Summertime Seguir história

metafora- Metafora

No auge de seus dezessete anos, Sakura conhece um jovem chamado Sasuke Uchiha, à beira do lago próximo a casa; onde sua família escolhera para passar as férias de verão. Inconscientemente o rapaz encanta a moça, que decide se tornar mais sociável com sua família após compreender os sublimes ideais do Uchiha. Em meio ao fascínio e ansiedade aquele verão parecia longínquo aos olhos da Haruno, até dois verões mais tarde, quando se reencontraram nos corredores de uma biblioteca universitária. Um amor que arde como fogo, sem poder ser visto; apenas sentido, afrontando certezas. Tornando-se mais intenso a cada verão, como se tudo estivesse ligado a estação que por vezes em meio aos dias frios ardia como brasa; consumindo tudo. "Meu corpo arde por ele, desde a pele ao coração; sempre sedenta por seus toques. Eu o amo, nossos sentimentos são recíprocos, eu sei. No entanto..."


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#fanfiction #sexo #naruto #sasusaku #sasuke-uchiha #sakura-haruno #sakusasu #verão #amor-de-verão #naruto-fanfic #sasusaku-fanfic
1
4655 VISUALIZAÇÕES
Em progresso - Novo capítulo A cada 10 dias
tempo de leitura
AA Compartilhar

Prólogo

O vento soprou abafado em meu rosto, trazendo-me um turbilhão de sensações. Lembranças, que meu corpo e mente faziam questão de eternizar.

Minha estação preferida chegava bastante calma e agradável. O verão.

Onde as cores se tornam ainda mais vibrantes, os dias mais alegres e os sentimentos tão intensos quanto o calor.

Talvez por isso eu goste tanto dessa época. Ou não... Talvez seja por ele...

Lembro-me como se fosse ontem, a viagem repentina de minha família para aquela casa de veraneio a beira lago. Eu estava deveras desanimada.

No auge da minha adolescência, passar as férias longe das minhas amigas parecia o fim do mundo. Estive pouco passível durante o todo trajeto. Porém, no fundo admitia secretamente que, a silhueta de tantas montanhas, variedade de árvores e cores aos poucos me fascinavam.

E aquela tarde, a natureza me encantou. O lugar era magnífico, sem dúvidas. Mas lembrar que fui praticamente forçada a estar ali, me deixava irada. E eu voltava a encarar tudo em falso desagrado. A água cristalina do lago escurecia a medida que o sol era oculto pela montanha, os tons alaranjados cintilando sob as nuvens. Fora o mais deslumbrante pôr do sol que presenciei.

No entanto, não mais que ele.

Gosto de pensar que meu relacionamento familiar foi salvo por causa dele - que não ia nada bem naquela época - , pois é, fui uma adolescente bem chata.

Ele contou-me um pouco de seus motivos para gostar tanto daquele lugar e especialmente do verão.

As férias.

O valor de estar com a família.

O sentimento que o calor traz.

Sua pele clara parecia maravilhosamente dourada quando beijada pelos últimos raios solares. Seu cabelo nunca fora tão escuro, podia jurar ter visto até mesmo o azul em meio a seus fios pretos. A serenidade que exalava, as palavras escorregando com calma de seus lábios.

Ele se mostrou uma ótima companhia.

- O que foi? - Sua risada baixa aqueceu-me o peito e secretamente me causou embaraço. - Agora que o sol se foi, a noite vai cair rápido. Vamos, eu te levo. - E mesmo sem me conhecer, sem uma resposta, ele me puxou pelo pulso enquanto caminhávamos em direção a minha casa.

Me peguei absorta ao observar sua mão segurando meu pulso firme, despertando somente ao chegarmos. Nunca senti tanta ansiedade em minha vida - até aquele dia -.

- Até logo. - Virou as costas seguindo um caminho desconhecido por mim.

- Espera, não vai me dizer seu nome?

Ele parou ainda de costas, suas roupas escuras em perfeita sintonia com a noite.

- Sasuke. Meu nome é Sasuke. - Iniciou sua caminhada novamente. O leve balançar denunciava o quão devagar andava, e por um instante olhou-me sobre os ombros antes de sumir em meio a noite. Sorrindo.

Quando minha família resolvera ir embora antes do previsto trouxe-me um misto de sentimentos. Tristeza e ansiedade.

Não houve um dia que não caminhei até o lago com a desculpa de gostar da vista, apenas para o reencontrar. Mas, isso não foi possível.

Em meu interior tinha a certeza de que nos reencontrariamos. De fato aconteceu. Dois verões depois.

Nos corredores lotados de livros de uma biblioteca universitária constatei que Sasuke podia ser ainda mais lindo que o normal.

Uau, tão sexy com óculos de grau.

- Sasuke-kun. - Antes que pudesse pensar em como agir, seu nome deixou meus lábios trêmulos.

- Sakura? É você! - Declarou sorrindo. - Quanto tempo não. Estou aqui por causa das palestras, faz parte do meu curso. Vamos tomar um sorvete? - Questionou-me olhando brevemente o relógio.

- M-mas o q-que? - Sussurrei desconcertada.

- Você está corada. - Observou sorrindo abertamente.

E como se sua presença e nova forma não me desconcertassem o suficiente, quis gritar em euforia a medida que era guiada em meio as enormes prateleiras. Os dedos entrelaçados.

Sentia-me como a típica garota numa situação clichê de filme. E admito ter gostado da sensação.

No caminho ele comentou que, sua família iria visitar a casa do lago em menos de uma semana, e sobre decidirem viajar para outros lugares durante o ápice das estações quentes. Por este motivo demoramos a nos reencontrar.

- ... Foi um tombo feio. Ganhei três pontos no maxilar e dois dentes moles depois de grande. - Sasuke apontava os dentes que quase perdeu durante uma disputa boba com o irmão. Sorri satisfeita com o rumo da conversa. Era bom saber um pouco mais sobre ele. - Mas diz você, o que tem feito esses dois anos? Não me diga que ainda é aquela moleca chata, que não queria viajar com os pais, por favor.

- Ei, eu não era uma menina chata. - Retruquei com uma falsa indignação. Sasuke pouco se importou, tinha as sobrancelhas arqueadas, a espera de uma resposta. - Não tenho muito o que dizer, eu apenas me foquei nos estudos, me tornei mais sociável. - Revirei os olhos teatralmente. - E agora estou iniciando o segundo semestre em medicina.

- Medicina? Olha, eu te admiro. - Mexeu em seu milk shake com o canudo. - E você... - Passou a língua entre os lábios, os umedecendo, me peguei engolindo seco almejando os sentir sobre os meus. - Namora?

- N-não. NÃO.

- Não minta Haruno. - Brincou com um ótimo humor.

- Não estou mentindo. - Suspirei decidindo; se queria ouvir a real resposta para o que iria perguntar; contudo quando me dei conta as palavras já haviam deixado meus lábios. - E você tem namorada?

Aguardei a resposta sem respirar.

- Não. - O bico mais lindo do mundo formou-se enquanto negava com a cabeça.

Soltei o ar extremamente aliviada. Logo pensando em uma forma de desaparecer no ar pois ele percebeu.

E sorriu ladino, fazendo tudo a nossa volta parar.

(...)

- Pronto, está entregue como o prometido. - Estávamos sob a sombra de uma árvore em frente ao meu condomínio estudantil. A luz palida do luar ultrapassando as folhas, ocasionando uma linda paisagem.

Sobretudo, porque o olhar do Uchiha brilhava, e algo que não conseguia identificar estava ali.

Ou, eu estivesse inebriada o suficiente para não perceber.

- Obrigado por ser tão... Gentil. - O agradeci acanhada. Afinal ele me levou para casa tarde da noite sem hesitar, apenas para se certificar de que chegaria bem.

- Não precisa agradecer. - Mexeu nos cabelos pondo as mãos no bolso em seguida. - Bom, vou indo.

Concordei em um meneio. Sasuke virou-se lentamente.

- Sasuke? - O chamei em um sussurro desesperado.

- Huh? - Ele parou ainda de costas. Nostalgia.

Eu não sabia quando iria vê-lo novamente.

Não havíamos trocado número de celular. O que custava tentar, certo? O não eu já tinha, tudo que eu precisava era do sim. Por que ele simplesmente não percebia?

- E-eu... Queria, quer dizer... Você... - Ouvia minha própria voz tremendo fazendo-me sentir ridícula. Como uma adolescente apaixonada. - Você...

- Eu? - Ele me incentivou a continuar. Desviei o olhar para o chão acanhada, observando os poucos movimentos de seus pés virando em minha direção.

- Huh? - Sentia-me inquieta, ansiando por algo que... iria acontecer?

Não demorei muito tempo analisando seus sapatenis ou suas roupas. Algo me chamava; seu olhar.

Era difícil manter meus anseios controlados quando ele se encontrava tão perto, e a situação favorável para ele me beijar, caso quisesse. Ter seu corpo tão próximo ao meu, fazia-me desejar ele ainda mais perto.

Olhei para seu rosto a procura de qualquer sinal; uma mínima indicação do que ele sentia. Mas, Sasuke não demonstrava nada. Exceto seus olhos; esses me observavam intensamente, me hipnotizando. Não conseguia desviar um segundo sequer.

- Eu só queria que você ficasse um pouco mais. Sabe a gente quase nunca se vê. - Eu não menti. De fato almejava estar ao lado dele, mesmo se fosse apenas para conversar; ele era uma ótima companhia.

- Ah... - Ele me olhou com os olhos semicerrados, antes de sorrir de lado. - Eu esperava te encontrar amanhã.

- Sério? - Sasuke confirmou em um meneio.

- Então... - Assenti como aqueles bonequinho que não param de mexer a cabeça. Juntando as mãos atrás do corpo em um ato de nervosismo. Sasuke queria me encontrar.

E nada mais fora dito

Antes que o clima se tornasse tenso - outra coisa pesou, junto a minha respiração -, e pesou sobre meus lábios. O Uchiha me encostou no tronco da árvore sem a menor cerimônia, e sua língua deslizou superficialmente por meus lábios antes de os tomar para si. A respiração forte acariciando-me o rosto, assim como uma de suas mãos que subia vagarosa por meu braço.

O beijo era afoito, com gosto de quero mais. Tornando-se mais intenso a cada investida de sua língua contra a minha, como se brigassem; pela demora de se conhecerem.

Minhas entranhas se reviravam, e minha mente trabalha a todo instante imaginando como seria ter a mesma língua aveludada em alguma parte do meu corpo.

Sua boca não tinha um sabor característico, de bala por exemplo. Mas era bom, ótimo para ser sincera.

Um calor incomum se alastrava por meu corpo, e sentia o mesmo acontecer com Sasuke. De repente, o beijo parecia não ser o suficiente.

Lembro com clareza daquele vinte de dezembro, que se perdurou maravilhosamente quente. No entanto, a partir do momento em que findamos o beijo, tudo tornou-se um borrão.

12 de Setembro de 2018 às 23:13 0 Denunciar Insira 1
Continua… Novo capítulo A cada 10 dias.

Conheça o autor

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~