos, começou a mexer o pé com pressa.

Depois de deixar a cavidade bem molhada, penetrou um dedo com calma, por mais que houvesse o desejo ali bem presente, não podia machucar o mais velho. Foi movimentado lentamente, sentindo as paredes o apertando. Introduziu mais e curvou seus dedos lá dentro, procurando aquele ponto tão especial.

— Mais um.

— Tem certeza?

— Uhum. — Os dedos do morenos eram tão longos e ossudos, diferentes dos seus e amava quando sentia aquela parte dentro de si, completavam o outro em tudo.

Jungkook começou a fazer movimentos de tesoura e quando Jimin cerrou os olhos e franziu o cenho, sabia que tinha encontrado a próstata e pressionou ali. O outro queria gemer aos quatro ventos, mas mordia a boca com tanta força que o companheiro temia que machucasse. A sensação era maravilhosa, pressionando e cutucando lá! Sentia os dígitos de Jeon esfregando sem parar, revirou os olhos de prazer, estava mais do que relaxado.

— Vai logo, Jungkook.

Tinha vontade de enrolar bastante, mas o próprio já passara do ponto de esperar, sofria de tesão. Guardaria a vingança pra outra hora.

Passou lubrificante no pênis e deslizou com a mão, espalhando o líquido. Jimin se pôs de quatro, empinando a bunda e mostrando sua entradinha rosada e apertada. Estava tão ansioso, o olhou por cima do ombro, ficando tão eriçado ao ver Jungkook se acariciando. Enfiou sua carinha no travesseiro, acalmando os nervos. Jeon foi penetrando devagar, segurando o quadril do outro com força, sem conseguir resistir olhou pra baixo vendo o ânus o engolindo de maneira tão gostosa. Aquilo nunca ia perder a graça.

Jogou mais do líquido no meio de seus corpos interligados e foi até o fundo, sentindo as paredes contraindo até a base de seu pau sendo demais pra aguentar, encostou todo seu corpo com o de Jimin, colando o peito com as costas dele. Deu vários beijinhos em toda a tez visível do outro, observando todas as pintinhas e sinais daquele ser que amava tanto. Navegou suas mãos levemente, indo desde os ossinhos do quadril e até os mamilos do outro e roçou a ponta dos dedos, apertou e acariciou para fazer com que seu marido relaxasse. Jimin arqueou as costas e fez força sem querer só aumentando o prazer para o moreno.

Começou a ir fundo, ondulando e girando os quadris e Deus abençoe o quadril desse homem, porque fazia maravilhas com o seu âmago, era tão lento e tão gostoso. Sentindo todos os seus pelinhos arrepiarem.

Mas então, Jungkook levantou o peito e apertou bem aquela cinturinha macia entre seus dedos, iria deixar marcas secretas onde só os dois poderiam ver, adorava aquele conceito. Deixar sua marca por debaixo das vestes do marido.

Apertou os lábios, começando a ir fundo e forte. O segurado no local só para ir de encontro com suas estocadas. O loirinho sentiu todo o ar se esvair devido aquela força, afundou seu rosto no travesseiro abafando seus gemidinhos curtos, pequenos “Uhn”. Metia muito, se perdendo totalmente naquele aperto molhado.

— Ah, Jimin-ah!

Jimin tentou alcançar sua mão no próprio pênis para conseguir algum alívio, mas foi impedido pelo o outro, que pegou os seus pulsos e os segurou na base de sua coluna, se enterrando com ainda mais vigor.

— Jeon… — o chamou todo manhoso, mas o moreno não ia ceder.

Agarrou o pescoço do outro, segurando os pulsos com uma mão só. Aumentou a velocidade, judiando da entradinha já tão vermelha então pressionou fundo ali e Jimin quase chorou com aquela pressão. Atingindo pontos tão profundos. Aumentou o aperto no pescoço até o deixar sem ar, sabia que o outro gostava, sua mão era tão longa que conseguia fechar toda a garganta. Dedilhou a jugular e afrouxou a mão. “Aaah.”

Afastou seu corpo, queria ver aquele rostinho tão lindo enquanto recebia prazer e o virou. Ele pegou a blusa descartada de antes e botou na boca do homem trêmulo embaixo de si.

— Shh o bebê está dormindo, se esqueceu, amor? — sussurrou bem no ouvidinho e deu um beijo no rosto corado.

Puxou Jimin pela bunda farta e começou a esmurrar seu pau de novo, fincando levemente as unhas na região, hora ou outra arranhando. E olhou para o meio novamente, vendo o membro desaparecer, entrando e saindo, brilhando de lubrificante e gozo, melecando da melhor maneira.

Foi sem pensar em nada, sentiu o rosto esquentar, estava tão perto. Fudeu o corpo alheio até não aguentar mais, com violência sentindo as bolas baterem na pele, a tornando avermelhada. Jimin sentia seu orgasmo próximo, abafando e mordendo o tecido da blusa, molhando de baba e saliva. O ponto doce era abusado sem pausa e os olhos lacrimejaram, todo o seu corpo tremeu e se mexeu, abrindo a boca e chegou ao ápice com Jeon ainda se movendo dentro de si, estimulando após o orgasmo.

Céus, ia acordar tão acabado amanhã.

E a visão era belíssima, com o corpo do loiro suado, brilhando e se deixando levar. Jimin chegou tão forte, o membro pulsando e liberando o líquido branco que espirrou pelo seu corpo e chegou até o seu umbigo bonito. Jeon sentiu a entrada o contraindo e só aquilo o fez gozar, derramado seus jatos quentes de prazer dentro do outro.

Depois de respirar fundo e ambos se acalmarem, tirou a blusa da boca do loiro e o beijou suavemente, só movendo os lábios.

— Eu te amo.

— Eu também te amo.

Realmente, não havia nada melhor do que fazer amor com o seu amor.

Saiu de dentro dele, vendo o sêmen escorrer pela entradinha, se não houvesse acabado de transar poderia ter ficado duro com a imagem erótica. Ao invés disso, limpou o abdômen do outro, a parte entre as pernas também com a camisa e foi preparar um banho quentinho para ambos antes de irem se deitar.

Se lavaram sem fazer mais que isso, tiraram os lençóis sujos, pois Jungkook como o bom virginiano que era, gostava das coisas limpas e cheirosas. E enfim, se deitaram para dormir, satisfeitos, abraçadinhos.

Até que um choro de bebê ecoou pela casa.

— Eu vou. — disseram ao mesmo tempo.

— Não, deixa que eu vou, Kookie. — falou já se levantando e indo ao quarto da menina, sem dar chance do moreno insistir. Teimoso.

Jungkook, querendo cuidar um pouquinho do marido, se dirigiu a cozinha, fez um chá para Jimin e o esperou na cama.

Acordaram cedo no dia seguinte, ambos iriam para o trabalho. Geralmente intercalavam os horários para não deixar Sun-Hee sozinha, porém quando coincidiam sempre haviam babás, ou seja, seus amigos.

Não tinham um pingo de confiança para deixar a garota com um desconhecido, então pelo menos algum dos amigos precisava estar livre, mas sempre apareciam para cuidar de bom grado e com bastante amor, se divertindo horrores com a neném. O que ia com frequência era Taehyung. Ele já aprendeu o esquema, sabia da rotina, anotava tudo no diário de bebê, mandava mil fotos por dia no grupo, essas coisas…

E o mesmo já ia abrindo a porta, praticamente expulsando Jungkook da própria casa.

— Anda, não vim aqui ver sua cara feia não, cadê a lindinha? — Serviu seu café, comeu um pãozinho como se estivesse em seu lar.

— Bom dia pra você também, Taehyung. E são sete horas, ela ainda está dormindo. — Bebês precisam crescer saudáveis, aí dormiam e dormiam...

— Priminho, desde o dia que eu te vi enfiando essa língua aí dentro da garganta do Jimin não precisamos mais de formalidades. — Que figura agradável.

— Você 'ta cada dia pior convivendo com Yoongi. Sempre foi abusado, mas agora…

— Não fala mal do meu mozão.

Antes de rebater, Jimin desceu as escadas vendo seu amigo de longa data (babá nas horas vagas) e lhe deu um sorriso lindo. Nem parece que acordou seis horas da manhã.

— Bom dia, Tae. Tudo bem? Sun-Hee está dormindo ainda.

— Bom dia, Minie. Ei, por que a sua voz 'tá rouca? — Tombou a cabeça confuso e então mudou a cara como se entendesse, apático. — Espera… Não me conta, prefiro não saber.

Começaram a jogar conversa fora e Jeon terminou seu café satisfeito em só observar os dois interagindo, mais do que acostumado com a amizade de anos.

Olhou o relógio e se levantou pronto para chamar Jimin, mas Sun-Hee começou a chorar um tanto estridente e desesperada pela babá eletrônica. Se virou para encarar seu companheiro, notando que o mesmo estava com uma expressão preocupada assim como si.

— O que aconteceu? — balbuciou, mas o choro diminuiu um pouco, lhe levando um pouco a angústia.

— Vamos lá, papais, já se despediram dela né? Vão logo ou irão se atrasar. Pode deixar comigo que eu sei cuidar da gatinha. — Empurrou o casal em direção a porta, entregando a chave do carro e tudo mais. Se livrando deles.

— Mas Taehyung-

— Sério, vai ficar tudo bem.

— Nos ligue se acontecer alguma coisa. — Jungkook disse sério, com um ar de promessa. Sabia que o primo só aparentava ser irresponsável e na verdade confiava nele com sua vida.

— Claro que ligo. Agora sumam daqui e vão ganhar dinheiro.

Trancou a porta e escutou a bebê estressada pela babá eletrônica mais uma vez.

— Já estou indo, Sun!

Jeon tentava se concentrar no seu escritório, algumas horas já haviam se passado e o telefone não tocou uma vez sequer. Taehyung tinha mandado apenas uma foto de Sun-Hee assistindo Rei Leão mais cedo, porém seu coraçãozinho precisava de mais. Estar lá com ela, ouvir sua voz por uma ligação e ter certeza.

Só mais um pouco e poderia ir pra casa, cuidar de sua princesinha.

Ajeitou as coisas em sua mesa, levantando pra ir quando seu celular tocou, aparecendo a foto de Taehyung.

— Alô. — atendeu com um mau pressentimento.

— Jungkook, você precisa voltar agora, a Sun-Hee está muito estranha. Eu já liguei pro Jimin e- — A voz do primo soava totalmente desesperada e nem ouviu o resto, pois havia pego as chaves e saiu voando do escritório.

Se aproximando de casa, avistou Jimin do lado de fora na calçada segurando Sun-Hee e o primo ajeitando o bebê-conforto dela no carro do loiro, este que ainda se encontrava nas suas vestes de trabalho.

Estacionou de qualquer jeito e imediatamente foi até o local do marido e filha, vendo o rostinho dela da mesma de cenho franzido e bem corado.

— O que houve com ela? — perguntou confuso, o nervosismo do loiro era palpável e ao ver a garota com a expressão dolorida, logo ficou também.

— Vamos pro hospital, Taehyung já preparou a bolsa da Sun-Hee. — disse indo até o veículo e colocando-a no bebê-conforto.

— Ai desculpa, Jungkook, não sei o que aconteceu. No começo eu achei que ela só estava com fome, precisava trocar a fralda ou alguma coisa assim. Mas ela não está comendo direito e chora o dia todo, eu não sabia o que fazer. — O seu primo parecia desesperado como se fosse o próprio culpado do estado da menina.

— Relaxa, Taehyung, vamos levá-la ao médico e vai ficar tudo bem. — Não sabia se falava mais para confortar o castanho ou a si mesmo. No entanto seguiram os três até o hospital, Jimin dirigindo tenso enquanto Taehyung contava mais detalhes.

— Ela ‘tá com o nariz entupido, respirando pela boca e febre…

Mal podia imaginar como o primo deve ter ficado assustado com a situação desconhecida. Apesar de se dar muito bem com Sun-Hee, ele não possuía experiência alguma com crianças e nenhuma instrução dos pais sobre o que fazer caso acontecesse isso.

Chegaram finalmente na emergência e Jungkook foi fazer a ficha já que o marido se recusava a largar a garota, a preocupação deles triplicou nos últimos minutos de viagem quando a neném começou a tossir feio. Feita a ficha, se sentou ao lado de Jimin e o mesmo apoiou a cabeça no ombro de Jeon procurando consolo. Taehyung tinha ido ligar para Yoongi.

Meu Deus, esse serzinho tão pequeno passando por sabe-se lá o que e só conseguem se comunicar chorando. O loiro morria de preocupação pensando no que sua filha poderia estar sentindo e não sabia como ajudar.

Como pôde deixar isso acontecer? Se sentia um pai horrível, a única coisa que deveria saber sobre como dar amparo a sua neném e não sabia como. Quer dizer, notou como ela estava mais cansada e um tanto diferente nos últimos dias, no entanto nem parou para associar os sintomas, pensou que era por culpa do processo de adaptação, a mudança...

Jungkook estava nervoso, contudo conseguia ser forte por seus amorzinhos, principalmente pelo marido. Sabia como o mesmo criava mil e uma inseguranças naquela cabecinha loira.

— Jungkook-ssi o que faremos? Nenhum livro falou de casos assim. Aish…

— Vai dar tudo certo, amor. O médico nos dirá o que fazer e a levaremos para casa. — Nem parecia o mesmo cara instantes atrás, porém entendia o que Jimin passava. Beijou a aliança de seu esposo, tentando confortá-lo.

— E se a levarem embora? — Jimin disse seu medo mais profundo (de Jungkook também) bem escondido desde o começo daquilo tudo. Ainda estavam em observação com a assistente social e o mais alto tinha medo sim que ela considerasse este episódio e usasse como pretexto para tirar a guarda deles. Mas olhando para o rostinho da filha agora, possuía a certeza que não se iriam se separar.

— Não vão. — falou firme.

— Mas-

— Só… Confie em mim, 'tá bom? — O encarou profundamente. — Não vão levá-la.

Seu olhar foi interrompido, pois uma moça de branco os chamou, olhando para a ficha.

— Sun-Hee Jeon-Park. — Se levantaram e a seguiram até a sala da pediatria.

— Bem, boa noite, pais. O que aconteceu com Sun-Hee? — A doutora perguntou pegando a neném e a colocando na cama.

— Doutora ela está estranha o dia todo, acordou fora do horário e chorando, está com febre, sem apetite, tossindo, respira pela boca… — Aguardavam apreensivos.

— Ela apresentou algum sinal nos últimos dias?

Nisso Jimin disse culpado:

— Ela anda diferente faz uns 3 dias, mas até então sem febre ou tosse.

— Hum, entendo. — Direcionou o estetoscópio sobre o peito e as costas da bebê. A deitou e apertou a barriguinha de leve, fez mais uns exames e a entregou de volta aos pais. Conhecia aquele tipo de primeira viagem.

— Sua filha está com um resfriado. É bem comum, mas fizeram certo em vir ao médico. Eu vou prescrever esse analgésico e antitérmico para a febre e dor. — ditava escrevendo tudo, horários do remédio e instruções. — Para a tosse tem esse xarope já que está bem pesada, além de um descongestionante para o narizinho, mas o ideal é nebulização com soro constante em casa. Ela sente cólicas e isso diminui o apetite, no caso de piorar tem o analgésico, mas o eficaz é massagem na barriguinha e perninhas. Ok? Muito líquido, suquinho de laranja e descanso.

É como se tivessem tirado um peso dos ombros.

— Dispensados.

Passaram na farmácia, se dirigiram para casa e deixaram Taehyung na própria residência. O mesmo queria ficar e ajudar, porém também precisava trabalhar, mas prometeu visitar assim que pudesse, além de mandar várias mensagens sobre qualquer melhora da bebê.

Jeon assegurou Jimin de suas preocupações, pois o loirinho não era culpado de nada, essas coisas acontecem. Não se pode evitar tudo e o fato de ter notado alguns sinais, só prova como era um pai atencioso. E Jimin sempre se surpreendia como podia amar tanto alguém como amava o moreno.

Não conseguiram dormir naquela noite e nem na próxima. Com os choros e atentos para qualquer efeito dos remédios, andando pra lá e para cá, ninando a bebê até que a mesma caísse no sono.

O cansaço era inegável, porém ao segurar a mamadeira e ver aqueles olhos chocolate os observando com tanto amor e atenção, era impossível de não sentir que cada segundo cuidando dela valia a pena. Tudo envolvendo seu bem estar importava. Não estavam nem aí se pareciam pais babões.

E assim passaram os próximos dias cuidando da filha bebê. Nebulização, sopinha, suquinho, massagens, filmes da Disney e muito, muito amor. Pois aquele é o solzinho de suas vidas e a amavam demais.

Não seria a primeira e nem última complicação que teriam. Eram pais inexperientes, mas iriam dar conta desse resfriado, dos próximos e todas as outras situações futuras. Pois estavam juntos nessa.


Notas Finais:

*Sun-Hee - bondade e felicidade

A decisão de ter um filho ou não é pessoal e sua. Essa é uma situação que eu criei para os personagens da fanfic, sem o intuito de ofender aqueles com pensamentos diferente sobre o assunto, é o que eles pensam etc :) E também não levem em conta meu conhecimento pediátrico não tem nenhuma Arizona Robbins aqui

Eu ia interromper o momento hot do jikook com o choro da Sun-Hee, mas fiquei com pena e adicionei 3k de smut, ops. Tô me sentindo até meio mal era pra ser só fluff ¯\_(ツ)_/ ¯ meu primeiro lemon da vida nessa fanfic de criança, olha que bonito

E não é assim que funciona o processo de adoção tipo, você adota uma criança e nem sabe quem é hahaha O Jimin e Jungkook já sabiam que iam adotar uma menininha, a idade, o nome e talz, mas quis deixar um clima de suspense e só mostrar quando eles fossem buscar pra revelar o sexo do baby ;) 


16 de Setembro de 2018 às 18:53 0 Denunciar Insira 1
Continua…

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Renata Spirit e AO3: pisces_baby / Wattpad: pisces_baby_

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