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brightnaru emanuela ;

Tudo o que Katsuki Bakugou menos esperava era acordar e ter um mini Midoriya em sua porta.


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

#bakugou #midoriya #deku #bakudeku #bnha
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o que é isso?

Era para ser apenas mais um dia normal na vida de Katsuki Bakugou. Era.

Acordou pontualmente as cinco da manhã, e apesar de seus esforços para voltar a dormir, espreguiçou-se e foi até o banheiro fazer sua higiene matinal, escovou os dentes, tomou banho e voltou ao quarto para se vestir. Vestiu-se devagar, era um dia chuvoso e estava muito adiantado para ter alguém no refeitório. Resolveu fazer exercícios ali no quarto mesmo, posicionou-se no meio do quarto, mas algo o impediu, podia jurar ter ouvido a voz de Midoriya o chamando. Já era possível ver uma veia saltando de sua testa, o que o maldito nerd queria consigo cinco e meia da manhã?!

Abriu a porta com seu humor já alterado, porém não havia ninguém. Fechou a porta e mais uma vez ouviu aquela voz baixinha.

— O quê?!

Quase gritou, mas tal qual foi sua surpresa ao olhar para o chão e ver uma miniatura de Izuku em um potinho de vidro. Esfregou os olhos, estava sonhando?! Não podia ser.

Pegou o potinho em suas mãos e ergueu até a altura de seus olhos e os estreitou ao ouvir novamente a vozinha o chamando.

— Kacchan!

Ok, ele deveria estar ficando louco. Olhou para o chão atrás de algum bilhete ou mesmo cartão o zoando. Nada.

Entrou com o potinho em mãos e fechou a porta, seguiu em direção a sua escrivaninha e abriu o pote deixando com que o “mini-deku” respirasse um pouco de ar livre. Assim que saiu, o garotinho de cabelos sorriu e agradeceu.

— Mas que porra...?

Cutucou o rosto da criatura e recebeu uma risada em troca.

— Kacchan, isso faz cocegas!

Era realmente uma miniatura de Izuku, até o apelido irritante estava lá. Quis jogar ele pela janela e voltar aos seus exercícios, mas não o fez. Ficou o observando até dar o horário de suas aulas, colocou em uma gaveta e a deixou um pouco aberta para que não ficasse com falta de ar. Murmurou um “não faça merdas” e seguiu para sua aula.

O dia passou mais devagar do que desejava, toda vez que olhava para o relógio na parede parecia que o tempo se arrastava mais ainda. Estava com pressa de voltar ao seu dormitório, não, não era com vontade de ver o Mini Deku em sua gaveta, era apenas o receio do outro ter quebrado algo em seu quarto! Sim, era isso. E também tinha o fator que o “Deku Original” estava ali, não queria ficar em sua presença.

Quando o sinal da última aula do dia tocou, Bakugou saiu da sala com mais pressa que o normal, ignorou até mesmo Kirishima que o chamou para jogar algum jogo, pra falar a verdade ele nem tinha ouvido direito, a única coisa que conseguia pensar era se seu quarto ainda estava inteiro.

Suspirou aliviado ao abrir a porta de seu quarto e ver que ainda estava inteiro. Fechou a porta e foi direto a gaveta que tinha deixado aquela criaturinha, e xingou baixo ao ver que a mesma não estava ali. Deu uma breve varredura com o olhar em seu quarto, não podia ter ido tão longe. Resolveu procurar.

Olhou embaixo da cama, embaixo da escravinha e dentro do guarda roupa. Nada.

Sentou-se na cama e, por pura sorte, não sentou em cima do Mini Deku que estava dormindo tranquilamente em seu travesseiro. Não, aquilo não foi um suspiro de alivio, foi um pouco da sua paciência escapando, isso sim.

Segurou o esverdeado pela perna e o colocou na altura dos seus olhos. Era curioso como algo tão pequeno poderia dar tanto trabalho em menos de um dia. Ouviu o estomago dele roncar e ele lhe sorrir sem graça. Provavelmente não havia comido nada durante todo o dia e, sair da gaveta e parar no travesseiro havia exigido um bom esforço físico.

— Fique aqui.

Ordenou e viu o outro assentir, tinha certeza que havia escondido algum salgadinho no quarto alguns dias atrás. Procurou nos lugares mais escondidos até que, bingo, achou um pacote de batatinhas atrás de alguns livros. Abriu o pacote e colocou algumas batatas em um prato e ofereceu ao Mini Deku que agradeceu a comida e começou a comer aquelas batatas que eram maiores do que ele mesmo. Bakugou admitia, e só admitia porque estava sozinho, mas era uma cena até fofa. Passou o indicador no cabelo verde e fez um carinho recebendo um sorriso aberto em troca. Ele não era tão irritante quanto o Deku Original, não mesmo, até porque, mal falava.

Quando se sentiu cheio, Deku limpou a boca e agradeceu novamente, logo se encolheu novamente no travesseiro e voltou a dormir. Bakugou conteve a vontade de sorrir ao ver aquele ser tão pequeno em seu travesseiro, se não tivesse cuidado iria acabar o esmagando a noite! Espera... Desde quando ele queria cuidar com algo tão parecido com Deku?!

Balançou a cabeça tentando espantar aqueles pensamentos e foi em direção ao banheiro se arrumar para dormir, quando voltou colocou a criaturinha em uma cama improvisada – que eram apenas uma toalha de rosto – na gaveta e deitou em sua cama para dormir esperando que aquilo tudo fosse apenas um pesadelo e que amanhã acordasse sem o mini nerd no seu quarto.

O Mini Deku não sumiu no dia seguinte, na verdade, ele não sumiu pelas próximas duas semanas e Bakugou podia até dizer que havia se acostumado com ele. Não havia perguntado a ninguém se aquilo era normal ou se sabiam alguma maneira de se livrar, ele não queria se livrar, para falar a verdade ele também não queria que vissem seu Mini Deku.

Seu? Desde quando pensava assim?!

Revirou os olhos. Não estava com a menor paciência de pensar naquilo agora. Arrumou-se para a primeira aula e deixou algumas batatinhas para Izuku em um pratinho na cômoda.

Ao entrar na sala, sua maior surpresa foi ver todos, isso mesmo, todos os alunos com algum colega em miniatura em cima da carteira. O que era aquilo?

Varreu a sala com seu olhar e parou na carteira de Midoriya, ele estava com uma miniatura sua! Instintivamente foi até Izuku – que estava sendo algo de umas mini explosões vinda daquele serzinho loiro na carteira – e parou na sua frente.

— Que porra é essa?! – Apontou para o Mini Katsuki

— Kacchan! – Izuku sorriu para o colega, mas logo o olhou como se procurasse alguma coisa. – Onde estou?

— Como? Você está aí! – Estava confuso, pegou sua miniatura e a ergueu – Eu quero saber o que eu estou fazendo aqui!

— Como assim? – Midoriya logo se aprontou em pegar a criatura das mãos do outro – Onde você estava quando explicaram esse trabalho, Kacchan? – Katsuki parecia muito surpreso, Izuku apenas suspirou e continuou a explicação. – É um experimento. Por duas semanas ficaríamos com uma miniatura da dupla designada, não me pergunte o porquê! Vamos saber hoje, por isso precisava me trazer para devolver. E onde estou? Kacchan não me diga que você me atirou pela janela!

Midoriya ficou tão frustrado que não percebeu a cara mortificada que Bakugou fazia. Então era tudo um experimento? Não havia sido o único a receber uma criatura? Era tudo muito confuso.

Sem nem se dar ao trabalho de responder, o estudante deixou seu material em cima da sua carteira e voltou ao quarto para pegar seu “objeto de estudo”, o encontrou ainda dormindo e com alguns farelos em seu rosto, provavelmente havia acabado de comer. Cutucou a pequena bochecha com o indicador tentando acordá-lo.

— Que merda.

Por mais que negasse, não queria devolver o Mini Deku, queria continuar acordando todos os dias com aquela coisinha em seu rosto tentando o fazer levantar antes que o despertador tocasse. Suspirou e limpou o rosto alheio com um lenço e o botou em seus ombros para voltar a sala de aula.

Quando chegou em sala, sentou-se em sua carteira e tentou não transparecer o quanto havia se apegado aquela pequena criatura – uma missão quase impossível, visto que o Mini Deku ficava procurando contato físico a todo momento –, tentou também não transparecer que ficou um pouco – só um pouco – triste por acabar tendo de separar quando havia ficado tão apegado. Não, Bakugou morria antes mesmo de conseguir admitir que pensara nisso.

Viu o professor Aizawa aproximar-se com uma caixinha para cada um depositar seus minis parceiros, colocou Mini Deku lá dentro e deu um discreto aceno, viu também a pequena criatura com os olhos cheios de lagrimas e quis muito a tirar dali. Olhou para trás e viu seu mini eu parecer estar muito feliz por se livrar do seu parceiro, riu, mal sabia ele que havia outro dentro da caixa.

O restante do dia parecia se arrastar, Bakugou agradeceu a quem controlasse o tempo quando ouviu o sinal da última aula. Arrumou seu material o mais devagar que pode antes de ir até seu quarto.

Abriu a porta desanimado, um dia atrás teria um pequeno ser verde comemorando por ele ter voltado ao quarto, agora só tinha o vazio e a falta. Ok, agora admitia, sentia falta.

Jogou sua mochila em um lugar qualquer do quarto e deitou-se na cama. Fitou o teto sem nenhum pensamento em especifico, só estava esperando o sono.

Seus olhos estavam quase conseguindo descansar quando ouviu o barulho de uma mensagem recebida em seu celular, praguejou as próximas sete gerações da família de quem quer que fosse a o incomodar essa hora e decidiu ignorar o toque, o que não durou muito, visto que essa pessoa era insistente. Uma, duas, três, quatro, cinco mensagens. Katsuki desistiu. Procurou seu celular em sua mochila e foi conferir quem o estava enchendo o saco, revirou os olhos ao ver que era Deku. Ia ignorar, como sempre, mas uma ideia veio a sua mente.

— Por que sentir falta de um quando tenho o original aqui?

Reuniu toda coragem que pode antes de abrir novamente a conversa de Midoriya e enviar aquela mensagem, ele sabia que não podia voltar atrás.

“Você pode vir aqui?”

18 de Agosto de 2018 às 07:05 0 Denunciar Insira 2
Fim

Conheça o autor

emanuela ; tentando parar de procrastinar enquanto leio fanfic.

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